quarta-feira, 6 de julho de 2011

Veja onde foram as explosões de bueiros no Rio em 2011 Casos têm assustado e causado transtornos aos pedestres. No início do mês de julho, sete bueiros apresentaram problemas.


Desde o início de 2011, a cidade do Rio de Janeiro tem sofrido com diversas explosões em bueiros. Os casos têm assustado e causado transtornos aos pedestres. Somente nesta semana, sete bueiros apresentaram problemas, como fumaças, explosões e guimbas de cigarro jogadas dentro de caixas subterrâneas.
Julho


Rua Sete de Setembro
Nesta terça-feira (5), foram registrados dois problemas com bueiros na cidade. Um deles foi na Rua Sete de Setembro, no Centro, onde um bueiro explodiu. O problema aconteceu por volta das 16h30, perto do Teatro João Caetano.

Já no início da noite, os bombeiros foram chamados depois que uma guimba de cigarro foi jogada num bueiro na Rua das Laranjeiras, em Laranjeiras, na Zona Sul. De acordo com a Light, concessionária responsável pelo fornecimento de energia, para os dois casos, os técnicos foram ao local para fazer uma vistoria e apurar o ocorrido. O Corpo de Bombeiros informou que ninguém ficou ferido.
Rua da Assembleia
Ainda durante esta semana, três pessoas ficaram feridas após uma explosão em um bueiro na Rua da Assembleia, também no Centro. As tampas de outras três caixas subterrâneas próximas ao local foram parar longe. Devido as explosões, a via permanece interditada no trecho entre a Avenida Rio Branco e a Rua da Carioca, nesta quarta-feira (6).
As vítimas, levadas para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, foram medicadas e liberadas.
No dia 1º de julho, pedestres que passavam pela Rua do México, também no Centro do Rio, se assustaram com uma fumaça que saiu de um bueiro. De acordo com a Light, técnicos informaram que a presença de água na galeria provocou saída de vapor. Segundo a empresa, não houve feridos e bombeiros não foram acionados.
|Junho


Rua Senador Vergueiro
No mês de Junho, também foram registrados alguns problemas com bueiros na cidade. No dia 28, a explosão de um bueiro na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, na Zona Sul, fez com que a Light interrompesse o fornecimento de energia na região.

Rua Constante Ramos
No dia 25, um curto-circuito nos cabos de baixa tensão causou a explosão nas duas caixas subterrâneas da Light. O acidente aconteceu na esquina da Rua Constante Ramos com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, na Zona Sul, e não deixou feridos.
Dois dias depois, um bueiro voltou a soltar fumaça também em Copacabana, chegando a provocar a interdição de uma das faixas da via. Ninguém ficou ferido.
Já no dia 19 de junho, um operário da Light ficou ferido após a explosão de bueiro na Rua Conde de Bonfim , na Tijuca, na Zona Norte. A vítima, um operário, trabalhava no bueiro no momento do acidente. Ele teve 40% do corpo queimado e foi levado para o Hospital do Andaraí, também na Zona Norte.
 
Rua da Constituição e Av. Gomes Freire
No dia 1º, um bueiro explodiu na esquina da Rua da Constituição e Avenida Gomes Freire, no Centro, e causou pânico e correria no local.
As chamas chegaram a seis metros de altura e atingiram um prédio comercial desativado. Ninguém ficou ferido.



Maio


Ruas Constante Ramos e Domingos Ferreira
No dia 29 de maio, pedestres que passavam pela esquina das ruas Gustavo Sampaio e Anchieta, no Leme, na Zona Sul, se assustaram com a quantidade de fumaça e estouros num bueiro.
No mesmo dia, a fumaça que saía de um bueiro assustou as pessoas que circulavam na esquina das ruas Constante Ramos e Domingos Ferreira, em Copacabana.
Avenida Nossa Senhora de Copacabana
Já no dia 21 de maio, uma fumaça que saiu de dentro de um bueiro provocou interdições no trânsito na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, entre as Ruas Raimundo Correa e Santa Clara.

Entrada de dólares sobe mais de 1.000% no semestre, para US$ 39,8 bi Em junho, porém, fluxo ficou negativo em US$ 2,55 bilhões. Segundo analista, especulação no mercado futuro mantém dólar em queda.


Do G1, em Brasília
O Banco Central informou nesta quarta-feira (6) que o ingresso de dólares na economia brasileira somou US$ 39,83 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um crescimento de 1.084% – ou seja, mais de dez vezes – em relação a igual período do ano passado, quando foi contabilizada a entrada de US$ 3,36 bilhões no país.
O valor também já superou em 63,5% a entrada de divisas apurada em todo ano passado (US$ 24,35 bilhões), segundo informações da autoridade monetária. Somente em junho, porém, o BC informou que houve mais saída do que entrada de dólares no Brasil, no valor de US$ 2,55 bilhões. Trata-se do primeiro saldo negativo desde dezembro do ano passado (-US$ 1,91 bilhão).
Segmentos financeiro e comercial
A maior parte da entrada de dólares no país nos seis primeiros meses deste ano (US$ 23,64 bilhões) aconteceu pela chamada conta financeira, pela qual transitam os investimentos estrangeiros diretos e os recursos para aplicações financeiras, além das remessas de lucros e dividendos e empréstimos tomados no exterior, entre outros. Outros US$ 16,19 bilhões ingressaram no país, no primeiro semestre, pela conta comercial, que concentra os contratos de câmbio para exportações e importações.
Apesar do forte ingresso de dólares na economia brasileira pelo segmento financeiro no primeiro semestre deste ano, os números do Banco Central mostram que o fluxo ficou negativo (com mais saída do que entrada de recursos) nos três últimos meses, ou seja, em abril, maio e junho. A reversão começou a acontecer após o governo ter elevado o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para 6% sobre empréstimos buscados pelas empresas no exterior.
Impacto no dólar
O ingresso de recursos no país, segundo analistas, teria correlação com a queda do dólar. A lógica seria que, com mais dólares no Brasil, o seu preço ficaria menor. Dólar baixo, por sua vez, gera perda de competitividade para as empresas brasileiras, uma vez que torna as exportações mais caras e as compras do exterior mais baratas. Justamente para combater esse ingresso de divisas, o governo lançou mão de várias medidas nos últimos meses.
Na avaliação de alguns economistas, como Sidney Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, entretanto, o que tem puxado o dólar para baixo nas últimas semanas seria a especulação dos bancos no mercado futuro. Tanto que em junho, argumenta ele, houve mais saída do que entrada de recursos no Brasil, no valor de US$ 2,55 bilhões, e, mesmo assim, o dólar recuou para R$ 1,55 - a menor cotação em vários anos.
"No Brasil, o preço da moeda americana atingiu seu extremo em torno de R$ 1,55, forçada por uma soberba posição "vendida" liquida de US$ 23,1 bilhões detida pelos "hedge funds" no mercado de derivativos, representando elevada aposta no real", informou ele em comunicado. Justamente para frear esta especulação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem ameaçado tomar mais medidas, estas direcionadas ao mercado futuro e de derivativos.
Medidas já adotadas
Nesta quarta-feira, o ministro Mantega, afirmou, em entrevista ao diário britânico "Financial" Times, que a chamada "guerra cambial", que é o esforço dos países para desvalorizar suas moedas e proporcionar melhores condições de competitividade para suas empresas, repercutindo no ingresso de divisas nos países emergentes,  'absolutamente não terminou'.
A mesma preocupação com a entrada de dólares nos países emergentes também foi demonstrada pela nova diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.
O governo já anunciou, nos últimos meses, várias medidas para tentar conter a queda da cotação do dólar frente ao real - fator que encarece as exportações e torna as importações mais baratas. Sem as medidas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que o dólar estaria mais barato ainda.
Em outubro do ano passado, o ministro da Fazenda anunciou a elevação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa no país de 2% para 4%. No mesmo mês, subiu de novo o tributo para 6%, e estendeu sua cobrança às operações no mercado futuro (derivativos).
No começo deste ano, o Banco Central anunciou uma medida para tentar baixar a posição vendida dos bancos no mercado de câmbio, que alcançou a marca de US$ 16,8 bilhões no mês de dezembro, e, com isso, frear a queda do dólar. Na ocasião, o BC impôs um depósito compulsório de 60% sobre a posição dos bancos que exceder US$ 3 bilhões ou o patrimônio de referência da instituição.
A autoridade monetária também anunciou, no começo deste ano, que voltaria a atuar com contratos de "swap cambial reverso" - operações que equivalem à compra de divisas no mercado futuro. A decisão que foi aplaudida pelo ministro Guido Mantega, uma vez que as aquisições no mercado futuro contribuem para uma queda menor, ou aumento do dólar, no mercado à vista.
Além disso, o governo também já autorizou, embora ainda não tenha utilizado este instrumento, a possibilidade de o fundo soberano brasileiro comprar moeda norte-americana nos mercados à vista e, também futuro.

Câmara aprova audiência com Nascimento para explicar denúncias Ministro e diretor do DNIT devem ir à Câmara na semana que vem. Ida de Alfredo Nascimento ao Senado foi aprovada na terça.


A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) realização de audiência pública conjunta de três comissões com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot - que está afastado.
Os deputados querem explicações sobre as denúncias de superfaturamento em obras públicas, responsáveis pelo afastamento da cúpula do ministério no fim de semana. Um convite a Nascimento para dar explicações no Senado já havia sido aprovado na terça-feira.
O requerimento aprovado nesta quarta foi apresentado pelo deputado Wellington Roberto (PR-PB), do partido do minsitro. Na terça, deputados do PR protocolaram requerimentos em quatro comissões para que o ministro falasse sobre as denúncias na Câmara.
A audiência será conjunta entre as comissões de Fiscalização Financeira, Viação e Transportes e de Administração e Serviço Público. A ida de Pagot à Câmara foi incluída após acordo entre deputados da comissão.
A data para a audiência ainda não está definida, mas os deputados concordaram que seria antes do recesso parlamentar, que se inicia em 15 de julho.
Disposição do ministro
Na terça, o senador Blairo Maggi (PR-MT) afirmou que o ministro dos Transportes havia concordado em comparecer ao Senado para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de superfaturamento em obras públicas da pasta. Segundo o senador, o ministro também deve ir à Câmara.
“Tivemos uma reunião com o ministro e a bancada de senadores e deputados. Ficou decidido que o ministro irá ao Senado e à Câmara para falar das denúncias”, disse Maggi.
Também na terça-feira, em razão da repercussão das denúncias, o ministro divulgou nota em que pede ao DNIT e à estatal Valec a suspensão por 30 dias de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras e serviços de engenharia. A ordem foi repassada em ofício assinado por Nascimento ao diretor-geral substituto do DNIT, José Sadok de Sá, e ao diretor-presidente interino da Valec, Antônio Felipe Sanchez Costa.
Oposição
Nesta quarta, o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), afirmou que a oposição vai pedir à Procuradoria Geral da República (PGR) que investigue denúncia publicada pelo jornal “O Globo” sobre o suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro Alfredo Nascimento.
Segundo reportagem do jornal, dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%.
“Não é nem pelo volume do aumento patrimonial pessoal ou familiar. Mas é pela estranheza que causa a relação entre as ações de governo e a melhoria dos bens pessoais. Isso nos permite fazer agora um aditamento à representação que fizemos ontem ao Ministério Público. Estaremos entregando hoje até o final da tarde, para pedir a juntada de um inquérito do Ministério Público do Amazonas, que já existe sobre o assunto, para a análise do procurador-geral da República para investigar o filho e todos aqueles que direta e indiretamente estão envolvidos”, disse Duarte Nogueira.
Ainda de acordo com o jornal, o filho de Nascimento é investigado pelo Ministério Público Federal no Amazonas desde 2009. Em nota, o próprio Ministério Público confirma as informações divulgadas pela reportagem. “O MPF/AM investiga o possível enriquecimento ilícito de Gustavo Pereira por força de benefício particular às expensas do patrimônio público. O inquérito civil público tramita em âmbito administrativo no MPF/AM e tem caráter sigiloso, devendo ser concluído nos próximos meses”, registra o MPF na nota.

Fina apela caso de doping de Cielo para o Tribunal Arbitral do Esporte Enquanto isso, campeão olímpico segue com apenas uma advertência


Por GLOBOESPORTE.COMLausanne, Suíça
Cesar Cielo durante coletiva (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)Cesar Cielo durante coletiva para falar sobre caso
de doping (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)
Cinco dias depois de a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) punir apenas com uma advertência Cesar Cielo, a Federação Internacional de Natação (Fina) decidiu encaminhar o caso para o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O campeão olímpico e os outros três nadadores (Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked) foram flagrados em exame antidoping durante o Troféu Maria Lenk, em maio.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Fina informou a decisão de apelar ao Tribunal o caso de doping por furosemida dos quatro nadadores brasileiros. A entidade também poderia ter acatado a punição da CBDA e encerrado o processo. Mas, ainda assim, a Agência Mundial Antidoping poderia recorrer ao TAS, se não concordasse com a punição.
O órgão máximo da modalidade afirmou também que os atletas seguem sem suspensão até a decisão final. O TAS é o único que tem autoridade para aplicar uma suspensão provisória. Com isso, Cielo ainda pode disputar o Mundial de Xangai, de 24 a 31 de julho.
A entidade internacional encerra o comunicado avisando que não medirá esforços para obter uma decisão sobre o caso o mais rápido possível. Mas os julgamentos sem caráter de urgência costumam demorar de 6 meses a 1 ano.
Em painel realizado na sexta-feira, a CBDA levou em conta o "histórico dos atletas" e decidiu puni-los apenas com a perda dos resultados do Maria Lenk e uma advertência, alegando que eles explicaram como o diurético entrou no organismo e concluindo que não houve aumento de desempenho.
A CBDA informou que uma farmácia de manipulação de Santa Bárbara D'Oeste - cidade de Cielo - enviou um relatório avisando sobre contaminação das cápsulas por falta de limpeza no balcão onde as pílulas são produzidas. O estabelecimento, no entanto, negou ter assumido o erro pelo doping do nadador, mas admitiu a possibildade de ter acontecido contaminação pelo ar.
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