sexta-feira, 7 de setembro de 2012

TSE lacra softwares que serão usados nas urnas eletrônicas


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta quinta-feira (6) a assinatura digital e a lacração dos softwares que serão utilizados nas urnas eletrônicas das eleições municipais de outubro. A medida de segurança que marca a contagem regressiva de um mês para o primeiro turno da votação foi acionada pela presidente da corte eleitoral, ministra Cármen Lúcia.
O chefe do Judiciário, Carlos Ayres Britto, e do Ministério Público, Roberto Gurgel, participaram da solenidade, na sede da Justiça Eleitoral, para avalizar a transparência do processo. Também compareceu ao evento o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra. A cerimônia é realizada com o objetivo de garantir a segurança e a credibilidade dos programas de informática desenvolvidos para administrar a eleição.
“As mídias estão devidamente resguardadas e, a partir deste momento, temos a segurança do cidadão de que tudo que vai acontecer, em termos do dever do TSE relativamente ao sistema, está registrado, anunciado e resguardado”, afirmou Cármen Lúcia.
Após receberem os lacres físicos e digitais, uma cópia dos sistemas, gravada em DVD, foi guardada pelas autoridades dentro da sala cofre do TSE. Cópias dos sistemas assinados no tribunal também serão instaladas nos próximos dias nos equipamentos dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que irão organizar o pleito municipal.

Segundo a assessoria do tribunal eleitoral, a assinatura digital assegura que o software da urna não foi modificado de forma intencional e não perdeu suas características originais por falha na gravação ou leitura. Se a assinatura digital for válida, enfatiza o TSE, significa que o arquivo não foi modificado. A assinatura também assegura a autenticidade do programa, confirmando que o programa tem origem oficial e foi gerado pela Justiça Eleitoral.
G1

Internauta flagra novo Fusion, que estará no Salão de São Paulo


O novo Fusion será a principal atração da Ford durante o Salão do Automóvel de São Paulo (24 de outubro a 4 de novembro), e antes da estreia o sedã importado do México roda sob pesada camuflagem em Eunápolis, no sul da Bahia. As fotos foram feitas pelo internauta Leonardo Sampaio no último dia 4.
A pouco mais de um mês da estreia, novo Fusion roda camuflado  (Foto: Leonardo Sampaio / VC no AutoEsporte)Antes da estreia, em outubro, novo Fusion roda camuflado (Foto: Leonardo Sampaio / VC no AutoEsporte)
Nota da redação: a Ford confirmou a chegada do novo Fusion no mercado brasileiro em janeiro, durante o Salão de Detroit. Segundo a montadora, o sedã chegará com motor 2.0 turbo de 240 cv (EcoBoost), substituindo o atual 3.0 V6 (243 cv) na versão topo de linha – com a promessa de entregar os mesmos níveis de desempenho aliados a mais economia de combustível. Outra novidade está no motor 2.5, que virá flex.
Sedã terá desenho totalmente renovado (Foto: Leonardo Sampaio / VC no AutoEsporte)Sedã terá desenho totalmente renovado (Foto: Leonardo Sampaio / VC no AutoEsporte)
A nova geração do sedã adota a atual identidade visual da marca, marcada pela grade frontal avantajada. Há mudanças também na parte interna, que recebeu nova arquitetura. As vendas do modelo começam logo após sua apresentação no Salão.
Ford Fusion 2013 (Foto: Divulgação)Ford Fusion 2013 (Foto: Divulgação)
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G1

Astronauta Neil Armstrong vai ser sepultado no mar, diz porta-voz


O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, em 1969. (Foto: Nasa)O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong,
em 1969 (Foto: Nasa)
O astronauta norte-americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, será sepultado no mar, afirmou nesta quinta-feira 96) o porta-voz da família, Rick Miller.
Armstrong morreu em 25 de agosto por complicações resultantes de uma cirurgia cardíaca. Ele tinha 82 anos de idade.
Um funeral público vai ser realizado na Catedral Nacional de Washington, nos Estados Unidos, no dia 13 de setembro. A cerimônia vai ser exibida ao ao vivo pela agência nacional americana (Nasa), através de seu site.
Um funeral particular da família e dos amigos do astronauta foi realizado no dia 31 de agosto na periferia de Cincinnati, no estado americano de Ohio, onde ele morava.
Contemporâneos de Armstrong compareceram à cerimônia, incluindo Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins, que foram comandados por ele na missão Apollo 11, a mesma que levou o ser humano à Lua pela primeira vez, em 20 de julho de 1969.

Reservado
O funeral incluiu também uma guarda cerimonial da Marinha. Caças da Marinha também sobrevoaram o local em homenagem a Armstrong, que foi piloto da corporação antes de se tornar astronauta, e lutou na Guerra da Coreia.
Armstrong era conhecido por evitar aparições públicas desde que voltou da Lua. “Ele era a personificação de tudo de tudo que essa nação representa”, afirmou Charles Bolden, diretor da Nasa.

Segundo Bolden, o astronauta era um homem “incrivelmente humilde” e provavelmente não gostaria de receber toda a atenção que tem recebido.
*Com informações da Reuters
G1

DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Dia da Independência do BrasilVocê sabe o que aconteceu no dia 7 de setembro de 1822? Independência do Brasil!


No dia 7 de setembro de 1822, D.Pedro fez uma declaração oficial de independência,afirmando assim seu acordo com os brasileiros. Nos meses seguintes, os brasileiros venceram facilmente o ataque das tropas portuguesas, com apoio inglês. Em pouco tempo, vários países da América, que já haviam se libertado do domínio europeu, apoiaram oficialmente nossa independência. D.Pedro tornou-se o primeiro imperador do Brasil, com o título de D.Pedro I.

O Brasil passou a ser uma monarquia, uma forma de governo em que os poderes são exercidos pelo imperador ou rei.


Veja nosso Especial Independência do Brasil!

Clique aqui para imprimir e pintar seu desenho do Dia da Independência do Brasil!
Fonte: smartkids

Ícone da Independência, rio Ipiranga corre poluído e vira ponto de drogas


Trecho do rio em frente ao monumento (Foto: Flávio Moraes/G1)Trecho do rio em frente ao monumento (Foto: Flávio Moraes/G1)
Em frente ao Monumento da Independência, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, um cheiro podre toma o ar. Quem se aproxima do local onde D. Pedro I deu o grito da nossa “libertação” para ver de perto o famoso riacho citado no hino nacional, encontra um cenário triste: sujeira, mal cheiro e meninos fumando crack no que sobrou de suas “margens plácidas”. Cento e noventa anos depois da Independência, esse é o estado do riacho do Ipiranga em seu lugar mais nobre.
Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a qualidade da água deste ponto específico do rio foi avaliada como “péssima” em medições feitas em janeiro, em maio e em julho deste ano. Em todos os seus 9,5 km de extensão pela cidade, só há um ponto em que ele é realmente limpo: em sua nascente, no Jardim Botânico.

“Depois da descanalização, a visitação [no Jardim Botânico] aumentou bastante”, conta Tânia Cerati, diretora do núcleo de pesquisa em educação do Instituto de Botânica. Quando ela chegou ao Jardim, há 20 anos, o riacho era tampado com um concreto, obra provavelmente do começo do século XX. O acesso à uma de suas nascentes era um projeto de Tânia, concretizado em 2006. Dois anos depois, ele foi todo revitalizado, e hoje o paisagismo do parque acompanha suas águas. “Acho que aqui é um bom exemplo de que é possível restaurar a natureza e com isso compensar vários erros que cometemos no passado”, diz ela.
Lá, uma trilha de 20 minutos construída no meio de uma reserva da mata atlântica leva a uma das três fontes que formam o rio. Limpo e com peixes, ele segue a céu aberto até o final do parque, quando encontra outros dois córregos na cidade e começa a receber o esgoto e a sujeira que o poluem.
‘Mas esse rio não tinha secado?’
Saindo do Jardim Botânico, no entanto, o riacho praticamente morre. Passando pela Rodovia dos Imigrantes, às vezes sob galerias fechadas e às vezes a céu aberto, suas águas recebem esgoto e são praticamente irreconhecíveis por quem passa ao redor.

Tatu passa sobre água de uma das nascentes (Foto: Flavio Moraes/G1)
G1 percorreu a Avenida Abraão de Morais em diversos trechos e apenas um pedestre - nenhum motorista - sabia que no meio daquele buraco acimentado no canteiro central corria o famoso rio Ipiranga. Em outras partes da cidade, algumas pessoas não sabiam nem que o riacho ainda existia. “Mas esse rio não tinha secado?”, perguntou uma moradora da Zona Sul.
A relação das pessoas com o riacho do Ipiranga é quase inexistente. Para Tânia Cerati, isso se deve muito ao fato de ele correr seco, sem mata ao redor, entre grandes avenidas. "Uma parte dele é canalizada, e, portanto, imperceptível. Mas a partir de um determinado trecho, ele é descanalizado, corre a céu aberto. Só que tem um grande problema: existem avenidas que percorrem a lateral desse rio. Não basta só a descanalização, é preciso ter um rio que tenha qualidade boa da água. Isso vai trazer peixes, vai trazer uma flora e uma fauna associadas. Também nas margens é preciso criar um ambiente propício, aquilo que chamamos de mata ciliar. É isso que dá suporte à existência do rio, e é isso que torna agradável a convivência das pessoas com o rio”, explica ela.
A historiadora e professora da USP Cecília Helena Salles Oliveira diz que a relação do brasileiro com o riacho do Ipiranga é "dupla". "Por um lado, há o reconhecimento de que é um lugar diferente, porque estas paragens simbolizam o nascimento de uma nação. [...] Mas por outro lado, é profundo desalento, porque o riacho está muito sujo, recebe águas servidas, nas épocas de grandes chuvas ele alaga, continua alagando.”
Imagem de negativo de vidro mostra o Riacho do Ipiranga na região onde hoje é o Monumento à Independência. Não há informações sobre a data específica da imagem, mas sabe-se que foi feita antes das obras do parque, na década de 1920 (Foto: Acervo do Museu Pasulista da USP/José Rosael / Hélio Nobre)
'Supervalorizado'
O Ipiranga tem, e sempre teve, um volume pequeno de água - e por isso é comumente chamado de riacho. Seu uso na história do Brasil nunca foi muito relevante, e sua fama se deve principalmente ao fato de estar ligado à Independência do país. Essa tese foi defendida na dissertação de mestrado do historiador e pesquisador do Arquivo Nacional Pablo Endrigo.

Ao G1, ele disse que o riacho era inexpressivo até a Independência e que a primeira menção a ele nos documentos oficiais data de 1773 - uma tentativa de canalização que nunca aconteceu. "O uso do rio era pelos tropeiros em viagens entre São Paulo e o porto de Santos, passando pela Serra do Mar. Usavam [o rio] para beber água, lavar as botas. [...] O Ipiranga esteve em uma região praticamente desabitada. Ele é mais valorizado do que deveria pelo seu tamanho e uso."
Inscrição de apologia à maconha é vista em uma das pontes que sobrepõem o Riacho em frente ao Monumento da Independência, em agosto de 2012  (Foto: Giovana Sanchez/G1)
Segundo o historiador, a fama do rio foi crescendo com o hino nacional e com a pintura do quadro de Pedro Américo - que, ao retratar a Independência, faz um desvio topográfico deixando o riacho à frente de D. Pedro I, quando na realidade ele estaria atrás. Depois, veio a construção do Museu e do Monumento à Independência."Aí você tem a associação final: a imagem, o hino e a situação histórica."
Projetos (e paulistanos) frustrados
Embora não seja de muito uso pela cidade, a não ser para receber dejetos, o riacho tem um papel histórico para o país. O fato de estar poluído há tantos anos irrita muitos moradores da capital, que já tentaram se mobilizar para mudar a situação.

O professor de engenharia da USP Sadalla Domingos é um dos autores de um projeto de limpeza e revitalização do riacho, que cria um parque linear desde a Rodovia dos Imigrantes até o Parque da Independência. Sadalla apresentou o projeto à Prefeitura da cidade em 2005, mas não recebeu nenhuma resposta. Segundo ele, falta vontade política.
"Como é possível que um símbolo histórico do Brasil tenha chegado a este grau de poluição? Além disso, qual é a expectativa em relação ao Riacho do Ipiranga e a todos os outros rios, e por que não ampliar a questão: qual é o ambiente de cidade que desejamos?", questiona o professor, indignado. 
Outro entusiasta do projeto, o professor de direito ambiental da PUC Guilherme José Purvin criou um fórum de debates sobre uma possível revitalização do Riacho e a criação de um parque ao seu redor. "O rio está morto, completamente morto. Se você for na [Avenida Dr] Ricardo Jaffet, aquilo está num estado deplorável. [...] Acho meio vergonhoso. Uma professora leva os alunos para conhecer o lugar da independência e é uma região que tem desmanche e motel", diz ele.
Professor Sadalla Domingos:  (Foto: Giovana Sanchez/G1)
A reportagem do G1 percorreu o trajeto do riacho, da nascente até o desague, no rio Tamanduateí, e encontrou sujeira e mal cheiro em todo o caminho - a partir da saída do Jardim Botânico. Em três dias diferentes, pôde ver jovens usavando drogas nas magens que ficam em frente ao Monumento da Independência.
Procurada pelo G1, a Prefeitura de São Paulo informou que desde 1986 foram realizadas 12 obras na região, que contribuíram para diminuir o problema das enchentes. As últimas obras quase dobraram a vazão do córrego e aumentaram de 9 para 13 metros sua largura. "Além disso, as galerias e o sistema de drenagem foram substituídos e ampliados, aumentando o fluxo de escoamento da água", dizia a nota. As Subprefeituras Ipiranga e Vila Mariana também informam que a limpeza no córrego do Ipiranga é realizada mensalmente de forma manual e, em alguns trechos, com ajuda de máquinas.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que  concluiu, em julho deste ano, uma obra na região - parte da terceira fase do Projeto Tietê. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, os investimentos foram de R$ 51,6 milhões e permitiram que 380 litros de esgoto por segundo vindos dos bairros Ipiranga, Vila Mariana, Saúde, Bosque da Saúde, Cursino, Jabaquara e Americanópolis seguissem para tratamento na estação de Barueri.
Ainda de acordo com a Sabesp, as medições feitas desde o término da obra mostram uma melhoria na qualidade da água do riacho do Ipiranga. No entanto, o último resultado da coleta feita pela Cetesb, de julho, mantém a indicação de qualidade "péssima".
Futuro
"O riacho do Ipiranga pode e deve ser recuperado como uma prioridade entre todos os rios da cidade. [...] Isto é renaturalização de corpos d'água em áreas urbanas, uma tendência em todos os países: rios são despoluidos e destampados pelo menos em alguns trechos que permitam aos cidadãos perceber que tem um rio sob seus prédios, rodas e pés. É aqui que entra a política não só como interpretação do momento, mas como intuição, uma premonição até, para tomar uma decisão hoje como antecipação de uma demanda que será inevitável e muito mais cara ou até impossível [no futuro]", explica o professor Sadalla.

Ele termina a entrevista expressando um desejo, quase uma profecia, em nome de muitos brasileiros: "Antecipemos o início das programações do bicentenário da Independência e iniciemos no Ipiranga a limpeza de todas os nossas águas."
Fim de tarde de agosto em frente ao Monumento da Independência, no bairro do Ipiranga (Foto: Giovana Sanchez/G1)
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G1
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