segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vídeo flagra ex-marido com suspeitos antes de morte de universitária


Imagens do dia do assassinato da universitária Lore de Santava Vaz, de 26 anos, obtidas com exclusividade peloFantástico e divulgadas na edição deste domingo (23) ajudaram a polícia a indentificar o ex-marido dela, Allan dos Santos Peçanha, de 27 anos, entre os assassinos da jovem.
A promotora de eventos de 26 anos foi assassinada com um corte no pescoço dentro do carro em Santo André, na Grande São Paulo. Seu corpo foi encontrado no dia 13. Segundo a polícia, foi Allan que mandou matar a ex-mulher. Ele foi preso na sexta-feira (21), mas, segundo seu advogado, é inocente.
As imagens mostram que o ex-marido chega dirigindo às 21h33 do dia 12. Ele está com dois homens dentro do carro e estaciona numa rua perto da faculdade onde Lore estudava. Às 21h52, Allan desce e espera do lado de fora por três minutos.
Segundo a polícia, Allan viu a ex-mulher indo em direção ao carro e voltou para avisar os comparsas. Quando Allan entra de novo no automóvel, às 21h55, Raimundo Bezerra e Robert Gama saem para sequestrar a jovem.

Dionísio.
“Um dos executores, o Raimundo, tomou a direção do veículo e o outro comparsa, o Robert, acompanhado da vítima, foi para o banco traseiro do veículo”, afirma o delegado Paulo
Nesse momento, segundo a polícia, os dois homens disseram a Lore que estavam ali por ordem do ex-marido dela. As imagens mostram que, na sequência, Allan sai dirigindo. Ele passa por outra câmera segundos antes de encontrar o carro onde a ex-mulher já estava com os comparsas. Os veículos seguem juntos por cerca de 6 km.
Às 22h14, o carro onde está a jovem é seguido de pero por Allan. Robert desce primeiro. Raimundo sai depois, enquanto Allan espera no carro. Para simular um roubo, eles levam o aparelho de som e um celular.
Investigação
Allan compareceu pelo menos cinco vezes à delegacia durante as investigações do assassinato da ex-mulher. Estava sempre acompanhado de parentes de Lore e até do filho dela, de apenas dez anos.

Os três acusados da morte da promotora de eventos foram presos nesta semana. Segundo as investigações, Allan mandou matar Lore porque ela queria que ele quitasse uma dívida contraída durante o casamento. Allan admitiu que pagou R$ 2.500 aos comparsas e disse que a ideia era dar um susto na ex-mulher.
“Ele preferiu pagar R$ 2.500 para dar cabo a uma vida e deixou de pagar o valor do empréstimo, que seria o valor restante, de R$ 3.500”, afirma o delegado Paulo Rogério Dionísio.
Para o advogado de Allan, Luís Eduardo Crosselli, seu cliente não em culpa pelo assassinato. “Ele é inocente. Ele disse ‘eu nunca quis matá-la, eu nunca desejei a morte dela’”, afirma Crosselli.

Raimundo e Robert confirmaram à polícia que receberam o dinheiro, mas os dois negaram que tenham cortado o pescoço dela. Segundo a polícia, um acusa o outro de ter desferido o golpe.

O Fantástico procurou o advogado de Robert, mas ele não atendeu as ligações. Segundo o delegado, Raimundo ainda não tem defensor.
Lore
A universitária estudava administração de empresas e morava com o filho no fundo da casa dos pais. Neste local, viveu com Allan durante os seis meses em que estiveram casados, até 2009.

A mãe de Lore, Vandete Moreira de Santana Vaz, diz que desconfiava do ex-genro. “Eu queria só que a polícia me provasse que não era ele, mas que meu coração sabia, eu e meu neto, eu tinha certeza absoluta.”
Durante mais de um ano de namoro com Vinícius Teixeira, Lore nunca comentou que tivesse desavenças com o ex-marido.
“Se ela estava sofrendo, ela não me falou nada. Se ela estava recebendo ameaça, ela não me falou nada. E não deixou isso transparecer para ninguém”, afirma.
O namorado conta que eles queriam se casar, e que agora já não tem planos. “Meus planos eram com ela, estava com ela agora. Eu ainda não sei o que vai ser daqui para frente. Um dia por vez. Os planos que eu tinha parece que foram com ela”, afirma.
Lore Vaz foi encontrada degolada em Santo André, no ABC paulista (Foto: Reprodução / Fotos pessoais)Lore Vaz foi encontrada degolada em Santo André, no ABC paulista (Foto: Reprodução / Fotos pessoais)

domingo, 23 de setembro de 2012

Operação Esqueleto prende 44 pessoas na Grande João Pessoa


Sargento da PM foi preso durante Operação 'Esqueleto' em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)Um sargento da PM também  foi preso durante a
Operação Esqueleto' (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma mulher de 28 anos foi presa na sexta-feira (21) suspeita de integrar um grupo criminoso que, de acordo com a polícia, pode ser responsável por 60% dos homicídios cometidos neste ano na Grande João Pessoa. A ação faz parte da Operação Esqueleto que já prendeu 44 pessoas desde a quarta-feira (19) e contou com equipes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.
Com a suspeita a polícia apreendeu pedras de crack, uma escopeta calibre 12 e celulares. De acordo com o delegado titular do Grupo de Operações Especiais (GOE), Cristiano Jacques, a mulher é esposa de um dos presos no início da 'Operação Esqueleto'. Segundo o delegado, ela também participava do grupo criminoso. “Ela tinha como função dentro do grupo esconder a droga, tirando de um lugar para outro, evitando assim o flagrante e dificultando o trabalho da polícia", o delegado afirmou ainda que outras pessoas podem ser presas no decorrer das investigações.
A suspeita foi encaminhada ao Presídio Feminino da capital, onde vai permanecer à disposição da Justiça.
Na quinta-feira (20) mais um suspeito de envolvimento em tráfico de drogas e homicídios em João Pessoa foi preso na comunidade do Timbó. Segundo o delegado do GOE que coordenou a operação, Cristiano Jacques, o suspeito foi preso em flagrante, com meio quilo de crack.

Delegado Cristiano Jacques (Foto: André Resende)A Polícia Civil já anunciou que vai pedir a transferência de alguns dos detidos na operação para presídios federais. A ação conjunta deteve, inicialmente, 42 pessoas e desarticulou toda uma organização criminosa. Segundo o delegado Cristiano Jacques, a organização seria responsável por comandar o tráfico de drogas no estado, queimar ônibus,realizar rebeliões em presídios, além de ser mandante dos principais homicídios violentos registrados na Grande João Pessoa.


De acordo com a polícia, o grupo era responsável por 60% dos homicídios praticados em 2012 na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. 50 mandados de prisão foram expedidos.

Dos 42 mandados de prisão cumpridos, 25 foram expedidos para suspeitos em liberdade e 17 são contra acusados que já estavam presos e atuavam de dentro dos presídios. Os suspeitos detidos durante a operação serão levados provisoriamente para presídios da capital paraibana. No balanço apresentado na coletiva, a polícia informou que foram apreendidos um revólver, munição, aproximadamente 1 kg de crack, e uma grande quantia em dinheiro, incluindo doláres e sucres, moeda usada nos países da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América).


Entre os presos na ação conjunta das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal está um
O delegado Cristiano Jaques afirmou que essas prisões pode ser considerada a maior operação conjunta feita no estado. “Esta organização criminosa existia na Paraíba até hoje (19). A partir de agora posso afirmar que este grupo criminoso organizado não existe mais. É o fim do grupo organizado no estado”, sentenciou Jacques. Ainda conforme o delegado, a maioria dos crimes violentos cometidos na Região Metropolitina de João Pessoa serão reduzidos drasticamente.
sargento da Polícia Militar, que também era candidato a vereador em Bayeux pelo partido PSL. Segundo o delegado Cristiano Jacques, Arnóbio Gomes Fernandes prestava serviços de segurança particular para sub-chefes da quadrilha de tráfico de drogas. De acordo com o Secretário de Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima, um Inquérito Policial Militar (IPM) será aberto para investigar a participação do sargento na organização.

Segundo investigações, a violência para executar as vítimas era uma característica marcante do grupo criminoso. A polícia afirma que traficantes rivais que "invadiam" a área da organização eram assassinados com requintes de crueldade.
Algumas dessas execuções, principalmente por esquartejamento, eram acompanhadas em tempo real, através de celulares, por criminosos do bando. Mais de 340 policiais participaram da operação.
Segundo a Polícia Civil, foi constatada no curso das investigações a existência de uma organização criminosa administrada de dentro dos presídios de João Pessoa, como se fosse uma verdadeira empresa. Os lideres que cumpriam pena detidos deixavam uma cartilha para que os integrantes livres cumprissem compromissos.
Ainda conforme a polícia o grupo tinha hierarquia e tarefas bem definidas, com gerentes, distribuidores, soldados do tráfico e vendedores diretos aos dependentes químicos. A organização criminosa atuava nos bairros periféricos da capital, bem como nos municípios deSanta Rita e Bayeux, na Grande João Pessoa.
Relação com outras organizações criminosas
Polícia concedeu coletiva para falar da Operação Esqueleto (Foto: André Resende)
Para Cristiano Jaques, grande parte das drogas comercializadas pela organização criminosa paraibana desarticulada nesta quarta-feira (19) era fruto de parcerias com organizações criminosas de outros estados, como São Paulo. “Há indícios de que uma outra grande organização criminosa de São Paulo tinha vínculos com a organização desarticulada hoje na Paraíba. A investigação aponta que parte da droga comercializada aqui era enviada por São Paulo”, comentou.
O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima, afirmou que o combate ao tráfico de drogas e a violência consequente não passa apenas por ações do próprio estado, uma vez que as drogas não são produzidas na Paraíba. “Não temos produção de drogas. A maconha, o crack, a cocaína, o ecstasy são trazidos até as nossas cidades. A droga consumida no estado vem de fora. O combate ao tráfico tem que ser tratado como um trabalho conjunto em todo país”, explicou.
Lavagem de dinheiro
Presos na Operação 'Esqueleto' são encaminhados para Central de Polícia em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Após o cumprimento do mandado de prisão e busca e apreensão, a polícia passará a investigar um esquema de lavagem de dinheiro utilizado pela organização criminosa. Segundo Cristiano Jacques, a quadrilha investia parte do dinheiro coletado com o tráfico de drogas na construção civil.
“Encontramos um grande prédio sendo construído na comunidade do Timbó, nos Bancários (em João Pessoa), que seria financiado com dinheiro de traficantes. Iremos investigar se outras casas construídas na comunidade possuem ligação com o grupo”, completou.
De acordo com o Jacques, a operação não acabou e o trabalho da polícia será contínuo. Para o delegado do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE), a polícia não teme represálias. “Iremos continuar reprimindo o crime que quer se organizar. Não tememos represálias, a polícia não vai, de forma alguma, temer bandidos”, declarou.

Para ler mais notícias do G1 Paraíba, clique em g1.globo.com/paraiba. Siga também o G1 Paraíba no Twitter e por RSS.
g1

Campeonato europeu de barba e bigode atrai competidores na França


Participantes do European Beard and Moustache Championships, realizado em Mulhouse, na França.  (Foto:  in Wittersdorf near Mulhouse, Eastern France, September 22, 2012. )

Fundo de pensão do Executivo deve funcionar até fevereiro, diz governo


O Ministério do Planejamento estima que o fundo de pensão de servidores públicos do Executivo (Funpresp-Exe), já aprovado pelo Congresso Nacional e criado nesta sexta-feira (21) por meio de decreto da presidente Dilma Rousseff, tenha seu funcionamento aprovado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) em fevereiro de 2013.
Antes de ter seu funcionamento autorizado, ainda tem de ser elaborado o estatuto do fundo de pensão, que será submetido à Previc. Em seguida, virá a nomeação dos conselhos, o que deve ocorrer ainda em outubro, informou o Ministério do Planejamento. Para novembro, o governo prevê que será encaminhado o regulamento do plano de benefícios e os convênios de adesão. 
A estimativa do secretário de Políticas de Previdência Complementar, Jaime Mariz de Faria Júnior, porém, é mais otimista. Ele estima que a Previc aprove a criação da Funpresp-Exe em, no máximo, 30 dias. Jaime Faria Júnior antecipou que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão está contratando uma consultoria para finalizar o regimento dos planos, que já está minutado. Esse é o documento, segundo ele, que norteará o funcionamento e apresentará todos os detalhes da Funpresp.

"Não temos avaliação de como o Judiciário pretende lidar com isso, mas a Lei permite que eles criem o seu próprio plano, sua própria fundação”, informou a ministra, por meio da página do Ministério do Planejamento. “E se por acaso mudarem de ideia, certamente vamos conversar a respeito", acrescentou ela.
Legislativo e Judiciário
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que o decreto da presidente Dilma Rousseff, que cria o Funpresp-Exe, deixa em aberto a possibilidade de o Poder Legislativo aderir. O Judiciário, no entanto, deverá constituir fundo à parte, informou ela. 

O que muda
Os novos servidores que ganham acima do teto do INSS, atualmente em R$ 3,9 mil, não poderão receber da Previdência o salário integral quando se aposentarem. Para receber mais que o teto, os funcionários públicos federais deverão contribuir para o fundo complementar, que pagará uma aposentadoria extra a partir de 35 anos de contribuição.

Como será a contribuição
Atualmente, o servidor contribui com 11% sobre o salário total, e a União com 22%. Quem se aposentou antes de 2003 recebe o salário integral, segundo informou a assessoria da Previdência. Para quem ingressou no serviço público a partir de 2003, o benefício é calculado, de acordo com a Previdência, com base na média de 80% das maiores contribuições.

Com a nova lei, o servidor continuará contribuindo com 11% e a União com 22%, mas essa contribuição será sobre o teto do INSS. Para receber mais do que o teto após a aposentadoria, o servidor terá que aderir ao fundo complementar e contribuir com até 7,5% sobre o que exceder o teto. A União contribuirá com 8,5% do que ultrapassar o teto.
Como será a administração
O fundo será estruturado na forma de fundação com personalidade de direito privado e terá em sua estrutura um conselho deliberativo, um conselho fiscal e uma diretoria-executiva. Os membros serão nomeados pelo Presidente da República. A União fará um aporte financeiro no valor de até R$ 50 milhões a título de adiantamento de contribuições futuras para garantir a estrutura inicial necessária ao fundo.

Razões para a criação do fundo
O fundo é uma inciativa do Executivo e pretende reduzir o déficit da Previdência. Segundo o Ministério da Previdência, o déficit do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende aos servidores públicos, deve ultrapassar a barreira dos R$ 60 bilhões em 2012. No ano passado, o resultado negativo somou R$ 56 bilhões, contra R$ 51 bilhões em 2010.

"Se não fizéssemos isso agora, o déficit continuaria a crescer em velocidade cada vez maior", afirmou a ministra Miriam Belchior, analisando a situação fiscal que mostra hoje uma diferença de R$ 35 bilhões entre receita e despesa na previdência do servidor público civil, um contingente de 1,21 milhão de pessoas.
Para ler mais notícias do G1 Economia, clique em g1.globo.com/economia. Siga também o G1 Economia no Twitter e por RSS.
g1

Fundo de pensão do Executivo deve funcionar até fevereiro, diz governo


O Ministério do Planejamento estima que o fundo de pensão de servidores públicos do Executivo (Funpresp-Exe), já aprovado pelo Congresso Nacional e criado nesta sexta-feira (21) por meio de decreto da presidente Dilma Rousseff, tenha seu funcionamento aprovado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) em fevereiro de 2013.
Antes de ter seu funcionamento autorizado, ainda tem de ser elaborado o estatuto do fundo de pensão, que será submetido à Previc. Em seguida, virá a nomeação dos conselhos, o que deve ocorrer ainda em outubro, informou o Ministério do Planejamento. Para novembro, o governo prevê que será encaminhado o regulamento do plano de benefícios e os convênios de adesão. 
A estimativa do secretário de Políticas de Previdência Complementar, Jaime Mariz de Faria Júnior, porém, é mais otimista. Ele estima que a Previc aprove a criação da Funpresp-Exe em, no máximo, 30 dias. Jaime Faria Júnior antecipou que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão está contratando uma consultoria para finalizar o regimento dos planos, que já está minutado. Esse é o documento, segundo ele, que norteará o funcionamento e apresentará todos os detalhes da Funpresp.

"Não temos avaliação de como o Judiciário pretende lidar com isso, mas a Lei permite que eles criem o seu próprio plano, sua própria fundação”, informou a ministra, por meio da página do Ministério do Planejamento. “E se por acaso mudarem de ideia, certamente vamos conversar a respeito", acrescentou ela.
Legislativo e Judiciário
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, informou que o decreto da presidente Dilma Rousseff, que cria o Funpresp-Exe, deixa em aberto a possibilidade de o Poder Legislativo aderir. O Judiciário, no entanto, deverá constituir fundo à parte, informou ela. 

O que muda
Os novos servidores que ganham acima do teto do INSS, atualmente em R$ 3,9 mil, não poderão receber da Previdência o salário integral quando se aposentarem. Para receber mais que o teto, os funcionários públicos federais deverão contribuir para o fundo complementar, que pagará uma aposentadoria extra a partir de 35 anos de contribuição.

Como será a contribuição
Atualmente, o servidor contribui com 11% sobre o salário total, e a União com 22%. Quem se aposentou antes de 2003 recebe o salário integral, segundo informou a assessoria da Previdência. Para quem ingressou no serviço público a partir de 2003, o benefício é calculado, de acordo com a Previdência, com base na média de 80% das maiores contribuições.

Com a nova lei, o servidor continuará contribuindo com 11% e a União com 22%, mas essa contribuição será sobre o teto do INSS. Para receber mais do que o teto após a aposentadoria, o servidor terá que aderir ao fundo complementar e contribuir com até 7,5% sobre o que exceder o teto. A União contribuirá com 8,5% do que ultrapassar o teto.
Como será a administração
O fundo será estruturado na forma de fundação com personalidade de direito privado e terá em sua estrutura um conselho deliberativo, um conselho fiscal e uma diretoria-executiva. Os membros serão nomeados pelo Presidente da República. A União fará um aporte financeiro no valor de até R$ 50 milhões a título de adiantamento de contribuições futuras para garantir a estrutura inicial necessária ao fundo.

Razões para a criação do fundo
O fundo é uma inciativa do Executivo e pretende reduzir o déficit da Previdência. Segundo o Ministério da Previdência, o déficit do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende aos servidores públicos, deve ultrapassar a barreira dos R$ 60 bilhões em 2012. No ano passado, o resultado negativo somou R$ 56 bilhões, contra R$ 51 bilhões em 2010.

"Se não fizéssemos isso agora, o déficit continuaria a crescer em velocidade cada vez maior", afirmou a ministra Miriam Belchior, analisando a situação fiscal que mostra hoje uma diferença de R$ 35 bilhões entre receita e despesa na previdência do servidor público civil, um contingente de 1,21 milhão de pessoas.
Para ler mais notícias do G1 Economia, clique em g1.globo.com/economia. Siga também o G1 Economia no Twitter e por RSS.
G1
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...