segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Em Bruxelas, Dilma se reúne com líderes europeus para discutir crise


A presidente Dilma Rousseff se encontra nesta segunda-feira (3), em Bruxelas, com líderes europeus. A crise econômica internacional deve ser um dos principais temas das reuniões. Também deve ser discutido o comércio entre os dois países.
Presidente Dilma Rousseff tira foto oficial com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme. (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)Presidente Dilma Rousseff tira foto oficial com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme. (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)
Ela se encontra com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, às 14h30 do horário local (9h30 de Brasília). Está previsto para 15h30 do horário local (10h30 de Brasília) uma declaração à imprensa. Às 20h (15h de Brasília), a presidente participa de jantar oferecido pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Dilma chegou na manhã de domingo (2) à capital da Bélgica, ponto inicial de um roteiro de sete dias no exterior que incluirá também visitas à Bulgária e à Turquia.
Na terça-feira (4), a presidente participa da 5ª Cúpula Brasil-União Europeia, que terá como ponto principal os debates sobre a crise e a questão do reconhecimento do Estado Palestino e das relações com Israel.
Segundo dados da Presidência da República, o Brasil é o quarto principal destino dos investimentos europeus, depois apenas dos Estados Unidos, Suíça e Canadá, com acumulado de mais de US$ 180 bilhões aplicados. Em 2010, os investimentos europeus no Brasil totalizaram quase US$ 9 bilhões, inferiores apenas aos valores investidos nos Estados Unidos.
Presidente passa tropas em revista na chegada à Bélgica (Foto: Roberto Stuckert / Presidência)Presidente na chegada à Bélgica neste domingo (2)
(Foto: Roberto Stuckert / Presidência)
Na visita, a presidente também pretende negociar o intercâmbio de estudantes brasileiros em universidades belgas, por meio do programa Ciência Sem Fronteira, além de firmar acordos nas áreas de transporte aéreo, políticas espaciais, ciência tecnologia e inovação, cultura e turismo.
Integram a comitiva da presidente os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação), Helena Chagas (Comunicação Social), Ana de Hollanda (Cultura) e Paulo Bernardo (Comunicações).
Bulgária
Dilma deve chegar na noite de terça (4) a Sofia, capital da Bulgária, país natal do pai da presidente. Pela primeira vez, ela visitará a cidade de origem da família Rousseff. A previsão é que Dilma chegue à capital búlgara, Sófia, na noite de terça-feira (4).
Após agenda político-econômica na quarta (5), a presidente visitará, na tarde de quinta-feira (6) para Gabrovo, cidade natal de seu pai, Pedro Rousseff, onde vai encontrar familiares e visitar o Museu de História Regional. Pela manhã, em companhia do presidente Georgi Parvanov, ela irá a Veliko Turnovo, onde visitará o forte da cidade e será homenageada em almoço oferecido pelo prefeito local.
"A visita da presidente à Bulgária terá um forte componente pessoal e emocional dados os laços familiares com a Bulgária", afirmou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena.
Além da visita a familiares, a agenda da presidente na Bulgária prevê encontros com o primeiro-ministro, Boyko Borissov. Eles deverão assinar acordos de cooperação nas áreas de aeronáutica e de veículos, para estimular o comércio entre os dois países. "Na área de aeronáutica, talvez uma presença maior da Embraer na Bulgária e talvez a possibilidade de ônibus brasileiros em comércio com a Bulgária", disse Baena.
Turquia
A viagem oficial se encerra com a passagem da presidente Dilma pela Turquia, onde ela terá na sexta-feira (7) a primeira reunião com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, reeleito nas eleições gerais turcas em junho deste ano.
Na capital Ancara, Dilma participará de uma cerimônia de oferenda floral, no Mausoléu de Ataturk, e do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Turquia. Ela também terá reunião privada com o presidente turco Abdullah Gül.
Há previsão de uma cerimônia de assinatura de atos, de declaração à imprensa e de um participação em um jantar oferecido pelas autoridades locais. O retorno ao Brasil está programado para sábado (8).

Descobertas sobre defesa do corpo humano rendem Nobel de medicina


O cientista norte-americano Bruce Beutler, o francês Jules Hoffmann e o canadense Ralph Steinman receberam o Nobel de medicina de 2011 por pesquisas sobre como o sistema de defesa do corpo humano reage a ameaças como vírus, bactérias e fungos. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (3) em Estocolmo, na Suécia.
Segundo o comitê do Instituto Karolisnka, o trabalho premiado este ano foi importante para o conhecimento sobre o sistema de defesa do corpo humano e quais os princípios que controlam o seu funcionamento. Essas pesquisas possibilitaram novas formas de terapia contra infecções, doenças inflamatórias e até mesmo o câncer.
Os ganhadores do Nobel de Medicina 2011: o americano Bruce Beutler, o francês Jules Hoffmann e o canadense Ralph Steinman (Foto: Divulgação/Nobel)Os ganhadores do Nobel de Medicina 2011: o norte-americano Bruce Beutler, o francês Jules Hoffmann e o canadense Ralph Steinman (Foto: Divulgação/Nobel)
Beutler e Hoffmann receberam o prêmio por desvendarem como a primeira linha de defesa do corpo detecta os "invasores". Esta linha, chamada de "defesa inata", é a primeira a atacar micro-organismos que entram nas pessoas e causam doenças. Para impedir a ação deles, uma das armas utilizadas são as inflamações.
Já Steinman foi lembrado pelo Instituto Karolinska pois estudou o estágio seguinte dessa resposta do corpo a ameaças. Ele descobriu um tipo de célula chamada de "dendrítica",  responsável por expulsar os parasitas do corpo definitivamente.
Beutler, do instituto de pesquisa Scripps, e Hoffmann, membro da Academia Francesa de Ciências, vão dividir 10 milhões de coroas suecas. Já Steinman, da Universidade Rockfeller, nos Estados Unidos, vai receber sozinho o mesmo valor, que equivale a R$ 2,7 milhões.
Os próximos prêmios a serem anunciados ainda nesta semana serão os de física, química, literatura e da paz. No dia 10, será conhecido o vencedor na categoria economia. O prêmio Nobel, a principal celebração científica do mundo, é realizado desde 1901 e foi idealizado por Alfred Nobel, o inventor da dinamite.
Conheça a pesquisa dos três cientistas
Jules Hoffmann nasceu em Luxemburgo em 1941. No ano de 1996, ele estudava moscas-de-fruta e tentava descobrir como esses insetos combatiam infecções. Durante a pesquisa, ele trabalhou com moscas com diversos genes alterados.
Um dos genes estudados era chamado "Toll". Hoffmann descobriu que quando este gene era mudado, as moscas morriam -- porque não conseguiam montar uma defesa eficiente às invasões de parasitas.
Dois anos mais tarde, o norte-americano Bruce Beutler iria prosseguir os estudos de Hoffmann, ao desvendar como mamíferos são parecidos com insetos na hora em que recebem hóspedes indesejados.
Nascido em Chicago, no ano de 1957, ele tentava descobrir como mamíferos poderiam detectar bactérias a partir de um produto que elas produziam: o lipopolissacarídeo (LPS).
Trabalhando com camundongos, Beutler descobriu que alterações em um gene dos roedores os tornava resistentes à presença do LPS, o que impedia que esses animais se protegessem das ameaças.
Esse gene era muito parecido com o gene Toll, da mosca-de-fruta. No inseto, o gene Toll produz proteínas que servem como "alarmes" para o LPS encontrado nos parasitas. Ao detectar as ameaças, os animais começam a provocar inflamações para proteger o corpo.
O resultado da pesquisa dos dois cientistas foi conhecer os sensores que formam a primeira barreira aos micro-organismos no corpo.
O canadense Ralph Steinman foi o responsável por descobrir, em 1973, as células dendríticas. A presença dessas células faz os linfócitos T - células importantes na defesa do corpo - trabalharem.
Os linfócitos T são as mesmas células atacadas pelo vírus causador da Aids. Quando não funcionam, o corpo das pessoas fica frágil contra doenças oportunistas como a pneumonia e a gripe

DEU ÁGUIA: STF nega liminar e barra a PEC 300 dos PMs da Paraíba


DEU ÁGUIA: STF nega liminar e barra a PEC 300 dos PMs da ParaíbaA chamada 'PEC 300' dos policiais paraibanos foi barrada no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Cármen Lúcia indeferiu pedido de liminar para suspender a decisão da Justiça paraibana que anulou os efeitos da lei, sancionada pelo ex-governador José Maranhão (PMDB). A decisão foi proferida na Reclamação ajuizada no Supremo pelo policial militar Brenner Nunes de Castro.

Os policiais esperavam que a chamada 'PEC 300' fosse cumprida pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), já que a lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo então governador José Maranhão.

A lei foi questionada na Justiça pelo Ministério Público Estadual, que ingressou com uma ação civil pública pedindo a nulidade da chamada 'PEC 300'. A ação foi julgada procedente pelo juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Antonio Eimar.

Ao ajuizar a Reclamação no STF, o policial Brenner Nunes de Castro alegou que o Juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, ao declarar a nulidade das Leis 9.245/10, 9.246/10 e 9.247/10 usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal.

- Pois é pacífico o entendimento desta Suprema Corte sobre a impossibilidade da sentença, na Ação Civil Pública, declarar inconstitucionalidade, que equivale a nulidade, com efeito ‘erga omnes’, atingindo aqueles que não foram parte no processo e produzindo efeitos idênticos a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, uma vez que a norma perderá toda sua eficácia - justificou.

Ele pediu que fosse deferida a medida liminar, suspendendo-se os efeitos da decisão monocrática proferida pelo Juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa nos autos da Ação Civil Pública nº 200.2011.002.668-5, ou de qualquer outra decisão que venha a lhe substituir e que seja no mesmo sentido.

A ministra Cármen Lúcia, no entanto, indeferiu o pedido, conforme consta na última movimentação registrada no processo (RCL 12332) no site do Supremo Tribunal Federal.

Jornal da Paraíba

Bancários prometem intensificar greve a partir desta segunda


Os bancários prometem intensificar em todo o país, a partir desta semana, a greve deflagrada na última terça-feira (27). “Queremos quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira, filiada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. Amanhã (3), o comando nacional se reúne, em São Paulo, para avaliar os rumos do movimento.

A categoria reclama do “silêncio” da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo a Contraf-CUT, a entidade patronal não manifestou, até agora, intenção de retomar as negociações. Os trabalhadores entraram em greve após rejeitar a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. De acordo com eles, esse percentual representa 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%. Esse percentual representa, destacam, 5% de aumento real mais a inflação do período. Além disso, a categoria quer valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), abertura de contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, extinção de metas que consideram abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

Diálogo

“Os bancos, que lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, têm plenas condições de fazer uma proposta que seja capaz de atender às reivindicações dos funcionários”, diz Carlos Cordeiro. “Apostamos no diálogo e na negociação para resolver o impasse.”

De acordo com a Contraf-CUT, o movimento paralisa bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. A entidade espera que amanhã os bancários de Roraima também suspendam as atividades. Na sexta-feira (30), foram paralisadas 7.865 agências e centros administrativos, segundo balanço da representação sindical.

"O Brasil é um dos países com maior desigualdade do mundo. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar até 400 vezes a renda de um bancário que recebe o piso da categoria. É preciso mudar essa realidade e tirar o país dessa vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do planeta", ressalto o presidente da Contraf-CUT.

Os medos de quem vai fazer a prova do Enem



enem2Com a chegada de outubro, mês de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aumenta a ansiedade de estudantes que estão se preparando para as provas dos dias 22 e 23. Além da preocupação geral de não ter estudado o suficiente, candidatos temem prejuízos por conta de falhas da organização, como os ocorridos em edições anteriores.
As ansiedades variam conforme a preparação e objetivo dos inscritos. “Agora bate medo de tudo, o maior é o da concorrência”, diz Eduardo Rodrigues, 18 anos, que tentará uma vaga em Engenharia de Produção nas universidades federais do ABC ou de São Carlos, onde as vagas serão decididas pelo resultado do Enem. O irmão gêmeo, Fernando Rodrigues, está muito mais tranquilo. “Vou fazer para o caso de precisar, mas minha meta é USP (Universidade de São Paulo), que não vai considerar o resultado, de qualquer forma.”
Outros alunos de cursinhos em São Paulo que vão prestar o exame se dividiram em três principais medos:
Falhas da organização
“Tenho medo de vazamento de gabarito”, diz Cauê Ibrahim, aluno do cursinho Objetivo e candidato a uma vaga em Engenharia Civil. Para ele, a imagem do exame é de uma prova que tem acumulado problemas. Em 2009, a prova foi roubada de uma gráfica e, em 2010, houve uma série de erros. “Não é confiável, cada hora dá alguma coisa errado ou então as informações saem em cima da hora, isso pode facilmente prejudicar alguém”, opina o estudante.
Bruno Fiorin Zaninetti, de 18 anos, colega do mesmo cursinho também teme vazamento de informações. “Acho que estamos bem preparados, mas alguém pode passar as respostas ou a prova ter problemas que impeçam um bom desempenho.”
Redação
“O que bate mais é pensar que pode ter faltado treino, principalmente para a redação”, diz Carlos Augusto Freitas, de 17 anos, também aluno do Objetivo. Para ele, os problemas que não estão sob o seu controle não interessam. “Participei como treineiro no ano em que a prova foi roubada, mas isso não me envolve, não há nada que eu possa fazer.”
Vilma Cavichioli, 18 anos, concorda. Para ela, a “tensão” agora é ter estudado o suficiente. “Minha aflição é só não saber, por exemplo, o que escrever na redação.”
Candidata a uma vaga em Ciências Contábeis, Juliana Leandro de Lima Ramos, 20 anos, matriculada no cursinho do Instituto Henfil diz que o texto é seu ponto fraco. “Como isso vale muito no Enem, é o meu maior medo, tanto de cometer erros como de não conseguir desenvolver bem o tema.”
Tempo
Com 90 questões por dia e ainda a redação, o Enem é considerado um exame que exige tanto fôlego quanto habilidades e conhecimentos. “A esta altura estou mais preocupado com cansaço do que nervoso pelo que aprendi”, diz Arthur Balduini, 18, que faz Objetivo e pretende fazer Engenharia Civil em uma instituição pública.
Professora universitária aposentada, Rosa Maria Cotrim Soares, 65 anos, formada em Geologia pela Federal de Pernambuco e em Direito pela Mackenzie, respectivamente em 1965 e 2001, procurou o cursinho Henfil para fazer uma revisão e vai prestar o Enem. “Não sei ainda o que vou fazer com o resultado, mas gosto de estudar. Na minha lápide vai estar escrito: morreu estudando”, afirma.
Após os primeiros simulados, está preocupada com a falta de tempo suficiente. “Fiquei horrorizada com a falta de tempo para resolver as questões. Eu sei fazer, mas às vezes gasto uma hora em uma pergunta de exponenciação, enquanto no dia vou ter que responder todas de Matemática, Linguagens e Códigos e fazer a redação em cinco horas e meia. Não sei se vai dar.”
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