domingo, 18 de março de 2012
Eletricista ganha indenização após ter que rebolar em dinâmica de grupo
Um eletricista ganhou na Justiça o direito a uma indenização após ter que rebolar durante uma entrevista de emprego. O caso aconteceu em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A empresa na qual ele buscava uma vaga foi condenada a pagar R$ 6.220.
Uma agência de empregos que fica no centro da cidade foi responsável por selecionar candidatos para a vaga de líder de equipe da Citéluz, empresa de iluminação pública que presta serviço para a prefeitura.
O eletricista, que tem 22 anos de profissão, se candidatou e foi chamado para uma entrevista. "Eu e mais três candidatos, disseram que a gente ia fazer uma dinâmica. Falaram que a gente tinha que bater palma, depois fazer uma flexão e rebolar", afirmou ele, que não quis ser identificado.
O homem contou que um dos candidatos questionou o fato de ter que rebolar. "Inclusive quando meu colega questionou, falou assim: 'mas, tem que fazer mesmo?' e responderam: 'não, tem que fazer'. Eu estava desempregado, e fizemos. Meio constrangidos, mas fizemos. A entrevista com elas não durou um minuto. Não teve nenhuma pergunta técnica", explicou.
O eletricista não foi aprovado na seleção. Após passar pelo constrangimento, ele entrou na Justiça contra a Citéluz e ganhou uma indenização por danos morais. Ele vai receber R$ 6.220. Na sentença o juiz disse que à exceção de vagas em companhia de dança, ninguém deveria rebolar para buscar empregos. E afirmou que a conduta da empresa violou a dignidade do candidato.
"O cargo ao qual se estava pleiteando, ou seja, a liderança para um setor de eletricidade e o fato que o candidato ter que rebolar em uma dinâmica de emprego. Uma coisa não está ligada com a outra", disse o advogado do eletricista, Jonas Amaral Garcia.
A agência de empregos Primax informou que só realizou o recrutamento dos candidatos e que a dinâmica de grupo foi feita pela Citeluz, mencionada no processo. Já a Citéluz não quis comentar o assunto e não informou se vai recorrer da decisão.
Polícia prende manifestantes durante protesto do 'Ocupem' em Nova York
Dezenas de pessoas foram presas durante protesto do movimento "Occupy Wall Street" (Ocupem Wall Street, em tradução) em Nova York, nos Estados Unidos, no na noite de sábado (17), segundo a polícia da cidade. Na confusão, três policiais foram feridos.
A marcha dos "indignados" reuniu cerca de 300 pessoas no Zuccotti Park, parque onde o "Occupy" começou, próximo do centro financeiro da cidade, e comemorava os seis meses do movimento, criado para protestar contra o poder excessivo do sistema capitalista e contra a crise econômica no país.
dos indignados' em Nova York
(Foto: Eduardo Munoz/Reuters)
"Esta é a nossa nova ofensiva", disse Michael Premo, morador de Nova York, que se identificou como um porta-voz do movimento. "As pessoas pensam que o 'Ocupem' acabou. O importante é que elas saibam que estamos de volta."
Segundo a polícia, diversas marchas menores foram realizadas na cidade durante a tarde de sábado e 15 pessoas foram presas. A manifestação terminou na reunião dos manifestantes pouco antes da meia-noite no Zuccotti Park. As prisões foram efetuadas para evitar que fosse criado um novo acampamento no centro financeiro de Nova York, afirmou o detetive Brian Sessa. A operação envolveu 100 policiais.
As prisões, ainda de acordo com a polícia, ocorreram porque os manifestantes sentaram no chão e se recusaram a deixar o lugar. Em 20 minutos, o local foi liberado.
Empresa fabrica tinta que isola calor e atende mercado de ‘prédios verdes’
Para entrar no sofisticado mercado de construção de prédios sustentáveis, uma pequena empresa de São Paulo fabrica uma tinta especial, que isola o calor. A tinta ajuda a diminuir custos até do ar condicionado.
Os Estados Unidos lideram a construção de edifícios com certificação ambiental. E o Brasil está em quarto lugar.
Após 12 meses de pesquisas e testes, os empresários José Faria e Antônio Storani fizeram uma tinta que reflete 99% dos raios do sol e evita a invasão de calor nos ambientes. “O produto já existia nos Estados Unidos, com desenvolvimento Nasa, para aplicação aeroespacial, naves. Hoje nós fizemos melhor, pegamos essa tecnologia e aplicamos em vários segmentos de negócio”, explica Storani.
No Brasil, a tinta é usada para economizar energia nas construções. Ela é aplicada no telhado dos prédios. Ao refletir os raios de sol, diminui o aquecimento interno e os gastos com refrigeração do ambiente. “Hoje o mundo todo está falando em sustentabilidade, nós estamos iniciando prédios sustentáveis, existe uma metodologia para você construir um prédio sustentável, mais econômico”, diz Faria.
Os empresários investiram R$ 1 milhão na fábrica. Compraram matéria prima, montaram um laboratório, contrataram especialistas e fizeram laudos técnicos para atestar a eficiência do produto.
O segredo da tinta está em flocos que parecem neve. A tinta contém milhares de microesferas cheias de ar. São bolinhas de vidro ocas, internamente com ar. O fato de ter ar impede a passagem do calor.
Cada microesfera é quase mil vezes menor que um grão de areia. Elas são misturadas com minerais, resina e pigmentos. Com isso, forma-se a tinta refletiva, que adere em qualquer material: aço, alumínio, madeira, plástico.
As microesferas também fazem a tinta funcionar como um poderoso isolante térmico.
Em São Paulo, um shopping adorou a novidade e contratou a empresa para aplicar a tinta no telhado. O trabalho é feito com alpinistas urbanos que prestam serviço para a fábrica de tinta. São quatro mil metros quadrados de telhado, todo em alumínio. A tinta é aplicada com um compressor de ar.
Num dia de sol escaldante, a temperatura do telhado chega a 70 graus. E boa parte desse calor passa para baixo. Para se ter uma ideia, o shopping gasta R$ 120 mil por mês só para manter os aparelhos de ar-condicionado ligados o dia inteiro. Com a tinta refletiva, a ideia é derrubar o custo em até 30 %.
A empresa cobra de R$ 25 a R$ 28 por metro quadrado pintado, conforme a dificuldade do telhado. Com três alpinistas, o serviço é rápido. Um dia de trabalho com aplicação em duas camadas de tinta.
Por dentro, o shopping precisa manter a temperatura interna em 25 graus. Para isso, usa centenas de dutos que ventilam o ar resfriado. E quanto mais quente o dia, mais energia para manter essa temperatura.
“A busca dessa tecnologia é exatamente para trazer economia, alinhado com conceito de sustentabilidade de agredir muito menos a natureza, os clientes observam isso, sabem que nós estamos indo atrás de uma tecnologia que está bem alinhada com o conceito de sustentabilidade, diz o gerente de operações Alex Conceição.
O Brasil é hoje o quarto país do mundo em número de empreendimentos sustentáveis. São 43 construções, e mais de 400 em processo de certificação. Marcos Casado é gerente técnico do GBC Brasil, uma ONG que certifica os edifícios verdes. Entre os requisitos destacam-se ações para baixar a temperatura nas metrópoles.
“A gente busca reduzir o efeito de ilhas de calor que existe nas grandes cidades como em São Paulo. A gente tem uma diferença de oito graus. Então, as áreas mais urbanizadas têm cobertura escura e pavimentação escura geram esse efeito de ilha de calor. A tinta reflexiva vem para trabalhar, nas coberturas e até mesmo nas pavimentações, a redução desse efeito ilha de calor. Ou seja, vai criar áreas de conforto melhor para as pessoas”, diz.
Os empresários da tinta refletiva já venderam o produto para mais de 100 clientes, a maioria empresas. No último ano aplicaram em 50 mil metros quadrados de telhados. E garantem: em 2012, vão aumentar em dez vezes o faturamento da fábrica.
“Eu acredito que esse vai ser o último ano que nós vamos ficar como uma pequena empresa. Muitas empresas multinacionais estão nos procurando. Inclusive uma hoje da Alemanha, no setor de ferrovia, transporte, já está interessada numa grande parceria. A ideia é a gente fornecer o nosso produto para seis países, entre Europa, EUA, Ásia e América do Norte”, afirma Faria.
Massa e Bruno classificam choque na Austrália como 'acidente de corrida'
Foi um domingo de pesadelo para os brasileiros na etapa de abertura da temporada 2012 da Fórmula 1, na Austrália. Felipe Massa e Bruno Senna, que já tinham ligado o sinal de alerta na véspera, com posições ruins no grid, tiveram uma corrida para esquecer. A dez voltas do fim, os dois se enroscaram na pista e tiveram que abandonar a disputa. Após a prova, tanto Massa quanto Senna classificaram o choque como "acidente de corrida".
- Acredito que podemos considerar como acidente de corrida. Uma STR (Daniel Ricciardo) tentou me passar por fora na curva 3 e Bruno conseguiu melhor tração por dentro. Então entramos na curva 4 lado a lado, foi aí que nos enroscamos e vocês viram no que deu - explicou o piloto da Ferrari.
Bruno compartilhou da opinião do compatriota:
- Acho que foi acidente de corrida. Consegui sair melhor da curva 3 que ele (Massa) e o Ricciardo, que estavam brigando. Não sei se o Ricciardo empurrou ele ou não, mas eu deixei espaço suficiente para ele ir por dentro, mas ele acabou encostando em mim e a gente prendeu o carro um no outro aí já era, não tinha muito o que fazer - explicou, em entrevista à TV Globo.
No incidente, o piloto da Williams teve um pneu furado, chegou a voltar para a pista e seguiu para os boxes. Entretanto, acabou recolhendo para a garagem voltas depois. Bruno explicou que teve o carro danificado em razão do choque e da passagem na brita e preferiu deixar a prova para evitar danos maiores ao equipamento para as próximas corridas.
- O pneu furou, fui na brita, encheu o radiador de brita, o motor estava superaquecendo e não valia a pena estragar motor e caixa de câmbio por nada - revelou.
A prova foi complicada para Bruno desde a largada. Logo na primeira curva, ele foi tocado por Daniel Ricciardo e ficou atravessado na pista. Por causa do incidente, Senna foi obrigado a fazer uma parada nos boxes já na primeira volta.
- Eu tentei pegar a linha de fora na primeira curva e senti um toque em mim. Com isso, tive que fazer um pit stop extra, o que tornou as coisas mais difíceis - contou Bruno.
Massa também enfrentou problemas desde o início da prova. O brasileiro enfrentar dificuldades com o desgaste acentuado dos pneus da Ferrari logo nas primeiras voltas da corrida em Melbourne.
- Depois de algumas voltas comecei a ter dificuldades com os pneus. Eu tive uma boa largada e esperava terminar nos pontos. Nós tentamos antecipar a primeira parada, mas acabamos tendo o mesmo problema com o segundo jogo de pneus macios: o carro estava escorregando e o desgaste era maior que dos adversários - explicou o piloto da escuderia italiana.
No próximo fim de semana os pilotos voltam à pista para o GP da Malásia. O treino classificatório e a corrida estão marcados para às 5h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Globo e em Tempo Real com vídeos pelo GLOBOESPORTE.COM.
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