quarta-feira, 18 de julho de 2012

Imigrantes ilegais viram super-heróis em ensaio de fotógrafa nos EUA


Uma série fotográfica da artista mexicana Dulce Pinzón retrata imigrantes latino-americanos que vivem ilegalmente nos EUA - principalmente mexicanos - como super-heróis clássicos dos quadrinhos.
Apesar de o trabalho ter um tom de sátira, a artista diz que seu objetivo é fazer uma homenagem aos 'heróis silenciosos' que ajudam a sustentar a economia americana.
As fotos foram feitas ao longo de cinco anos e reunidas em um livro. Cada imagem é acompanhada de um valor: a quantidade de dinheiro que os imigrantes enviam para suas famílias.
'Essa gente trabalha muitas horas, com salários baixos. Da renda que eles conseguem juntar dependem famílias inteiras no México. Mesmo que a importância das remessas não seja sempre reconhecida, elas beneficiam direta ou indiretamente a todos nós', explicou a fotógrafa mexicana à BBC.
O mexicano Bernabé Méndez virou 'Homem-Aranha' (Foto: Dulce Pinzón)
María Luisa Romero, funcionária de uma lavandería do Brooklyn (Foto: Dulce Pinzón)
O ponto de partida do trabalho é a revalorização do conceito de heroísmo, um fenômeno que, segundo Pinzón, teria ganhado força nos EUA depois do atentado contra as Torres Gêmeas.
'A ideia do herói ficou associada a policiais, bombeiros e enfermeiras, mas ninguém parou para prestar atenção nos imigrantes, especialmente os latino-americanos', diz.
Pinzón estudou as características e história de cada super-herói para encontrar os que melhor poderiam ser identificados com as ocupações dos imigrantes.
Segundo a autora, esses trabalhadores mostram seus 'superpoderes' no dia a dia: não só força e resistência, mas também a 'capacidade de sobreviver a situações extremas e sacrificar a vida para ajudar a seus familiares'.
Os latino-americanos fotografados concordaram em se vestir de super-heróis para reforçar o tom de sátira.
'A intenção era romper com a tradição documental mexicana, com aquela típica foto em preto e branco dos trabalhos sobre imigração, em que os entrevistados têm o olhar perdido', afirma Pinzón.
O discurso político por trás do projeto destaca a dupla dependência entre os EUA e o México: enquanto a economia americana precisa da mão-de-obra dos imigrantes, o vizinho do sul precisa das remessas desses trabalhadores emigrados.
Em homenagem a seus modelos, Pinzón finaliza seu livro com um autorretrato, feito em uma oficina de costura na qual trabalham dezenas de imigrantes.
'Muitos dos retratados chegaram a ver as suas fotos, outros tiveram de se mudar por estarem com os papéis irregulares', explica a fotógrafa.
g1

Homem se irrita com 'pegadinha', e ator e câmera apanham


O americano Vitaly Zdorovetskiy, que ficou conhecido por suas pegadinhas extremas, foi finalmente pego em seu novo vídeo publicado no YouTube.

Zdorovestskiy, que quase foi baleado após se fantasiar de zumbi e assustar moradores da Flórida após o caso do “canibal de Miami”, desta vez tentou enganar moradores fingindo ser um russo que entregava uma maleta com explosivos.

Vitaly Zdorovetskiy tenta fugir de homem que se irrita com "pegadinha" (Foto: Reprodução)


Infelizmente para ele e seu parceiro Jonathan Vanegas, eles cruzaram o caminho de um homem que disse ter tido um dia ruim e não estava nem um pouco no clima da brincadeira. Após ser avisado de que foi pego numa brincadeira, o homem se irritou e bateu nos dois.

Antes do incidente, segundo o site Gawker, a polícia foi chamada, assim como o esquadrão anti-bombas, e o ator e o câmera acabaram passando a noite atrás das grades pelo trote de ameaça de bomba.

O site não informou se a vítima da pegadinha, identificado como Andre Brown, de 51 anos, foi acusado pelos dois por agressão.

g1

Mulheres seminuas atraem curiosos com pintura corporal no centro de NY


Moradoras do estado da Pensilvânia, as jovens artistas Maggie Rineman e Rose Hogan atraíram curiosos enquanto pintavam seus corpos seminus em plena Times Square, no centro de Nova York, no entardecer de terça-feira (17).
Pedestres param para observar  as jovens no centro de Manhattan (Foto: Adrees Latif/Reuters)
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g1

Após 5 anos de acidente, voo da TAM atrasa e pousa com chuva em SP


O avião do voo JJ 3046 - que substitui o JJ 3054, extinto pela TAM após a tragédia em 17 de julho de 2007 - aterrissou em Congonhas às 19h33 desta terça-feira, com mais de 30 minutos de atraso em relação ao previsto. Há exatos cinco anos, um acidente durante o pouso de um Airbus A320 da companhia resultou na morte de 199 pessoas.

Os passageiros, apesar de saberem que o voo era no mesmo horário do avião acidentado, mantiveram-se calmos até mesmo durante a pequena turbulência que atingiu a aeronave, na chegada a São Paulo. A tripulação distribuiu balas de maracujá durante o percurso.
Assim como no dia da tragédia, os pilotos pousaram a aeronave no Aeroporto de Congonhas com chuva e pista molhada. Dessa vez, no entanto, a aterrissagem do avião lotado ocorreu sem qualquer problema.
O comandante Ricardo Bruno, que há oito anos trabalha na empresa TAM e foi o responsável pela condução da aeronave nesta terça, diz que é impossível não recordar a tragédia de 2007. "Emocionalmente foi um voo diferente, mas tecnicamente tivemos uma viagem tranquila", afirma o piloto, que conhecia a tripulação que morreu no acidente.
Rafael Madke, de 38 anos, viaja há bastante tempo nesse mesmo horário, de Porto Alegre para São Paulo. No dia do acidente com o Airbus A320 da TAM, ele voltava para a capital gaúcha depois de ter viajado, na véspera, no voo JJ 3054. "Quando desembarquei, vi setenta chamadas de familiares no celular. Só então fui saber o que aconteceu em Congonhas", relembra. O farmacêutico, que conhecia algumas das vítimas, teve medo de voar por algum tempo, mas hoje viaja tranquilo.
O engenheiro Luiz Prado, de 65 anos, também lembrou do dia 17 de julho de 2007 durante o voo desta terça. Ele mora próximo ao Aeroporto de Congonhas e acompanhou de perto a movimentação das equipes de resgate. "Apesar de tudo, não tenho medo de voar. Viajo bastante de avião e preciso cumprir meus compromissos profissionais. Também não sou supersticioso, então estou tranquilo", diz o passageiro.
passageira voo tam (Foto: Roberta Lemes/G1 RS)
Acidente
No dia 17 de julho de 2007, um Airbus A320 da TAM, que saiu de Porto Alegre com destino a Congonhas, ultrapassou o fim da pista ao tentar pousar e bateu contra um prédio, localizado próximo à cabeceira da pista. Estavam no avião 187 pessoas. Não houve sobreviventes. Outras 12 pessoas morreram em solo.

Chovia em São Paulo no momento do acidente. Investigações apontaram que um dos reversos (parte de seu sistema de freio) da aeronave estava desativado, impedindo que os pilotos pudessem parar o avião. Poucos dias antes, a pista do aeroporto havia sido reformada e liberada sem o grooving - ranhuras feitas para ajudar a frear os aviões.
Denunciados
As causas do acidente foram investigadas pela Polícia Civil, pela Polícia Federal (PF) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Apesar de a Polícia Civil ter apontado 11 responsáveis pela tragédia, o relatório final da PF enviado à 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo não trouxe nenhum indiciamento, dizendo que o acidente teria sido causado por erro dos pilotos.

O Ministério Público (MP), no entanto, decidiu denunciar três pessoas por atentado contra a segurança de transporte aéreo: Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, à época diretor de Segurança de Voo da TAM; Alberto Fajerman, que era vice-presidente de Operações da TAM; e Denise Maria Ayres Abreu, então diretora da Anac.
A denúncia foi aceita pela Justiça Federal de São Paulo. Os réus apresentaram suas defesas prévias, por escrito, e aguardam decisão do juiz, que poderá absolvê-los sumariamente ou seguir com o processo e designar audiência para ouvir os réus e as testemunhas. Não há previsão para essa decisão do juiz.
g1

Ossos encontrados na Itália podem ser de modelo do quadro Mona Lisa


Arqueólogos italianos estão convencidos que já descobriram o segredo por trás da pintura mais famosa do mundo, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.
Nesta terça-feira (17), historiadores anunciaram que encontraram uma ossada no convento de Santa Úrsula, em Florença, naItália, que, supostamente, pode ser da modelo que posou para da Vinci durante a produção do quadro.
Esqueleto encontrado em convento de Florença, na Itália, que pode ser da suposta modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção da Mona Lisa. (Foto: Claudio Giovanninni/AFP)
A pintura a óleo realizada sobre um painel de madeira, entre 1503 e 1506, representa, provavelmente, o busto, da florentina Lisa Gherardini (1479-1572), também conhecida como Lisa del Giocondo.
A identidade da modelo nunca foi estabelecida com segurança. Pesquisadores italianos especializados em esclarecer mistérios artísticos haviam afirmado em fevereiro de 2011 que Leonardo da Vinci havia usado uma garota como um modelo para a Mona Lisa.

*Com informações da France Presse e do Daily Mail
Escavações no convento Santa Úrsula, na Itália, foram iniciadas no ano passado. (Foto: Claudio Giovanninni/AFP)Escavações no convento Santa Úrsula, na Itália, foram iniciadas no ano passado. (Foto: Claudio Giovanninni/AFP)
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