segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PMs suspeitos de matar jovem em abordagem vão para presídio militar


Os seis policiais militares suspeitos de matar um jovem e atirar em outro na região do Parque Edu Chaves, na Zona Norte de São Paulo, foram levados na noite de domingo (9) para o Presídio Militar Romão Gomes. Os PMs afirmam que os rapazes reagiram a uma abordagem policial. Em protesto contra a morte do jovem, dois ônibus foram incendiados na região. Duas pessoas não conseguiram sair de dentro de um deles e morreram queimadas.
De acordo com o coronel Audi Felix, os PMs foram detidos porque testemunhas da abordagem contaram versões diferentes das apresentadas pelos policiais. Eles foram presos em flagrante por suspeita de homicídio e tentativa de homicídio.
A abordagem dos PMs teria gerado revolta dos moradores, o que pode ter ocasionado o ataque a um ônibus, na região do Parque Edu Chaves. Segundo a PM, um grupo jogou combustível e ateou fogo no veículo, o que causou a morte de dois passageiros, que não conseguiram descer. Pouco antes das 11h deste domingo (9), um segundo coletivo foi incendiado a cerca de 500 metros do local.Duas equipes participaram da ação, que ocorreu no domingo. A primeira abordou os dois suspeitos e, segundo Félix, fez os disparos que mataram Maicon Rodrigues de Moraes, de 16 anos. Depois, a outra equipe chegou ao local. Entre os PMs detidos, estão um tentente, um sargento, três soldados e um cabo.
Por causa desses dois ataques, sete pessoas também foram presas nesta tarde, informou o Delegado da Seccional Norte, Cosmo Stikovics Filho. Alguns deles ficaram queimados e precisaram ser socorridos a hospitais da região.
Em relação à abordagem que causou a prisão dos seis PMs, o coronel Félix disse que chegaram testemunhas com uma nova versão dos fatos. "Cabe ao delegado entender. E ele entendeu, dentro das convicções dele, que é o caso de fazer autuação em flagrante e delito”, explicou Félix. “Há contradição com o relato dos policiais militares. Eles são firmes em dizer que no momento do confronto não havia ninguém na via pública, mas tudo isso vai ser apurado”, complementou.
Em nota, a Polícia Militar informou que os policiais solicitaram aos dois suspeitos que deixassem o veículo em que estavam. Segundo a PM, eles desceram atirando e houve troca de tiros. Porém, a mãe do outro rapaz baleado que sobreviveu, Walterley Marques da Silva Junior, de 18 anos, afirmou que o rapaz “nunca andou armado”. Segundo ela, ele teve uma passagem por porte de drogas há dois anos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Walterley passou por uma cirurgia para retirar a bala e permanece internado na UTI do Hospital São Luiz Gonzaga, em estado estável, sob escolta policial.
Moradores da região relataram também que houve espancamento de outras pessoas durante a ação. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o irmão do jovem que foi morto está internado no Hospital Vila Maria, com um trauma no maxilar, que seria decorrente de um confronto com um policial.
No entanto, o coronel Félix disse que não há informações sobre essa ocorrência. Além do inquérito policial, a PM também instaurou um inquérito administrativo para apurar os fatos.
Ônibus foi incendiado na Zona Norte da capital paulista (Foto: Edison Temoteo/Estadão Conteúdo)Duas passageiros não conseguiram deixar o ônibus na Zona Norte (Foto: Edison Temoteo/Estadão Conteúdo)
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G1

Anac manda fiscal que só conhece Boeing avaliar novo piloto de Airbus


inspetores_aviação_anac_300 (Foto: EJ Escola de Aviação/Divulgação)Brasil conta com 71 inspetores civis e 56 militares
para checar 14 mil pilotos a cada ano; demanda só
aumenta (Foto: EJ Escola de Aviação/Divulgação)
Em um dos casos, um checador que só conhece o sistema da Boeing foi convocado para testar pilotos que irão comandar voos de Airbus. O exame seria, inclusive, na sede da Airbus, em Miami. Alegando perigo de acidentes aéreos, o inspetor recursou o trabalho.Inspetores responsáveis por avaliar pilotos que pretendem tirar a licença para pilotar  aviões - documento conhecido como "brevê" - e comandar voos de companhias aéreas brasileiras estão sendo convocados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizar os testes em aeronaves nas quais não são habilitados.
A Anac confirma a situação, mas garante que o procedimento não traz riscos e segue normas da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, da sigla em inglês). O órgão internacional diz que apenas prevê procedimentos e não tem poder de punição, mas recomendou à agência brasileira rever a prática.
A Boeing disse que não iria se manifestar sobre o assunto. A Airbus fez alguns questionamentos ao G1 sobre o tema, mas até a divulgação desta reportagem, não se posicionou sobre o caso.
Convocação por similaridade
Segundo a Anac, os avaliadores são convocados por similaridade com o grupo de aeronaves. "Inspetores de aeronaves como Airbus podem checar aeronaves como Boeing, pois tratam-se de aeronaves de grande porte/similares", diz a nota da agência.

Os sistemas das aeronaves das duas fabricantes atuam de forma diferente.
Carlos Montino de Oliveira, presidente da Associação de Servidores da Anac, no entanto, diz que a prática é frequente e gera riscos para a segurança aérea. "O manual que regula as normas para cheques na Anac é confuso. A situação da escala de inspetores vai contra os princípios da administração pública, especialmente os de publicidade e direito à informação".
A Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA) também critica o procedimento adotado e reclama ainda da demora de até três meses para a liberação de licenças e da falta de transparência no processo de habilitações.
O Brasil conta com 71 inspetores civis e outros 56 militares, cedidos pela Aeronáutica, para realizar cheques anuais de 14,3 mil pilotos comerciais. Só em 2010, mais 2.693 licenças para novos pilotos privados, comerciais e de linhas aéreas foram expedidas. O número de novos contratados pelas companhias brasileiras cresceu 23% no mesmo ano.
'Medo de errar'
Um inspetor civil que é piloto de Boeing e checador de novos comandantes de aeronaves da mesma construtora foi chamado pela Anac para avaliar, na sede de treinamentos da Airbus, em Miami, nos Estados Unidos, se dois novos pilotos de Airbus A-320 da Avianca poderiam receber o brevê para realizar voos no Brasil. O servidor, que pediu para não ser identificado pela reportagem, recusou o trabalho.

Ele afirma ter alertado a Superintendência de Segurança Operacional (SSO) e ao Diretor de Operações de Aeronaves, Carlos Pellegrino, que o procedimento de convocar profissionais sem conhecimentos técnicos adequados para realizar exames de novos pilotos colocaria em risco a aviação e infringiria normas da Organização da Aviação Civil Internacional. Procurada para comentar o episódio, a Avianca não se manifestou.
Ao decidir não avaliar pilotos de aeronave diferente da que costuma pilotar, o inspetor diz que relembrou acidentes aéreos recentes com modelos Airbus, como tragédias de voos da TAM, que deixou 199 mortos no Aeroporto de Congonhas em 2007, e da Air France, que resultou na morte de 228 pessoas em 2009, ao cair no Oceano Atlântico. Ele afirma que teve medo de errar.
Outros colegas responsáveis pela avaliação de pilotos também questionaram procedimento adotado pela Anac e apontaram falta de inspetores para dar conta da demanda. "Isso não acontecia até este ano. É decorrente da escassez de profissionais", diz um checador. A Anac contava com quatro grupos diferentes de inspetores para avaliar os pilotos de linha aérea de aeronaves Boeing, Airbus, Embraer e ATR. Segundo servidor ouvido pelo G1, as escalas da agência começaram a misturar os grupos.
Organização recomenda rever procedimentos
Documento nº 8335 da Organização da Aviação Civil Internacional, manual de procedimentos para inspeções e certificações de pilotos e aviões, informa que o inspetor "deve ter pelo menos a mesma qualificação" que o piloto que será submetido à avaliação. O texto aponta ainda que, para inspeções em voo, o fiscal deve saber operar a mesma aeronave ou um avião com características operacionais semelhantes.

Inspetores que são convocados para checar aeronaves que não conhecem dizem que há risco; Anac não vê problema (Foto: Rede Globo)
Procurada pelo G1, a organização afirma que os "seus documentos preveem procedimentos internacionais de atuação, mas que cabe a cada país decidir como as recomendações devem ser incorporadas internamente de acordo com a legislação local". A ICAO diz não ter poder de punição, pois "não é uma agência reguladora ou uma autoridade".
aviação, pilotos (Foto: Editoria de Arte / G1)
Mesmo assim, a diferença de visão entre os checadores em relação às normas internacionais e os procedimentos adotados é algo que "a Anac deve rever e decidir o que deve ser feito", recomenda a organização.
Associação pede maior lisura
George Sucupira, presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA), critica a Anac. "Há um conflito de informações dentro da Anac que, muitas vezes, impede que os processos de habilitações e cheques andem com rapidez", afirma. "Isso é perigoso e gera desconfiança. Cada avião que cai é uma pedra no meu caixão, um dia de luto para toda a comunidade da aviação".

Preocupada com a situação, a APPA enviou uma carta à Anac pedindo maior lisura nos processos de renovações e primeiras licenças. "Há mais de sete mil processos parados, e o tempo médio de espera é de três meses. Ficamos numa encruzilhada de ações judiciais", diz Sucupira.
Em nota, a Anac confirmou que recebeu a carta e está realizando reuniões com a APPA sobre as demandas. Depois da greve dos servidores, entre julho e agosto, a agência disse que traçou projetos internos para gerenciar o grande número de processos e que indefere muitas requisições devido à não apresentação de documentos corretos.
A Anac afirma que "as habilitação possuem sua situação divulgada para seus usuários diretamente no portal de licenças e as decisões são enviadas aos usuários via mensagem eletrônica" e salienta que "a aviação trabalha dentro de um sistema" e que o exame "não pode ser visto como atividade isolada", pois os pilotos passam por centros de instrução e trabalham em empresas que possuem programas de treinamento autorizados.
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G1

Artista sul-coreano ensina técnica para 'pintar gritos' em vídeo


O artista sul-coreano Kim Beom possui uma técnica peculiar para pintar seus quadros. Em um vídeo de 30 minutos, o pintor mostra como pintar um quadro chamado “O Grito Amarelo”, que é pintado com o artista soltando berros viscerais enquanto esfrega o pincel na tela (veja o vídeo).
Artista ensina que pinceladas devem ser feitas com gritos de dor e angústia (Foto: Reprodução)Artista ensina que pinceladas devem ser feitas com gritos de dor e angústia (Foto: Reprodução)
De acordo com Kim, o “efeito dos gritos fica gravado nas pinceladas”, que variam dependendo do tipo de berro feito pelo artista, que pode ser “quando sentimos dor psicológica, quando batemos o joelho na mesa durante a noite ou quando puxam nosso cabelo”. Ao final, o trabalho é “uma junção de cores e emoção”, de acordo com a definição de Beom.

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G1

Vídeo mostra menino imitando sirene na Arábia Saudita


Na Arábia Saudita, um menino foi filmado imitando com perfeição o som de uma sirene de polícia. A gravação da sonoplastia se espalhou pela rede e o vídeo já ultrapassou 200 mil visualizações em apenas dois dias (assista ao vídeo).
Menino foi filmado imitando o som de uma sirene de polícia (Foto: Reprodução)Menino foi filmado imitando o som de uma sirene de polícia (Foto: Reprodução)
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G1

Começam as vendas de cartões do Metrô Rio para o réveillon


Réveillon no Rio de Janeiro (Foto: Wagner Meier / Fotoarena / Agência O Globo)Milhões de pessoas são esperadas em
Copacabana (Foto: Wagner Meier / Fotoarena /
Agência O Globo)
Começa nesta segunda-feira (10) a venda dos cartões especiais do metrô para o réveillon no Rio. Serão disponibilizadas 143 mil passagens, comercializadas em bilheterias especiais de oito estações, entre as linhas 1 e 2. Idosos e pessoas com deficiência terão 10 mil bilhetes reservados para a virada de ano.
Cada cliente tem o direito de comprar até 10 bilhetes especiais. Cartões pré-pagos e vales-transporte eletrônicos não serão aceitos e só voltarão a valer a partir das 7h de 1º de janeiro.
Os usuários terão cinco faixas de horário para a ida. Eles deverão comprar o bilhete da cor correspondente ao horário desejado (veja a lista no fim da reportagem). Já na volta, o metrô ficará aberto das 0h às 5h do primeiro dia do ano. Os cartões serão vendidos até 24 de dezembro nas seguintes estações: Pavuna, Del Castilho, Saens Peña, Central, Carioca, Botafogo, Largo do Machado e General Osório.
Dos 143 mil bilhetes a serem vendidos, 104 mil garantem ida e volta ao passageiro e serão vendidos a R$ 6. As 26 mil passagens de ida e 13 mil de volta serão vendidas a R$ 3,20, mesmo valor da tarifa do metrô.
Não haverá transferência de linhas no dia da virada para o Ano Novo. Os trens da Linha 2 seguirão da estação Pavuna, no Subúrbio, direto para a General Osório, em Ipanema, na Zona Sul.

Parte da receita dos cartões especiais de réveillon será destinada ao movimento Rio Como Vamos, quetem como objetivo melhorar a qualidade de vida na cidade.

Serviço:
Embarque entre 19h e 20h – Cartão azul

Embarque entre 20h e 21h – Cartão laranja

Embarque entre 21h e 22h – Cartão verde

Embarque entre 22h e 23h – Cartão vermelho

Embarque entre 23h e 0h – Cartão amarelo

Cartões de volta (0h a 5h) - Cartão cinza
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G1
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