quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PM prende suspeitos após invasão a banco em Itapecerica da Serra, SP


Dois homens armados foram detidos após uma invasão a uma agência bancária em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, por volta das 9h30 desta quinta-feira (8). De acordo com a Polícia Militar, seis pessoas foram feitas reféns pelos assaltantes. Todas foram libertadas sem ferimentos, segundo a PM.
Ainda segundo informações da polícia, o gerente do banco foi o responsável por acionar a PM. Entre os reféns estavam dois seguranças e uma faxineira. A agência fica na Avenida Quinze de Novembro, no Centro da cidade.

‘Mais 1h enterrado, ele teria morrido’, diz veterinária sobre cão resgatado


O filhote de cachorro de apenas 4 meses resgatado em Novo Horizonte, no interior de São Paulo, após passar 12 horas enterrado pelo próprio dono, passa bem e já não corre riscos de morrer. O caso comoveu moradores da cidade e candidatos para adotá-lo não faltam.
O animal foi resgatado nesta quarta-feira (7), quando um integrante da Associação de Proteção aos Animais, Marcos Rodrigues, recebeu denúncia de que havia um cachorro enterrado vivo no quintal de uma casa. Ele conseguiu encontrar o cão e o levou para uma clínica. Segundo a veterinária Viviane Cristina da Silva, se o regate demorasse mais uma hora, ele teria morrido. “Ontem (7), o cãozinho comeu bem, mas hoje (8), já se recusou, porque o remédio que estamos dando a ele causa enjôos. Mas o filhote será medicado e vou colocá-lo no soro. Ele está bem e não vai morrer”, afirmou a veterinária.
Filhote está sob cuidados de veterinários (Foto: Rodrigo Mansil / TV Tem)Filhote está sob cuidados de veterinários (Foto: Rodrigo Mansil / TV Tem)
O filhote apelidado carinhosamente de Titã, que significa filho da terra, está desnutrido, desidratado e precisa passar por um tratamento de pele. De acordo com a veterinária, o animal deve ficar pelo menos durante 15 dias em observação. Ele tomará banhos com remédios e antibióticos duas vezes ao dia. Nesta quinta-feira (8), passará por um hemograma e poderá ter que fazer uma cirurgia no olho direito, onde há uma perfuração. “O filhote está com uma úlcera de córnea, que acredito ter sido causada pelo atrito da terra com o olho”, explicou a veterinária.
Como a prefeitura não tem um local para tratamento de animais, Titã está sob os cuidados de uma clínica particular. O custo inicial para cuidar do filhote foi de R$500, custeado através de doações de moradores sensibilizados pelo caso. Após os 15 dias, o cãozinho terá que passar por mais seis meses de tratamento de pele, que custa em torno de R$ 100 mensais.
Por enquanto, a Associação de Proteção aos Animais quer a melhora do animal e não se preocupou sobre a adoção. Muitas pessoas da cidade já manifestaram interesse e visitaram o cãozinho na clínica onde ele está internado. Caso Titã não tenha um dono quando tiver alta, permanecerá sob os cuidados da Associação. “A cidade tem 35 mil habitantes e a mobilização foi geral. Embora haja pessoas que façam essa crueldade, a maioria ama os animais e quer ajudar. A cidade tem um canil que é gerenciado por uma ONG, mas o local ainda não tem veterinário e por isso, Titã ficará conosco”, afirma Rodrigues.

Foi apresentado um termo circunstanciado à Justiça e o suspeito de enterrar o cachorro deverá ser investigado pelo crime de crueldade contra animais.

Governo estuda lançar propaganda com Tiririca para popularizar museu


O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), subordinado ao Ministério da Cultura, estuda lançar uma campanha pela valorização dos museus estrelado pelo deputados federal Tiririca (PP-SP). A intenção de fazer uma propaganda com o parlamentar, o mais votado na eleição do ano passado, foi confirmada pela assessoria de imprensa, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
"Você sabe o que é um museu? Eu também não, mas vamos descobrir".” Segundo o deputado Tiririca (PR – SP), esta deverá ser sua fala em uma campanha publicitária do Ministério da Cultura pela popularização dos museus no país.

A ideia de parafrasear o slogan de sua campanha eleitoral partiu do presidente do Ibram, José Nascimento, de acordo com o deputado.

"Achei sensacional. Ele [Nascimento] que propôs o slogan e eu topei na hora. Se eu não gostasse, falava. Mas achei demais e é importante popularizar o museu. De onde eu venho pouca gente sabe o que é. Acham que é coisa de velho"”, disse Tiririca, natural do Ceará.

A assessoria de imprensa do Ibram confirmou a intenção de lançar o deputado como garoto-propaganda, mas disse que não há uma previsão para quando a campanha deverá ser lançada. 

Tiririca afirmou que apoia inciativas museológicas, como a criação de Museu Itinerante do Circo e a inclusão da cultura circense no Museu da Diversidade Brasileira. Este museu faz parte do projeto “Esplanada dos Museus” dos governos federal e do Distrito Federal e cujo objetivo é implantar cinco novos museus na região da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Circos
Nesta quinta-feira (8), às 10h, o deputado participa de audiência pública para discutir a cobrança de tarifas e concessão de alvarás para a instalação de circos no país. Ele é autor do projeto de lei 1527/11 que prevê a criação de programas assistenciais específicos para profissionais do circo.
Segundo Tiririca, “burocracia” e “discriminação” dificultam a difusão da arte circense pelo país. "Não sei se é por causa da origem simples, mas tem cidades em que o prefeito dificulta. Eu comecei a trabalhar no circo aos oito anos e sei bem o que é isso", afirmou.
O deputado defendeu que as taxas pagas pelos circos (luz, água, Corpo de Bombeiros, arrecadação de direitos autorais de músicas, etc) sejam reduzidas. "Eles querem pagar, mas não como uma empresa", disse.
Tiririca disse que não apresentou projeto de lei sobre o tema porque a maioria dos tributos são municipais e não podem ser alterados por lei federal. No entanto, ele espera realizar outras audiências públicas sobre o tema e contar com o apoio da Confederação Federal dos Municípios (CNM) para interceder junto a prefeitos.

Pernambuco faz 'viagem no tempo' com rapadura ao estilo Brasil Colônia

Na rota das cachoeiras da Mata Sul, a cidade de Quipapá atrai os visitantes pela história e lazer rural. No município, desbravado no século XVII por negros foragidos do Quilombo dos Palmares, um dos pontos turísticos mais conhecidos é o engenho de rapadura e cachaça Laje Bonita, localizado no quilômetro 133 da BR-104. Lá, os visitantes conhecem os processos de fabricação de famosos derivados da cana, produzidos desde o tempo do Brasil Colônia. A moagem da cana é feita por uma roda movida por queda d’água do riacho Duas Barras, peça única em todo o estado.

(O G1 faz uma série de reportagens sobre turismo em todos os estados onde está presente. A primeira semana da série foi no estado de São Paulo, a segunda foi no estado do Rio de Janeiro e a terceira em Pernambuco. Se você tiver dicas de destinos no estado, com descrição e fotos, envie aoVC no G1.)

Para acompanhar um dia de produção da rapadura, é preciso agendar a visita. Tudo começa às 2h, com a cana de açúcar sendo colocada em uma moeda movida por uma roda d'água, que opera desde 1890. A peça de oito metros de diâmetro é de madeira e ferro fundido, exportada da Inglaterra. O bagaço, resultado da moagem, é usado para alimentar o rebanho. O caldo da cana passa por filtragem e depois vai ferver em tachos de cobre.
A fervura expulsa a cargaça, que, depois de maturada na casca da laranja-cravo, vai para o alambique e se transforma em cachaça. No tacho, o caldo da cana atinge um misterioso ponto a 148° e vira rapadura. “Esse ponto, só o nosso mestre conhece”, contou a administradora do engenho, Melânia Vieira, que é da terceira geração da família de rapadureiros. Depois que o primeiro fica pronto, os outros tachos saem a cada 20 minutos.
Na gamela, a rapadura é colocada em formas e vai para a sala de secagem. Em cinco minutos já está embalada. Juliana Rocha e Raoni Rodrigues aprovaram a visita. “A gente sempre viajava para praias, queríamos fazer algo diferente. Gosto de rapadura e foi bem interessante conhecer a forma como ela é feita”, comentou Raoni.
Nos domingos e feriados, os visitantes também podem conhecer o Parque Aquático Rural Águas da Laje. O leito do riacho Duas Barras é formado por uma única laje, batizando, assim, o espaço, que também conta com passeio de caiaque, esquibunda, passeio de cavalo e banho de açude, bica e piscina. Outra atração é uma reserva particular de patrimônio natural, com 13 hectares de mata nativa. Fique à vontade para pegar uma fruta direto do pé. Leve protetor solar e tome muita água: o engenho está a 480 metros de altitude e você sentirá mais os efeitos do sol.
Farinha
Pertinho de Quipapá, está o município de São Benedito do Sul, onde o G1 conheceu um simpático casal que fabrica outro alimento muito comum na mesa nordestina, a farinha de mandioca. Quitéria Alves, 58 anos, e Júlio Silva,63, plantam, descascam, trituram, prensam, peneiram e cozinham a farinha numa casa simples de tijolo e barro. O trabalho é pesado e a pele branca, marcada pelo sol, mas os dois não tiram o sorriso do rosto.
Em boas safras de mandioca, eles chegam a produzir 30 sacos de 15 quilos por semana. Para vender o produto na feira da cidade, eles se revezam. “Só nessa hora se separa”, brinca dona Quitéria, casada há quase 40 anos com seu Júlio. “Tem hora que enche o saco mesmo”, atiça ele.

Para adoçar a relação, dona Quitéria faz beiju recheado com coco, com a massa da mandioca assada. Em visitas agendadas pelo Hotel Fazenda Betânia, que também está situado em São Benedito do Sul, ela serve a delícia indígena com café. Além da casa de farinha, o passeio, feito de trator, também passa pela parte alta e baixa do município e termina com um banho gostoso na Cachoeira do Poço do Caboclo. A dona de casa Susa Goggin se deliciou com a iguaria. "Vim de São Paulo descansar aqui por indicação de uma amiga minha. Está valendo a pena", comentou.
Casa de Farinha (Foto: Luna Markman/G1)Na casa de farinha, processo artesanal para fabricar o produto (Foto: Luna Markman/G1)


CAPS será inaugurado em Santa Luzia na próxima segunda-feira



A Prefeitura de Santa Luzia, através da Secretaria de Saúde, estará entregando na próxima segunda feira, às 17 horas, à população da cidade, o CAPS, Centros de Atenção Psicossocial, que funcionará na Rua Geraldo Ferreira Neves, 77, Centro da Cidade.

O CAPS tem por objetivo é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entre todos os dispositivos de atenção à saúde mental, têm valor estratégico para a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Com a criação desses centros, possibilita-se a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no país. Os CAPS são serviços de saúde municipais, abertos, comunitários que oferecem atendimento diário.

É função dos CAPS:

- prestar atendimento clínico em regime de atenção diária, evitando as internações em hospitais psiquiátricos;
- acolher e atender as pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, procurando preservar e fortalecer os laços sociais do usuário em seu território;
- promover a inserção social das pessoas com transtornos mentais por meio de ações intersetoriais;
- regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de atuação;
- dar suporte a atenção à saúde mental na rede básica;
- organizar a rede de atenção às pessoas com transtornos mentais nos municípios;
- articular estrategicamente a rede e a política de saúde mental num determinado território
- promover a reinserção social do indivíduo através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Estes serviços devem ser substitutivos e não complementares ao hospital psiquiátrico. De fato, o CAPS é o núcleo de uma nova clínica, produtora de autonomia, que convida o usuário à responsabilização e ao protagonismo em toda a trajetória do seu tratamento.

Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, potencializadora de suas ações, preocupando-se com o sujeito e a singularidade, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana.

O perfil populacional dos municípios é sem dúvida um dos principais critérios para o planejamento da rede de atenção à saúde mental nas cidades, e para a implantação de centros de Atenção Psicossocial. O critério populacional, no entanto, deve ser compreendido apenas como um orientador para o planejamento das ações de saúde. De fato, é o gestor local, articulado com as outras instâncias de gestão do SUS, que terá as condições mais adequadas para definir os equipamentos que melhor respondem às demandas de saúde mental de seu município.

Sertao1
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