quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mulher joga cachorros da janela de apartamento no Guarujá, SP

Uma mulher de 53 anos atirou dois cachorros da janela do seu apartamento, no 10º andar de um prédio no Guarujá, litoral de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (11). Os animais, um pinscher e um basset, morreram após a queda. Segundo a polícia, ela sofre de transtorno bipolar.

Além dos cachorros, diversos objetos foram atirados da janela durante o surto, entre roupas, aparelhos eletrônicos e até um colchão. De acordo com os investigadores, a mulher, que é do Rio Grande do Sul, estava sozinha no apartamento, que fica na Rua Mário Ribeiro, na Praia de Pitangueiras.
Segundo a TV Tribuna, o problema começou por volta das 21h de terça (10) e só acabou às 5h desta quarta, com a intervenção da polícia. Um homem foi atingido pelos objetos atirados pela janela. Ele não quis registrar a ocorrência, foi medicado e passa bem.
Uma filha dela, que mora no interior do estado, informou que ela tem problemas mentais. Após o surto, os policiais a encaminharam para o Hospital Santo Amaro, onde ela permanecia internada na tarde desta quarta.
O caso foi registrado na Delegacia Sede do Guarujá como prática de ato abusivo de animais. A polícia irá investigar o caso.

Anvisa já recebeu 39 reclamações de usuárias de próteses de silicone PIP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, de 2010 até esta quarta-feira (11), 39 reclamações de 39 pacientes que utilizaram implantes mamários da marca francesa PIP. A informação foi passada pelo Twitter e creditada a Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.

"Segundo Dirceu Barbano, 39 usuárias relatam problemas decorrentes da ruptura das próteses PIP", disse a mensagem.
A fabricante usou material industrial nas próteses de silicone, o que aumenta o risco de vazamentos, e teve seu registro cancelado. O mesmo vai acontecer à holandesa Rofil, que teve problemas semelhantes na produção.
O número de reclamações contra a PIP era de 12 no último balanço da Anvisa, cujos dados iam até o fim de 2011.
No entanto, o levantamento da Anvisa ainda não informou quantas reclamações referentes à Rofil foram recebidas. Ao todo, 94 reclamações relativas a próteses mamárias foram registradas pela ouvidoria da Anvisa em 2010 e 2011.
Esse é o registro das queixas que vêm das consumidoras. No sistema Notivisa, por onde os profissionais de saúde fazem as notificações, a agência ainda não recebeu nenhum relato de problema com a marca PIP.
Prótese mamária de silicone da extinta empresa francesa PIP. (Foto: Sebastien Nogier / AFP Photo)Prótese mamária de silicone rompida da empresa francesa PIP. (Foto: Sebastien Nogier / AFP Photo)

Policial civil que estava com Anísio também foi preso, diz Martha Rocha


Um policial civil e um outro homem foram presos com o suspeito de contravenção Aniz Abraão David, o Anísio, no fim de manhã desta quarta-feira (11), segundo informou a Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha. "Tudo indica que esse policial fazia a segurança de Anísio", afirmou a delegada, acrescentando que os três foram autuados por formação de quadrilha. "O crime é inafiançável e eles vão continuar presos", completou.
Ainda segundo Martha Rocha, Anísio foi preso com cerca de R$ 7 mil em espécie e US$ 180. 
Apontado pela polícia como banqueiro do jogo do bicho, Anísio foi preso no fim desta manhã por agentes da Corregedoria de Polícia Civil numa rua em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Ele foi detido em frente a um laboratório médico na esquina da Rua Joaquim Nabuco com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, segundo o delegado Glaudiston Lessa.
De acordo com o corregedor Gilson Emiliano, agentes ainda fazem buscas a outros alvos da Operação de Deus. "As equipes ainda estão na rua para cumprir mais sete mandados de prisão contra os envolvidos na Operação Dedo de Deus, uma vez que a decisão do desembargador Paulo Rangel revalidou os decretos de prisão preventiva contra o grupo", afirmou o corregedor.
"A polícia quer fazer um trabalho bem feito para resgatar a imagem que foi maculada pela famigerada máfia do jogo do bicho", completou Emiliano.
Prisão foi injusta, diz advogado
Mais cedo, o advogado Ubiratan Guedes, que representa Anísio, disse considerar injusta e desnecessária a prisão de seu cliente, ocorrida nesta manhã. "A prisão (de Anísio) foi totalmente injusta e desnecessária porque um homem de 75 anos, doente, se estivesse foragido seria numa clínica geriátrica", afirmou.
O advogado disse ainda que "a prisão de Anísio, desarmado e sem segurança, mostra a desnecessidade daquela operação que chegou a envolver até um helicóptero".
"Anísio é o glacê do bolo que a polícia preparou. Sem glacê o bolo não tem graça", disparou Ubiratan Guedes.
Aniz Abraão David, o Anísio, chegou ao prédio da Chefia da Polícia Civil do Rio na tarde desta quarta-feira (11) (Foto: Lilian Quaino/G1)Aniz Abraão David, o Anísio, chega ao prédio da
Chefia da Polícia Civil (Foto: Lilian Quaino/G1)
Operação Dedo de Deus
Anísio estava desaparecido desde o final de dezembro, quando a Polícia Civil desencadeou uma operação para prender envolvidos com o jogo do bicho. NaOperação Dedo de Deus, policiais desceram de rapel de um helicóptero na cobertura que seria de Anisío, em Copacabana. Os policiais estiveram no barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Zona Portuária, onde foram apreendidos dinheiro e computadores. Anísio é patrono da escola de samba.
Na Operação Dedo de Deus, 44 suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho foram presos. Entre eles o ex-prefeito de Teresópolis, Mário Tricano.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), advogados de Anísio deram entrada no pedido de habeas corpus para o contraventor na terça-feira (10). Mas o pedido ainda não foi julgado.

Após perder filhas em chuva na serra do RJ, mãe comemora nova gravidez

Há um ano, a chuva levou a casa, as três filhas e outros oito parentes de Perla Oliveira. Mas a correnteza não destruiu a esperança da dona de casa de Teresópolis, uma das cidades mais castigadas pelo temporal que atingiu a Região Serrana do Rio de Janeiro em 2011. Agora, grávida, ela tenta reconstruir a família que a chuva deixou apenas na lembrança.

A catástrofe provocada pelas chuvas provocou a morte de mais de 900 pessoas. As principais cidades da região foram devastadas e 30 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. Somente em Nova Friburgo, mais de 400 pessoas morreram.
A dona de casa Perla comemora a gravidez de 4 meses; ela perdeu as três filhas na tragédia provocada pela chuva na Região Serrana, em 2011 (Foto: Tássia Thum/G1)A dona de casa Perla comemora a gravidez de 4 meses; ela perdeu as três filhas na tragédia provocada pela chuva na Região Serrana, em 2011 (Foto: Tássia Thum/G1)
Na noite de 11 de janeiro de 2011, Perla conta que abrigou as três filhas, com idades entre 3 e 15 anos, em sua cama. Ela acreditava que ali era o local mais seguro para proteger a família da chuva. No entanto, na madrugada, uma tromba d´água destruiu sua casa, no bairro de Campo Grande, o mais afetado do município.
Perla mostra a camiseta com a foto das três filhas vítimas da chuva (Foto: Tássia Thum/G1)Perla mostra a camiseta com a foto das três filhas
vítimas da chuva (Foto: Tássia Thum/G1)
Filhas desaparecidas
A dona de casa relata que ficou agarrada ao colchão junto com as meninas e foi arrastada por alguns quilômetros, em meio a pedras e árvores caídas. Após o pesadelo, Perla se lembra apenas de acordar na manhã de 12 de janeiro, com a lama encobrindo seu corpo, e sem as filhas ao lado. Em um ano, apenas o corpo de Nathally, de 15 anos, foi encontrado. Mayara, 3, e Maria Eduarda, 5, ainda continuam desaparecidas.
“Mesmo após um ano, ainda não consigo encaixar na minha cabeça que perdi todas as minhas filhas. Ainda sonho que as outras duas estão vivas, talvez em algum orfanato. Eu não tive culpa de nada, tentei protegê-las. Agora vou ser mãe de um menino, que com certeza vai trazer muita felicidade a minha família”, desabafou Perla, que ainda continua morando em Campo Grande.
Perla explica que foi nascida e criada no bairro marcado pela tragédia, e optou em continuar morando lá por acreditar que dessa maneira está mais perto das filhas. O baixo valor do aluguel dos imóveis também ajudou na escolha. Ela paga R$ 350 por uma casa de dois quartos.
“Acho que minha casa não está em área de risco. Com os R$ 500 do Aluguel Social, não consigo nada muito melhor que isso. Aqui no bairro todos me ajudam, inclusive já ganhei carrinho e algumas roupinhas para o meu bebê”, falou Perla, que divide o pequeno espaço do quarto com um cilindro de oxigênio, já que sofre de uma doença crônica no aparelho respiratório.
Ilair salva pela corda em 2011; após um ano, ela ganhou nova casa e cão (Foto: Montagem/ Reprodução TV Globo e Tássia Thum/G1)Ilair salva pela corda em 2011; após um ano, ela
ganhou nova casa e cão
(Foto: Montagem/ Reprodução TV Globo e
Tássia Thum/G1)
Mulher salva por corda
A chuva também marcou a vida de Ilair Pereira, 53 anos, conhecida pelas imagens em que aparece sendo salva por uma corda, após sua casa desabar em São José do Vale do Rio Preto. Daquele dia, ela ainda guarda a roupa que usava e o esforço de seus vizinhos que a socorreram. Além doimóvel, ela também perdeu o cãozinho de estimação, Beethoven.
As cenas do resgate de Ilair correram o mundo e comoveram pessoas, que doaram casa, animais e móveis para a vítima. Desde abril de 2011, ela vive em uma nova residência presenteada pelo programa “Caldeirão do Huck”, da TV Globo. Como companhia, ela ganhou dois cães. Um deles recebeu o mesmo nome do morto na enchente.
“Naquela hora, eu me ajoelhei na laje, e coloquei minha vida nas mãos de Deus”, relembra Ilair, que acredita que o bairro onde morava, Santa Fé, nunca mais voltará a ser o que foi antes.
Em 9 de janeiro deste ano, o ex-marido de Ilair, o pedreiro Moisés da Costa, perdeu a casa durante a chuva. No ano anterior, ele abrigou a antiga companheira em seu lar. Em 2012, ela é quem abriga Moisés.
Desafio no recomeço
Para o comerciante Rodrigo Esteves, 33 anos, o recomeço após as chuvas de 2011 também é um desafio. Com o transbordamento do Rio Preto, que cerca São José do Vale do Rio Preto, a água chegou ao teto de sua oficina mecânica. No local estavam 15 carros. Todos ficaram destruídos.
Imagens um mês (à esq) e um ano (à dir) após chuva em São José do Vale do Rio Preto (Foto: Tássia Thum/G1)Um mês após chuva, carro estava soterrado. Após
um ano, oficina continua prejudicada por chuva
(Foto: Tássia Thum/G1)
Rodrigo diz que ficou sete meses com a loja fechada. No período, ele contou com a ajuda de amigos e parentes para limpar o local, consertar as máquinas, e retirar os veículos soterrados. Após um ano, apenas metade da oficina funciona. Nas paredes ainda está uma mancha marrom, resquício da água barrenta.
“Recomecei do zero. Enquanto limpávamos a loja, encontramos um corpo debaixo da lama. Ainda não consegui um empréstimo, infelizmente é muita burocracia, e acaba que quem precisa fica sem o dinheiro”, argumentou o comerciante.

Divulgada a programação oficial das bandas do carnaval na Ilha de Santana de Caicó



- Quarta (15/02) – Capilé e Marquinhos Carrera

Quinta (16/02) – Inala e Forró Suado

Sexta – (17/02) – Cavalo de Pau, Forró da Pegação e Mimosos

Sábado (18/02) – Forró dos Plays, Prabalá e Só a Nata

Domingo (19/02) – Saia Rodada, Pauleira do Brasil, e Forró Me Pega

Segunda (20/02) – Cavaleiros do Forró, Cavalo de Aço e Forró do Agito

Terça (21/02) – Nagib e Banda, Canindé Moreno e Marquinhos Carrera

Blog da Glaucia Lima
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