sábado, 18 de agosto de 2012

Jogador de time da Ucrânia é preso por porte ilegal de arma em SP



Alcides durante sessão de autógrafos na Ucrânia (Foto: Divulgação / Site oficial Dnipro)
O jogador de futebol Alcides Eduardo Mendes, de 27 anos, foi preso na madrugada deste sábado (18), em Guarani D'Oeste (SP), por porte ilegal de arma. Brasileiro, ele é jogador na Ucrânia, onde atualmente morava. Na região noroeste paulista, estava a passeio para visitar a família que mora em Mira Estrela (SP), cidade próxima onde ele foi detido.
Alcides Eduardo Mendes já atuou em times de Portugal, Holanda e disputou a Copa do Mundo Sub-20 em 2003 pela seleção brasileira. No Brasil, atuou no América-SP em São José do Rio Preto (SP) e no Vitória, da Bahia. Atualmente, joga pelo time Dnipro Dnipropetrovsk, da Ucrânia.
Segundo informações da Polícia Militar, o jogador estava em uma festa de aniversário do município portando um revólver calibre 38. Após uma denúncia anônima, os policiais fizeram a revista e encontraram a arma e 12 cartuchos intactos.
Ele foi preso e encaminhado para a cadeia da cidade, onde irá responder por porte ilegal de arma. Segundo a polícia, o crime é inafiançável. Ainda não se sabe o por que o jogador foi até o local armado e o caso será investigado.
Ninguém da família nem o advogado do jogador foram encontrados para comentar sobre o caso.
G1

Justiça dá guarda de filha do casal Matsunaga a avós paternos


Elize Matsunaga (Foto: Carlos Pessuto/Futura Press/AE)Elize Matsunaga (Foto: Carlos Pessuto/Futura
Press/AE)
A Justiça de São Paulo concedeu, por meio de liminar, a guarda da filha de Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30 anos, aos avós paternos da criança. Elize confessou ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Kitano Matsunaga, em 19 de maio, no apartamento onde moravam, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar no título que a guarda havia sido concedida aos pais de Elize. O erro foi corrigido às 9h11.)
A decisão sobre a guarda da criança foi tomada na semana passada, mas até a sexta-feira (17) a menina, de 1 ano, seguia com uma tia de Elize. Acusada de ser a assassina de Matsunaga, que era diretor executivo da Yoki, Elize permanece presa, à espera do julgamento. Segundo a defesa de Elize, a acusada vai recorrer da decisão. Os advogados dela afirmam que o melhor para a criança é ficar com a tia de Elize, com quem já está há três meses, por causa dos laços afetivos criados ao longo deste tempo. Procurados, os advogados da família de Matsunaga não foram encontrados na noite de sexta-feira.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Cotia, assinado pelo médico-legista Jorge Pereira de Oliveira, porém, desmentiu a versão de Elize e aponta que o empresário foi decapitado ainda com vida pela mulher. O documento atesta que o executivo foi morto por tiro associado a "asfixia respiratória por sangue aspirado" por causa da decapitação.
Crime
Elize foi denunciada pela Promotoria por homicídio doloso triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela está detida no Presídio Feminino do Tremembé, no interior paulista, desde o dia 20 de junho. Segundo a defesa, Elize matou o marido durante uma discussão motivada por ciúme e o esquartejou horas depois para poder transportá-lo em malas até Cotia, na Grande São Paulo.

Elize havia descoberto que Matsunaga tinha um relacionamento com uma garota de programa. A Polícia Civil soube que o executivo havia dado à amante um carro blindado, avaliado em R$ 100 mil, além de mesada de R$ 27 mil.
Na quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou mais um pedido de habeas corpus para Elize. A decisão do relator do recurso, Francisco Menin, da 7.ª Câmara de Direito Criminal, foi aceita de forma unânime e diz que a liberdade da ré é "temerária". É o terceiro pedido de liberdade que ela tem negado.
O desembargador Menin, durante seu voto, disse ainda que diante da gravidade do crime cometido pela ré, a prisão dela deve ser mantida em função da ordem pública.
G1

Réu que escapou de julgamento do mensalão recebe ajuda do governo


Representado pela Defensoria Pública da União no caso do mensalão, a situação do argentino Carlos Alberto Quaglia, de 67 anos, chamou a atenção num julgamento dominado por réus escudados por grandes – e caros – escritórios de advocacia.
A maioria dos acusados queria, mas só ele conseguiu ter o processo desmembrado da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e agora responderá às acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na primeira instância da Justiça Federal em Santa Catarina, onde vive.
A Defensoria Pública não só obteve a decisão positiva para ele do STF, mas também o ajudou a conseguir um auxílio do governo para se manter após as acusações, quando sua vida mudou "radicalmente", segundo o próprio.

Antes empresário e dono de uma empresa de importação e exportação, Quaglia agora vive com o benefício que recebe e com a renda de traduções esporádicas que fez do espanhol para português de textos de filosofia e psicologia.
Desde o ano passado, ele recebe um salário mínimo por mês – R$ 622 – por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O auxílio é destinado a idosos ou deficientes com renda familiar per capita de um quarto de salário mínimo.
A empresa, Natimar, acusada de lavar e destinar dinheiro do valerioduto a parlamentares do PP, foi extinta em 2005, após a denúncia do mensalão. “Perdi a possibilidade de qualquer tipo de funcionamento como trading de exportação e importação”, contou.
Quaglia diz que pelo fato de ser argentino, encontrou dificuldade para conseguir o benefício da Previdência Social. Foram dois anos de espera. "Solicitei ao INSS e ele negou porque eu não era naturalizado. É um flagrante desrespeito ao artigo 5º da Constituição. (...) Tenho mais de 30 anos de residência legal [no Brasil] e dois filhos brasileiros. Por isso, decidi entrar na Justiça e, como não podia arcar com um advogado, fui à Defensoria Pública".
Sofrimento
Enquanto aguardava o desfecho do processo junto ao STF e ao INSS, o argentino se dedicou ainda mais à psicologia, profissão em que se formou quando ainda morava em Buenos Aires.

"A linha que estudo trata basicamente da superação do sofrimento mental. A gente não trabalha com ratos nem com cobaias, mas com nós mesmos, com a auto-observação permanente. De onde surgiria meu sofrimento por causa desse mensalão? De minha própria mente, de meus devaneios, pensamentos. (...) O sofrimento é mental, não é físico", analisa.

Quaglia diz que mandou um e-mail para a Defensoria Pública da União agradecendo o trabalho e pedindo informações sobre o processo a que responderá individualmente em Santa Catarina. A ação será retomada a partir do depoimento de testemunhas de defesa e acusação.
Aliviado com a decisão do Supremo, o argentino agora acredita que será inocentado. "Tenho certeza, não há absolutamente nenhuma prova contra mim. Vai ser diferente ser julgado simplesmente pela Justiça sem o tingimento que teve todo esse megaprocesso político."
Agora, ele só pretende seguir as notícias do mensalão por "curiosidade". "O mensalão para mim desapareceu", afirma.
G1

Distribuição de combustível para carreata não é compra de votos


Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitaram, por unanimidade de votos, dois recursos especiais eleitorais apresentados por Maria Jozeneide Fernandes Lima, candidata que ficou em segundo lugar no pleito municipal de 2008 na cidade de Guadalupe-PI, que buscava a impugnação do mandato eletivo da chapa eleita - Wallen Rodrigues Mousinho (prefeito) e Francineth Lima da Costa (vice-prefeita). Relator do recurso, o ministro Marco Aurélio manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), segundo a qual a distribuição de combustível a cabos eleitorais para que possam participar de carreata não configura compra de votos.

“Consignou-se que, objetivando a feitura de carreata, realmente ocorrera a entrega gratuita de combustível à razão de dois litros para moto e cinco litros para carro, ou seja, ninguém teve o tanque completo. Conforme fez ver o regional, os pronunciamentos do Tribunal são no sentido de ‘em se tratando de distribuição limitada de combustíveis para viabilizar carreata descabe cogitar da figura do artigo 41-A da Lei nº 9.504/1997'. O TRE-PI apontou o gasto total como sendo de R$ 5,6 mil, contabilizado na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral e por esta aprovada”, enfatizou o ministro Marco Aurélio.

A defesa da candidata derrotada argumentou, sem sucesso, que em uma cidade de apenas 10 mil habitantes, a diferença entre o candidato eleito e sua cliente foi de apenas 124 votos. Segundo ele, foram distribuídos 2,9 mil litros de combustível no dia 30 de setembro de 2008, com o abastecimento total de 438 veículos.

A defesa do prefeito eleito argumentou, por sua vez, que testemunhas arroladas pela própria recorrente (Maria Jozeneide) não confirmam que o combustível foi distribuído mediante pedido expresso de votos, o que afasta a tese de que teria havido captação ilícita de sufrágio.

Além disso, sustentou o advogado da chapa eleita, não se pode falar em abuso de poder econômico tendo em vista que a pequena quantidade de combustível distribuída se esgotou no percurso da carreata.
Fonte: tse

Aniversariante do dia


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