domingo, 6 de janeiro de 2013

PMDB se articula para presidir Câmara e Senado em 2013


Com a maior bancada do Senado e a segunda maior na Câmara, o PMDB se prepara para controlar as duas Casas do Congresso em 2013. Se hoje detém o comando do Senado, comJosé Sarney (AP), o partido confia no cumprimento de um acordo com o PT para presidir também a Câmara nos dois últimos anos do mandato da presidente Dilma Rousseff. A eleição deve ocorrer no início de fevereiro, na volta do recesso legislativo.
No Senado, o nome mais cotado para a presidência é o do atual líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que renunciou ao cargo em novembro de 2007, acuado por denúncias de que teria a pensão de uma filha paga por uma grande construtora. Nas negociações para voltar ao comando da Casa, ele tenta obter apoio das bancadas aliadas ao governo, que costuram há meses acordos em troca dos votos.
Na Câmara, o PMDB espera contar com apoio integral do PT, por ter abdicado, em favor do aliado, da disputa pela presidência no início de 2011. O nome apresentado pela direção do partido é o do líder Henrique Eduardo Alves (RN), veterano na Casa, com dez mandatos consecutivos no currículo.
Com apoio de governistas, o peemedebista Renan Calheiros (à dir.) costura a candidatura; Randolfe Rodrigues (à esq.) pretende se lançar como alternativa (Foto: José Cruz/Agência Senado)Com apoio de governistas, o peemedebista Renan Calheiros (à dir.) costura a candidatura; Randolfe Rodrigues (à esq.) pretende se lançar como alternativa (Foto: José Cruz/Agência Senado)
Senado
O senador Gim Argelo (PTB-DF), um dos coordenadores da campanha de Renan Calheiros, calcula que o peemedebista já tenha apoio de cerca de 60 dos 81 senadores. "Somos muitos ajudando na campanha do Renan. Para presidir o Legislativo brasileiro, é o nome ideal, mas quem quiser pode colocar o nome na disputa", afirma o petebista.

O episódio que levou à renúncia de Calheiros em 2011 promete ser um dos alvos das candidaturas de oposição que já começam a ser construídas na Casa. Mas Argelo argumenta que o caso se restringiu à esfera pessoal. "O caso do Renan foi pessoal. Não teve nenhuma relação com o Senado e é isso que vamos mostrar, caso seja preciso", afirmou.
Adotando tom de cautela, Calheiros prefere ainda não falar como candidato, mas admite que as negociações que estão sendo feitas pelos que defendem sua candidatura.
"As pessoas falam que eu sou candidato, mas qualquer passo é precipitado. Como líder, eu tenho de ajudar na unidade do partido, mas não falar como candidato. E não tenho participado da campanha, deflagrado a campanha. Eu não posso inverter os papéis", disse. Sobre o passado, Renan evita falar. "Prefiro não comentar esse assunto", afirmou, ao ser indagado sobre a renúncia.
Enquanto a base governista estrutura a composição do Senado para os próximos dois anos, um grupo de senadores articula de forma paralela uma candidatura alternativa. Largaram na frente os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que se notabilizaram pelo discurso anticorrupção.

Mesmo prevendo dificuldades para obter maioria, Randolfe defende uma alternativa. "Não há chance de não termos uma candidatura paralela. Nem que eu coloque meu nome sozinho [...] Calculo que possamos ter entre 10 e 12 votos", diz o senador.

O PMDB pretende se manter na presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante. O nome indicado deve ser o do senador Vital do Rêgo (PB), que este ano presidiu a CPI do Cachoeira, que investigou as relações do contraventor com políticos e empresários, mas terminou os trabalhos sem sugerir o indiciamento de nenhum dos suspeitos.Os acordos para a sucessão no Senado envolvem também o comando de comissões temáticas (colegiados onde os projetos de lei são formulados, alterados e negociados), além de postos na Mesa Diretora, que toma as principais decisões com o presidente.
A primeira vice-presidência do Senado, caso prevaleça o acordo em torno do nome de Calheiros, pode ficar com o senador Jorge Viana (PT-AC), que em 2012 foi um dos relatores do projeto do novo Código Florestal. O posto também é almejado por José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso.
O PT quer ainda se manter na presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com a indicação de Lindbergh Farias (PT-RJ). A primeira-secretaria, responsável pela administração, tende a ficar com o PSDB, passando de Cícero Lucena (PB) para Flexa Ribeiro (PA).

Câmara
Na Câmara, embora a direção do PMDB pretenda emplacar na presidência o deputado Henrique Eduardo Alves, líder da bancada do partido, atual vice-presidente da Casa, Rose de Freitas (PMDB-ES), lançou a candidatura em novembro, mesmo sem o aval da cúpula peemedebista. Na ocasião, ela pregou mudança. "Não pode continuar como está" disse.

A vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas, que lançou candidatura avulsa pelo PMDB, contra o líder Henrique Alves (Foto: Luis Macedo/Agência Câmara)A vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas, que lançou candidatura avulsa pelo PMDB, contra o líder Henrique Alves (Foto: Luis Macedo/Agência Câmara)
"É um direito da deputada Rose de colocar seu nome na disputa. Acho legítimo, mas fico honrado com todos os apoios que tenho recebido para a minha candidatura", afirmou Henrique Alves.
Mesmo diante da estrutura em torno do nome de Alves, Rose de Freitas afirma que não vai desistir de concorrer. Sem citar parttidos, ela afirma que cerca de 80 deputados já manifestaram apoio à sua candidatura.
"Eu pensei muito. Não é uma coisa fácil para mim. O acordo entre PT e PMDB é de partido, não de nome. Eu estou nesta briga pela Casa. Estamos muito desgastados e não vou abrir mão de concorrer", diz a deputada.
Quem também já anunciou que participará da disputa é o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). Sob receio de perder votos, ele prefere não falar sobre parlamentares que estão apoiando sua candidatura.
"Minha candidatura está confirmada e garantida [...] Eu prefiro evitar falar os nomes das pessoas que me apoiam para evitar que outros busquem o apoio deles. Mas posso dizer que estamos trabalhando para levar esta eleição para o segundo turno", afirmou o deputado.
Na Câmara, os nomes dos demais membros da Mesa ainda estão em negociação.
Para ler mais notícias do G1 Política, clique em g1.globo.com/politica. Siga também o G1 Política no Twitter e por RSS.
G1

Tratamento de Chávez exige calma, diz vice-presidente da Venezuela


O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste sábado (5) que o tratamento pelo qual está passando o presidente Hugo Chávez demanda calma, tranquilidade e serenidade.
As declarações foram feitas em um ato com seguidores chavistas do lado de fora da Assembleia Nacional Venezuelana, após a reeleição do presidente do órgão legislativo, Diosdado Cabello, aliado de Chávez e atual número dois do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ao qual pertence o presidente.
O vice-presidente Nicolas Maduro lê informe sobre saúde de Chávez em Guarico nesta quinta-feira (20) (Foto: Reuters)O vice-presidente Nicolas Maduro, em aparição realizada no mês de dezembro de 2012 (Foto: Reuters)
"Nos próximos dias continuaremos informando as condições e a evolução da recuperação do quadro respiratório de nosso comandante. Vocês sabem que estes tratamentos demandam tranquilidade e nós estamos tranquilos. Pedimos ao povo que tenha calma, confiança, segurança e serenidade", disse Maduro.
Segundo o último boletim de saúde de Chávez, ele apresenta quadro de insuficiência respiratória como consequência de uma severa infecção pulmonar.
Apoiadores do presidente Hugo Chávez se concentraram neste sábado (5) em frente à Assembleia Nacional em Caracas para manifestar apoio à melhora na saúde do mandatário, que segue em Cuba para tratamento. Muitas pessoas se emocionaram. (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Força extraordinária
Mais cedo, o ministro venezuelano das Comunicações, Ernesto Villegas, afirmou que o presidente do país enfrenta o tratamento médico com "força extraordinária, tanto espiritual quanto física". As declarações foram dadas para a agência oficial de notícias da Venezuela, a AVN, ligada ao governo.

"O presidente Chávez está enfrentando a situação com uma força extraordinária, física e espiritual", disse Villegas. "Estamos seguros de que o presidente venceu muitas batalhas e que ressurgiu quando ninguém apostava em seu futuro, o mesmo Chávez que ressurgirá desta nova circunstância da vida que está atravessando", afirmou.
Reeleição
Cabello, de 49 anos, presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, foi reeleito para o cargo neste sábado à tarde. A sessão ocorreu em meio a yn debate agitado entre o governo e a oposição sobre a posse de Chávez, prevista para quinta-feira (10). Ele está hospitalizado em Cuba, em estado grave.

O presidente Diosdado Cabello durante a sessão da Assembleia Nacional Venezuelana neste sábado (5) em Caracas (Foto: Juan Barreto/AFP)Diosdado Cabello em sessão da Assembleia Nacional Venezuelana, neste sábado (Foto: Juan Barreto/AFP)
Com as mãos levantadas, os membros da assembleia confirmaram Cabello no cargo, em uma demonstração de união do chavismo em meio a boatos de uma disputa interna de poder.
"Maioria evidente, aprovado", disse o próprio Cabello após submeter sua candidatura à votação na Assembleia Nacional (unicameral), na qual o governista PSUV detém a maioria.
"Jamais enganaremos o povo e lutaremos unidos para defender a proposta feita pelo comandante Chávez, eu juro", declarou, minutos depois, o presidente do Parlamento reeleito em seu juramento.
Além de Cabello, foi eleito o conjunto da mesa diretora da Assembleia Nacional, integrada por dois vice-presidentes e outros dois secretários, todos membros do PSUV.A votação ocorreu na presença do vice-presidente, Maduro, do ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, e da Economia, Jorge Giordani, entre outros membros do governo.
A oposição criticou a falta de "pluralidade" no momento de incerteza política que o país atravessa. Neste sábado, o governo convocou  partidários a protestarem em frente à sede do Parlamento (unicameral) para evitar, segundo Cabello, que a oposição utilize a sessão para "conspirar contra o povo".
Chávez, de 58 anos, sofre uma insuficiência respiratória causada por uma severa infecção pulmonar, mais de três semanas depois de ter sido operado para a retirada de um câncer.
O governo sustenta que o juramento de Chávez, previsto pela Constituição para o dia 10 de janeiro perante a Assembleia Nacional, é uma mera formalidade, e que o próprio texto prevê que, em caso de impossibilidade, o presidente pode fazê-lo perante o Supremo Tribunal de Justiça, sem fixar uma data.
A oposição insiste que, se o chefe de Estado não puder tomar posse, o presidente da Assembleia Nacional deverá fazê-lo de forma temporária.
Em foto de 9 de outubro de 2012, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fala em uma conferência segurando a ministura da constituição do país. (Foto: AP/ ASSOCIATED PRESS)
Segundo a oposição, no dia 10 de janeiro termina o mandato de Chávez e de todo o seu gabinete. Assim, se não assumir a presidência para o seu terceiro mandato, deverá ser declarada a "falta temporária" do chefe de Estado.
O debate constitucional ocorre no âmbito de uma forte comoção dos seguidores de Chávez por seu grave estado de saúde, e de acusações, por parte do governo, de que a oposição estaria tramando um "golpe de Estado" para tirar o presidente do poder.
Centenas de pessoas vestidas com as tradicionais camisas vermelhas estavam concentradas na manhã deste sábado em frente à Assembleia Nacional, no centro histórico de Caracas, para apoiar o presidente.
"E voltará, e voltará, o comandante voltará. Chávez, te amamos e aqui te esperamos", gritavam os simpatizantes do presidente.
Os deputados da oposição, 40% do total, sofrem a acusação, lançada na sexta-feira à noite pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, de que tentam um golpe contra o presidente, e de estarem na origem de rumores sobre sua saúde.
Chávez, hospitalizado desde 11 de dezembro em Cuba, depois de passar pela quarta cirurgia contra um câncer, estabeleceu que, caso fique incapacitado de exercer a presidência, quem deve assumir interinamente é Maduro - de 50 anos, e também chanceler - apontando-o como candidato do PSUV à presidência caso seja preciso convocar eleições.
Para ler mais notícias de Mundo, clique em g1.globo.com/mundo. Siga também a editoria de Mundo no Twitter e por RSS.
G1

Aniversariante do dia





sábado, 5 de janeiro de 2013

Meteorito marciano encontrado no Saara é rico em água



Um meteorito com mais de 2 bilhões de anos, descoberto recentemente na Terra, difere de todos os encontrados até agora por ser rico em água e ser parecido com as rochas de Marte analisadas pelas sondas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), segundo estudo publicado nesta sexta-feira (4) na revista Science.


Apelidado de "beleza negra", o objeto com 320 gramas e do tamanho de uma bola de beisebol foi encontrado em 2011 no Saara, deserto no norte da África.

"A rocha basáltica - de origem vulcânica - contida neste meteorito é similar à composição da crosta marciana ou da parte superior do manto de Marte", explicou Carl Agee, da Universidade de Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos, um dos co-autores da pesquisa.

"Nossas análises dos isótopos do oxigênio mostram que este meteorito, denominado NWA [noroeste da África] 7034, é diferente de todos os demais, visto que sua formação química corresponde à formação do solo de Marte e às interações com a atmosfera do planeta vermelho", acrescentou.

Segundo o cientista, a abundância de moléculas de água neste meteorito - com cerca de 600 partes por milhão, ou seja, dez vezes mais do que em outros meteoritos marcianos conhecidos - faz pensar que estava na superfície de Marte há 2,1 bilhões de anos.
Fonte: http://www.jornale.com.br

Aniversariante do dia



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...