domingo, 25 de março de 2012
Estudo de brasileiro recalcula o tamanho do Sol com mais precisão
Um estudo publicado nesta semana chegou ao cálculo mais preciso já feito do tamanho do Sol. O "astro rei" tem 696.342 quilômetros de raio – com margem de erro de 65 km. A precisão é dez vezes maior que as disponíveis até então.
Como comparação de tamanho, a Terra tem 6.371 km em seu raio médio.
O cálculo foi feito a partir do chamado “trânsito de Mercúrio”, que acontece quando o planeta fica no caminho entre o Sol e a Terra. A pesquisa foi feita na Universidade do Havaí, nos EUA, com a participação do astrônomo brasileiro Marcelo Emílio, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR).
“Se pudéssemos chegar perto de Mercúrio suficiente veríamos ele [Mercúrio] cobrir todo o Sol, pois eles estariam quase alinhados”, explicou Emílio. “Chamamos de trânsito, pois o tamanho angular de Mercúrio não é suficiente para cobrir todo o Sol. Se assim fosse, chamaríamos de eclipse”, comparou.
A trajetória de Mercúrio ajuda a observar o Sol porque estes dados já eram conhecidos com precisão pelos cientistas. Assim, com o tempo que o planeta leva para ir de uma extremidade à outra do Sol – de acordo com o ponto de vista da Terra – permite calcular esta distância, ou seja, o tamanho do Sol.
O cálculo se baseou em dados do trânsito de Mercúrio ocorrido em 2003 – o evento não é muito comum, acontece 12 ou 13 vezes a cada 100 anos. O resultado demorou a ser obtido porque foi preciso elaborar um programa complexo de computador para processar os dados corretamente.
Os astrônomos contaram com dados obtidos pelos projetos Soho e SDO, da Nasa feitos para estudar o Sol, que observam o astro a partir do espaço.
“A maioria dos valores publicados não leva em conta os erros sistemáticos. Um deles é a atmosfera da Terra. Medidas espaciais permitem um cálculo mais preciso, pois não há a atmosfera da Terra para interferir na medida”, explicou Emílio.
Segundo o astrônomo, medidas mais precisas devem ser obtidas em pouco tempo, a partir do trânsito de Vênus, que acontece em junho.
Alonso faz o impossível e leva Ferrari à vitória na Malásia; Bruno Senna é 6º
Nem o mais otimista dos ferristas poderia imaginar o que aconteceu no GP da Malásia deste domingo. Nem o próprio Fernando Alonso. Em uma corrida tumultuada no circuito de Sepang, o bicampeão mundial deixou os rivais para trás, segurou a pressão de um surpreendente Sergio Pérez, da Sauber, e levou o tão criticado carro da Ferrari a uma improvável vitória. O espanhol, que chegou a sugerir o encerramento da prova durante a paralisação pela forte chuva, satisfeito com a quinta colocação, guiou com perfeição na pista molhada e manteve o ritmo no piso seco para cruzar em primeiro lugar. Com o resultado, o espanhol assumiu a liderança do campeonato com 35 pontos, cinco à frente de Lewis Hamilton, terceiro colocado na prova.
O brasileiro Felipe Massa teve um domingo bem mais complicado que o do companheiro de Ferrari. O brasileiro chegou apenas na 15ª posição. Mas o país teve motivos para festejar. Bruno Senna fez uma boa corrida e se aproveitou das confusões dos rivais ao longo da prova para levar sua Williams ao sexto lugar, somando oito pontos na classificação. O pódio foi completado por Pérez, que fazia corrida brilhante, mas errou a poucas voltas do fim, quando pressionava Alonso, e Lewis Hamilton, que largou na pole mas só conseguiu chegar em terceiro.
Primeiro colocado no GP da Austrália, Jenson Button jogou fora as chances de vitória ao errar quando tentava ultrapassar o retardatário Narain Karthikeyan, da HRT. O inglês precisou parar nos boxes para trocar o bico da McLaren e terminou apenas em 14º. Destino semelhante teve Sebastian Vettel. O bicampeão mundial teve o pneu furado ao tentar superar uma HRT e ficou apenas com o 11º lugar. Seu companheiro de RBR, Mark Webber, foi o quarto colocado. Uma das melhores equipes nos treinos de Sepang, a Mercedes foi uma das mais lentas no piso molhado. Michael Schumacher, terceiro no grid, foi apenas o 10º na corrida, três posições à frente do compatriota Nico Rosberg.
Os pilotos voltam à pista daqui a três semanas, para o GP da China no dia 15 de abril, com transmissão de treino e corrida pela TV Globo e em Tempo Real pelo GLOBOESPORTE.COM.
O forte calor malaio deu lugar a uma chuva tímida momentos antes da largada em Sepang, fazendo os pilotos optarem por pneus intermediários e movimentando o início da prova. Logo na primeira curva, Button tentou ultrapassar Hamilton, mas não obteve o mesmo sucesso do GP da Austrália. O pole position espalhou o companheiro de equipe e conseguiu manter a liderança.
Quem fez ótima largada foi Romain Grosjean, pulando do sétimo para o terceiro lugar. Entretanto, o francês se chocou com Schumacher na curva 4, e os dois acabaram rodando. Voltas depois, ele perdeu o controle da Lotus, atolou na brita e foi o primeiro a abandonar a prova. Massa ganhou duas posições na primeira volta e pulou para 10º. Bruno Senna, assim como em Melbourne, teve problemas na primeira volta: o brasileiro rodou na curva 7 e precisou seguir para os boxes.
A chuva se intensificou, e os pilotos tiveram que antecipar os pit stops para colocar os compostos de chuva forte. Massa foi para os boxes na terceira volta, o mesmo feito por quase todos os pilotos na passagem seguinte. A chuva aumentava cada vez mais até a direção de prova decidir pela entrada do safety car na sétima volta. Duas depois, por falta de condições, foi dada bandeira vermelha e a corrida foi interrompida. Nesse momento, Hamilton liderava, seguido por Button e Perez. Massa se encontrava na oitava posição e Senna, com duas paradas nos boxes, era apenas o 23º.
Após 50 minutos de paralisação, a corrida foi reiniciada sob bandeira amarela e o safety car permaneceu na pista ainda por cinco voltas. Na relargada, Hamilton manteve a ponta, enquanto Button seguiu direto para os boxes, para colocar pneus intermediários, estratégia adotada por diversos outros pilotos como Rosberg, Raikkonen e Senna, em razão da melhora de condições da pista. Na volta seguinte, Hamilton, Alonso, Webber e Massa, também fizeram suas paradas. O inglês demorou no pit stop e voltou atrás do companheiro de McLaren e da Ferrari de Alonso.
Mas a estratégia de Button foi por água abaixo logo na sequência, quando o campeão mundial de 2009 se precipitou ao ultrapassar o retardatário Karthikeyan. O inglês tocou o carro da HRT e precisou voltar para os boxes para trocar o bico da McLaren. Nesse momento, com estratégias acertadas, Pérez colocava a Sauber na liderança. Mas logo depois, o mexicano foi superado por Alonso, o mais veloz na chuva.
Com melhor tempo atrás de melhor tempo, o espanhol abria vantagem na liderança. Mas a pista começou a secar e quem passou a ser o mais rápido foi Pérez. O mexicano emplacou uma sequência de melhores voltas e a vantagem para Alonso caiu vertiginosamente. A cinco voltas do fim, a diferença entre os dois era de menos de dois segundos. Pérez tinha a chance de fazer história conquistando a primeira vitória da Sauber, a primeira do México desde Pedro Rodriguez, em 1970. Mas o jovem piloto, mais rápido na pista, ouviu dos mecânicos do rádio que "segunda posição era importante para equipe". Parece que a mensagem desconcentrou o mexicano, que errou, saiu da pista e viu Alonso abrir novamente. Daí em diante, o bicampeão mundial tratou de administrar a vantagem até receber a bandeira quadriculada. A vitória do espanhol levou a equipe Ferrari ao delírio. No boxe da Sauber, lágrimas de felicidade de Peter Sauber, dono da escuderia, pela segunda posição de Pérez. O pole position Lewis Hamilton cruzou em terceiro e fechou o pódio.
Confira o resultado final do GP da Malásia, em Sepang:
1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 2h44m51s812
2 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - + 2s263
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - + 14s591
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - + 17s688
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - + 29s456
6 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - + 37s667
7 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - + 44s412
8 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - + 46s985
9 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - + 47s892
10 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - + 49s996
11 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - + 1m15s527
12 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - + 1m16s826
13 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - + 1m18s593
14 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - + 1m19s719
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - + 1m37s319
16 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - + 1 volta
17 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - + 1 volta
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - + 1 volta
19 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - + 2 voltas
20 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - + 2 voltas
21 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - + 2 voltas
22 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - + 2 voltas
2 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - + 2s263
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - + 14s591
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - + 17s688
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - + 29s456
6 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - + 37s667
7 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - + 44s412
8 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - + 46s985
9 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - + 47s892
10 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - + 49s996
11 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - + 1m15s527
12 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - + 1m16s826
13 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - + 1m18s593
14 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - + 1m19s719
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - + 1m37s319
16 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - + 1 volta
17 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - + 1 volta
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - + 1 volta
19 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - + 2 voltas
20 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - + 2 voltas
21 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - + 2 voltas
22 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - + 2 voltas
Não completaram:
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 11 voltas
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 52 voltas
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 11 voltas
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 52 voltas
Corpo do cantor sertanejo João Mineiro é velado em Jundiaí, SP
O corpo do cantor João Sant’Ângelo, popularmente conhecido como João Mineiro, está sendo velado neste domingo (25) no Velório Municipal Adamastor Fernandes, emJundiaí (SP), localizado na avenida Prof. Luiz Rosa. Segundo a assessoria do cantor, o corpo ficará no local até às 16h30 e depois será levado até Andradas, no sul de Minas Gerais, cidade natal do cantor, onde será enterrado. Ele morreu aos 76 anos na noite deste sábado (24).
Colegas de profissão de João Mineiro, como a dupla sertaneja Teodoro e Sampaio, confirmaram presença no velório e vão prestar suas últimas homenagens.
O cantor ficou conhecido com a dupla João Mineiro e Marciano. Nos últimos anos, ele fazia dupla com outro cantor sertanejo, Mariano. Em quase 40 anos de carreira, foram mais de 20 milhões de discos vendidos, com sucessos como "Viola está chorando" e "Seu amor ainda é tudo".
"Perdemos um dos mais carismáticos cantores sertanejos do Brasil. Seu nome será eternamente lembrado pelos amantes da música caipira", declarou Mariano, parceiro do cantor João Mineiro nos últimos 20 anos.
A família do cantor também está abalada. João Mineiro teve dez filhos. Ele morava em Campo Limpo Paulista, cidade vizinha de Jundiaí e era casado há 15 anos com Luciana Aparecida da Silva, com quem teve duas filhas: uma de 12 e outra de 6 anos.
Já do seu primeiro casamento com Eugênia Sant’Ângelo, foram 8 filhos. A mais famosa filha é a cantora Celina Sant’Ângelo, que juntamente com sua amiga Adriana, formaram a dupla sertaneja "As Marcianas", que surgiu na década de 1980 e teve como grande sucesso a música "Vou te amarrar na minha cama", de 1992.
Causa da morte
De acordo com boletim médico divulgado neste domingo (25) pelo Hospital Paulo Sacramento, de Jundiaí (SP), João Mineiro passou por atendimento no pronto socorro de Campo Limpo Paulista, sendo transferido para a UTI na quarta-feira (21), com desconforto respiratório.
O quadro de saúde piorou e foi diagnosticada uma infecção da vesícula. O cantor passou por uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar.
Já na sexta-feira (24), o cantor retornou para a UTI e teve um choque séptico, passando a respirar com ajuda de aparelho e medicação para manter a pressão arterial estável. Às 22h10 deste sábado, João Mineiro sofreu parada cardiorespiratória e morreu às 22h50.
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