sábado, 13 de outubro de 2012

Morre no Rio o jornalista Luiz Mario Gazzaneo, aos 84 anos


O jornalista Luiz Mario Gazzaneo morreu, na manhã desta sexta-feira (12), no Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Gazzaneo tinha 84 anos e estava internado desde a madrugada de segunda-feira (8), quando sofreu um infarto. Ele chegou a passar por duas cirurgias.
Segundo a família, o velório acontece neste sábado (14) a partir das 10h, na capela A do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio. À tarde, seu corpo será cremado. Ele era casado com Teresa Otoni e deixa cinco filhos e sete netos.
Gazzaneo nasceu em Maceió, Alagoas, e era filho de uma família italiana radicada em São Paulo. Muito jovem, ligou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1944, em plena ditadura do Estado Novo. No ano seguinte, ele integrou o grupo que organizou o Comício do Pacaembu, quando Luiz Carlos Prestes foi apresentado aos paulistas, após cumprir nove anos de prisão.
Graduado em cinema na Escola de Cinema do Museu de Artes de São Paulo, começou no jornalismo no jornal “Notícias de Hoje” do Partido Comunista, em São Paulo, como crítico de cinema. Em 1959, veio para o Rio e assumiu a chefia da redação do jornal “Novos Rumos” (do PC até o dia 1º de abril de 1964, quando o jornal foi invadido e destruído).
Trabalhou também como diretor da agência de notícias Nova Press, especializada em notícias do Leste Europeu. Em 1991, deixou a agência para atuar em campanhas eleitorais. De 2000 a 2010, trabalhou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como Coordenador de Comunicação Social.Depois de seis anos na clandestinidade, voltou ao jornalismo em 1971, e foi trabalhar com Samuel Wainer na revista “Domingo Ilustrado”, da Bloch. Passou pelas revistas “Fatos e Fotos” e “Cartaz”. Em 1973, ingressou no “Jornal do Brasil” como redator da Editoria Internacional. No JB foi ainda chefe de reportagem, editor de Cidade e editor executivo. Em 1983, saiu do JB para a agência de notícias do jornal "O Globo" e ficou na editoria Nacional do jornal até dezembro de 1987.
Há pouco mais de um mês, em 4 de setembro, Gazzaneo deu uma entrevista em sua casa aos jornalistas Silvia Maia Fonseca e Antonio Carlos Medeiros, falando sobre passagem pelo IBGE, quando já estava pensando em se aposentar (veja ao lado).
Ele trabalhou com o então presidente Sergio Besserman, que pessoalmente lhe telefonou para convidá-lo a reestruturar a assessoria de imprensa do instituto, conforme ele próprio conta no vídeo postado no YouTube. Ele continuou no instituto sob a presidência de Eduardo Pereira Nunes.
Silvia Maia Fonseca, da Coordenação de Comunicação Social do IBGE, guardou durante três anos a carta que Gazzaneo escreveu quando, por causa da saúde, precisou se afastar do instituto.
“Como ele nunca saiu de verdade do IBGE, achamos melhor arquivar tudo isso. Mas agora que seu coração, símbolo do amor e da paixão, deixa de bater, não tenho como recusar o pedido do meu querido amigo. Agradeço muito a esse velho coração, que irrigou sangue novo para essa instituição e, principalmente, não se cansou de ter esperança de um dia melhor”, declarou a jornalista.

Na carta, Gazzaneo diz que deixa o IBGE depois de oito anos e meio “feliz com a sensação do dever cumprido”. E agradece a todos “pela compreensão e o apoio ao trabalho, pelo respeito, e porque não dizer, pelo carinho e paciência com que fui tratado”.

“Agora, vou curtir os meus netos e tentar, no que me resta da vida fazer mais alguma coisa para ver realizado o sonho que me alimentou. Beijos e ótimo Censo para todos”, termina ele na carta, assinando o nome pelo qual foi conhecido por gerações de jornalistas: Gazza.
Gazzaneo e sua tradicional boina (Foto: Arquivo pessoal)
Gazzaneo e sua tradicional boina
(Foto: Arquivo pessoal)
'Grande perda para o IBGE'
A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, lamentou a morte do jornalista:

“O jornalista Luiz Mario Gazzaneo veio trabalhar no IBGE a convite de Sérgio Besserman, quando já pensava em se aposentar. Não imaginava que nos anos seguintes iria desenvolver um trabalho que mudaria de forma definitiva a relação da instituição com a imprensa e, consequentemente, ampliar a difusão das informações produzidas para toda a sociedade brasileira. Gazzaneo contribuiu de modo exemplar para tornar mais relevante a expressão: ‘segundo o IBGE...’. É uma grande perda para o IBGE e para a imprensa nacional”, disse Wasmália.
Para ela, o jornalista fez história ao mudar a relação do IBGE com a imprensa.
“Ele transformou o que eram somente dados em informação para sociedade brasileira através do estreitamento do IBGE com a imprensa”, disse.
Já Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE, que convidou Gazzaneo para trabalhar no instituto, lembrou dele como um dos grandes jornalistas da história do Brasil e um personagem da luta pela democracia e justiça social.
”Além de inteligência e coragem, ele tinha algo mais raro: paixão pela verdade. Trabalhar e conviver com ele foi uma das maiores bençãos que a vida me deu. Gazzaneo era paixão, paixão do bem. Ele nos ensinava a aproveitar cada momento da vida, com muita intensidade e honestidade intelectual”, disse ele.

'Profundo vácuo', diz Roberto Freire
Em nota, o deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS, homenageia Gazzaneo, relembrando seu vasto currículo.

“Extremamente vinculado à cultura italiana, Luiz Mario Gazzaneo traduziu para o português obras clássicas do pensamento social, de que são exemplo Maquiavel, a política e o Estado moderno, de Antonio Gramsci, e Breve história das religiões, de Ambrogio Donini, sendo de destacar que sempre se identificava com as ideias do PC Italiano, sobretudo de seus líderes históricos Gramsci, Togliatti e Berlinguer. Militante e dirigente nacional dedicado, tanto do PCB quanto do PPS, que o sucedeu, em 1992, era considerado um dos expoentes da visão humanista e democrática do socialismo. O Diretório Nacional do PPS, do qual Luiz Mario Gazzaneo foi um dos seus membros destacados, transmite aos seus familiares – viúva, filhos e netos – os seus mais fraternos e sentidos votos de pesar por essa difícil perda e lhes deseja muita paz de espírito, para suportar tão amplo e profundo vácuo", declarou o deputado no site do partido.
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G1

Jovem baleado durante briga em shopping é operado e passa bem


O estudante de educação física, Gandhi José Lopes, de 26 anos, baleado na perna, na sexta-feira (12), durante uma briga no Carioca Shopping, em Vicente de Carvalho, subúrbio do Rio de Janeiro, foi operado, neste sábado (13), no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, na Zona Sul. O jovem passa bem, mas não há previsão de alta. As informações são da assessoria de imprensa da Rede D'Or.
A sobrinha dele, Luana Aguiar, também de 26 anos, foi ferida de raspão na mão direita e atendida no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, subúrbio da cidade. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, a jovem já recebeu alta.
Segundo a assessoria de imprensa do shopping, a confusão entre duas famílias teria acontecido no Playtoy, parque de diversões eletrônicas, ao lado de uma das praças de alimentação do local. A briga teria sido iniciada porque uma das famílias achou que a outra estava querendo furar a fila.
Após uma discussão, as duas mulheres começaram a brigar, e o marido de uma delas, que é polícial militar e estava de folga, sacou a arma e disparou contra o companheiro da outra.

Lesão corporal
A confusão levou pânico aos clientes do shopping, que estava cheio por causa do feriado prolongado e da comemoração pelo Dia das Crianças. Assustados, os lojistas chegaram a fechar as portas, mas reabriram após o termino da confusão. De acordo com a assessoria de imprensa, o shopping está funcionando normalmente neste sábado.
Segundo a Polícia Civil, o policial militar, lotado no 16º BPM (Olaria), foi levado para a 22ª DP (Penha), onde prestou depoimento e alegou legítima defesa. O caso foi registrado como lesão corporal e o militar responderá pelo crime em liberdade.
A Polícia Militar informou que abrirá sindicância para apurar a conduta disciplinar do policial, que não teve o nome divulgado.
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G1

Embarcação pega fogo na Baía de Guanabara, diz Defesa Civil


Uma embarcação de médio porte, com quatro pavimentos, pegou fogo na Baía de Guanabara, na altura do Caju, Zona Portuária do Rio, na manhã deste sábado (14), segundo informações da Defesa Civil.
Bombeiros do quartel do Caju e do Grupamento Marítimo (Gmar) estão no local mas ainda não há notícias de feridos. A fumaça pode ser vista pelos motoristas que passam pela Ponte Rio-Niterói, segundo informações de funcionários da ponte.
Embarcação pega fogo na Baía de Guanabara (Foto: Luciano Chaves/VC no G1)Embarcação pega fogo na Baía de Guanabara (Foto: Luciano Chaves/VC no G1)
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G1

Onze skinheads são detidos após briga com skatistas em SP, diz PM



Skinheads foram detidos após briga na região da Avenida Paulista (Foto: Hélio Torchi/AE/Estadão Conteúdo)
Skinheads foram detidos após briga na região da Avenida Paulista (Foto: Hélio Torchi/AE/Estadão Conteúdo)
Onze skinheads foram detidos no fim da noite desta sexta-feira (12) após uma briga com um grupo de skatistas na região da Avenida Paulista, em São Paulo, de acordo com a Polícia Militar.
Uma pessoa teve ferimentos no rosto e na cabeça, de acordo com a PM. Com os skinheads, foram apreendidos punhais e canivetes. O caso foi registrado no 78º Distrito Policial, nos Jardins.
Segundo a polícia, os jovens foram autuados por lesão corporal e ameaça, e foram liberados por volta das 6h30 deste sábado (13).
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G1

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