quarta-feira, 9 de maio de 2012

Agricultura irrigada e apicultura são opções rentáveis durante a seca


No período de seca, moradores de Muquém de São Francisco e de Morpará, no Centro-Oeste da Bahia, usam a criatividade para conseguir cultivar melancias e produzir mel. As duas opções são rentáveis e consomem pouca água.
FINAL Mapa arte seca enchentes emergência Bahia (Foto: Arte/G1)
Reportagem do G1 mostra que três cidades da Bahia decretaram situação de emergência por motivos opostos em 2012: seca e enchentes. O G1 foi até essas cidades: Muquém do São Francisco, Morpará e Ibotirama, às margens do Rio São Francisco, e confirmou a situação.
Para a agricultora Marilene de Souza Lima, a produção de melancia melhorou as condições de vida da família no povoado de Lagoa do Morro, em Muquém de São Francisco. "É coisa de Deus, nem consigo explicar. A gente usa pouca água e ainda consegue produzir bastante", diz ela.
A técnica adotada por ela e pelo marido é de gotejamento de água na terra plantada. O consumo médio durante o tempo de maturação da fruta é de aproximadamente 11 mil litros água, cerca de 30% a menos do que seria usada da maneira tradicional. "A gente nem aceita mais trocar a melancia por produtores de lavradores da região. Nesta época de seca, a melancia está em falta no mercado e por isso o valor está lá no alto", diz ela.
Toda a produção de melancia produzida no quintal de sua casa é comercializada em feiras nas cidades vizinhas. O preço médio da fruta é de R$ 4 a unidade.
ApiculturaMesmo com perda de aproximadamente 30% da produção de mel por causa da seca que atinge a cidade de Morpará (BA) neste ano, os apicultores do povoado de Bandarra conseguem viver praticamente ilesos aos efeitos da estiagem. "Cada colmeia precisa de apenas meio litro de água por dia. Uma cabeça de gado, por exemplo, precisa de aproximadamente 45 litros de água", disse o apicultor Hélio Pereira de Queiroz, 29 anos.
"A nossa produção em 2011 foi de 20 toneladas de mel. Até agora, só conseguimos produzir cerca de 9 toneladas e ainda perdemos abelhas", afirma o apicultor Gilvan Barreto Queiroz, 50 anos.Mesmo conseguindo produzir com pouca água, os apicultores da região já perderam cerca de 200 colmeias (cada uma tem entre 60 mil a 80 mil abelhas) durante a seca deste ano.
Parte da produção feita pela Cooperativa Regional dos Apicultores do Médio São Francisco (Coopamesf) é comprada por prefeituras da região.O produto é vendido em sachês e oferecido na merenda escolar de Muquém de São Francisco, de Morpará e até de Salvador.
Segundo Barreto, cada tonela de mel pode render cerca de R$ 45 mil. "Depois de colhido, o mel é reservado para decantação e limpeza das impurezas. Após beneficiado, o mel é embalado, rotulado, inspecionado e comercializado. É o nosso mel é ouro da seca", disse o apicultor.
Apicultor Gilvan Barreto Queiroz, 50 anos, e parte da produção da cooperativa em Morpará (BA) (Foto: Glauco Araújo/G1)

Após perder braços em bombardeio, afegã sustenta família de 5 tricotando


Uma mulher afegã que perdeu boa parte dos dois braços em um bombardeio quando tinha apenas 7 anos de idade conseguiu desenvolver uma habilidade impressionante para sustentar sua família, levando em conta suas limitações.
Pari, de 33 anos aprendeu a tricotar usando os pés e passou a fazer pequenas bolsas e outros artesanatos para vender na cidade de Herat. A mulher tem três filhos e um marido, que já é idoso.
A mulher perdeu os braços em um bombardei à vila onde ela morava quando criança, durante a invasão da União Soviética ao país, que durou de 1979 a 1988.
Mulher observa o trabalho pronto da afegã (Foto: Aref Karimi/AFP)Mulher observa o trabalho pronto da afegã (Foto: Aref Karimi/AFP)
Pari aprendeu a fazer por conta própria várias atividades usando apenas os pés (Foto: Aref Karimi/AFP)Pari aprendeu a fazer por conta própria várias atividades usando apenas os pés (Foto: Aref Karimi/AFP)

Aniversariante do dia



Sistema fora do ar livra Thor Batista de mais uma multa do Detran-RJ


O empresário Thor Batista, filho de Eike Batista, se livrou de um flagrante e de mais uma multa do Detran-RJ. No domingo (6), quando a Ferrari de Thor foi apreendida durante uma blitz do departamento por estar sem a placa da frente, havia outra irregularidade com o veículo. Embora a propriedade da Ferrari vermelha tenha sido transferida para uma empresa da cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, no mês passado, o carro continuava rodando com placa traseira do Rio Janeiro.

Segundo o Detran, no dia da blitz em que o carro do jovem foi apreendido, o sistema de informática do departamento estava fora do ar e, por isso, não foi possível aplicar a multa. De acordo com a assessoria do órgão, esse tipo de multa não pode ser aplicada posteriormente, só em flagrante.

No site do Detran-RJ, no entanto, a informação é que o motorista deve pagar R$ 85,13, além de receber 4 pontos na carteira.
Procurado pelo G1 desde o início da manhã desta quarta, o Detran-RJ informou que caso de Thor se enquadra no artigo 221 do Código Nacional de Trânsito: "Portar no veículo placas de identificação em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN". A infração é considerada como média e prevê o pagamento de multa. O órgão, no entanto, não informou o seu valor da multa até a publicação desta reportagem.
Ferrari permanece em depósito
Até às 10h30 desta quarta, a Ferrari de Thor permanecia no depósito no pátio do Detran em Curicica, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Detran, para retirar o veículo é preciso que um procurador da empresa para o qual o veículo foi transferido tome as medidas necessárias, ou seja, pague os débitos (multas e diárias) e se apresente nessa condição de procurador no depósito de Curicica. Ainda de acordo com o Detran, o carro deverá ser retirado do depósito por meio de reboque, pois, no momento, não estará em condições legais para trafegar.

A outra maneira é retirar a Ferrari do depósito, segundo o órgão, é por meio de transferência de jurisdição, para trazê-lo de volta ao cadastro do Rio de Janeiro. Nesse caso, além das diárias e multas, o responsável terá que pagar o Duda de transferência de jurisdição, no valor de R$ 96,22.
g1

Promotoria denuncia 12 à Justiça por morte de adolescente no Hopi Hari


O Ministério Público informou na manhã desta quarta-feira (9) que ofereceu denúncia à Justiça contra 12 pessoas como responsáveis pela morte de Gabriela Yukari Nichimura, no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), em fevereiro deste ano. Entre os denunciados estão o presidente do parque, Armando Pereira Filho, e o gerente geral de Manutenção e Projetos, Stefan Fridolin Banholzer. Segundo o promotor criminal Rogério Sanches, o presidente foi "omisso" em relação à falha na cadeirinha onde a adolescente sentou.
O parque sabia que uma peça chamada articulador foi retidada da cadeira onde Gabriela sentou. Isso possibilitou o acidente, segundo o MP.
Se a Justiça aceitar a denúncia, as 12 pessoas podem ser indiciadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, com pena de 1 a 3 anos de prisão, caso sejam condenadas. O relatório do MP com a denúncia foi entregue na 1ª Vara Criminal de Vinhedo às 9h desta quarta-feira pelo promotor Rogério Sanches.
Gabriela Yukari Nichimura, de 14 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Silmara Nichimura)
A Promotoria decidiu que não vai apresentar denúncia contra o vice-presidente do Hopi Hari, Claudio Luis Pinheiro Guimarães, por desempenhar apenas funções comerciais, e o técnico em Eletrônica e Eletrotécnica, Rodolfo Rocha de Aguiar Santos, que comunicou a supervisão sobre a falha na cadeira.
Eles estavam na lista de indiciados pelo delegado Álvaro Santucci Noventa Júniorapós a conclusão do inquérito. O MP acrescentou três nomes, os dos gerentes de operações Flávio da Silva Pereira e Fábio Ferreira da Silva, e da operadora Amanda Cristina Amador, que não foram citados na relação da Polícia Civil. No dia 17 de abril, o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior indiciou 11 pessoas também por homicídio culposo pelo acidente ocorrido no brinquedo.

O advogado de defesa do parque, Alberto Zacharias Toron, disse ao
 G1 que ainda não teve acesso à denúncia e que por isso não vai se manifestar sobre o assunto por enquanto. De qualquer forma, Toron adiantou que a exclusão dos nomes do vice-presidente do parque, Claudio Luis Pinheiro Guimarães, e do técnico em Eletrônica e Eletrotécnica, Rodolfo Rocha de Aguiar Santos, já é um avanço.O advogado da família de Gabriela Yukari Nichimura, Ademar Gomes, acompanhou a coletiva à imprensa do Ministério Público e disse que está satisfeito com a lisura do trabalho da Promotoria e da Polícia Civil. O advogado informou ainda que aguardava a apresentação de denúncia à Justiça para protocolar pedido de indenização por danos morais de R$ 2 milhões à diretoria do Hopi Hari e outra de R$ 1 milhão à Prefeitura de Vinhedo por considerar que não houve fiscalização por parte da administração municipal no parque.
Veja lista das pessoas denunciadas pelo Ministério Público
Marcos Antônio Tomaz Leal – Atendente de Operação
Vitor Igor Spinocci de Oliveira – Atendente de Operação
Edson da Silva – Atendente de Operação
Amanda Cristina Amador - Operadora
Lucas Martins Figueiredo – Supervisor de Operações (Atendente Sênior)
Adriano César de Souza – Técnico de Manutenção Mecânica
Luiz Carlos Pereira de Sousa – Sênior Mecânico
Juliano Ambrósio – Técnico de Manutenção/Formação em Mecatrônica
Flávio da Silva Pereira - Gerente de Operações
Fábio Ferreira da Silva - - Gerente de Operações
Stefan Fridolin Banholzer – Gerente Geral de Manutenção e Projetos
Armando Pereira Filho – Presidente do Hopi Hari
Parque Hopi Hari, em Vinhedo, SP (Foto: Reprodução EPTV)Vista aérea do Parque Hopi Hari, em Vinhedo (Foto: Reprodução EPTV)
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