terça-feira, 12 de julho de 2011

Homem é suspeito de manter ex-companheira em porão Mulher mantida em cárcere em SP afirma ter sido agredida e torturada. Mãe e irmã de suspeito o denunciaram à polícia.


Do G1 SP
Um homem de 55 anos foi preso nesta segunda-feira (11) por suspeita de manter a ex-companheira presa na casa dele, na Vila Jacuí, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo.
A mulher, de 58 anos, ficava em um porão, com 1 metro de altura, sem janela e cheio de mofo nas paredes. Ela disse aos policiais que era agredida, torturada e só recebia água e macarrão. “E não era todo dia, era a cada dois, três dias que ele dava [comida] pra ela. Ela estava bem abatida, desidratada”, afirmou o soldado Gustavo Aguetoni, da Polícia Militar.
A polícia chegou até o local porque a mãe e a irmã do suspeito, que também moram na casa, o denunciaram. Elas disseram que eram ameaçadas de morte. O suspeito irá responder pelo crime de cárcere privado.
 

Ministério Público denuncia três por acidente com avião da TAM Denunciados teriam exposto Airbus que caiu em Congonhas a perigo. Ex-diretora da Anac está entre os denunciados.


Do G1 SP, com informações do Bom Dia Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou, nesta segunda-feira (11), três pessoas pelo acidente com um avião da TAM, que matou 199 pessoas no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, em 2007.
Foram denunciados criminalmente Denise Abreu, então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); Alberto Fajerman, que era vice-presidente de operações da TAM; e Marco Aurélio Castro, então diretor de segurança de voo da empresa. Para o MPF, essas três pessoas expuseram a perigo o Airbus que, no dia 17 de julho de 2007, saiu da pista de Congonhas e bateu no prédio da empresa, em frente ao aeroporto.
O MPF informou ao Bom Dia Brasil que dará mais detalhes sobre a denúncia apresentada à Justiça ainda nesta terça-feira (12).
No momento do acidente, chovia e o A320 da TAM, que vinha de Porto Alegre, estava com um de seus reversos (parte de seu sistema de freio) desativado. Os pilotos não conseguiram parar o Airbus, que atravessou a pista e foi bater em um prédio do outro lado da Avenida Washington Luís. A pista do aeroporto havia sido reformada e liberada havia 20 dias sem o grooving - ranhuras na pista feitas para ajudar a frear os aviões.
Segundo a Agência Estado, a denúncia do procurador da República Rodrigo De Grandis tem 50 páginas e foi registrada na 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Denise Abreu, que foi afastada do cargo na Anac em meio ao caos aéreo que se seguiu ao acidente, é acusada pelo MPF de agir com imprudência por determinar a liberação da pista de Congonhas sem o grooving. Além disso, seria responsável por liberar a pista "sem realizar formalmente uma inspeção, após o término das obras de reforma com o fim de atestar a sua condição operacional em conformidade com os padrões de segurança aeronáutica". A ex-diretora da Anac sempre se disse inocente e negou ter sido imprudente. Caso seja condenada, Denise pode pegar de 1 ano e 4 meses a 4 anos de prisão.
Ainda segundo a agência, no caso dos então diretores da TAM, ambos teriam sido negligentes porque teriam permitido que os aviões da TAM pousassem em Congonhas, apesar de terem conhecimento das péssimas condições da pista, "em especial nos dias de chuva". Os dois diretores teriam sido negligentes ainda porque, nessas condições, não redirecionaram os aviões da empresa para pousar em outros aeroportos. No caso de Castro, ele é ainda acusado de não fiscalizar o comportamento de suas tripulações e ter deixado, a partir de janeiro de 2007, "de informar aos pilotos da TAM Linhas Aéreas que o procedimento de operação com o reversor desativado da aeronave A320 havia mudado". Depois disso, a Anac havia desaconselhado o pouso de aviões com esse equipamento desativado em pistas como a de Congonhas, durante chuva. A acusação contra Fajerman é parecida com a feita contra Castro. Em seus depoimentos à Polícia Federal, ambos negaram qualquer negligência no caso. Agora, eles também podem pegar até 4 anos de prisão.
DefesaO criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, defensor de Alberto Fajerman e de Marco Aurélio, disse à Agência Estado que recebeu "com estupefação" a denúncia da Procuradoria da República. "A defesa esperava um pedido de arquivamento do inquérito policial", observou o criminalista, apontando "duas razões" para sua certeza de que os autos deveriam ser arquivados. "Em primeiro lugar, no curso do longo inquérito (da Polícia Federal), efetivamente não há nem mesmo meros indícios de que alguma pessoa tenha concorrido de algum modo, mesmo que culposo, para o trágico acontecimento." A segunda razão de Mariz: "Corroborando a inexistência de elementos incriminadores, esse mesmo inquérito ficou nas mãos da acusação durante mais de um ano e meio a mostrar que o representante do Ministério Público Federal não estava encontrando fundamentos para o oferecimento da denúncia. E diga-se: o procurador (Rodrigo de Grandis) é um dos mais operosos e competentes representantes do MPF em São Paulo."
"E os outros?", questionou o criminalista Roberto Podval, que defende Denise Abreu, ex-diretora da Anac. "Em que ela (Denise) difere dos outros? Seguindo a lógica da denúncia, não só Denise deveria ser acusada, mas o próprio ministro da Aeronáutica, que estava acima dela, e todas as demais autoridades." Para Podval, "o dever de cuidado é um dever de todos". "Dentro dessa lógica, (o Ministério Público Federal) deveria responsabilizar todas as autoridades que tivessem ligação com a Aeronáutica. Só três? E os outros diretores da Anac? Denise era uma diretora. Ela nem era responsável pela segurança."
*Com informações da Agência Estado

Menor confessa assassinato e diz que tem certeza da impunidade 'Sou menor, não fico preso por muito tempo', disse adolescente de 16 anos. Ele também é suspeito de matar uma criança em abril de 2011, em Vitória.


Do G1 ES
A Polícia Militar apreendeu, na noite desta segunda-feira (11), em Vitória, um menor suspeito de ter participado de dois crimes. Um deles, o adolescente de 16 anos confessou aos policiais e relatou à reportegem da TV Gazeta. Ele disse que matou um rival do tráfico de drogas e não se arrepende.
"Ele estava passando, peguei o revólver e o matei com 11 tiros. Ele falou que iria matar a minha família, mas o matei primeiro. E se encontrar com quem anda com ele, mato também", relatou o menor, com frieza.
O adolescente ainda é suspeito de ter participado de um tiroteio que matou o menino Mateus Siqueira, de oito anos, quando voltava da padaria com o irmão. Ele foi atingido com um tiro na cabeça no momento em que passava pela pracinha do bairro Inhanguetá, em Vitória. O crime aconteceu em abril de 2011.
O menor foi encaminhado pela polícia ao Departamento de Polícia Judiciária de Vitória (DPJ). Com ele foram encontrados papelotes de cocaína e uma moto roubada. Ele tem 16 anos, mas desde os 14 está envolvido com crimes e com o tráfico de entorpecentes.
"Entrei nessa vida por que vale a pena. Eu não tinha dinheiro e agora tenho. Sou menor e não vou ficar preso por muito tempo, daqui a três meses ou três anos eu saio. Vou ficar até matar ou morrer", enfatizou o menor.
Entenda o caso
No dia 16 de abril, um menino de oito anos foi atingido na cabeça por uma bala perdida durante "acerto de conta" entre traficantes em Inhanguetá. O menino havia saído de casa, na companhia do irmão de 11 anos, para comprar bolo na pracinha do bairro, quando começou o tiroteio.
Segundo relato de testemunhas à polícia, era por volta das 23 horas, quando dois suspeitos chegaram pela Rua Aires Ribeiro, onde deixaram duas bicicletas na entrada do Beco da União. Ainda de acordo com populares, a dupla atravessou um trecho até chegar na Rua da Galeria, que fica logo em frente à praça onde ocorreu a troca de tiros.
Os meninos estavam na barraca de doces comprando o bolo, quando os atiradores começaram a disparar contra um grupo de jovens que estavam no local. Para a polícia, não restam dúvidas de que a motivação do crime tenha ligação com a disputa de gangues rivais pelo controle do comércio de drogas.

'PR não usou Dnit para buscar dinheiro', diz diretor afastado do órgão Luiz Antônio Pagot está de férias e foi afastado do cargo no começo do mês. Ele fala em comissão do Senado sobre denúncias de superfaturamento.


Robson BoninDo G1, em Brasília
O diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, afirmou nesta terça-feira (12), durante depoimento à Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, que o PR, partido ao qual é filiado, não utilizou o órgão para benefício próprio.
Clique no vídeo ao lado para assistir ao depoimento ao vivo
“O PR não utilizou o Dnit para cooptar, para buscar qualquer tipo de mecanismo para buscar dinheiro para seus cofres”, disse Pagot. Reportagem da revista “Veja” do começo do mês denunciou envolvimento de integrantes do PR na suposta cobrança de propina a empresas que conseguiram contratos com o órgãos vinculados ao Ministério dos Transportes, entre eles o Dnit.
Mais cedo, o diretor afastado do Dnit disse que “refutava” as denúncias de superfaturamento de obras sob responsabilidade de sua gestão no órgão. “Inicialmente, quero refutar todas as acusações que são feitas a minha pessoa”, afirmou Pagot, que chegou ao Senado por volta de 8h20, sem falar com a imprensa.
Um dos autores do requerimento que convidou Pagot para falar no Senado, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) perguntou ao diretor do órgão sobre os partidos que teriam indicado diretores para o órgão, quis saber a situação do diretor no comando da pasta e citou denúncia da revista “Veja”, na qual a presidente Dilma Rousseff teria dito que o Dnit precisaria de “babás” para manter o controle sobre a evolução de gastos com obras.
Sobre a situação no órgão, Pagot relatou que está de férias. Ele disse que pediu o período de descanso por questões de saúde e que o ex-ministro Alfredo Nascimento, quando ainda estava no cargo, consultou Dilma Rousseff sobre a solicitação.
“Pedi férias ao ministro, ele consultou a presidente e me disse que a ‘presidente concordou em você tirar férias de 4 a 21 de julho’. Então, as minhas férias já estavam programadas e não tem nenhuma relação a isso [denúncias]. Domingo à noite ele me chamou para uma conversa e nessa conversa ele me disse que a presidente tinha determinado o afastamento de todos os citados na revista. Não descumpri ordem, não desrespeitei ninguém e só fui no Dnit. Minha situação funcional é situação de férias”, disse Pagot.
Em relação às denúncias da revista, Pagot relembrou a reunião com Dilma e argumentou que as obras do Dnit aumentaram de valor devido a ampliação dos projetos, como novas obras que não estavam no projeto inicial. Pagor afirmou que Dilma acompanhava as ações do Dnit quando era chefe da Casa Civil, mas deixou de acompanhar com frequência as ações da pasta após virar presidente e por isso ficou surpresa ao notar o aumento de valores de obras em relação ao período que era coordenadora do PAC.
“Não me surpreendi de ela ter se admirado que algumas obras estavam com o escopo bem superior daquele que constava no PAC. Mas a diferença não é sobre-preço, não é superfaturamento. Não acredito que esse ministério esteja descontrolado”, disse Pagot.
Atuação do Dnit
O diretor afastado do Dnit entrou no plenário da comissão com uma mochila repleta de documentos por volta de 9h10. Tão logo foi autorizado a falar por até 20 minutos, o diretor fez uma apanhado de todo o sistema de funcionamento do Dnit, seus órgãos relacionados e os trâmites de formulação de contratos e obras.
Pagot afirmou que o Dnit não tem competência para tomar decisões unilaterais sobre obras: “Apenas sugerimos, não decidimos.”
Sem fazer referências a irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sob responsabilidade do órgão, Pagot falou sobre a burocracia do governo na definição de ações e disse que projetos do PAC são definidos por um comitê gestor, e não só pelo Dnit.
O diretor afastado do Dnit, Luiz Antônio Pagot, durante audiência em comissão do Senado (Foto: Reprodução / TV Senado)O diretor afastado do Dnit, Luiz Antônio Pagot,
durante audiência em comissão do Senado nesta
terça (Foto: Reprodução / TV Senado)
Fiscalização
Pagot citou a Controladoria Geral da União (CGU), que mantém um gabinete dentro do Dnit para acompanhar as ações do órgão. Ele disse que o órgão abre, em média, 300 processos por ano: “A Controladoria Geral da União nunca abriu menos de 300 processos por ano. A média dos últimos dois anos foi de 350 processos. A CGU mantém um gabinete o tempo todo no Dnit. A CGU ela exerce o papel de controle interno, ela nos exige relatórios permanentes e controle permanente.”
Ainda sobre o controle no órgão, Pagot falou do TCU e até de uma rede de órgãos encabeçada pela Polícia Federal que têm o papel de controlar e acompanhar a execução de obras do Dnit. O diretor afastado afirmou que o órgão é “extremamente controlado”.
“Temos o TCU que atua e faz o controle nos 27 estados. Temos auditoria interna com mais de 40 processos, temos a CGU com mais de 300 processos por ano, e o TCU. Só para responder a esses processos, temos que ter uma boa equipe para dar conta. Do ano passado para cá foi estabelecida uma rede de controle com a PF, a CGU, o TCU que vão fazer não mais o controle, mas a apuração de denúncias sobre execução das obras. O Dnit é um órgão extremamente fiscalizado e extremamente controlado”, disse Pagot.
Luiz Antônio Pagot negou que tenha atuado no comando do órgão para atender a pedidos de interesse do ex-ministro do Planejamento e atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em relação a obras.
“O ministro Paulo Bernardo fazia parte do Comitê Gestor [que coordenava obras do PAC]. Então, periodicamente nos encontrávamos. Tanto Paulo Bernardo quanto Mantega [Fazenda], Alfredo Nascimento [ex-Transportes], Paulo Sérgio Passos [atual Transportes], Izabella Teixeira [Meio Ambiente], Carlos Minc [ex-Meio Ambiente], tenho conhecimento dele nessas reuniões. E, especificamente, o Paulo Bernardo. Ele nunca me exigiu e nunca me pediu nada, nem obra. A própria obra de Maringá, que era obra da cidade dele, quem vinha falar comigo era o prefeito”, disse Pagot.
O diretor afastado do Dnit classificou de “factóides” as denúncias de suposto superfaturamento em obras comandadas pelo Dnit e as supostas conversas entre ele e Paulo Bernardo: “Não tem uma palavra dita sobre mim e sobre o ministro Paulo Bernardo. A imprensa é pródiga na invenção desses enunciados, todos os senhores sabem o que estou falando, dessas invencionices e factóides.”
Audiência
Pouco antes de dar a palavra para Pagot, a presidente da Comissão de Infraestrutura, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), avisou que a gravação com o depoimento dele à comissão será enviado ao Ministério Público Federal para fundamentar as investigações sobre irregularidades no Ministério dos Transportes e no próprio órgão.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), pediu a palavra para dizer que Pagot poderá ser responsabilizado por eventuais informações falsas que venha a prestar à comissão. “Existe a crença de que a falta de compromisso do depoente isenta ele de prestar contas a Justiça se seu depoimento for falso. Essa crença não é verdadeira. O STF tem jurisprudência pacífica que responsabiliza quem não dizer a verdade”, disse Dias.
O plenário da comissão está lotado de jornalistas, assessores e senadores. O principal aliado de Pagot e responsável pela indicação do diretor para o cargo, senador Blairo Maggi (PR-MT), está sentado na primeira fila, em frente a Pagot.
Senadores governistas integram a maioria dos parlamentares que acompanham o depoimento. O convite a Pagot foi aprovado na semana passada, após ser apresentada pelos senadores Blairo Maggi e Aloysio Nunes (PSDB-SP).
Pagot foi afastado da cúpula do ministério após reportagem da revista "Veja" relatar que representantes do PR, partido ao qual pertence o ex-ministro Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras. Nascimento deixou o cargo em razão das denúncias.
O diretor está de férias. O Palácio do Planalto informou que, quando ele retornar, deve deixar o cargo em definitivo. De acordo com o Planalto, ele havia pedido em novembro do ano passado férias de 30 dias a partir do dia 4 de julho. Ainda segundo a assessoria do Planalto, após este período ele pedirá exoneração ou será exonerado. A saída definitiva de Pagot foi acertada com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Casino mantém posição contrária à fusão Pão de Açúcar e Carrefour Nesta terça, o conselho votou de forma unânime contra a operação. Diniz se reuniu hoje com o grupo, que divide o controle do Pão de Açúcar.


O grupo francês Casino afirmou nesta terça-feira (12), por meio de nota, que a proposta de unir as operações do Carrefour no Brasil às do Pão de Açúcar é contrária aos interesses da varejista brasileira e dos acionistas.
O conselho de administração do Casino, grupo que divide o controle do Pão de Açúcar com o empresário Abilio Diniz, também considerou que a estimativa de sinergias provenientes da fusão foram 'fortemente superestimadas', com riscos de execução significativos.
Em reunião nesta terça-feira, o conselho votou de forma unânime contra a operação, apoiada por Diniz, que não participou da votação.
Diniz se reuniu com o conselho de administração do Casino nesta terça-feira, em Paris, quando reafirmou seu apoio à transação, segundo o grupo francês.
O empresário Abilio Diniz convocou para o dia 2 de agosto uma reunião do Conselho de Administração da Wilkes, controladora do Pão de Açúcar, para deliberar sobre a proposta de fusão com o Carrefour.
A Wilkes é a empresa que abriga o Casino e a família Diniz, com participações de 50% cada. Hoje, a Wilkes tem participação no capital total do Pão de Açúcar de 25,2% do capital total do Pão de Açúcar.
Na prática, a fusão precisa de consenso entre Jean-Charles Naouri, do Casino, e Abílio Diniz para se tornar realidade. Casino e Pão de Açúcar, sócios em partes iguais na Wilkes, sustentam posições contrárias sobre o negócio.
Há duas semanas, o Carrefour anunciou ao mercado que recebeu da empresa brasileira Gama, que pertence ao fundo BTG Pactual, uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), holding que detém as lojas do Pão de Açúcar,Compre Bem e Extra.
Quase uma semana depois do anúncio, o conselho de administração do Carrefour se declarou favorável à fusão. Em comunicado divulgado no dia 4 de julho, a rede francesa afirmou que a fusão aumentaria a exposição do Carrefour a mercados crescentes e o projeto está “totalmente em linha com a estratégia de aumentar sua presença nos principais mercados emergentes”.
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