segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Vice venezuelano fala em 'novas complicações' em saúde de Chávez


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, teve "novas complicações" em seu estado de saúde, informou na noite deste domingo (30) o vice-presidente Nicolás Maduro em um comunicado pela televisão e rádio do país. Segundo Maduro, o estado de saúde do líder continua delicado e as complicações surgiram "como consequência da infecção respiratória já conhecida".
"As complicações estão sendo atendidas em um processo não isento de riscos", acrescentou o vice-presidente e herdeiro político nomeado por Chávez, que viajou na última sexta-feira a Havana para visitar o presidente.
O vice-presidente disse que permanecerá "nas próximas horas em Havana" junto com Chávez e sua família "muito atentos ao processo de evolução de sua situação atual".
As informações sobre a evolução da operação de Chávez não são muito detalhadas. Relatórios oficiais indicaram que ele passou por uma complexa cirurgia e que sofreu uma hemorragia, antes de ser tratado por infecção respiratória.Hugo Chávez se recupera em Cuba de uma cirurgia feita em 11 de dezembro para retirar um tumor. O delicado estado de saúde do mandatário de 58 anos lançou dúvidas sobre sua força para permanecer à frente do país e se pode assumir em 10 de janeiro de 2013 para um novo mandato até 2019, para o qual foi reeleito em outubro.
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G1

'Para esse médico não tem perdão', diz pai de menina baleada no Rio


"Para esse médico não tem perdão" , afirmou, nesta segunda-feira (31), Marco Antônio, o pai da menina Adrielly dos Santos, de 10 anos, que teve morte encefálica neste domingo (30), após ser atingida por uma bala perdida na cabeça na noite de Natal, em Piedade, no Subúrbio do Rio. Ele chegou por volta de 7h30 ao Hospital Souza Aguiar, no Centro, onde ela está internada. Com a aparência abatida, ele disse que se não fosse pela falta do médico no Hospital Salgado Filho, no Méier, para onde a criança foi levada no dia do ferimento, para realizar a cirurgia de retirada do projétil, Adrielly poderia estar viva.
“Minha filha ficou mais de oito horas esperando atendimento, sem médico para atender, sem ambulância para remover. Eu acho isso um absurdo. A gente trabalha todo mês é descontado do nosso salário, a gente paga hospital, paga INSS, e no fim das contas a gente leva isso aí. É isso que a acontece. A gente é tratado como ‘João ninguém’, um nada. É uma falta de respeito muito grande com a população, não só com a minha filha, mas com as outras pessoas que deixaram de ser atendidas, crianças e idosos que  chegaram feridas naquela noite e não tinha ninguém para atender”, declarou Marco Antônio, bastante emocionado.
Marco Antônio responsabilizou o neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves, que foi afastado temporariamente do cargo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, após faltar o plantão.
“A gente está arrebentado. Nós perdemos um pedaço da gente. Eles não só conseguiram acabar com a alegria e a felicidade de uma criança, como conseguiram destruir duas famílias ao mesmo tempo, a minha e da minha esposa, amigos, parentes, os mais próximos, está todo mundo sentido. Isso chocou o Brasil inteiro. Eles têm que colocar a mão na consciência. Principalmente este médico para ele ver o que ele fez na vida de todo mundo. Ele conseguiu destruir tudo, acabar com tudo o que agente tinha que mais amava”, acrescentou.
Acompanhado de parentes e amigos, ele aguardava, na manhã desta segunda-feira, orientações médicas, mas não descartou a doação de órgãos. “Ela teve morte encefálica, mas o coração dela continua batendo, só que ela não tem mais nenhuma chance de vida. Eu penso em doação de órgão, mas não posso tomar nenhuma atitude sem o consentimento da minha esposa. O que ela decidir para mim está bom”, afirmou.
Marco Antônio e familiares deixaram o Hospital Souza Aguiar nesta segunda por volta de 9h. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, Adrielly permanecia respirando com a ajuda de aparelhos em torno deste horário.
Marco Antônio declarou ainda que já fazia planos para uma festa para Adrielly quando ela retornasse para a casa.Menina sapeca
Com os olhos marejados, Marco Antônio relembrou com carinho da filha Adrielly. Segundo ele, ela era levada, mas uma menina boa, que todo mundo gostava. “Ela era uma menina levada, sapeca, todo mundo gostava dela. Isso chocou o Brasil inteiro”, declarou bastante emocionado.

“Infelizmente foi interrompido, a gente pretendia fazer uma festa para volta dela, mas infelizmente não foi possível. A gente ia passar em casa, nós íamos fazer uma festa na rua para ela, até uma certa hora também, porque não vou ficar mais na rua até tarde,  isso deixou minha esposa traumatizada, isso só mostra que o Rio de Janeiro está um perigo”, concluiu.
Entenda o caso
Adrielly esperou por oito horas para realizar a cirurgia para retirada do projétil da cabeça. A polícia investiga se houve omissão de socorro devido à longa espera. O motivo seria a falta ao plantão do neurocirugião Adão Orlando Crespo Gonçalves, que foi afastado temporariamente do cargo, segundo a Secretaria municipal de Saúde, e um inquérito administrativo foi aberto. Segundo a nota, só é caracterizado abandono após 30 dias de ausência do médico, que terá as faltas descontadas do salário.

A polícia começou nesta quinta a ouvir os envolvidos no inquérito que apura se houve omissão de socorro à menina. O diretor geral do hospital, Conrado Norberto Weber Júnior, foi um dos primeiros a prestar depoimento, ainda na quinta, e deu explicações ao delegado a respeito da rotina de funcionamento do hospital, inclusive em escalas especiais.
Na sexta (28), estavam previstos para serem ouvidos, além de Adão, o chefe da equipe médica, Ênio Eduardo Lima Lopes; e Mário Alberto Lapenta, que assumiu o plantão no dia 25 pela manhã e fez a cirurgia para a retirada da bala da cabeça de Adrielly.
Os pais da menina Adrielly deixam a 23ª DP após prestarem depoimento (Foto: Janaína Carvalho/G1)Os pais da menina Adrielly deixam a 23ª DP após prestarem depoimento (Foto: Janaína Carvalho/G1)
Os pais da menina conversaram, nesta quarta-feira (26), por cerca de uma hora com Archimedes sobre a demora no atendimento da filha. Ele contou que o delegado perguntou como Adrielly foi alvejada e como ela caiu. Marco Antônio disse ainda ao delegado que, quando chegou ao hospital, não havia médico e aguardou oito horas até a filha ser levada para a cirurgia.
Baleada por tiros de traficantes
O caso ocorreu na Rua Amália, perto dos morros do Urubu e do Urubuzinho, em Piedade. Ela havia acabado de ganhar seu presente de Natal quando foi atingida por uma bala perdida, segundo o pai.

Eles estavam na rua, no momento em que traficantes dos morros do Urubu e Urubuzinho começaram a soltar fogos e dar tiros para o alto, ainda de acordo com Marco Antônio.
Pais aguardam notícias sobre Adriele, de 10 anos, atingida por bala perdida na noite de Natal (Foto: Marcelo Ahmed/G1)
"Ela estava animada que tinha acabado de ganhar uma boneca de presente. Quando foi mostrar o presente, ela caiu. Pensamos que ela tinha machucado a cabeça na queda", contou o pai de Adrielly, acrescentando que a menina no  deu entrada no Salgado Filho à 0h20 desta terça-feira (25).
Só no hospital é que os pais ficaram sabendo que a menina tinha uma bala alojada na cabeça. "Até as 3h da manhã nós não sabíamos de nada. Isso é um absurdo. Não tem ambulância nem médico para operar a minha filha", disse Marco Antônio, pouco antes das 8h20 desta terça, quando foi informado sobre a chegada de um neurocirurgião ao hospital.
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G1

Hillary Clinton vai para o hospital com coágulo após concussão


A secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, foi levada ao hospital neste domingo (30) em Nova Yorkapós a descoberta de um coágulo em consequência da concussão sofrida alguns dias antes, informou a agência de notícias Associated Press.
O porta-voz Philippe Reines informou que seus médicos descobriram o coágulo durante exames feitos neste domingo. Segundo ele, a secretária de estado está sendo tratada com anticoagulantes e será monitorada por 48 horas.
Uma semana mais tarde, 15 de dezembro, seu conselheiro, Philippe Reines, disse que a secretária de Estado, de 65 anos de idade, sofreu uma concussão cerebral depois de ter desmaiado, por causa de uma 'forte desidratação'.O Departamento de Estado anunciou há três semanas que Clinton tinha contraído um vírus estomacal que a levou então a cancelar uma viagem a Marrocos, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.
Seus médicos a aconselharam a não retomar, antes de 'meados de janeiro', as longas viagens diplomáticas de avião que costuma fazer por diferentes cantos do planeta.
Isso fez com que Hillary tivesse que cancelar uma viagem ao norte da África e ao Oriente Médio, planejadas para a semana seguinte. Ela também deixou de falar no congresso sobre o ataque sofrido em 11 de setembro deste ano no consulado dos Estados Unidos em Bengazi, na Líbia -- quando quatro pessoas morreram, entre elas o embaixador norte-americano Chris Stevens.
Um relatório sobre o ataque encontrou graves falhas de liderança e gestão em dois escritórios do Departamento de Estado, o que teria facilitado a ação dos terroristas.
O cancelamento da fala de Hillary no congresso gerou especulações sobre a verdadeira gravidade da sua doença -- alguns comentaristas e observadores insinuaram que o caso havia sido explorado para evitar a presença da secretária de Estado no congresso quando o ataque ao consulado na Líbia fosse debatido.
Apesar da reeleição do presidente Barack Obama em novembro, Hillary deixou claro que não continuará à frente do Departamento de Estado neste segundo mandato.
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G1

Balsas com fogos começam a chegar à praia de Copacabana


As balsas que transportam os fogos do réveillon de Copacabana, na Zona Sul doRio de Janeiro, começaram a chegar na orla do bairro por volta das 7h desta segunda-feira (31), como mostrou o Bom Dia Rio. Ao todo, 11 balsas fazem parte do espetáculo, com cerca de 24 toneladas de explosivos.
No sábado (29), policiais da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae) fizeram a última inspeção nos equipamentos, que foram aprovados pela delegada titular da unidade, Leila Goulart, e por dois inspetores. O Corpo de Bombeiros e a Capitania dos Portos também já haviam aprovado as balsas e os explosivos.
Queima de fogos controlada por computador
Ao todo, 2.330 bombas serão transportadas em cada uma das 11 balsas utilizadas somente no réveillon de Copacabana, onde são esperadas cerca de dois milhões de pessoas. As 24 toneladas de explosivos serão acionadas por computadores instalados em um hotel no mesmo bairro.

Um novo tipo de explosivo, chamado de Sino de Vento, será utilizado pela primeira vez no réveillon do Rio e deve criar um efeito de uma espécie de confete flutuante que vai durar 22 segundos, de acordo com a diretora da empresa.Show terá novidades
Além dos fogos e da trilha sonora de João Brasil, o espetáculo de fogos mais famoso do Brasil vai contar com o jogo de luzes “Light Show”, que vai utilizar a fumaça branca emitida no momento da queima para criar um novo efeito visual. O espetáculo vai durar 16 minutos.

Serão duas fases diferentes no espetáculo. A primeira, chamada de “Bem vindo, 2013”, terá 7 minutos e contará com uma música mais suave, que será acompanhada pelos fogos. A segunda parte vai enfatizar o "Otimismo Carioca" e será mais animada.
Equipe de bombeiros terá reforço
O Corpo de Bombeiros vai atuar com um reforço de 800 homens em 22 pontos do Rio de Janeiro, além dos 3 mil já habituais. Somente em Copacabana, 280 agentes vão complementar a equipe, com ajuda de 40 viaturas e seis embarcações.

A corporação terá, em todo o estado, 130 viaturas extras, 25 embarcações e duas aeronaves, além dos salva-vidas. “É importante destacar que os bombeiros não estão ali somente para prestar socorro médico, que é função dos postos instalados pela prefeitura, mas para proteger o bairro de Copacabana”, explicou o coronel Gustavo Belchio, responsável pela Coordenação de Operações de Prevenção do famoso réveillon.
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G1

Supervulcão americano pode destruir boa parte da humanidade antes do que pensávamos


Os sinais da catástrofe eminente podem estar ocorrendo agora, sob o solo dos Estados Unidos.
Os supervulcões podem ter erupções monstruosas, nunca presenciadas por seres humanos modernos. Seu poder de destruição é inacreditável e agora os cientistas calculam que podemos estar sob a ameaça mortal muito antes do que imaginávamos.
A notícia é particularmente ruim para os Estados Unidos, onde um supervulcão é dito como latente debaixo do Parque Nacional de Yellowstone. Se ele entrar em erupção, dois terços do país ficariam completamente inabitáveis.
Os especialistas estimavam que supervulcões entram em erupção com acúmulo de magma de milhares de anos, mas novas pesquisas demonstram que isso pode ocorrem em algumas centenas.
Supervulcões são alimentados por “piscinas” gigantescas de magma no subsolo. Geólogos calculavam que erupções de tamanha magnitude só ocorreriam entre 100.000 e 200.000 anos, onde uma dessas “piscinas” conseguiria criar pressão suficiente para provocar uma explosão.
Parque Nacional de Yellowstone. Foto: Reprodução/Internet
Mas um novo estudo sugere que os corpos gigantescos de magma podem existir algumas centenas de anos antes de explodirem. Um reservatório de magma localizado 6 quilômetros abaixo de Yellowstone vem crescendo a uma taxa recorde desde 2004.
Uma região de Yelowstone conhecida como parque Wyoming repousa em cima de uma gigantesca quantidade de rocha derretida a partir 640 km abaixo da superfície, subindo até 48 km, onde se estende no assoalho subterrâneo, ampliando sua extensão para incríveis 300 km de diâmetro.
Porções de magna podem, ocasionalmente, sofrer pressão e subir ainda mais em um local conhecido como Caldeira de Yellowstone.
Assemelhando-se com a tampa de uma panela, uma das crateras foi formada há 600.000 anos. Os cientistas acreditam que o supervulcão americano tenha entrado em erupção 3 vezes nos últimos 2 milhões de anos e estimam que isso possa ocorrer novamente em breve.
Se o supervulcão de Yellowstone entrar em erupção, a explosão será 1.000 vezes mais potente que a ocorrida em 1980 no Monte Santa Helena.
Imagem de satélite da cratera do Monte Santa Helena. Foto: Reprodução/Google Maps
Existem fortes evidências que um supervulcão tenha entrado em erupção na Indonésia há 74.000 anos, o que poderia ter matado boa parte dos humanos. Estudos apontam que um supervulcão explodiu no leste da Califórnia há 760.000 anos.
Várias linhas independentes de pesquisa indicam que esta explosão na Califórnia cobriu 50% da América do Norte com cinzas.
O cientista Dr. Guilherme Gualda, da Vanderbilt University em Nashville, EUA, disse: “Nosso estudo sugere que essas piscinas de magma não podem existir por muito tempo sem que ocorra erupção”.
O fato de que o processo de formação do corpo de magma ocorre em tempos históricos, em vez do tempo geológico, muda completamente à natureza do problema”, comentou o pesquisador ao portal britânicoDailyMail.
Ele ainda salientou que regiões no planeta como Yellowstone devem ser monitoradas regularmente para fornecer alerta global de uma erupção inacreditavelmente catastrófica.
Fonte: http://www.jornalciencia.com
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