domingo, 25 de dezembro de 2011

Incêndio destrói cerca de 20 barracos em favela na Grande SP


Um incêndio destruiu cerca de 20 barracos em uma favela no fim da noite deste sábado (24), na Vila Galvão, em Guarulhos, na Grande São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
No total, 21 equipes da corporação trabalharam no local para conter as chamas. Ninguém ficou ferido, segundo os Bombeiros. As causas do incêndio ainda serão investigadas.
Fogo em galpão
Um incêndio atingiu um galpão na cidade de Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo, neste sábado (24). Três equipes dos Bombeiros foram deslocadas ao local e, por volta das 22h45, o fogo já havia sido controlado.

Naufrágio deixa ao menos 38 mortos no litoral de Cuba


Pelo menos 38 pessoas morreram e 87 foram resgatadas neste sábado (24) após o naufrágio de uma embarcação de emigrantes haitianos na costa leste de Cuba, informou a televisão estatal cubana.
Segundo uma nota divulgada por autoridades cubanas, guardas de fronteiras da ilha encontraram os restos da embarcação neste sábado a cerca de 100 metros a leste de Ponta Maisí, no extremo da província oriental de Guantánamo.
Os trabalhos de busca e resgate das forças cubanas permitiram encontrar até o momento 38 corpos de 21 homens e 17 mulheres. Além disso, foram salvas 87 pessoas, delas 80 homens e sete mulheres.
Dentro do grupo dos resgatados com vida quatro são menores que atualmente recebem atenção em um acampamento internacional de imigrantes em Ponta Maisí.
"Forças combinadas da Cruz Vermelha cubana e as autoridades locais continuam a busca, o resgate e salvamento na área", acrescenta a nota do governo cubano.

Premiê japonês vai a Pequim para reunião com líderes chineses


O primeiro-ministro do Japão Yoshihiko Noda chegou a Pequim neste domingo de Natal (25) para uma reunião com o presidente chinês Hu Jintao e com o premiê local Wen Jiabao. O encontro deverá abordar a questão da segurança na região após a morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il, na última sexta-feira (16), pelo horário de Brasília -- a notícia só foi divulgada ao mundo na segunda-feira seguinte (19).
É a primeira visita do chefe japonês à China desde que assumiu o cargo em setembro deste ano. Com a escolha recente de um dos filhos de Kim Jong-il como chefe do exército da Coreia do Norte, Yoshihiko deverá dialogar com as lideranças chinesas sobre o programa nuclear norte-coreano.
Para Yoshihiko, é fundamental que China e Japão aprofundem as relações diplomáticas mútuas neste momento, além de tentar garantir a paz na península coreana, separada em dois países após a longa guerra na década de 1950.
Yoshihiko Noda (à esquerda) e Hu Jintao escutam os hinos nacionais do Japão e da China. (Foto: Jason Lee / Reuters)Yoshihiko Noda (à esquerda) e Hu Jintao escutam os hinos do Japão e da China. (Foto: Jason Lee / Reuters)
As negociações com a Coreia do Norte devem ser garantidas pelo lado chinês, um dos únicos aliados do regime iniciado após a Segunda Guerra Mundial pelo pai de Kim Jong-il -- Kim Il-sung.
A China desperta também a atenção do Japão por conta do alcance de sua frota naval no Oceano Pacífico e do caráter "opaco" do orçamento militar de Pequim. Outro assunto que também poderá ser discutido é a restrição por parte da China a alimentos japoneses após o acidente nuclear em Fukushima, em março de 2011.
* Com informações das agências de notícias France Presse e Efe.

Construção civil e logística em alta com a Copa de 2014


A Copa do Mundo de 2014 está realizando os sonhos do engenheiro civil Fábio Prado, de 25 anos. Antes mesmo de terminar a faculdade, em 2009, ele já sabia que gostaria de trabalhar com construção de estádios. Com o evento esportivo, ele conseguiu emprego no escritório responsável pelos projetos de engenharia do estádio do Corinthians, em São Paulo, do Grêmio, em Porto Alegre, e o da cidade do Recife.
Além da engenharia, os setores de hotelaria, logística, turismo e tecnologia da informação já oferecem oportunidades de olho no Mundial. Segundo levantamento Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), feito pela Fundação Getúlio Vargas, a estimativa é que a Copa seja responsável pela criação de 700 mil novos empregos, diretos e indiretos.

"Sempre fui fascinado por construções. Todo mundo falava sobre a Copa no Brasil e vi a possibilidade de atuar nesse ramo e participar de grandes projetos, mais complexos”, diz.
Engenheiro civil Fábrio Prado Copa de 2014 1 (Foto: Flavio Moraes/ G1)Engenheiro Fábio Prado trabalha na empresa que faz o estádio do Corinthians (Foto: Flavio Moraes/ G1)
Prado fez um projeto de conclusão de curso sobre a construção de estádios em 2009, no Instituto Mauá de Tecnologia, e foi indicado por uma professora para trabalhar em um escritório de engenharia que atua neste setor. “Foi um planejamento de carreira e de marketing pessoal também. Eu já tinha interesse na área e o projeto da faculdade me deixou mais preparado para atuar”, conta.

Hoje, ele ainda trabalha na mesma empresa, a EGT Engenharia, e sua função é otimizar os projetos dos estádios. Ele realiza testes em softwares para analisar se a estrutura realmente é segura e se tudo o que foi planejado está sendo realizado. “Conseguimos até simular torcedores pulando para avaliar o comportamento e a segurança”, explica Prado.

Com a proximidade da Copa, o engenheiro ressalta que ainda dá tempo para encontrar um emprego no setor de construção civil, já que muitas obras de infraestrutura em rodovias, portos e aeroportos estão acontecendo. “O mercado é muito grande e as empresas sempre estão procurando pessoas qualificadas para trabalhar.”

Áreas em alta
As empresas já começaram a buscar profissionais para preencher seu quadro de funcionários e não perder oportunidades de negócio que vão surgir com a Copa do Mundo de 2014..

“Essa é a janela de oportunidades que os brasileiros têm para se profissionalizar e conseguir uma boa posição no mercado”, afirma José Augusto Figueiredo, vice-presidente de operações da DBM Brasil e América Latina.

Para Cássia Silveira de Assis, coordenadora do curso de engenharia civil do Instituto Mauá de Tecnologia, as oportunidades que apareceram com o Mundial devem continuar mesmo depois do evento. “Ele deu visibilidade para a necessidade de infraestrutura em rodovias e aeroportos. Com o desenvolvimento do país, algumas obras ficaram paradas e agora todas precisam andar, por isso o mercado de trabalho está aquecido.”
Engenheiro civil Fábio pRado no estádio do Corinthians (Foto: Flavio Moraes/ G1)Prado sonhava em trabalhar com estádios antes
de terminar a faculdade (Foto: Flavio Moraes/ G1)
"Profissionais de outras áreas também podem atuar em parceria com os engenheiros, sendo muito comum encontrar equipes formadas por geólogos, engenheiros e gestores ambientais, biólogos e físicos", relata Gisleine Coelho de Campos, coordenadora do curso de engenharia civil da Universidade Anhembi Morumbi.
O setor de hotelaria também está se estruturando para atender os turistas que estarão no Brasil. As redes estão investindo em cursos de idiomas e de formação. Segundo Francisco Gentil Vieira, coordenador do curso de hotelaria da Anhembi Morumbi, as empresas estão buscando mão de obra na faculdade porque não encontram profissionais qualificados para trabalhar. “Como a hotelaria é uma prestação de serviço em que o profissional deve estar preparado para atender o público, principalmente em eventos como esse.”

Outra área que vai buscar trabalhadores é a logística, já que a estrutura de transportes será bastante exigida durante o Mundial. Profissionais com pouca experiência ou que desejam iniciar carreira no setor devem aproveitar. Segundo Figueiredo, haverá uma grande demanda por mão de obra de nível médio.
A tecnologia da informação continuará tendo um papel importante para o desenvolvimento de soluções que vão facilitar a rotina de trabalho, como softwares para engenheiros e sistemas administrativos para hotéis. "É um setor que já está em alta há alguns anos e deve continuar", afirma Figueiredo.
Para quem são as vagas

Profissionais que já atuam nas áreas de construção civil, hotelaria, turismo e logística têm mais chances para conseguir uma oportunidade de trabalho, mas quem está em busca de um emprego também pode aproveitar o momento. “Muitas empresas estão preocupadas em capacitar seus funcionários. Quando um hotel, por exemplo, começa a atuar precisa de uma área de contabilidade e de um escritório. As coisas estão ligadas em cadeia e o crescimento acontece em todos os setores”, diz Figueiredo.

Perfis de emprego para a Copa do Mundo

Construção Civil
Nível Superior:Engenheiro civil, geólogo, gestor ambiental, físico, biólogo.

Nível Médio e Fundamental: Pedreiro, carpinteiro, marceneiro, pintor, técnico em segurança do trabalho, mestre de obras, servente.
Logística
Nível Superior: Administrador de empresa, contador.

Nível Médio e Fundamental: Motorista, entregador, auxiliar de carga e descarga, auxiliar administrativo.
Tecnologia da Informação
Nível Superior Programador, desenvolvedor, administrador de data center.

Nível Médio: Técnico em informática, técnico em manutenção.
Tursimo e Hotelaria
Nível Superior: Turismólogo.

Nível Médio e Fundamental: Recepcionista, vendedor, operadores de telemarketing, faxineira, cozinheiro, guia turístico, garçom, barman, administrador de empresa, contador.
 Além de engenheiros, a área de construção civil recruta mestre de obras, pedreiros, pintores, técnico em segurança do trabalho, carpinteiros, marceneiros e serventes. "É preciso ter uma equipe multidisciplinar para conseguir uma boa solução", ressalta Cássia. Para ela, o candidato precisa estar preparado para começar a trabalhar rapidamente, atendendo a necessidade do empregador.
No setor de turismo e hotelaria existem vagas para atuar em agências, hotéis e eventos. Recepcionistas, vendedores, operadores de telemarketing, faxineiras e cozinheiros são alguns dos profissionais que podem encontrar uma nova oportunidade com a Copa. "A expectativa é otimista, mas ainda precisamos organizar melhor o ramo de hospedagem", acrescenta Vieira.
Em logística são requisitados técnicos em logística, motoristas, ajudantes de carga e descarga, auxiliar administrativo. Já para o segmento de tecnologia da informação, as empresas buscam programadores, desenvolvedores, técnicos em informática e em manutenção e administradores de data center.

Formação para atuar na Copa
Leonel Estevan, de 20 anos, percebeu o número de oportunidades que estão surgindo com a Copa de 2014 e decidiu buscar capacitação no exterior para atuar no setor de hotelaria. Ele estuda hotelaria  e desde 2010 trabalhava em uma grande rede de hotéis. No ano que vem ele vai para o Instituto Glion, na Suíça, para aprimorar seus conhecimentos.
Leonel Estevan estudante de hotelaria (Foto: Arquivo Pessoal)Leonel Estevan estudante de hotelaria
(Foto: Arquivo Pessoal)
“Quando entrei na faculdade não tinha pensado na Copa, mas quando vi o boom hoteleiro que o país teria resolvi investir na minha formação”, diz.
O projeto de Estevan é adquirir mais experiência no exterior para conseguir atender os turistas que estarão no Brasil. Segundo ele, conhecer a cultura e os costumes de lugares diferentes vai ajudá-lo em sua profissão.

Estevan voltará para o país em janeiro de 2013 e acredita que terá um grande campo de atuação, mesmo estando tão perto da realização da Copa do Mundo. “Antes eu nem pensava em voltar, queria ficar no exterior porque achava que não havia campo de atuação, mas agora quero voltar para o Brasil”, ressalta.

'O sonho acabou', diz dono de carro restaurado danificado em acidente


O massoterapeuta e tatuador Arnaldo Radeke de Carvalho, 34 anos, perdeu em poucos segundos, 14 anos de trabalho de restauração e R$ 120 mil em investimento. O antigo carro Mercury Cougar 1970, transformado depois de muita pesquisa na Internet, foi avariado na última sexta-feira (23), em acidente no cruzamento das ruas Ceará e Antônio Maria Coelho.
“Pensava em deixar para o meu filho, que também gosta muito de carro, mas agora o sonho acabou, tanto para mim, quanto para ele”, disse ao G1.
Acidente com Mercury Cougar XR7 (Foto: Felipe Bastos/G1MS)Outro veículo envolvido na colisãotambém foi
danificado (Foto: Felipe Bastos/G1MS)
O acidente aconteceu por volta das 13 h (horário de MS), envolvendo o carro importado e outro veículo. A parte dianteira do Mercury Cougar e a frente do outro veículo foram danificadas. Ninguém ficou ferido na colisão. Segundo a Companhia de Policiamento de Trânsito da Capital (Ciptran), um dos condutores teria ultrapassado o sinal vermelho. A polícia irá averiguar quem foi responsável pela colisão.
Após o acidente, o tatuador levou o carro para oficina mecânica e o veredicto foi desanimador. “O mecânico já me disse que é praticamente impossível salvar o carro, pois danificou o chassi, que é o esqueleto do carro; raramente vou encontrar isso, sem falar que seria muito, muito caro”.
Investimento
Arnaldo Carvalho comprou o carro quando tinha 19 anos, com investimento inicial de R$ 10 mil, justificado pela admiração pelos modelos clássicos norte-americanos. “O carro não andava, comprei na paixão, não fazia a mínima ideia do quanto gastaria para deixá-lo novo”.
Mercury Cougar do tatuador Anderson Carvalho (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)Parte interna de carro importado
(Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)
Em 2000, quatro anos depois da compra e depois de algumas reformas, conseguiu dar a primeira volta com o carro. “Foi emocionante, mas ainda faltava muito para fazer”, lembra o tatuador.
Carvalho lembra que a compra de peças era processo lento e de difícil negociação. “Procurei alguns dos outros proprietários de Mercury Cougar no Brasil, mas não quiseram ou não puderam me ajudar”.
O tatuador disse que somente nos últimos três anos a restauração começou a acelerar, depois que conseguiu comprar peças originais por meio de sites americanos. Além do custo da peça, ainda era necessário o desembolso com imposto de importação e frete. Para comprar uma chave de seta, por exemplo, o gasto foi de R$ 500.
Outro gasto considerável foi com a troca do motor. O original estava velho e não teve como recuperar. Carvalho resolveu usar um equipamento novo, avaliado em R$ 20 mil, com injeção direta de combustível.
Pêsames
Em 2010, ou seja, 14 anos depois do início do investimento, o Mercury estava pronto para voltar às ruas. O importado não ficou na garagem, mas foi incorporado ao dia a dia do tatuador, que até viajava com ele. “Eu restaurei o carro para poder andar, não foi para ficar parado só admirando”.
No período em que usou o carro, Carvalho recebeu várias propostas de venda, todas recusadas.
“O carro também era o mascote dos amigos e familiares, todo junto admirava e acompanhou toda esta história; ele tinha um gosto especial não só para mim, mas para outras pessoas também. Após a batida já recebi até os pêsames”, contou ao G1.
Carvalho fala que, mesmo que pudesse recuperar o veículo, não teria mais condições financeiras para fazer o investimento. “Ainda não sei o que fazer, ainda não cai na realidade. Ainda não chorei, mas sei que vou chorar bastante”, desabafa.
Tatuador Anderson Carvalho com Mercury Cougar (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)Tatuador Anderson Carvalho com Mercury Cougar (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)
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