segunda-feira, 30 de abril de 2012

Bilionário cofundador do Facebook troca luxo por rotina em startup




Dustin Moskovitz e Justin Rosenstein, os fundadores da Asana, em foto feita em 26 de abril (Foto: Eric Risberg/Associated Press)
Dustin Moskovitz, cofundador do Facebook e antigo colega de quarto de Mark Zuckerberg, é um dos bilionários mais jovens do mundo. Mas, aos 27 anos, ele não optou pela vida do luxo e decidiu voltar para o mercado de startups de San Francisco.

“Quando pensamos em trabalho, pensamos em um serviço, um ato de amor para a humanidade”, disse Rosenstein, de 28 anos. “Se tivéssemos nos aposentado, não estaríamos servindo a ninguém”, completou Moskovitz.
Moskovitz e seu amigo Justin Rosenstein, ex-funcionário do Facebook com renda avaliada em US$ 150 milhões, lideram uma startup chamada Asana, que acaba de lançar a primeira versão paga do seu serviço de gerenciamento on-line de projetos. Em uma entrevista recente no escritório da empresa, os dois disseram que vão trabalhar todos os dias porque, apesar de já terem feito sua fortuna, ainda precisam fazer algo com suas vidas.
Como Mark Zuckerberg, os dois não parecem interessados no status que a riqueza pode trazer. Os dois não têm escritórios separados dos outros funcionários da Asana, nem são acompanhados por uma comitiva.
Assim como o CEO do Facebook, eles dizem ter certeza de que seu software ajudará a mudar o mundo. A Asana vai acelerar o progresso humano ao mudar o jeito com o qual as pessoas trabalham juntas, disse Rosenstein. “Muito tempo de trabalho é gasto para falar sobre o trabalho”, completa Moskovitz. Eles acreditam que o programa vai liberar as pessoas para que elas possam fazer coisas mais importantes.
Por enquanto, uma série de empresas de tecnologia --como Twitter, Linkedin e Foursquare-- adotou o Asana, diz a empresa.
Moskovitz
O jovem que atualmente tem 27 anos passou dois anos em Harvard ajudando Mark Zuckerberg a criar o que hoje é o Facebook. Ele deixou a rede social em 2008, para abrir a Asana com Rosenstein.
De acordo com os documentos apresentados pelo Facebook para seu IPO, Moskovitz tem 134 milhões de ações da rede social (7,6% da empresa). Avalia-se que a companhia levantará US$ 100 bilhões em sua estreia na bolsa de valores, o que dá US$ 4 bilhões a Moskovitz. Ele assinou um compromisso de doar boa parte de sua fortuna.
Por enquanto, ele se diz focado “110%” na Asana. “Nós somos sortudos de não ter coisas que nos distraiam e nos impeçam de agir”, disse.

São Mamede: Estado firma convênio na saúde e entrega escola reformada


O Governo do Estado assinou convênio com a Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de São Mamede – Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Conceição garantindo repasse financeiro para que o município passe a dar apoio à rede estadual de saúde. Os recursos são da ordem de R$ 458.290,56, referentes aos 12 meses de vigência do acordo.

O convênio foi assinado pelo governador Ricardo Coutinho na presença do prefeito de São Mamede, Francisco das Chagas, dos secretários Waldson Souza (Saúde) e Harrison Targino (Educação), do deputado federal Efraim Filho, líder político da região, além de outros auxiliares, parlamentares e convidados. As autoridades conheceram as instalações do hospital e das escolas que receberam reformas e ampliações.

O convênio dá apoio ao funcionamento dos hospitais locais, públicos ou entidades sem fins lucrativos, nos seguintes tipos de atendimentos: 1.000 consultas de urgência; 1.200 consultas com observação; 120 internações hospitalares para clínica cirúrgica; 300 internações na clínica médica; 120 internações na clínica pediátrica e 60 na obstetrícia.


A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora da Conceição também recebeu do Governo Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde, a doação de equipamento cardio-anestesia, um investimento de R$ 50 mil oriundos do tesouro estadual, segundo o secretário Waldson Souza.

O governador Ricardo Coutinho disse que está criando um sistema que ampare todos os municípios, e não apenas a Capital: “Neste governo todos os prefeitos são tratados de forma igualitária. Nesses 16 meses de gestão fizemos mais pelo Estado do que vários que já passaram pela administração estadual”, afirmou.

Educação – Na área de educacional o Governo do Estado beneficiou duas escolas municipais. A Escola de 1º Grau Rodolpiano da Nóbrega foi reformada e ampliada. No total, foram investidos R$ 240 mil oriundos do Pacto Social.


Ricardo Coutinho aproveitou para anunciar aos alunos da Escola Estadual de Educação Infantil e Fundamental Seráfico da Nóbrega – unidade que alcançou 5.8 no IDEB – que as instalações da escola serão reformadas e ampliadas. O evento aconteceu, neste sábado (29), às 15 horas, na Praça de Eventos “O Bezerrão”.

O prefeito de São Mamede, Francisco das Chagas, agradeceu pelas obras e disse ao governador Ricardo Coutinho que eram anseios que completavam 70 anos de espera. O deputado federal Efraim Filho enalteceu a disposição do governador Ricardo Coutinho em investir no Sertão: “Nesse Governo, a região deixa de ser carente”, arrematou.

Secom


JEFTE NEWS

Um em cada quatro professores da educação básica não tem diploma de ensino superior


Aproximadamente 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo Escolar de 2011, divulgado este mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que não passaram pela universidade – eram mais de 530 mil em 2011 – o quadro apresenta melhora. Em 2007, os profissionais de nível médio eram mais de 30% do total, segundo mostra o censo. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os números são mais um indicativo de que o magistério não é uma carreira atraente.

“Isso mostra que as pessoas estão indo lecionar como última opção de carreira profissional. Poucos profissionais bem preparados se dedicam ao magistério por vocação, uma vez que a carreira não aponta para uma boa perspectiva de futuro. Os salários são baixo, e as condições de trabalho ruins”, explica.

A maior proporção de profissionais sem formação de nível superior está na educação infantil. Nas salas de aula da creche e pré-escola, eles são 43,1% do total. Nos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 31,8% não têm diploma universitário, percentual que cai para 15,8% nos anos finais (6° ao 9º ano). No ensino médio, os profissionais sem titulação são minoria: apenas 5,9%.

Para a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, é um “grande equívoco pedagógico” colocar os professores menos preparados para atender as crianças mais novas. “No mundo inteiro é exatamente o contrário, quem trabalha na primeira infância tem maior titulação. Quando o professor entra na rede vai para a educação infantil quase como que um ‘castigo’ porque ela não é considerada importante. Mas, na verdade, se a criança começa bem sua trajetória escolar, as coisas serão bem mais tranquilas lá na frente”, pondera.

Segundo Cleuza, o nível de formação dos professores varia muito nas redes de ensino do país. Enquanto em algumas cidades quase todos os profissionais passaram pela universidade, em outras regiões o percentual de professores que só têm nível médio é superior à média nacional. “Temos, às vezes, uma concentração maior de professores sem titulação em alguns locais do Brasil, como a Região Norte, por exemplo, onde as distâncias e as dificuldades de acesso impedem que o professor melhore sua formação”, aponta.

O resumo técnico do Censo Escolar também destaca que em 2010 havia mais de 380 mil profissionais do magistério matriculados em cursos superiores – metade deles estudava pedagogia. Isso seria um indicativo de que há um esforço da categoria para aprimorar sua formação. Mas o presidente da CNTE ainda considera “muito alto” o número de professores sem diploma universitário, especialmente porque nos últimos anos foram ampliados os estímulos para formação de professores nas instituições públicas e privadas de ensino superior.

Uma das alternativas para quem já atua em sala de aula e quer aprimorar a formação é a modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para licenciaturas. O programa paga as mensalidades de um curso em faculdade particular e depois da formatura o estudante pode abater sua dívida se trabalhar em escolas da rede pública – cada mês em serviço abate 1% do valor.

“Os programas são oferecidos, mas as condições não são dadas aos professores para que eles participem. O professor não tem, por exemplo, a dispensa do trabalho nos dias em que ele precisa assistir às aulas. As prefeituras e governos estaduais que deveriam ser os primeiros interessados acabam não estimulando o aprimoramento”, diz Roberto Leão.

Agência Brasil
JEFTE NEWS

Viúva alegre na mira da Previdência


O fim do bônus demográfico dentro de duas décadas, quando a população jovem e economicamente ativa será menor que a de idosos, já está fazendo o governo acelerar o controle das contas da Previdência. Após aprovar, em março, a criação do regime de previdência complementar para os servidores públicos, o Funpresp, o governo já elegeu sua próxima bandeira para evitar os buracos que “drenam” os recursos da pasta: combater o polêmico sistema de pensões por morte no País. O benefício corresponde a uma fatia de 23,4% de todos os concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, o terceiro maior item de desembolso do ministério, atrás apenas das aposentadorias por idade e contribuição de tempo de serviço. O que intriga o governo nas pensões por viuvez é a frequência cada vez maior de casamentos de homens mais velhos com mulheres jovens.

Desta forma, se a cônjuge ficar viúva aos 30 anos de idade, por exemplo, terá o direito de receber a título de pensão, a aposentadoria integral de seu companheiro. Batizado de “efeito Viagra”, a distorção acontece no Brasil porque, ao contrário de países como França, Alemanha e Espanha, não há limite de idade – nem de diferença de idade entre cônjuges – para que uma pessoa possa receber pensão integral em virtude da morte de seu parceiro. “Não é justo que uma pessoa leve a vida toda para receber uma pensão de seu marido, enquanto outra já é pensionista com pouca idade”, diz o ministro da Previdência, Garibaldi Alves. “É a nossa próxima aposta para desafogar as contas da pasta.”

Segundo o último dado disponível pelo ministério, em fevereiro, 6,8 milhões de contribuintes receberam R$ 5,1 bilhões a título de pensões por morte, o que já elevou o benefício à condição de segunda maior despesa no primeiro bimestre deste ano. Um levantamento feito pelo consultor e ex-titular da pasta, José Cechin, com base também nos dados previdenciários dos Estados e municípios, mostra que, de 2008 a 2009, o pagamento de pensões por morte no Brasil representou em torno de 3% do PIB, saltando de R$ 87 bilhões para R$ 111 bilhões, em 2010. “Esse patamar é o triplo do que se paga na Europa ou nos Estados Unidos”, afirma Cechin. “Temos de perguntar ao governo: será que é preciso um alto grau de proteção a mulheres jovens que trabalham e não têm filhos? Certamente, não.”

O ex-ministro cita o exemplo de Cuba, onde as viúvas sem filhos, e que não trabalham, só recebem pensão por um período de dois anos. O governo federal, explica o ministro, pretende encaminhar um projeto de lei ao Legislativo que deve resumir e fortalecer outras propostas que atualmente estão paradas no Congresso, sobre esse mesmo tema. A ideia é corrigir distorções e impedir que pessoas capazes para o trabalho, saudáveis e que ainda não se aposentaram deixem de depender por tanto tempo das pensões deixadas por seus cônjuges que, a rigor, são pagas por todos os contribuintes por meio de impostos. “Este é um projeto que deveria ser enviado anteontem pelo governo”, diz Fabio Giambiagi, pesquisdor do regime previdenciário brasileiro. “A nossa legislação é muito benevolente e faz com que o Brasil seja, com toda a certeza, o País mais generoso do mundo em matéria de pensões.”

Giambiagi defende que o valor da pensão passe a ser inferior ao valor original da aposentadoria do cônjuge que morre. Uma sugestão seria conceder pensões que tivessem 50% do benefício original e mais 25% ao filho de menor idade. Essa ideia, na verdade, busca resgatar o sistema de pensões existente no País até 1995, ano em que as pensões passaram a ser integrais. Marcelo Caetano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lembra que há outras distorções nas pensões por viuvez, como o direito de acumular a pensão e a aposentadoria. “Nos Estados Unidos, a pessoa é obrigada a escolher entre ser pensionista ou aposentado”, lembra ele. “Podíamos seguir esse exemplo.” O duro é saber como o ministério fará para dar início à operação de caça às bruxas...

Terra
JEFTE NEWS

Aniversariante do dia


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