sábado, 11 de agosto de 2012

Gato que estava desaparecido havia dois anos é achado no Reino Unido


Um gato que estava desaparecido havia dois anos foi encontrado e devolvido a seus donos no Reino Unido, segundo a emissora "ITV News".
'Alfie' tinha sumido em maio de 2010. (Foto: Reprodução/RSPCA Wales)
"Alfie" tinha sumido em maio de 2010, quando seus donos mudaram de casa.
Mas, em julho deste ano, uma família de Blackwood achou o felino e o levou até um centro da Sociedade Real de Prevenção a Crueldade contra Animais (RSPCA).
Após passar por exames, os veterinários descobriram que o gato tinha um microchip.
A partir das informações, a RSPCA pôde rastrear os donos de "Alfie". Eles haviam mudado de Blackwood para Wattsville.
G1

Exame de DNA ajuda pais e filhos a passarem juntos o Dia dos Pais


Este será o primeiro ano em que o catarinense Adriano Varela, de 27 anos, vai passar o Dia dos Pais ao lado da filha Thaila, apesar de a menina já ter 1 ano e 2 meses. Isso porque, até março, o funcionário de um supermercado em Lages não tinha certeza de que havia um parentesco entre eles.
"Pretendo vê-la neste domingo, se ela não viajar. O resultado foi uma grande surpresa, porque não estava esperando, e também uma alegria e tanto. Filho é filho", disse o catarinense.Foi por meio de um exame de DNA que o vínculo dos dois foi comprovado. A suspeita partiu dele e da mãe, com quem Adriano teve um relacionamento rápido, de uma semana.
Desde o resultado, Adriano tem visto Thaila duas vezes por semana. Como a menina é muito pequena, o pai diz que ela ainda não tem todo o afeto esperado por ele, e fica apenas observando-o durante as visitas.
Teste de DNA (Foto: Imesc/Divulgação)
Apesar dessa situação nova, o jovem não é pai de primeira viagem. Ele também tem Ludriene, de 2 anos e 8 meses, fruto de um casamento que durou oito anos. As duas irmãs ainda não se conhecem, mas Adriano pretende reunir as duas neste domingo, se tudo der certo.
"Thaila é loirinha dos olhos verdes, Ludriene é morena dos olhos pretos. Eu sou um meio-termo das duas", revela.

Assim que o juiz emite o pedido para o teste – que na maioria das vezes é feito para comprovar o vínculo e exigir o pagamento de uma pensão alimentícia –, todas as partes devem se reunir em um dia previamente agendado para a coleta do material, que pode ser sangue ou saliva.
Como é feito o teste de DNA
Existem basicamente três tipos de investigação de paternidade. O mais comum é o caso clássico, em que há três pessoas envolvidas (a mãe, o filho e o suposto pai). Há também a chamada situação de "não trio", em que é convocado mais de um suposto pai ou quando o filho não conhece a identidade nem do pai nem da mãe. Por fim, há o chamado "espólio", quando o pai já morreu e a análise genética é feita com os parentes de sangue – até 30% do total de casos. De qualquer forma, precisa haver no mínimo três pessoas para o exame ser realizado.

"É retirada uma gota de sangue da ponta do dedo, que é suficiente para refazer um exame até 20 vezes, se necessário. O líquido é colocado em uma espécie de papel-cartão, que dura até 20 anos", explica a médica e superintendente do Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo (Imesc), Márcia Facci.
Brinquedoteca Imesc (Foto: Arquivo pessoal)
Quem passou por transplante de órgãos ou medula não pode fazer o exame com sangue, e aí é colhida saliva. Na verdade, faz-se uma raspagem da mucosa da bochecha, por dentro da boca, e o material vai para outro tipo de cartão especial, que reage com uma substância colorida, já que o material é transparente.
"As pessoas chegam ao local de exame de DNA, se reconhecem mutuamente e passam por um entrevistador, que recolhe a assinatura dos adultos e a digital de todos, inclusive da criança. A coleta do material genético é feita com um ao lado do outro, para garantir que não haja trocas ou erros", diz Márcia.
Logo após a retirada da gota de sangue, o indivíduo ainda rubrica um documento para certificar que aquele material é dele e que o parecer será confiável.

O resultado fica pronto entre 20 e 120 dias. Os casos em que o pai já morreu são os mais complexos, e o Imesc já chegou a avaliar o perfil de 25 parentes para chegar a uma conclusão.
"Depois disso, o material genético do sangue é separado do papel, passa por uma purificação, ampliação e vai para um processador que fará o sequenciamento do genoma. Quem monta esse 'mapa' são biólogos moleculares", diz a superintendente do Imesc.
O laudo não dá positivo nem negativo, mas exclui ou não exclui a paternidade. No primeiro caso, em que o homem analisado não é o pai, o teste é refeito para confirmar o resultado. Já na segunda hipótese, há 99,9% de chances de o indivíduo ser o pai.
"Não dá para chegar a 100% porque o DNA de cada pessoa é diferente da outra, sempre há algumas alterações. Mas esse é um percentual absolutamente conclusivo para atribuir a paternidade", destaca Márcia.
Essa informação é então enviada para o juiz, que comunica a família em um novo encontro com todas as partes. Em caso de dúvida, pode-se pedir para refazer o exame.
Dados do Imesc
O instituto agenda, em média, 2.870 exames de DNA por mês, na capital e em mais 12 cidades do estado de São Paulo. Nem todos, porém, são feitos, porque se uma única pessoa falta o exame é cancelado e remarcado. Como a maioria dos casos é de litígio, ou seja, em que há briga familiar, é comum que o suposto pai se ausente.


"Cerca de 23% dos casos não confirmam a paternidade. O mais comum é quando a mãe pede, mas também há pais que desconfiam de que o filho seja dele e exigem a confirmação ou a negativa", afirma a superintendente.
No ano passado, foram agendados 23.131 testes pelo Imesc, mas emitidos apenas 11.965 laudos – mais da metade faltou. Este ano, foram agendados 17 mil exames, todos após uma determinação judicial, pois não é possível pedir isso por conta própria.
Para que as crianças ou os adolescentes envolvidos saiam um pouco do ambiente tenso e traumático que antecede o exame de DNA, o Imesc criou uma brinquedoteca.
Pensão alimentícia
Segundo a defensora pública Claudia Tannuri, que atua no Fórum João Mendes, no centro da capital paulista, com processos de investigação de paternidade, divórcio e pedidos de pensão alimentícia, a fixação de um valor depende da apresentação da certidão de nascimento do filho com o nome do pai.

"Se o pai for localizado de forma tranquila, depois de cerca de um ano, em média, a ação se resolve", explica.
A quantia é estabelecida conforme dois critérios: a necessidade do menor e as condições financeiras do pai, baseadas no tipo de atividade que ele exerce e no padrão de vida que mantém.

Além disso, há a possibilidade de uma pensão para mulheres ainda gestantes, chamada de "alimento gravídico", que não precisa de um exame de DNA e é determinada com base em indícios, relatos e registros de que um suposto homem é o pai do bebê.
"A pensão vale até o filho completar os estudos, ou seja, até se formar na faculdade, com cerca de 24 anos", ressalta Claudia.
Pai Presente
Criado em agosto de 2010, o programa Pai Presente, da Corregedoria Nacional de Justiça em parceria com os Tribunais de Justiça do país, já possibilitou o reconhecimento espontâneo de paternidade para mais de 14,5 mil brasileiros.

Além dos pais que assumiram essa responsabilidade voluntariamente, o projeto já recebeu o resultado de quase 12 mil exames de DNA.
Desde o início do Pai Presente, mais de 150 mil mães procuraram os tribunais para dar entrada nesse processo. Segundo dados do Censo Escolar 2011, cerca de 5,5 milhões de estudantes não têm o nome do pai na certidão de nascimento, o que os impossibilita de receber uma pensão e também ter participação na herança.
G1

Diretor Matheus Souza custeou novo filme com dinheiro do próprio bolso


Um dos mais destacados cineastas da nova geração, o jovem diretor Matheus Souza, de 24 anos, decidiu fazer cinema graças a Woody Allen. A inspiração no famoso diretor nova-iorquino, no entanto, teve razões bem mais mundanas do que artísticas.
“Woody Allen é um cara que mudou minha vida e é minha maior inspiração. Eu tinha 12 anos e era todo bizarro: gordinho, usava óculos, tinha espinhas e sofria bullying no colégio. Aí, vi um filme de um cara que era pior do que eu, mas pegava a Julia Roberts. Falei: ‘É isso que eu quero fazer da minha vida’”, contou Matheus ao G1, no tapete vermelho do Festival de Cinema de Gramado.
Seu segundo filme, “Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo da Minha Vida” abriu a mostra competitiva de longa-metragens nacionais. Recebeu elogios do crítico e curador do festival, Rubens Ewald Filho, despertou o interesse de Fernando Meirelles e agradou ao público no Palácio dos Festivais, embora a projeção tenha sido prejudicada pelo música alta de um bar vizinho, que o isolamento acústico do cinema não conseguiu impedir de invadir a sala.
O filme conta a história de Clara, interpretada pela atriz Clarice Falcão, que aceita cursar Medicina por pressão familiar. Sem vocação para a profissão, ela começa a matar aulas enquanto inicia uma nova vida paralela durante as manhãs, com o propósito de descobrir, ao modo dela, qual é o seu talento e o que realmente quer da vida.
Filme Matheus Souza  (Foto: Divulgação)
Com orçamento de aproximadamente R$ 20 mil, baixíssimo até para os padrões brasileiros, a produção foi custeada com recursos do próprio diretor. “Desde meu primeiro filme, eu estava tentando fazer cinema do jeito convecional, captando dinheiro, mas não estava rolando. Aí, fui contratado para fazer um roteiro e, com o dinheiro que ganhei, fiz esse filme. Parei de pagar todas as minhas contas durante dois ou três meses. Foram cortando tudo lá em casa: luz, gás, internet”, relembra o diretor.
Os poucos recursos, porém, não foram problema para o diretor. Seu filme de estreia, “Apenas o Fim”, de 2008, custou menos ainda do que o segundo filme. Com bom roteiro e diálogos espertos, a comédia romântica pop faturou os prêmios de melhor filme do júri popular no Festival do Rio 2008 e na 32ª Mostra de São Paulo. “Sempre gostei muito de escrever, desde os tempos do colégio. Por isso, admiro diretores ligados ao roteiro. Além do Woody Allen, gosto muito de Charlie Kaufman, François Truffaut. Aqui no Brasil, gosto de Domingos Oliveira, Jorge Furtado e João Falcão”, enumera.
Diretor, roteirista e também colunista de jornal, o garoto prodígio do cinema nacional vai empilhando um projeto em cima do outro enquanto colhe elogios pelo caminho. Seu próximo longa, “Não Deixe a Júlia Ir Embora”, está em fase de finalização. Será uma animação em rotoscopia, técnica que consiste na aplicação de desenhos sobre material filmado com atores reais em cenários reais. A intenção é lançar no começo de 2013, em algum festival. Ao contrário de sua personagem,  Matheus parece saber muito bem o que quer da vida.
G1

Após cirurgia na mandíbula, filho de Gretchen tem alta médica, no Recife


O filho da cantora Gretchen, Sérgio Henrique Aversani, 20 anos, teve alta do Hospital Getúlio Vargas, na manhã deste sábado (11). A informação foi repassada pela própria cantora, que informou ainda que o rapaz se recupera na casa que a família mantém na cidade de Paulista, Região Metropolitana do Recife. "Ainda não sei quando ele virá para São Paulo", disse.
O jovem foi submetido a uma cirurgia na mandíbula, na manhã última sexta-feira (10) e, de acordo com informações repassadas pela unidade de saúde, se recuperava satisfatoriamente da operação. Sérgio fraturou a mandíbula durante uma confusão em uma festa, em um bar, no sábado passado (04).
Um amigo dele, o estudante de direito Hudson Albuquerque, 20 anos, também se feriu durante a briga e precisou passar por um procedimento médico, levando cinco pontos no rosto, abaixo de um dos olhos. “Já estava no final da festa, entre 4h e 5h da manhã, e a gente estava se organizando para sair quando começou a confusão, próximo da saída. Num instante olhei para trás e vi Sérgio no meio da confusão, caindo e sendo chutado. Eu fui tentar socorrê-lo, mas como eles estavam em maior número, não teve jeito. Teve uma hora em que eu praticamente me deitei em cima dele, por causa dos chutes”, relembra o universitário.

Segundo Hudson, um outro amigo estava com eles na festa foi quem conseguiu anotar a placa do carro com o qual o agressor foi embora. “Na hora da confusão, esse amigo estava no banheiro e quando ele chegou, anotou a placa. Estou esperando Sérgio melhorar para conversar e ver o que ele quer fazer [em relação ao agressor]. Como foi ele que sofreu mais, quis deixá-lo bem à vontade para decidir sobre isso”, explica.
Hudson conta que os seguranças do bar chegaram nesse momento e apartaram a confusão. Ele levou chutes nas costas e no rosto e ainda está com algumas escoriações. Imediatamente, os amigos levaram Sérgio para um hospital. “Pensamos primeiro que era só um corte, mas como ele não parava de cuspir sangue, corremos para o hospital. Na madrugada mesmo ele já foi encaminhado”, afirma.
Hudson Albuquerque contou ainda que passou a manhã de ontem no hospital, até a saída de Sérgio da sala de cirurgia. “A gente foi logo cedo, na hora em que ele entrou e ficamos lá até acabar a operação. Foi tudo tranquilo, a gente sabia que não tinha risco. Ele brincou um pouco, mas ainda estava muito debilitado, não conseguia falar direito porque estava muito inchado. A gente sabe que a dor vai passar e que a recuperação vai ser mais tranquila”, deseja.
G1

‘Eles não são ruins’, diz jovem que apanhou dos pais por namorar negro


A jovem que apanhou dos pais por ter um namorado negro disse em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail” que eles não são pessoas ruins e que não queria que os dois estivessem presos. David e Frances Champion foram condenados a até um ano de prisão pelas agressões cometidas contra a filha, Jane, e o namorado dela, Alfonce Ncube, no Reino Unido.
Com a prisão do casal, Jane foi morar com o namorado, e sua irmã mais nova, de 13 anos, passou a viver com a avó materna. A família, que antes aparentava não ter problemas, ficou dividida, o que causa culpa na adolescente.
Jane e o namorado, após a prisão dos pais dela (Foto: Reprodução)Jane e o namorado, após a prisão dos pais dela (Foto: Reprodução)
“A última coisa que eu queria era vê-los presos. Não importa o que eles fizeram, eles ainda são minha mãe e meu pai, e sei que eles me amam e querem o melhor para mim”, disse a jovem. “Mas ficou fora do nosso controle. Eles não são pessoas ruins. Acho que eles ficaram surpresos com o relacionamento e ambos reagiram a um estereótipo negativo.”
Já o namorado se esforça para mostrar que não queria dividir a família. “Eu não quero que as pessoas pensem que destruí uma família. Isso era a última coisa que eu queria que acontecesse”, afirmou.
Agressões
A justificativa de David e Frances Champion para bater na filha foi que ela havia “envergonhado” a família com o namoro. O namorado também foi agredido pelo casal.

A adolescente ficou com marcas no corpo após levar diversos socos no rosto, ter sua garganta apertada e seus cabelos puxados. Já o namorado levou chutes nas pernas enquanto ouvia comentários racistas.

Depois, ele agarrou a filha pelos cabelos e disse que ela havia envergonhado a família.
O primeiro ataque aconteceu depois que os pais encontraram a filha e o namorado sem roupa quando voltaram para casa em Swansea. O pai da jovem gritou insultos racistas antes de bater em Ncube e chutá-lo para fora da casa.
Apenas um mês depois, os pais de Jane a confrontaram em um pub, questionando se ela continuava saindo com Ncube. Quando ela disse que sim, seu pai lhe deu um soco no rosto. Enquanto isso, sua mãe dizia: “Você merece isso, é tudo sua culpa”. A mãe também agrediu a adolescente.

O casal ainda foi procurar o namorado da filha no restaurante onde ele trabalhava como garçom. Eles gritaram com o jovem até serem retirados do local, mas o pai da adolescente continuou batendo na janela do restaurante.
O advogado do pai da menina, John Hipkin, admitiu que seu cliente estava errado. A defensora da mãe, Georgina Buckley, disse que sua cliente estava arrependida e que ela havia consumido álcool antes de confrontar a filha. David Champion ficará preso por 12 meses; Frances, por nove.
G1
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