segunda-feira, 26 de março de 2012

Pais são suspeitos de deixar filhos trancados em carro para dançar


A Polícia Militar de Telêmaco Borba, na região dos Campos Gerais do Paraná, localizou na madrugada de domingo (25) um carro onde duas crianças estavam trancadas, após uma denúncia recebida pelo Conselho Tutelar. O veículo estava estacionado próximo a um bar, no qual os pais foram encontrados dançando.
“Essas duas crianças estavam dentro do veículo", afirmou o tenente Emerson Muleta. "O veículo estava fechado. Elas estavam chorando, estavam desesperadas sem o pai e sem a mãe”, disse. Os pais foram chamados, e o homem foi preso após ofender e agredir os policiais.
O pai foi ouvido na delegacia e depois foi liberado para ir para casa, onde a mãe já estava com as crianças, de dois e seis anos. O casal foi advertido pelo Conselho Tutelar. “A sequência disso cabe à assistente social que vai fazer uma verificação de quais foram os fatos que levaram a infringir esse direito das crianças”, disse Zaudir Dallagnol, presidente do Conselho dos Direitos da Criança do município.
 
Maconha
Outro caso envolvendo um bebê chamou a atenção das autoridades de Telêmaco Borba no final de semana. A mãe da criança de um ano chamou a polícia após encontrar uma porção de maconha dentro da meia do filho. A criança havia saído com o pai, que segundo as investigações era consumidor da droga.
O suspeito prestou depoimento e vai responder em liberdade. “O uso de menores traz sim um agravante pela lei de drogas, e isso vai ser observado no encaminhamento ao juizado especial criminal”, afirmou o delegado Jonas do Amaral.

Corpo de João Mineiro é enterrado em Andradas, MG


O corpo do cantor sertanejo João Mineiro foi enterrado por volta de 10h da manhã desta segunda-feira (26), em Andradas (MG). O enterro estava previsto para acontecer às 14h, mas foi antecipado a pedido da família do cantor. Segundo informações da funerária que cuidou do sepultamento, pelo menos 2 mil pessoas passaram pela Câmara Municipal de Andradas, onde o corpo foi velado desde a tarde deste domingo (25). Antes, o corpo já havia sido velado também em Jundiaí(SP).
O enterro, reservado, foi acompanhado por amigos, familiares e autoridades. O parceiro de dupla de João Mineiro, Mariano, também acompanhou o sepultamento.
A Prefeitura de Andradas decretou luto oficial na cidade durante esta segunda-feira.
Causa da morte
João Mineiro tinha diabetes e já havia sido internado em março do ano passado na Santa Casa de Andradas com insuficiência cardíaca e hipertensão. Há seis meses, foi submetido a uma angioplastia.
De acordo com boletim médico divulgado neste domingo (25) pelo Hospital Paulo Sacramento, de Jundiaí (SP), ele passou por atendimento no pronto socorro de Campo Limpo Paulista na segunda-feira (19) e foi imediatamente transferido para a UTI do hospital Paulo Sacramento, sentindo desconforto respiratório.
O quadro de saúde piorou e o cantor precisou passar por uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Já na sexta-feira (24), o sertanejo retornou para a UTI e teve um choque séptico, passando a respirar com a ajuda de aparelhos. Às 22h10 deste sábado (24), João Mineiro sofreu uma parada cardiorespiratória e morreu às 22h50.

Tibetano ateia fogo no corpo contra visita de presidente chinês à Índia


Um exilado tibetano ateou fogo ao corpo nesta segunda-feira (26) em Nova Délhi durante uma manifestação de protesto contra a visita que o presidente chinês, Hu Jintao, fará em breve àÍndia. O protesto ocorre dias antes da Quarta Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que ocorrerá entre 28 e 29 de março, em Nova Délhi, e terá a presença da presidente Dilma Rousseff.
O homem, de 27 anos, identificado como Janphel Yeshi, colocou fogo no corpo em pleno centro da capital indiana, segundo fontes policiais. Ele foi levado para um hospital e, segundo a agência de notícias Associated Press, teve 85% do corpo queimado e seu estado é crítico. Ao menos 30 tibetanos já atearam fogo contra o corpo no último ano contra o controle chinês na região do Tibete e pela volta do Dalai Lama à região - 20 deles morreram.
Janphel Yeshi colocou fogo no próprio corpo em protesto (Foto: AFP)Janphel Yeshi colocou fogo no próprio corpo em protesto (Foto: AFP)

Balão com 3 ocupantes fica preso por 5 horas em torre de alta tensão


Um balão de ar quente se chocou na tarde do domingo (25) com uma torre de transmissão de energia em Northamptonshire, no centro da Grã-Bretanha, deixando seus três ocupantes presos por mais de cinco horas a 15 metros de altura.
O cesto do balão ficou preso aos cabos de alta tensão.
Uma equipe dos bombeiros teve que esperar mais de quatro horas para que a energia fosse desligada para poder subir a torre e iniciar o resgate.
Os três ocupantes do balão foram finalmente retirados por volta das 23h30, apenas com ferimentos leves, incluindo queimaduras.
Borrão
O balão era pilotado por um adolescente de 18 anos e levava também uma mulher e um homem mais velho.
O adolescente, Adam Griffiths, afirmou não saber bem como ocorreu o acidente.
'Não tenho certeza como ele aconteceu. A lembrança é como um borrão, para falar a verdade', afirmou.
Segundo ele, os três ocupantes estavam bem, apesar do frio e de pequenas queimaduras.
'Muita coisa passa pela sua cabeça quando você está preso lá por tanto tempo, mas o principal é que agora estamos embaixo, a salvo', disse.

Ator diz que câmera do voo de parapente em que irmã morreu sumiu


O ator Fabrício Boliveira, irmão da jovem Priscila, que morreu no fim da tarde de domingo (25) após cair de parapente em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, afirmou que a câmera normalmente levada nesse tipo de voo, e que pode ter registrado o acidente, desapareceu .
"Tem uma câmera sumida, que é a câmera que ela carregou durante o voo. Eu quero que essa câmera apareça e que se faça justiça. Se esse cara não estava preparado para poder fazer um voo desse, não tinha de fazer", disse ele em relação ao instrutor.
A polícia vai fazer perícia no parapente e nas correias de segurança para tentar entender o que aconteceu.
Priscila, de 24 anos, que morava na Bahia e passava férias no Rio,  teria despencado de uma altura de aproximadamente 30 metros, durante um voo duplo, segundo testemunhas. O instrutor não sofreu ferimentos.
Na noite de domingo, o advogado do instrutor Alan Figueiredo, Marco Aurélio Gomes Araújo, ao deixar a 15ª DP (Gávea), onde seu cliente prestou depoimento, disse que o instrutor viu algo errado no equipamento de segurança de Priscila segundos depois da decolagem. Ele disse ainda que a dupla já havia caído antes de saltar e por isso houve duas decolagens. Segundo o advogado, o instrutor tem 12 anos de profissão.
“O instrutor está muito abalado e nós estamos colaborando com a autoridade policial. Não houve falha humana. Ele disse que agarrou a Priscila como podia, com as pernas e com os braços, porque o interesse dele era ir para água. Houve duas decolagens, na primeira, o parapente caiu na rampa, eles voltaram e não sabemos se a Priscila mexeu nos equipamentos que prendem ela. Depois eles voltaram para rampa e eles fizeram uma segunda decolagem. Essa segunda decolagem foi certa. O que ele disse foi que, quando ele decolou, ela estava mais abaixo e percebeu que ela estava escorregando, então agarrou ela. Quando se voa, tem que segurar os comandos do parapente. Ele deixou os comandos soltos para segurar ela”, disse o advogado.
Vítima era irmã do ator Fabricio Boliveira, que atuou na novela "A Favorita" (Foto: Paulo Giandália / TV Globo )
Amigos acreditam em falha na segurança
Amigos da vítima acreditam que houve falha em equipamentos. O Clube São Conrado de Voo Livre, responsável pelo salto, nega.
A assessoria do clube lamentou o ocorrido e alegou que foi “uma fatalidade". O clube informou que “o índice de incidentes é muito baixo. Todos os instrutores tomam todas as precauções necessárias para a segurança das pessoas. Acidente como esse nunca ocorreu”.
Vinícius Cordeiro, diretor de Comunicação do Clube São Conrado de Voo Livre, disse que eles também vão investigar o caso.
“Aconteceu uma fatalidade.O voo livre está chocado com isso, a gente sente a dor dessa família, nunca aconteceu antes na história do voo livre no Rio de Janeiro e a gente tem que descobrir o que aconteceu”, disse Vinícius.

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