segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Criminosos falavam japonês para assaltar feirantes em SP


Do G1 SP
Os criminosos presos neste domingo (25) por suspeita de fazer parte de uma quadrilha que assaltava feirantes na Zona Norte de São Paulo falavam algumas palavras em japonês para poder abordar as vítimas.
Os criminosos descobriam os endereços das vítimas, invadiam as casas e levavam todo o dinheiro arrecadado na feira do dia. A quadrilha é responsável por mais de dez roubos na região, de acordo com a polícia.
Os suspeitos não faziam barulho para invadir as casas. Eles abriam as portas com um tipo de chaves normalmente usadas por chaveiros. “Deram um soco na cara do meu pai, já entraram dando coronhada, amarraram a gente, colocaram a gente no chão”, contou uma das vítimas.
Na madrugada deste domingo, um feirante estranhou a movimentação na frente de sua casa e ligou para a Polícia Militar. Os três suspeitos foram presos. Ainda segundo a polícia, outros cinco suspeitos de fazerem parte da quadrilha ainda estão soltos.

'Eu sou fraco para o lado de mulher', diz pivô do caso ketchup na Bahia


Do G1 BA, com informações do Fantástico
Um suposto crime chamou a atenção na cidade de Pindubaçu, Chapada Diamantina, na Bahia. De acordo com informações da polícia, uma mulher contratou um homem para matar outra mulher.
No entanto o homem percebeu que a suposta vítima era sua conhecida. Ele desistiu de matar a amiga, contou tudo para ela e elaborou um plano. Assim, os dois forjaram o assassinato, e tudo foi descoberto.
O trabalhador rural Virlan Anastácio não imaginava que, de uma hora para outra, fosse virar personagem da história mais comentada na cidade. “Quando passo nas ruas, as pessoas falam: ‘Olha o garanhão, o vilão’. Aí eu digo: será que eu sou esse bicho todo? Não me considero assim. Eu sou fraco para o lado de mulher”, admite.
Quem diria que, com um jeito pacato de trabalhador rural, Virlan Anastácio é o alvo de uma disputa amorosa. De um lado, está Iranildes, a Lupita; do outro, Maria Nilza, a Galega, como é mais conhecida. No inquérito policial, ela é apontada como a mandante do crime. Teria contratado Carlos Roberto de Jesus, um velho conhecido da polícia, para matar sua rival Lupita. Teria pago R$ 1 mil pelo serviço.

De acordo com as investigações da polícia, Carlos Roberto só receberia o dinheiro depois que apresentasse a prova do assassinato. Mas quando ele se viu diante da vítima, descobriu que era amigo de infância dela. Desistiu de executar o crime, mas montou um plano para não deixar de receber os R$ 1 mil.
 
Delegado diz que inqúerito do 'crime do ketchup' será concluído até a próxima semana (Foto: Reprodução/ TVBA)"Ele me melou toda de ketchup, botou a faca
embaixo do braço" , diz Lupita.
(Foto: Reprodução/ TVBA)
Para que tudo desse certo, Lupita precisava concordar, mesmo sabendo que se tratava de uma trama planejada por um bandido.

“Ele disse que não tinha coragem de me matar. Então não me mate, você veio me dizer. Mas eu fiquei insegura e aí ele me fez a proposta: ‘Eu divido o dinheiro com você’”, contou a dona de casa Irenildes Araújo, a Lupita.
Mesmo desconfiada, ela resolveu aceitar. O bandido foi logo tratando de botar o plano em prática, em plena luz do dia, perto do quintal da casa. “Ele me melou toda de ketchup, botou a faca embaixo do braço, me amordaçou a mão e a boca”, relatou Lupita.
Com a foto no celular, o bandido foi logo procurar Maria Nilza. “Eu tomei um susto muito grande, porque ele me mostrou ela morta, dizendo que tinha matado, queria os R$ 1 mil e que iria me acusar”, lembra a Galega.
Ele recebeu o dinheiro, mas não dividiu como prometeu. “Ele chegou aqui e disse: ‘Lupita, está aqui. Ela só me deu R$ 500. eu vou te dar R$ 240”, relatou Irenildes Araújo, que ficou três dias sem sair de casa para não levantar suspeita.

Uma semana depois, certa de que Virlan estava viúvo, Nilza veio a uma festa pensando em se encontrar com o rapaz. Ele estava mesmo na festa, mas aos beijos com a mulher Lupita, dançando forró. O susto foi grande, diz Lupita.

“Eu cheguei perto dela e disse: ‘Vim te buscar’. Aí eu fui roubada”, comentou Lupita. “Eu perdi a noção quando eu me deparei com ela. Eu perdi totalmente a noção. Eu falei: ‘Isso foi um suborno’”, comentou Maria Nilza.
Nilza nega que tenha encomendado a morte da rival, mas confirma que deu o dinheiro ao bandido. Na delegacia, ela denunciou o suposto assalto, mas o delegado Marconi Almino Lima logo descobriu a trama.

“Quando eu vi a história, eu achei mais uma história tragicômica. Uma coisa dessa só ocorre aqui mesmo na Bahia”, disse o delegado Marconi Almino Lima.
Essa história, que já ganhou repercussão internacional, é o tema de todas as conversas em Pindobaçu, na Chapada Diamantina.

“O mal feito uma hora é descoberto”, diz um rapaz. “É uma brincadeira que acabou trazendo para nossa cidade a televisão que nunca tinha vindo aqui”, comentou uma senhora.

Para os conterrâneos, Lupita acabou ganhando um novo apelido. “Amanhã, entrevista exclusiva com a sensação de Pindobaçu: a Mulher Ketchup”, brinca um radialista.

'A gente nunca vai ter resposta', diz pai de aluno que se matou no ABC


Kleber TomazDo G1 SP
Família de Davi participa de culto em São Caetano (Foto: Kleber Tomaz/G1)Família de Davi participa de culto em São Caetano
(Foto: Kleber Tomaz/G1)
“A gente nunca vai ter resposta”, disse neste domingo (25) o guarda-civil municipal Milton Evangelista Nogueira, de 42 anos, sobre o que teria levado seu filho, o estudante Davi Mota Nogueira, 10 anos, a atirar numa professora dentro da sala de aula e se matar em seguida com um disparo na cabeça na quinta-feira (22) em São Caetano do Sul, ABC.
O garoto foi enterrado, a educadora Rosileide Queirós de Oliveira, 38, continua internada num hospital em São Paulo, e a arma do crime foi apreendida. O revólver calibre 38 pertence ao pai do garoto, que ainda poderá ser responsabilizado por negligência por não ter conseguido impedir Davi de entrar com ele escondido dentro da mochila.
 
(A família também deu entrevista aoFantástico e falou sobre os momentos anteriores à tragédia; veja o vídeo ao lado.)
A Polícia Civil tenta traçar um perfil psicológico do aluno a partir de um desenho feito por ele, que o retrata com duas armas e um professor ao lado. A hipótese de Davi ter sofrido bulliyng escolar  ou ter sido pressionado por alguém e até mesmo supostas ameaças veladas que a criança teria feito a Rosileide são investigadas como prováveis causas da tragédia. Colegas de classe de Davi teriam ouvido ele dizer que mataria a educadora porque ela seria disciplinadora e não gostava dela e que se suicidaria depois, segundo relataram professoras em depoimento no 3º Distrito Policial de São Caetano.

“A gente não tem explicação para o que aconteceu”, fazia questão de reafirmar Milton nesta manhã após o ‘culto de gratidão a Deus pela vida de Davi’ realizado na 2ª Igreja Presbiteriana Independente de São Caetano do Sul, no bairro Oswaldo Cruz, com a presença de cerca de 50 pessoas.

Ao lado da mulher, Elenice Mota, 38, e do outro filho do casal, Gleison, 14, irmão de Davi, o guarda-civil aceitou conversar com o G1 e permitiu que a reportagem o fotografasse com sua família.
 
Choro, oração e cantos“Não vai ter especialista, homem na face da terra para explicar o que aconteceu. Só Deus”, insistia em dizer Milton, que bastante emocionado, passou a maior parte do tempo abraçado à mulher e ao filho. Todos choraram, oraram e cantaram músicas evangélicas. Elenice chegou a pegar um microfone e cantar.

Não foram exibidas fotos de Davi durante o culto. Apesar disso, seu nome foi citado diversas vezes. Durante a sua pregação, o pastor Jayme Pereira do Lago falou que “temos que deixar os porquês de lado e lembrar de Davi orando, cantando. Aconteceu porque o senhor permitiu”.

Ao citar uma passagem bíblica, o pastor Lago buscou confortar os pais do estudante que se matou ao dizer que “o que aconteceu está encoberto para nós, mas não para Deus. Ele sabe por que aconteceu, ele sabe o motivo. Davi cumpriu sua missão. Não vamos tentar explicar o inexplicável. ”

Davi queria videogameAo G1, o pastor afirmou que o garoto nunca apresentou qualquer problema que o levasse a desconfiar que um dia ele cometeria algum crime. “No último domingo [18] conversei com o Davi. Ele nunca reclamou de amigo, professor ou diretores. O sonho dele era comprar um videogame no final do ano. Eu até o ajudei financeiramente. Era um garoto feliz, alegre, gostava de bateria, ativo na igreja”.

Enquanto recebia o carinho e conforto dos outros membros da igreja, Milton tentava falar sobre o seu futuro e da sua família. “Quero deixar uma mensagem de agradecimento a todos que se comoveram conosco. Agradeço as orações e quero dizer que eu não posso fugir da realidade. Davi tinha orgulho de mim e da minha profissão de ajudar o próximo, quem precisa. Vou continuar a trabalhar e procurar entender que o que aconteceu com ele não tem explicação”.
 
Família de Davi participa de culto em São Caetano  (Foto: Kleber Tomaz/G1)Mãe, pai e irmão de Davi se abraçam após culto
realizado neste domingo na Igreja Presbiteriana
em São Caetano do Sul, no ABC
(Foto: Kleber Tomaz/G1)
Professora internadaQuem ainda não sabe da morte de Davi é a professora Rosileide, que foi atingida por um disparo que ele fez. Ela continua internada em observação num quarto do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Passou por cirurgia para a retirada de uma bala na região lombar e não corre risco de morrer.

Segundo o namorado da educadora, o funcionário público Luiz Hayakawa, Rosileide ficou surpresa ao ter conhecimento que foi Davi quem a feriu. “Ela nunca reclamou ou teve qualquer problema com ele. Ele nunca teve mau comportamento na classe”, havia dito Hayakawa em entrevista ao G1 durante a semana.

O maior desafio da investigação policial é saber o que motivou Davi a pegar a arma particular do pai, que ficava guardada numa caixa sobre o armário da casa da família, escondê-la na mochila, levá-la até a escola, pedir para ir ao banheiro, voltar para a sala e atirar na professora.
Depoimentos“Também está sendo duro entender porque uma criança tão nova cometeu suicídio em seguida. Isso é incomum nessa idade”, chegou a falar a delegada titular do 3º DP, Lucy Mastellini Fernandes após a tragédia.

Para montar esse quebra-cabeças e tentar explicar a motivação do crime, a delegada quer ouvir a professora Rosileide, se possível nesta segunda-feira (27), ainda dentro do hospital. As próximas pessoas que deverão prestar depoimento são os pais de Davi e dois colegas de classe dele na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão. Um menino e uma menina teriam escutado do garoto, um dia antes do crime, que ele estaria premeditando matar a professora e se matar também.

Esses dois alunos e outras 21 crianças da classe de Davi, que o viram atirar na educadora serão ouvidos oficialmente pela polícia na presença de psicólogos e dentro da escola. Todos os depoimentos serão acompanhados pelo Ministério Público.

Bolsas europeias se recuperam e passam a operar em alta


As principais bolsas europeias começaram a recuperar terreno nesta segunda-feira (26), depois de um início de sessão em forte baixa.
Perto das 7h20 (horário de Brasília), Paris subia 1,96%, Milão avançava  3,18%, Londres 0.54%, Paris 1,96%, Frankfurt 2,22% e Madri 3,18%.
As praças haviam iniciado a semana com fortes baixas, em um momento no qual as autoridades da União Europeia não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas que serão adotadas ante a crise da dívida pública.
Bolsas asiáticasContaminada pela turbulência econômica na Europa, a Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão, fechou em queda de 2,17%. O índice Nikkei 225 perdeu 186,13 pontos, o menor nível desde abril de 2009
O indicador Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, caiu 15,69 pontos, terminado o dia em baixa de de 2,11%.
Ajuda à GréciaFontes do FMI (Fundo Monetário Internacional) ouvidas pela BBC afirmam que um novo pacote de ajuda para lidar com a crise na zona do euro está sendo planejado e deve ser colocado em prática em breve. O correspondente econômico da BBC Robert Peston afirma que o principal ponto do plano deve ser a redução de até 50% na dívida da Grécia.
Na noite de domingo (25), o FMI anunciou que seus inspetores vão retornar à Grécia 'provavelmente nesta semana', para verificar os avanços feitos pelo governo de Atenas.
O anúncio foi feito pouco depois do encontro, em Washington, entre o ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, com a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. O ministro disse que seu país continuaria seguindo as regras do plano de austeridade para obter o próximo pacote de ajuda.
Venizelos afirmou que as medidas tomadas por seu governo melhoraram o cenário financeiro do país, mas reconheceu que é preciso fazer mais. 'Se não fizermos esses sacrifícios, nossa soberania está em jogo', disse.
A Grécia ainda recebe dinheiro de um pacote aprovado em maio do ano passado, embora a próxima parcela possa ser cancelada se os inspectores julgarem que o país não está cumprindo as metas de cortes estipuladas. Analistas dizem que a possibilidade de isto ocorrer é grande. Sem a parcela deste mês, a Grécia não deve ser capaz de pagar sua dívida a partir do mês que vem.
Um segundo pacote do FMI e União Europeia foi aprovado para a Grécia em julho deste ano, mas este ainda precisa da ratificação de vários países da zona do euro.
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