segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Polícia prende 11 motociclistas por racha na Fernão Dias


Onze motociclistas foram detidos por suspeita de participação em rachas na Rodovia Fernão Dias neste domingo (2) durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal em Cambuí (MG). As chaves das motocicletas e os documentos de habilitação foram apreendidos. Segundo a polícia, o grupo estaria dirigindo em alta velocidade e realizando manobras arriscadas.
Um helicóptero foi usado pela polícia para acompanhar a movimentação dos motociclistas. Agentes da polícia ficaram espalhados em pontos diferentes usando câmeras para registrar os flagrantes. Conforme a polícia, os motociclistas saem de São Paulo aos domingos e cruzam 150 quilôemtros na Fernão Dias em alta velocidade, até a cidade de Cambuí. Ainda segundo a polícia, acidentes registrados nos últimos meses envolvendo motoqueiros teriam motivado a operação.
Além de multa, os motociclistas podem ter o dirigo de dirigir suspenso e ainda podem pegar de seis meses a dois anos de reclusão.
Operação prende motociclistas na Fernão Dias. (Foto: Reprodução EPTV)Operação prende motociclistas na Fernão Dias. (Foto: Reprodução EPTV)
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G1

Jovem morre após ser atropelada por moto aquática que se soltou de carro


Uma jovem de 20 anos morreu após ser atropelada por um moto aquática neste fim de semana no Oeste de Santa Catarina. Ela foi atingida pela embarcação enquanto caminhava às margens da rodovia SC-480, em Chapecó. Segundo a polícia, o reboque com a embarcação se desprendeu de uma caminhonete em movimento e atingiu Denise Aparecida da Silva Batista.
A jovem, que estava acompanhada da irmã, chegou a ser socorrida pelos bombeiros, mas teve traumatismo craniano e morreu ao chegar no Hospital Regional do Oeste.
Jovem foi enterrada neste domingo (2) (Foto: Reprodução RBS TV)
Jovem foi enterrada neste domingo (2)
(Foto: Reprodução RBS TV)
O condutor do veículo, de 32 anos, foi preso em flagrante e liberado após pagamento de fiança. O homem vai responder por homicídio culposo, sem intenção de matar. O enterro da jovem ocorreu neste domingo (2), em Chapecó.
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G1

Poeta Décio Pignatari morre aos 85 anos em São Paulo


Morreu de insuficiência respiratória neste domingo (2) o poeta paulista Décio Pignatari, aos 85 anos. Ele estava internado desde sexta-feira (30), no Hospital Universitário de São Paulo, e faleceu por volta das 9h da manhã, segundo a assessoria do hospital. Ele também sofria de Mal de Alzheimer, informou o hospital.
Em foto de 2007, o poeta e tradutor Décio Pignatari em seu apartamento em Curitiba, onde vive desde 1999.  (Foto: Jonas Oliveira/Folhapress )Em foto de 2007, o poeta e tradutor Décio Pignatari em seu apartamento em Curitiba, onde vivia desde 1999. (Foto: Jonas Oliveira/Folhapress )
Décio nasceu em Jundiaí, São Paulo, em 1927, e ficou conhecido, ao lado dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, como um dos nomes do movimento concretista, que realizou experimentos formais nas artes brasileiras a partir da década de 50.
As primeiras poesias de Décio Pignatari foram publicadas na "Revista brasileira de poesia", em 1949. O livro de estreia, "Carrossel", saiu em 1950. Com os irmãos Campos publicou, em 1965, "Teoria da poesia concreta." (No vídeo ao lado, Augusto de Campos fala sobre o início do movimento da poesia concreta, criado junto com o irmão Haroldo e Décio Pignatari, ao programa "Umas palavras", do Canal Futura, em 2010.)
"O Décio, numa carta que me escreveu, foi o primeiro poeta que usou para mim essa expressão [poesia concreta]. Ele caracterizava como concreta a poesia do [escritor americano E.E.] Cummings, distinguindo-a de outros poetas. E aquilo ficou na nossa correspondência", conta Augusto ao programa "Umas palavras", sobre a adoção do rótulo pelo grupo.
"Além de poeta, Pignatari escreveu romance, peça de teatro e foi tradutor, professor e estudioso de semiótica, assunto de diversos de seus livros. Sua obra poética está reunida em 'Poesia pois é poesia' (1977)", descreve em seu site a editora Cosac Naify, que lançou em 2009 seu livro "Bili com limão verde na mão".
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G1

Após vistoria, federação constata que cabo de alpinista estava rompido


Após uma vistoria na via Ferrata, no Morro do Pão de Açúcar, a  Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (Femerj) constatou que o cabo de aço que segurava o alpinista Bruno da Silva Mendes, de 32 anos, que morreu durante uma escalada, estava rompido. A informação foi confirmada ao G1 na manhã desta segunda-feira (3) pelo presidente da Fermerj, Delson Queiroz.
O presidente explicou que a vistoria estava marcada para esta segunda-feira (3). No entanto, segundo ele, os fiscais conseguiram acessar o local na noite de domingo (2). Bruno morreu após sofrer uma queda de cerca de 60 metros.
Ainda segundo Delson, mesmo após a vistoria, os fiscais ainda vão verificar o que realmente causou a queda de Bruno. "Nosso objetivo é esse. Mesmo com o rompimento do cabo, ainda não entendemos como e o que ocasionou esta queda. Sabemos que Bruno seguia na frente da corda como guia da escalada e estava preso por uma corda a Andréia. Agora vamos aguardar", completou.Outra alpinista que estava com ele, identificada como Andréia Pereira, de 40 anos, sofreu pequenas escoriações. Ela permanece internada no Hospital Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul. O quadro de saúde dela é estável.

Cabos de aço precários
A entidade já havia feito um alerta aos alpinistas em sua página na internet sobre problemas no cabo de aço da Via Ferrata ou Cepi, onde ocorreu o acidente. "O cabo de aço da via Cepi encontra-se precário em alguns pontos, estando inclusive rompido em um determinado trecho", diz o aviso.

Alerta da FEMERJ a alpinistas (Foto: Internet/Reprodução)
No entanto, o presidente disse que não havia informações de problemas no ponto exato do acidente. "De fato, o cabo está precário em alguns trechos, mas, curiosamente, neste ponto específico do acidente, o que a gente sabe é que houve manutenção recente", afirmou Delson.
De acordo com o presidente da entidade, a dupla seguia a escalada pela Via dos Italianos e teria emendado na Cepi, onde houve o acidente. Delson Queiroz informou também que já houve vários acidentes nesse trecho porque o cabo de aço facilitava o acesso de pessoas não preparadas.
Foto do Facebook do aplpinista Bruno Silva, que morreu após cair do Pão de Açúcar, no Rio (Foto: Reprodução/Facebook)
"Por esse motivo, há cerca de 10 anos, nós retiramos o trecho inicial do cabo de aço e trocamos por outro tipo de progressão para obrigar os alpinistas a terem material mínimo para a escalada, garantindo mais segurança. Desde então, não houve mais acidentes. O deste domingo foi o primeiro", frisou.
Depoimento
Investigadores foram ao hospital Miguel Couto, na noite de domingo (2), para ouvir Andreia Pereira. O objetivo é descobrir o que teria provocado a queda do alpinista,  que seguia na frente da corda como guia da escalada. As informações são da assessoria da Polícia Civil.

Helicóptero do Corpo de Bombeiros resgate alpinista no Pão de Açúcar (Foto: Reprodução/ TV Globo)Helicóptero do Corpo de Bombeiros resgata alpinista no Pão de Açúcar (Foto: Reprodução/ TV Globo)
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G1

Senado ouve ministros nesta semana sobre Operação Porto Seguro


Com convites já aprovados, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) irão ao Senado na próxima quarta-feira (5) para explicar providências tomadas após a deflagração da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraude de pareceres técnicos de órgãos públicos com a finalidade de beneficiar empresas privadas.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, em audiência na Câmara (Foto: Antônio Cruz/ABr)O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, em audiência na Câmara (Foto: Antônio Cruz/ABr)
Os depoimentos tem aval do governo e as datas foram anunciadas pelo líder Eduardo Braga (PMDB-AM) e os dois ministros já confirmaram presença. O primeiro a falar será Cardozo, em audiência marcada para as 11h, da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Fiscalização e Controle. Adams fala na mesma comissão às 14h30.
Os senadores querem que o Cardozo fale sobre o alcance das investigações da Polícia Federal que resultou em pelo menos 18 pessoas indiciadas (a maioria, servidores públicos), das quais seis presas. Adams é esperado para falar do ex-advogado-geral- adjunto José Weber Holanda, que era seu auxiliar direto e foi exonerado devido a suspeitas de envolvimento com o esquema.
Segundo a PF, Holanda teria beneficiado o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) na regularização de duas ilhas no litoral paulista, emitindo parecer favorável na AGU em troca de vantagens. As investigações dizem que ele recebeu uma viagem de cruzeiro, além de propina, pelas mãos de Paulo Vieira, diretor exonerado da Agência Nacional de Águas, apontado como o chefe do suposto esquema. Ele nega as acusações e diz que pagou pela viagem.
No total, cinco servidores tinham sido exonerados e cinco afastados. As exonerações e afastamentos ocorreram na Presidência da República (um), Advocacia-Geral da União (um), Ministério do Planejamento (um), Ministério da Educação (um), Agência Nacional de Águas (ANA) (um), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) (três) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) (dois). Um servidor do Ministério da Educação responde a processo administrativo.
Entre os exonerados, estão a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, suspeita de integrar o esquema, e a filha dela, Mirelle Nóvoa, assessora técnica da Anac.

Nesse período, integrantes da CPI poderão sugerir alterações no texto do relatório. As mudanças sugeridas serão analisadas pelo relator, que poderá acatar ou não as mudanças.
CPI
Ainda na quarta-feira (5), a partir das 10h15, os integrantes da CPI Mista do Cachoeira se reúnem para sessão que deve votar o relatório final da comissão. Na última quarta-feira (29), após o relator Odair Cunha (PT-MG) ler um resumo do documento, a comissão anunciou um pedido de vista coletivo (tempo para análise do documento) até o dia 5.

O relatório final traz pedido de indiciamento de 29 pessoas e de responsabilização de 12. De acordo com a assessoria jurídica da CPI, no caso dos pedidos de indiciamento, o Ministério Público Federal terá de analisar se haverá inquérito ou ação penal.
O pedido de responsabilização é feito para que o detentor de cargo público responda por crime de responsabilidade, com possibilidade de perda do cargo e dos direitos políticos. No caso do governador, quem decide se abre o processo é a Assembleia Legislativa; nos de deputado federal ou senador, a Câmara e o Senado; no de prefeito, a Câmara Municipal; no de procurador, o Conselho Nacional do Ministério Público.
Entre os responsabilizados, estão o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO), o ex-senador e procurador Demóstenes Torres, o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT). Entre os pedidos de indiciamento, está o de Fernando Cavendish, presidente da construtora Delta, empresa que teria vínculo com o grupo de Cachoeira, segundo a Polícia Federal.
Fundo de participação
Em plenário, a expectativa é que os senadore votem, na terça-feira (4), o requerimento que pede urgência na apreciação do projeto que define uma nova distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O fundo são os repasses feitos pela União às unidades federativas com base em tributos como o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Hoje, a distribuição é calculada utilizando como fatores a população e a renda per capita.

Se o requerimento for aprovado, a matéria poderá ser levada para plenário ainda na sessão de quarta-feira (5). O relator, senador Walter Pinheiro (PT-BA), manteve os repasses atuais para 2013 e 2014, e determina que os recursos adicionais sejam repartidos levando em consideração os critérios de população e renda dominiciliar per capita, com previsão de transição das regras a partir de 2015. O parecer reuniu as oito propostas que tramitavam na Casa.
O Congresso tem até o final de dezembro para cumprir a determinação dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para votar uma lei complementar que defina os novos critérios de distribuição. A proposta precisa ser votada até dezembro em dois turnos no Senado e na também na Câmara.

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G1
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