sábado, 19 de janeiro de 2013

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 17 milhões neste sábado


O concurso 1.461 da Mega-Sena sorteia um prêmio estimado de R$ 17 milhões para quem acertar as seis dezenas neste sábado (19).
Se aplicado na poupança, o prêmio pode render R$ 70,3 mil por mês, segundo a Caixa. Com o valor total do prêmio, também é possível adquirir 57 imóveis de R$ 300 mil cada ou uma frota de 141 carros de luxo.O sorteio será realizado na Praça da Vitória, em Ariquemes (RO), a partir das 20h.
As apostas devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das 11,9 mil lotéricas. A aposta mínima custa R$ 2.
G1

Sem planejamento, famílias optam por parcelar contas de início de ano


Cesar Stati confessa que contas do fim do ano acumularam com as tradicionais despesas de janeiro (Foto: Arquivo pessoal)Cesar Stati confessa que contas do fim do ano
acumularam com as tradicionais despesas de janeiro
(Foto: Arquivo pessoal)
Passada a descontração das festas de fim de ano, é hora de voltar à realidade e encarar as tradicionais contas de IPVA, IPTU e gastos com matrícula, uniforme e material escolar. Janeiro é o mês onde pais e mães têm que desembolsar valores consideráveis para honrar esses compromissos.    

O designer gráfico Cesar Ricardo Stati, de 41 anos, tem um filho de quatro anos. Ele conta que, com uma renda de aproximadamente R$ 4 mil, essas despesas pesam consideravelmente, em especial as escolares. A alternativa, então, é pesquisar e ficar de olho nos preços cobrados pelas papelarias. “A gente faz muita pesquisa. Eu e a minha esposa pegamos a lista e vamos ver os preços na região da escola”, contou.  Sem contar os livros escolares, que ainda serão pagos.

Mesmo atento aos preços e procurando pagar menos, neste ano a conta do material escolar terá que ser parcelada. Afinal, ainda há gastos como o uniforme. Apesar das crianças crescerem rápido, Cesar diz que dá para aproveitar algo do ano anterior. “O uniforme tem que ver o que pode aproveitar, mas sempre tem que comprar um novo uniforme. Sempre tem que ser mais do que uma camiseta porque suja”, lembrou.
Ao se somar as despesas escolares com as do IPVA e o IPTU, o orçamento fica apertado já que esses gastos ultrapassam 1/3 da renda da família. Assim como muitos pais, Cesar não se programou e ainda possui contas do ano passado. “Acaba ficando para pagar em janeiro, acumulou. É muito gasto e meu filho também faz aniversário em janeiro. Comprei um boneco para ele”. Em uma espécie de promessa de início de ano, Cesar falou que no ano que vem pretende economizar e se programar para esses gastos. “Quem sabe usar o 13º salário”, considerou.
Paulo Bueno Ribeiro é casado e tem dois filho. Ele conta que como autônomo é difícil se programar financeiramente (Foto: Arquivo pessoal)
No caso do arquiteto Paulo Bueno Ribeiro, de 35 anos, existe um complicador. Ele e a esposa, que também é arquiteta, são autônomos. Juntos, ganham em média R$ 10 mil. Segundo ele, ter a renda variável torna ainda mais difícil se programar para essas despesas.

“A gente até tenta, somos organizados em relação a isso. Esse ano [2012] a gente trabalhou bastante, mas chegou no final do ano e não teve muito o que guardar. Só com as contas do final do ano, já era”, disse Paulo.

Paulo e a esposa costumam controlar as finanças por meio de planilha, têm total controle dos gastos e avaliaram que não vai compensar pagar à vista o IPVA dos doiscarros e os dois IPTU - o da casa e do escritório - para aproveitar os descontos de 5% e 6%, respectivamente. "Não compensa e eu nem teria o dinheiro".
Paulo tem dois filhos, sendo que um está entrando na escolinha neste ano. Então, uma despesa a mais: a matrícula do caçula. De acordo com o arquiteto, os gastos com educação são os que mais pesam. “E mesmo nas férias, você continua pagando... Tem a taxa de material escolar”, lembrou.  

Ele acredita que o trabalhador paga muito imposto no Brasil. Ele contou que logo que se formou abriu uma empreiteira e que, ao analisar cuidadosamente as finanças, percebeu que o governo ganhava mais com os impostos do que ele trabalhando. Isso, afirmou Paulo, fez com que ele desistisse do negócio. Para o arquiteto, a classe média é sempre a prejudicada. Ele diz que as famílias com menor renda têm mais benefícios por parte do poder público, como facilidades para comprar e financiar. “Eu considero correto. Mas para a classe média nunca tem incentivo, é uma classe deixada de lado por poder público’, avaliou. 

O arquiteto relatou que está satisfeito com o padrão de vida, mas confessou que está difícil mantê-lo. Paulo lembrou que, como não possuem carteira de trabalho assinada, ele e a esposa pagam previdência privada. Mas o valor do depósito vem caindo. “A gente começou pagando X, agora é X menos dois”, disse.

Especialista sugere pré-analise antes de decidir pelo pagamento à vista
O economista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Marcelo Curado explica que o desconto no pagamento à vista é sempre válido. Contudo, cada um deve fazer uma análise das próprias financeiras para verificar o quanto será compensatório.

“A pessoa vai verificar se o desconto é maior ou menor do que o rendimento do dinheiro em uma aplicação durante o período de parcelamento”, afirmou Curado. Segundo ele, como o IPVA pode ser dividido em até cinco parcelas, o desconto de 5% é valido porque nas aplicações mais populares, como Tesouro Nacional e poupança, o rendimento será menor do que o desconto.

O ideal, destacou Curado, é se planejar. Ele lembrar que os gastos com IPVA, IPTU, e material escolar são sabidos e previsíveis, por isso, é recomendado que desde o início do ano a família economize, no mínimo, 10% da renda. Além disso, as pessoas têm que se conscientizar de que uma parte do 13º salário deve ser alocada para estas dívidas. “A gente não pode olhar o 13º como algo para gasto de lazer, viagens. Também é para isso, mas não só para isso”, enfatizou.Já no caso do IPTU, que é dividido em 10 vezes, é preciso avaliar melhor. “Vale a pena, mas não é nada que de fato vai mudar o orçamento da família. As pessoas têm que observar se não vão se apertar demais no inicio do ano, para um desconto que não é tão significativo”, ressaltou o economista.

Ele diz que o valor do desconto ficará muito próximo ao rendimento (caso o dinheiro esteja nestas aplicações mais populares) e, portanto, nem sempre um esforço, que vai refletir na qualidade de vida da família, será tão compensatório do ponto de vista financeiro. Se o desconto fosse superior a 10%, certamente, o  pagamento à vista seria mais vantajoso, acrescentou o economista.


O economista deu outras dicas, como evitar entrar no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial para manter sempre o orçamento equilibrado.  “A gente recomenda, mas a gente sabe que a pessoas não conseguem”, lamentou.

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G1

Cartazes espalhados pela Urca, na Zona Sul do Rio, provocam polêmica


Cartazes espalhados pelas ruas da Urca, há cerca de um mês, vêm provocando polêmica entre moradores do bairro localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Produzidas pela Associação dos Moradores da Urca (Amour), as placas trazem o desenho estilizado de um olho, números de telefone da Polícia Militar e do Disque-Denúncia e os dizeres: "Vizinhança vigilante. Toda pessoa ou atividade suspeita deve ser denunciada".
Cartaz afixado na portaria den um prédio na Rua Ramon Franco: segundo associação de moradores, objetivo é a prevenção de crimes (Foto: Henrique Porto/G1)Cartaz afixado na portaria de um prédio na Rua Ramon Franco: segundo associação de moradores, objetivo é a prevenção de crimes (Foto: Henrique Porto/G1)
Residentes do bairro alegam que o termo "atividade suspeita" é impreciso e subjetivo, o que pode provocar equívocos na avaliação de um crime em curso e mal entendidos entre moradores e frequentadores do bairro. É o caso da publicitária Iris Freund, de 31 anos.
“O que define uma pessoa ou atividade suspeitas? Achei isso absolutamente aleatório e invasivo. Talvez a intenção tenha sido boa e eles (membros da associação) tenham se expressado mal, mas não acho que seja legítimo nem uma mostra de civilidade", argumenta a publicitária.
Iris, que vive no bairro desde 1990, também adverte: "A Urca é um lugar muito seguro e acredito que os moradores, assim como a associação, desejem mantê-lo dessa forma. Ao mesmo tempo, considero perigoso incentivá-los a fazerem denúncias. Não vejo isso de forma muito positiva, a menos que seja algo comprovado", afirmou a publicitária.
A socióloga Lilibeth Ferreira relembra a primeira vez em que se deparou com o cartaz. “Fiquei enlouquecida de raiva. Como posso dar o direito de alguém avaliar quem é suspeito na rua onde mora? É um critério absolutamente pessoal e subjetivo. Isso remonta movimentos denuncistas. Comunicação é uma coisa muito séria e traz consequências", disse.
As placas nas ruas Marechal Cantuária e Ramon Franco: cartazes foram motivados por pequenas ocorrências e sequestro-relâmpago no bairro (Foto: Henrique Porto/G1)As placas nas ruas Marechal Cantuária e Ramon Franco: cartazes foram motivados por pequenas ocorrências e sequestro-relâmpago no bairro (Foto: Henrique Porto/G1)
Lilibeth, que chegou a fazer parte da Amour, destaca que é contrária à placa, não à ideia de proteção. Para ela, o apoio e integração entre vizinhos é importante. "Isso ajuda na segurança. Minha questão é com os dizeres e a palavra 'suspeita', dos quais discordo inteiramente."
Segundo a associação de moradores, a iniciativa é inspirada em experiências realizadas por comunidades de países como a Inglaterra e surgiu após pequenos delitos e quatro sequestros-relâmpagos ocorridos no bairro, um deles em novembro do ano passado.
"Além da patrulha do estado, representada pela polícia, você também tem a vigilância da vizinhança. É algo preventivo. Tudo isso foi discutido várias vezes, em várias reuniões, e resolvido de maneira democrática. Inclusive, muitos dos moradores que hoje reclamam foram convidados para estes encontros, mas não compareceram", diz Celinéia Paradela Ferreira, vice-presidente da Amour.
'Nada absolutamente discriminatório'
Segundo Celinéia, as placas fazem parte de um plano de trabalho concebido por um grupo de moradores, que também prevê que casas e edifícios instalem câmeras de vigilância. "Vamos fazer uma campanha pela instalação desse tipo de equipamento, além de um pedido à polícia para monitorar eletronicamente a entrada e a saída do bairro."

Em relação à mensagem estampada nas placas, a associação discorda das críticas acerca do caráter preconceituoso do texto, como explica Ana Milhomens, presidente da entidade.
"Não há nada absolutamente discriminatório no cartaz. O texto foi criado sob a recomendação da própria polícia, que afirma que o cidadão jamais deve se expor. Você telefona e um representante treinado pelo estado, responsável pela segurança, faz a verificação. Pode não ser nada, como também pode ser", ressalta Ana, que não soube informar quantas placas foram produzidas.
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G1

Brasil não é prioridade para Obama, mas relação deve seguir 'cordial'


A presidente Dilma Rousseff com o presidente dos EUA, Barack Obama, no Salão Oval da Casa Branca (Foto: Kevin Lamarque / Reuters)A presidente Dilma Rousseff com o presidente dos EUA, Barack Obama, no Salão Oval da Casa Branca, em abril de 2012 (Foto: Kevin Lamarque / Reuters)
Brasil não deve estar entre as prioridades da política externa do presidente Barack Obama, que começa nesta segunda-feira (21) seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. Para analistas ouvidos pelo G1, a relação entre os dois países deve continuar como está, sem estreitamento dos laços.
"Acho que já entrou em um ritmo de cruzeiro. O Brasil não é um problema para os Estados Unidos, muito pelo contrario. A administração Obama vê o Brasil como um grande estabilizador da América do Sul, e isso não deve mudar. Não podemos esquecer que Obama já veio aqui logo depois da posse da presidente Dilma, que Hillary Clinton visitou o país, recebeu o ministro Patriota, os contatos entre os governos têm sido constantes e de alto nível", avalia Gunter Rudzit, doutor em Ciência Política pela USP e professor de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco.Para Michael Shifter, presidente do Instituto Diálogo Interamericano, especializado em política de relações exteriores e relações entre os Estados Unidos e a América Latina, não haverá diálogo para um estreitamento de parcerias. "É razoável esperar desentendimentos contínuos em diversas questões globais e regionais. Mas as relações permanecerão cordiais entre Washington e Brasília e haverá um lento progresso em uma agenda compartilhada".As relações permanecerão cordiais entre Washington e Brasília e haverá um lento progresso em uma agenda compartilhada"

No ano passado, os
 Estados Unidosanunciaram que abrirão dois novos consulados no Brasil, um em Belo Horizonte (MG) e outro em Porto Alegre (RS). Obama anunciou que os Estados Unidos devem aumentar a capacidade de processamento de vistos para Brasil e China em 40% até o fim do ano, como parte de um pacote de estímulo turístico para seu país.Durante os quatro primeiros anos de governo, Obama veio ao Brasil, em 2011, e Dilma foi aos Estados Unidos, no ano passado. O relacionamento melhorou, já que o bilateralismo andava desgastado com as desavenças entre o ex-presidente Lula e os EUA em relação ao Irã, ao golpe de Estado em Honduras e a outros temas espinhosos.
Força simbólica
Para John Crocitti, professor de história da América Latina na Universidade Mesa, da Califórnia, especializado em Brasil, um dos motivos de o Brasil não ser mais uma prioridade é que os Estados Unidos não têm mais tantos recursos.

Segundo ele, Obama tem muito mais força simbólica para nós, brasileiros, do que uma influência real. "Para a América Latina, Obama permanece mais como um símbolo do que como uma mudança material. [...] Ele é um símbolo de que a igualdade pode ocorrer.""Está relacionado a um problema de orçamento. Não podemos bancar o mesmo engajamento pelo mundo como tínhamos ao final da Segunda Guerra Mundial. Nessa época, nós éramos ricos! Ainda somos um país rico, mas não tanto para nos engajarmos ao redor do mundo."
Camisetas com o rosto de Obama à venda nesta sexta-feira (18) em loja de presentes na capital americana, Washington (Foto: AFP)Camisetas com o rosto de Obama à venda nesta sexta-feira (18) em loja de presentes na capital americana, Washington (Foto: AFP)
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G1

Cuidado: energéticos em excesso fazem mal ao coração


Energéticos: a bebida em excesso é um perigo para a saúde
Vendidos para aumentar o vigor e a disposição, os energéticos fazem sucesso entre jovens, mas andam com a popularidade em baixa entre autoridades de saúde dos Estados Unidos. Um relatório da Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental revelou que o número de atendimentos em emergências por consumo abusivo dessas bebidas dobrou entre 2007 e 2011. Por terem uma dose muito grande de cafeína, os energéticos, em excesso, podem causar problemas (veja o quadro).
O coração é o mais afetado pelo efeito estimulante da cafeína. A substância acelera o órgão, causando uma sobrecarga de trabalho. Fígado e sistema nervoso central são outros que sofrem quando há consumo exagerado.
— A repercussão momentânea do abuso de energéticos é no coração. Em longo prazo, são provocadas alterações neurológicas, sendo a insônia a mais comum — explica o o cirurgião Antonio Henrique Gomes, chefe da emergência do Hospital São Francisco.
No Brasil, segundo o médico, também é comum jovens precisarem de atendimento de urgência devido ao abuso de energéticos. O problema se agrava porque essas bebidas geralmente são misturadas com álcool.
— O álcool, assim como a cafeína, irrita o coração. Misturados, o risco é duplo — diz o cardiologista Rogerio Sarmento Leite, diretor científico da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista. — O risco de morte é baixo, mas os sintomas (de quem passa mal com a mistura) são tão desagradáveis que a pessoa tem sensação de que vai morrer.
Leite ressalta que, embora não viciem, energéticos dão falsa sensação de força e poder, o que faz com que as pessoas tenham tendência maior a assumir comportamentos de risco, como usar drogas e dirigir embriagado.


Fonte: http://extra.globo.com
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