quarta-feira, 4 de abril de 2012

Flanelinhas cobram R$ 150 por vaga na rua perto do estádio do Morumbi


Quem foi de carro ao show do músico Roger Waters no estádio do Morumbi, Zona Sul de São Paulo, na noite desta terça-feira (3) pagou caro para conseguir estacionar na rua. Os flanelinhas cobraram até R$ 150 por uma vaga, como mostrou o Bom Dia São Paulo desta quarta (4).
A caminho do estádio, o trânsito estava lento e confuso. Chegar ao local já era difícil, mas problema ainda maior foi estacionar o carro. Por isso, muitos motoristas pararam nas mãos dos flanelinhas.
A reportagem do Bom Dia São Paulo flagrou a ação deles. Um chegou a cobrar R$ 150 por uma vaga – em seguida, a ofereceu por R$ 120. Outro disse que o preço era R$ 100, mas que cobraria R$ 60. Alguns usaram pedras para garantir as vagas.
Os flanelinhas dizem que vão cuidar do carro, mas antes do show terminar já tinham ido embora. Em apenas uma rua, quatro veículos foram encontrados com os vidros quebrados.

Dirigente de partido é preso por injúria racial e desacato no ABC


Um dirigente de um partido político do ABC foi preso nesta terça-feira (3) por suspeita de ter cometido os crimes de injúria racial e desacato. Ele teria ofendido um guarda civil municipal em São Caetano do Sul, também no ABC.
O guarda fazia a ronda em frente ao Velório Municipal quando foi, segundo ele, ofendido e caluniado. “Começou a proferir palavras de baixo calão, de injúria racial, acabou me chamando de macaco, de preto”, contou ao Bom Dia São Paulo desta quarta (4).
Segundo a polícia, o suspeito saiu do velório e foi a uma padaria, onde consumiu bebida alcoólica. Em seguida, ele passou por um carro da Guarda Civil Municipal e começou a confusão. “Ele passou pelos GCMs ofendendo tanto a dignidade do cargo quanto a dignidade pessoal de ambos que estavam no local, e [disse também que] preto não era gente”, informou o delegado Sérgio Vidal de Lima.
Se condenado pelos crimes de desacato e injúria racial, o homem detido poderá pegar até cinco anos de prisão. Em julho de 2011, ele passou 30 dias preso após ser acusado pela ex-mulher de violência doméstica e ameaça. Na época ele também respondeu a um processo por desacato.

PM morre após ser baleado na Favela da Rocinha


Um policial do Batalhão de Choque foi morto no início da madrugada desta quarta-feira (4) na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo as primeiras informações da polícia, o PM foi baleado na axila durante um patrulhamento na comunidade. Essa é a terceira morte em menos de dez dias e a nona em quase dois meses na comunidade. Nesta manhã, não há registro de novos tiroteios na favela.
O policial chegou a ser levado por colegas para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul, mas não resistiu.
O BPChoque informou que o policial e outros PMs faziam um patrulhamento a pé na localidade conhecida como 199, na parte alta da Rocinha, quando foram surpreendidos por quatro homens armados por volta de meia-noite. Após os tiros, os criminosos fugiram.
O caso será investigado pela Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
Outras mortes
Desde a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, o controle do tráfico na comunidade é disputado por criminosos de facções rivais.

No domingo (1º), um homem identificado como Alexandre da Cunha Fernandes, de 30 anos,foi morto na localidade Via Ápia. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Na noite de segunda-feira (2), a Polícia Civil informou que o suspeito de cometer o crime já foi identificado por agentes da DH.

Na semana passada, o líder comunitário Vanderlan Barros de Oliveira, conhecido como Feijão, foi morto a tiros quando chegava à associação de moradores. Dias antes, um tiroteio matou quatro pessoas.

Os crimes são investigados pela DH.
Por conta da violência, a Polícia Militar chegou a reforçar o patrulhamento na comunidade, com 300 homens. Mas a Secretaria de Segurança Pública já anunciou que mais 700 policiais, todos recém formados, vão ajudar a patrulhar a favela.
Denúncia de propina
A Secretaria de Segurança também abriu inquérito para apurar suspeitas de pagamento de propinas a policiais na Rocinha
Pela denúncia, os PMs receberiam R$ 80 mil por mês para facilitar a vida de traficantes e não reprimir a venda de drogas em alguns locais da comunidade. Segundo documento da Polícia Civil de fevereiro, os policiais teriam recebido ainda R$ 200 mil de entrada. A venda de drogas estaria sendo feita em pontos escondidos da comunidade, enquanto os PMs fariam o patrulhamento nas ruas principais da Rocinha.

Operação Choque de Paz
A comunidade da Rocinha, além do Vidigal e da Chácara do Céu, foi ocupada pacificamente pelas autoridades policiais no dia 13 de novembro de 2011, durante a Operação Choque de Paz. Segundo o governo do Rio, a ocupação havia sido planejada há vários meses pelo serviço de inteligência das forças de segurança. Cerca de 3 mil policiais participaram da ação.

Dengue tipo 4 chega a 3 regiões e Paraíba faz alerta



A Paraíba está em alerta para evitar que a dengue do tipo 4 (Denv-4) chegue ao Estado. Conforme a gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Júlia Vaz, não há como impedir a entrada do sorotipo no Estado - mas as áreas de divisa estão com ações intensificadas. O sorotipo do tipo 4 já está presente em pelos menos seis estados do Nordeste (Bahia, Piauí, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Pernambuco), além das regiões Norte e Sudeste.

“Estamos fazendo o monitoramento dos sorotipos (que são quatro) e alertando os municípios de divisa com outros Estados para que intensifiquem as ações de combate ao mosquito e a realização dos exames de sorologia. Até o momento, a Paraíba não teve nenhum caso confirmado da doença”, garantiu Júlia, ao acrescentar que nas cidades com tendência de aumento de casos de dengue o controle vetorial também está sendo reforçado.

Conforme o Ministério da Saúde, embora a dengue Denv-4 não seja mais grave que os outros sorotipos já constatados no país, grande parte da população não tem imunidade contra este primeiro - havendo assim risco de epidemia. Havia 28 anos que o tipo 4 não circulava no país, reaparecendo em 2010. Ainda conforme o MS, quando uma pessoa já foi acometida pela dengue, em um segundo contágio a doença volta mais forte.

Como a patologia não é transmitida de pessoa para pessoa, para quem vai viajar nos próximos dias a recomendação da SES é a mesma para quem fica na Paraíba: não deixar água acumulada.

DENGUE HEMORRÁGICA
Somente nos três primeiros meses deste ano, a Paraíba teve quatro casos confirmados de dengue hemorrágica, conforme informou o boletim da 13ª semana epidemiológica SES. No mesmo período foram confirmados 134 casos de dengue, sendo 130 do tipo clássica e quatro com complicações. Os casos notificados somaram 904 ocorrências, com 240 descartados e 526 sob investigação.


Apesar da gravidade da dengue hemorrágica, Júlia Vaz informou que o número de casos está dentro do esperado. Ela não pôde informar a ocorrência da dengue hemorrágica no mesmo período do ano passado. Com relação aos casos totais da doença, nos três primeiros meses de 2011 foram 5.363 casos suspeitos, contra os 904 registrados este ano - uma redução de 83,2%.

Conforme a SES, as gerências de Vigilância em Saúde (Gevs) e de Vigilância Ambiental da SES continuam realizando as visitas técnicas nos 35 municípios que tiveram seus planos de contingência aprovados pelo Ministério da Saúde. As equipes já visitaram as cidades de Cabedelo, Bayeux, Campina Grande, Santa Rita, Conde e Lucena. Nos dias 11, 12 e 13 deste mês serão visitados os municípios de Caturité, Montadas e Livramento, todos integrantes da 3ª Gerência Regional de Saúde (GRS).

JP Online

Maranhão tem contas rejeitadas pelo TRE e fica inelegível para disputar a Prefeitura da Capital; veja reação do peemedebista



José Maranhão
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) rejeitou por maioria as contas do ex-governador José Maranhão (PMDB) relativas à campanha eleitoral de 2010. O peemedebista demonstrou surpresa com a decisão do TRE (veja declarações abaixo).
De acordo com entendimento recente do Tribunal Superior Eleitoral, a rejeição das contas por decisão colegiada enquadra Maranhão na Lei da Ficha Limpa e o torna inelegível.
Os juízes desaprovaram as contas de Maranhão em harmonia com o parecer do Ministério Público.
Os juízes Miguel de Britto Lyra Filho, João Bosco Medeiros de Sousa, José Di Lorenzo Serpa seguiram o relator e votaram pela desaprovação das contas.
Já o juiz Márcio Accioly se absteve.
A corte é composta por sete juízes, mais o presidente que não precisou votar porque não houve empate.
O relator João Batista Barbosa tinha votado pela rejeição das contas com remessa de cópias para apuração de eventual prática de crime, além de condenar o então candidato José Maranhão ao pagamento de R$ 45 mil.
Tentativas de postergar
Mais cedo a corte rejeitou por unanimidade agravo interposto pelos advogado de Maranhão (PMDB) para ter acesso aos autos do processo.
Se o recurso tivesse sido concedido, o julgamento seria suspenso para que os advogados pudessem fazer novas análises. Seria o terceiro adiamento.
Reflexos eleitorais
O TSE decidiu em 01 de março de 2012 - por 4 votos a 3 - que para concorrer às eleições municipais deste ano não basta aos candidatos terem apresentado as contas de campanha das últimas eleições (2010), é necessário também que os números tenham sido aprovados.
Ou seja, o candidato que não tiver as contas da última eleição concorrida por ele aprovadas, será impedido de efetuar seu registro de candidatura para a próxima eleição que decidir disputar.
A decisão do TSE somada a do TRE nesta terça retira José Maranhão da disputa na Capital. O peemedebista é o pré-candidato do partido a prefeito de João pessoa.
Suspensões
O julgamento das contas de campanha de Maranhão já foi interrompido duas vezes - a última delas no último dia 27 de março, com o pedido de vista do juiz Márcio Accioly.

O TRE começou a se debruçar sobre os gastos eleitorais do peemedebista no dia 16 de março.
Reação de Maranhão
O ex-governador manifestou surpresa com o resultado do julgamento, mas avisou que vai recorrer e garante: estará na disputa pela Prefeitura da Capital.
"Estamos avaliando, mas é claro que vamos recorrer", declarou Maranhão ao site Maispb, do jornalista do Sistema Correio, Heron Cid.
"Nós não esperávamos", admitiu o peemedebista, que deve reunir advogados e aliados políticos nesta quarta-feira para iniciar as avaliações jurídicas.
Portal Correio
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