segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mais de 800 homens morreram vítimas de câncer de próstata na Paraíba nos últimos três anos


O câncer de próstata matou  815  homens de 2009 até agora e somente este ano já foram registrados 22 óbitos na Paraíba. Os dados são do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) da Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com os dados do Inca, de 2001 a 2005 a incidência de câncer de próstata em João Pessoa foi de 53,16 para cada 100 mil habitantes. A estimativa do Instituto é de que, em 2012, os casos de câncer de próstata sejam incidentes em 50,59 de cada grupo de 100 mil homens.

A SES realiza ações de rotina para prevenção e conscientização dos homens junto às Gerências Regionais de Saúde (GRS) para que, principalmente, os que têm mais de 40 anos realizem exame de próstata para detecção precoce da doença, especialmente os que já possuem histórico de casos na família, como também supervisiona e dar suporte à oferta dos serviços e garantindo o tratamento aos usuários.

O câncer de próstata é o tumor mais comum em homens com mais de 50 anos de idade. Com os progressos da Medicina e de outras áreas que interferem com a saúde, espera-se para as próximas décadas uma população cada vez maior de homens atingindo faixas etárias bem superiores àquela. Conclui-se, portanto, que mais casos de CP serão diagnosticados. Atualmente, existem no país diversas campanhas de detecção precoce dessa neoplasia (câncer).

O diagnóstico precoce é muito importante, visto ser esse um câncer curável nos estágios iniciais. A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma).

A origem da doença é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento.

Entre eles, o fator genético, visto a incidência de esta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de CP em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade de diagnóstico desse câncer em 18%.

O fator hormonal é bastante importante, pois essa neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração). Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos.

Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator dieta. Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer e as ricas em fibras e tomate diminuem o seu aparecimento. Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de câncer de próstata notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento. Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio, o zinco.

Paulo Cosme
JEFTE NEWS

Sertanejos paraibanos se deslocam até 14 km para ter serviço bancário




Apesar do avanço das novas tecnologias e da internet, milhares de paraibanos ainda têm de conviver com uma dificuldade séria: a falta de atendimento bancário em sua cidade. Muitas operações, como transferência e depósitos de altas quantias, além de problemas em contas, são executadas apenas em agências ou pelo menos postos de atendimento avançado. Dos 223 municípios paraibanos, porém, apenas 83 possuem esse tipo de estabelecimento, o que representa pouco mais de 37,2%.

O levantamento tem por base dados repassados por sindicatos dos bancários da Paraíba, além de informações dos bancos do Brasil e Bradesco, que possuem o maior número de agências espalhadas na Paraíba. Enquanto que algumas cidades possuem várias agências de diferentes bancos, como é o caso de Patos, Campina Grande, Sousa e João Pessoa, municípios pequenos carecem desse tipo de serviço.

Em Várzea, localizada no Sertão do Estado, quem precisa fazer uma operação mais complexa tem de se deslocar por pelo menos 14 quilômetros, até a cidade de Santa Luzia. É que o município não possui agências bancárias. O 'Banco Postal', uma parceria entre os Correios e o Banco do Brasil, é o único serviço disponível para os mais de dois mil moradores da cidade.

Esse mesmo serviço está presente em 198 cidades paraibanas, conforme levantamento feito pelos Correios. Nele é possível fazer a abertura de contas, empréstimos, utilizar cartões de crédito, pagar e receber benefícios da Previdência Social e efetuar o pagamento de contas e tributos. Mas se a conta estiver bloqueada, por exemplo, o problema só poderá ser solucionado na agência de Santa Luzia.

“O atendimento é precário por falta de funcionários e também de agências em cidades do interior. Em alguns casos você tem um município que possui uma agência e que acaba polarizando vários outros, que não têm o mesmo tipo de serviço. É preciso que novas unidades sejam abertas no interior e que os bancos tenham o interesse de investir em pessoal e em segurança”, opinou Marcos Henrique, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, alertando para os mais de 15 ataques a agências e postos de atendimento bancários ocorridos no Estado, somente este ano.

Além de representarem facilidade e comodidade para os clientes e correntistas, a presença de agências bancárias significa também fluxo de dinheiro e de negócios nos municípios, segundo o economista Marcelo Alves. “Onde há um banco geralmente as pessoas costumam circular mais facilmente os seus recursos.

Há uma maior pré-disposição para os negócios. E isso influencia diretamente em outros setores da economia daquela determinada comunidade”, frisou o especialista.

Para o vice-presidente do sindicato dos bancários da região de Campina Grande, a ampliação das agências “é uma bandeira de luta antiga. A gente vem lutando pela qualidade do atendimento, pelo respeito às leis. Mas ainda temos um quadro complexo porque isso só se resolve com investimentos e se contratando mais gente para trabalhar”, assinalou.

Uma outra dificuldade é na hora de ir em busca dos serviços oferecidos. As longas filas são um empecilho e se transformam, em alguns casos, em um transtorno quase que infindável. A lei das filas, apesar de estar em pleno vigor no Estado, vem sendo descumprida cotidianamente pelas instituições bancárias, conforme o Ministério Público. Em Campina Grande, por exemplo, a promotoria do Consumidor instaurou um inquérito civil público para investigar várias denúncias.

Para o promotor coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Consumidor no Estado, Clístenes Bezerra, apesar dos bancos afirmarem que estão criando mecanismos e formas de atender às exigências, “o que temos constatado na prática é o oposto. O que a gente percebe é uma deliberada intenção e propósito dos bancos de descumprir a lei”, opinou o promotor.

Segundo ele, além do número reduzido de agências espalhadas no Estado para atender às demandas sociais, as instituições também não investem em funcionários e na qualidade do atendimento oferecido aos seus clientes. “São vários fatores que levam a uma sobrecarga de atendimento. Temos problemas graves também com idosos e os bancos precisam dar uma contrapartida. Nossa atuação nesse cenário deve ser sempre rigorosa e com o apoio dos consumidores”, resumiu Clístenes Bezerra.

JP Online/João Paulo Medeiros
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Paraíba é o 3º estado do Nordeste em redução de mata atlântica, diz ONG



Um estudo da organização não governamental SOS Mata Atlântica aponta que a Paraíba é o terceiro estado do Nordeste que mais reduziu a extensão da mata atlântica. De acordo com os dados levantados pela instituição, entre os anos de 2008 e 2010, dos quase 5.691.967 km² do território paraibano que era coberto pela floresta só restam 75.641. A quantidade remanescente representa um percentual de 11,34% da extensão originária. O índice só ficou acima dos apresentados por Alagoas (10,02%) e Sergipe (9,17%).


Por outro lado, segundo a ONG, os estados nordestinos que possuem mais áreas remanescentes da mata atlântica são Ceará (16,50%) e Rio Grande do Norte (14,12%). No ranking dos 16 Estados que ainda possuem resquícios da mata, a Paraíba tem o quinto maior percentual de conservação da mata atlântica. Santa Catarina possui 23% da área preservada e é o estado que detém a maior extensão conservada da floresta, no Brasil.

De acordo com a professora do Departamento de Ciências da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Rita Baltazar, as principais causas dessa redução da mata atlântica são a expansão imobiliária, o urbanismo e a cultura da cana-de-açúcar. “As áreas verdes foram devastadas da costa paraibana para dar espaço à monocultura da cana-de-açúcar e por causa da expansão urbana não planejada”, disse.

Segundo o especialista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Tércio Luiz Penha, a devastação da mata atlântica altera diretamente a qualidade de vida das pessoas, pois ela aumenta a sensação de calor e provoca reações climáticas, como enchentes e secas.“Quando derruba uma árvore, a pessoa também retira a sombra do local, deixa o solo exposto e, muitas vezes, o solo fica impermeável. Isso acontece porque a árvore funciona como equilíbrio térmico, porque recebe a chuva e libera em forma de pingos ao solo, deixando o ambiente mais ameno”, observa.

Ainda conforme Tércio, outro benefício gerado pela presença das árvores é a qualidade do oxigênio, usado na respiração das pessoas. “O carbono é um gás que, em excesso, é nocivo à população. Mas a árvore retira o carbono e joga o oxigênio. Por isso, é fácil entender que manter arvore é uma questão de sobrevivência”, comenta.

G1PB
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PRÉ-CANDIDATA A PREFEITA DE OURO BRANCO É CONDENADA A PAGAR 5 MIL DE MULTA POR PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA



O juiz da comarca Jardim do Seridó/Ouro Branco, Dr. Jussier Barbalho Campos condenou a pré-candidata à prefeita da cidade de Ouro Branco. Drª Maria de Fátima Araújo da Silva a pagar uma multa no valor de 5 mil reias, pela comprovação de crime eleitoral de “propaganda eleitoral antecipada” cometido durante o carnaval passado.


Em sua decisão o juiz levou em conta o fato de o crime eleitoral ter sido cometido “apenas” em um dos dias de carnaval, e da ré ser primária, e por esses motivos a sentenciou à pena de pagamento de multa no valor de 5 mil reais, reduzindo assim o pedido da promotoria de justiça que era de 20 mil reais.

Indiferentemente do valor, o certo é que um crime foi cometido, mostrando a audácia dos políticos que teimam em descumprirem as leis vigentes no País, deixando transparecer suas verdadeiras índoles de autoritarismo.

Resta apenas esperar que esse caso sirva como exemplo, e que outros políticos possam refletirem e pararem de descumprirem as leis, pois existe o período para propaganda eleitoral legalmente autorizado por lei.

Blog Barra Pesada
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Aniversariante do dia


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