terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Homem rouba carro de mulher durante encontro nos EUA


Um homem de 27 anos roubou o carro de uma mulher de 35 durante um encontro na Flórida, segundo o site “Smoking Gun”.

Michael Pratt estava com Sarah Bush num cinema quando pediu a ela a chave do carro para pegar algo que havia deixado no veículo. A mulher deu as chaves e entrou na sala para ver o filme “Immortals”.
Reportagem do site 'Smoking Gun' mostra foto de Michael Pratt, que roubou carro de mulher com quem saía há três semanas (Foto: Reprodução)Reportagem do site 'Smoking Gun' mostra foto de Michael Pratt, que roubou carro de mulher com quem saía há três semanas (Foto: Reprodução)


Pratt, que segundo a vítima estava saindo com ela há duas semanas, não voltou mais para o cinema, em Wesley Chapel. Sarah lembrou que o rapaz havia pago os ingressos para o filme.

Quando resolveu ir embora, Sarah percebeu que seu Ford Focus alugado havia sido roubado.

Quando resolveu ligar para o namorado, Bush teve uma surpresa maior ainda: “Eu roubei o seu carro”, teria dito o rapaz, rindo, segundo a investigação na polícia do Condado de Pasco.

O veículo, que pertence à Enterprise Rent-A-Car, foi recuperado no domingo em um estacionamento de um supermercado Walmart em New Porte Richey. Pratt foi preso por roubo e está numa das celas da prisão do condado de Pasco.

Em vídeo, gato 'acaricia' e põe bebê para dormir

Um vídeo publicado no Youtube mostra um gato aparentemente “acariciando” um bebê que chora até que ele durma. As imagens, postadas em setembro, se tornaram "virais" nas redes sociais nos últimos dias, segundo o tabloide inglês “Daily Mail”.

No vídeo, o gato estende a pata e passa na cabeça do bebê, que chora numa cadeira infantil. Após “acariciar” a criança até que ela durma, o felino parece olhar para câmera, “orgulhoso” do feito (assista ao vídeo).

As imagens, segundo o “Daily Mail”, foram feitas pelo pai do bebê, o canadense Aaron Grant.
O vídeo foi visto mais de 300 mil vezes desde que foi postado, em 4 de setembro, até esta terça (20).

Daniela Mercury lança disco e elogia 'sertanejo pós-axé' de Luan Santana


"Rainha do axé" é a expressão geralmente usada para falar de Daniela Merucry. Mas a cantora de 46 anos tem um adjetivo melhor para definir sua capacidade de concatenar ideias. "Eu sou pensadeira, componho e penso sobre tudo", diz ela.
Daniela encadeia raciocínios sobre os 20 anos do disco "O canto da cidade"; o novo CD-DVD "Canibália - Ritmos do Brasil"; o Carnaval; e o "sertanejo pós-axé" de Luan Santana.

G1 - 'O canto da cidade' vai completar 20 anos em março. Você já deixou a faixa-título de fora de algum show? O significado mudou muito depois de tanto tempo?
Daniela Mercury -
 Cada hora tem um significado diferente. Antes era celebrando a democracia. Hoje é um canto de afirmação do Brasil. Ela sempre foi uma canção afetiva. As pessoas se emocionam. Ela me traz alegrias e força. É visceral, diz o que signifco. Ela era bis nesse show. Depois dos primeiros anos, nunca mais ficou no corpo do show. É inevitável que seja o encerramento. Quando precisa, ela está ali esperando que a convide para o "grand finale".
G1 - Como vê a influência do axé em hits sertanejos, antes quase sempre românticos, mas hoje dançantes?
Daniela Mercury -
 As novas gerações aprenderam que a diversidade está aí. O axé fez isso com uma geração que misturou todo tipo de gênero. Minha geração é a encarnação do desejo do movimento antropofágico. É um gênero brasileiro, rítmico. O olhar do Brasil sobre si é de um país de ritmos. A Bahia se espalhou pelo Brasil, como berço da africanidade, um dos berços do samba. O Brasil gosta de festa, para compensar a realidade dura. Eles são os sertanejos pós-axé, são mais vibrantes, canibalistas, engolem tudo o que conheceram. É o Brasil da praia e do campo; do interior e do litoral. A música do Luan [Santana] é assim. É um sonho de Brasília se realizando. É quebrar fronteiras e se ver mais com um país de todas as influências.
G1 - Como foi a ideia do dueto virtual com Carmen Miranda?
Daniela Mercury -
 Tive vontade, no disco "Canibália" [de 2009], de gravar "O que que a baiana tem?". Comecei a ver arranjos. Percebi que encaixava no twist. Dei pulos de felicidade. Cantamos no mesmo tom. Eu queria fazer esse dueto mais "concretamente". Foi difícil segurar a emoção para não chorar. Eu grito "Rio de Janeiro! A Carmen está de volta na sua terra".
G1 - Você pensa antes em frases como essa ou cria na hora?
Daniela Mercury -
 Eu sou muito pensadeira, componho e penso sobre tudo. Eu escrevo sobre o mundo, sobre a minha arte. Os textos completam as canções, que são metáforas. Eu fico pensando no roteiro do show e imaginando a emoção de cada canção, pensando o que quero dizer. Os textos saem de forma espontânea, não decoro. Eles mudam durante a turnê e vão se firmando. Não é de uma maneira racional. Eu reflito, mas não é um texto pré-definido.
A cantora Daniela Mercury (Foto: Divulgação)Daniela dança na gravação de 'Canibália - Ritmos do Brasil', na Praia de Copacabana (Foto: Divulgação)
G1 - Ter a participação da Unidos da Tijuca, do Boi Bumbá Garantido e depois reunir as duas juntas no mesmo palco foi algo que deu certo de cara ou deu trabalho?
Daniela Mercury - Sou bailarina, fico tentando arrumar a casa. Foi um ensaio muito rápido, no mesmo dia. Fizemos ensaios de percussão fora do palco, antes. Os meninos do AfroReggae foram muito disciplinados. Aconteceram passagens das mulatas de forma improvisada. Elas iam para frente, eu ia para trás. Escolhi dois sambas-exaltação, "Quero ver o mundo sambar" e "Vide gal". Eu me dou bem com percussões seja de onde forem. Eu sou íntima dos tambores. Não é difícil lidar com sambistas.
G1 - Você está acostumada a cantar para multidões, em trios elétricos e em palcos. Quais as diferenças?
Daniela Mercury -
 Meu trio elétrico é um palco, com 80 metros quadrados. Eu uso a parte rítima com dança, gosto de ser bailarina. Palco e trio se aproximaram. Eu consigo me comunicar com massas por isso. O trio me deu a vivência de dominar multidões. A conexão não se perde. O trio é um palco que anda, é uma caixinha de música com esse encantamento. Quando não posso andar com o palco, faço andarem como se estivessem no trio. Aprendi a ser maestro de multidão. Fica o desafio para fazer que se movimentem fluidamente como se o palco movesse.
G1 - Estando lá em cima, você tem uma visão privilegiada. Acontece de você ver algo acontecendo na multidão e não ter como interferir?
Daniela Mercury - 
A minha energia é tão positiva que eu tive pouquíssimas experiências de parar show. Eu fico monitorando, se percebo a confusão eu mudo o ritmo. Eu vou administrando a avenida, conheço os pedaços perigosos, quando ficam mais apertados. Quando acontece algum tumulto, paro imediatamente. Faço advertências, chamo a polícia, peço calma. Eu já fiz até greve de silêncio em Salvador. Era uma turminha de moleques que gostava de confusão, no Morro do Cristo, há alguns anos. Pedi licença ao público, passei dez minutos por dia sem tocar. Dentro do possível, sou uma educadora. Carnaval é um exercício de convivência.


CCJ vota na quarta projeto que corta R$ 150 milhões de gastos do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vota na próxima quarta-feira (21) o projeto de reforma administrativa da Casa, que prevê uma redução de gastos de até R$ 150 milhões por ano. Só em cargos terceirizados, a redução pode chegar a 30%, o equivalente a R$ 48 milhões.

Com votação adiada desde 2010, o projeto da reforma administrativa do Senado volta à comissão sob a relatoria do senador Benedito de Lira (PP-AL). Com mais de mil páginas, o texto final não pode mais receber emendas porque o prazo para modificações já venceu. O relatório de Lira foi baseado em um estudo da Fundação Getúlio Vargas feito a pedido do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) em 2009.
A reforma administrativa foi anunciada por Sarney durante a crise dos  atos secretos, que envolvia denúncias de pagamento de salários a servidores e funcionários fantasmas. Entre as sugestões propostas pela FGV está a redução das 181 diretorias da Casa.
Para ser implementado, contudo, o projeto da reforma precisa ser aprovado também no plenário do Senado, mas não há data para que seja levado a votação. Na análise do presidente da CCJ, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), o projeto, se aprovado, dará uma "sacudida" na Casa.
"É preciso dar uma sacudida no Senado. Enxugar e transformar para melhor o que temos hoje. A Casa é burocrática demais e, pelo que temos hoje, não é preciso ampliar cargos", diz o presidente da CCJ.
Além da redução dos serviços terceirizados, a proposta também prevê o fim da cessão de servidores concursados para diferentes áreas da Casa, inclusive para gabinete de senadores. "Se fez concurso para segurança, não tem razão para estar em gabinete", avalia Oliveira.
A proposta também propõe a fusão de serviços existentes na Câmara e no Senado, como a manutenção das bibliotecas das duas Casas.
Concurso
Segundo Eunício, embora a proposta da reforma administrativa determine a redução de custos, o projeto não tem relação com o concurso do Senado, que deve ocorrer em 2012 para preencher 246 vagas.
"Concurso é questão da Mesa Diretora do Senado. Não temos nenhuma ingerência sobre os cargos que a Mesa Diretora vai definir para o concurso", afirmou Oliveira.
Em nota divulgada no início de novembro, a Diretoria do Senado afirmou que o "crescimento exponencial da demanda por serviços, aliado ao número crescente de aposentadorias de servidores do Senado – 652 desde 2008, 317 só este ano –, torna essencial a realização de concurso público para provimento de cargos no quadro de pessoal do Senado da República".

Corregedora-nacional diz estar 'surpresa' com decisão de limitar CNJ


A corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou nesta segunda-feira (19) ao G1 que recebeu com "surpresa" a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, de conceder uma liminar que limita os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ ) para investigar juízes suspeitos de irregularidades.
Com a liminar (decisão provisória), Mello se antecipou ao julgamento do caso pelo plenário da Corte, que só ocorreria em fevereiro, após o recesso de janeiro. "Foi uma surpresa para todo mundo. É uma decisão que seria do colegiado e que foi antecipada. Imediatamente meus assessores me passaram a informação. Estou lendo e avaliando", disse.
A ministra destacou que a decisão é "provisória" e pode ser revertida pelo plenário do Supremo. "Liminar é sempre uma decisão provisória. Vamos aguardar". Indagada se teria "esperanças" de que o colegiado revertesse a decisão de Marco Aurélio, a ministra disse: "Não tenho perspectiva. O Supremo é sempre imprevisível, como foi imprevisível essa liminar." Em viagem à Bahia, Eliana Calmon não quis emitir opinião sobre a decisão de Marco Aurélio Mello.
"Já me considero em recesso. Estou lendo a liminar e avaliando. Tomei a deliberação de me manter silenciosa e aguardar a decisão do colegiado", afirmou. Ela ressaltou, contudo, que mantém a posição de defender a autonomia do CNJ para investigar juízes. "É uma opinião que eu tenho como jurista, como brasileira e como cidadã."
 O julgamento da amplitude dos poderes do CNJ, previsto para setembro, foi adiado após a publicação de uma entrevista em que a corregedora-nacional de Justiça apontou "gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga". O presidente do CNJ e do STF, Cezar Peluso, emitiu nota de repúdio. Entidades de magistrados, como a AMB, criticaram as declarações.

Em entrevista ao G1 no fim de setembro, Eliana Calmon afirmou que considerava a discussão sobre os poderes do CNJ como "perdida". "Vamos perder no STF. Vai ser um retrocesso. Vai esvaziar o CNJ", afirmou na ocasião.

Decisão
Na decisão individual desta segunda, o ministro Marco Aurélio entendeu que o conselho não pode atuar antes das corregedorias dos tribunais. Para ele, a competência de investigação do CNJ é subsidiária, ou seja, deve apenas complementar o trabalho das corregedorias dos tribunais.

Até agora, a corregedoria do CNJ funcionava de maneira concorrente aos tribunais, tendo capacidade de abrir investigações contra magistrados e puxar para si casos que tramitavam nos estados. Essa iniciativa, para Marco Aurélio, pode ser mantida sem ferir a Constituição, desde que haja uma justificativa, como prescrição e negligência na condução do processo.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que, ainda nesta semana, vai recorrer da decisão à Presidência do Supremo - no recesso do Judiciário, é o presidente do tribunal quem analisa os pedidos.
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