terça-feira, 9 de abril de 2013

Tentativa de assalto a agência bancária termina em tiroteiro na PB


Portas foram estilhaçadas após o tiroteio (Foto: Walter Paparazzo/G1)Portas foram estilhaçadas durante o tiroteio
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma agência bancária localizada no Centro de João Pessoa sofreu uma tentativa de assalto no início da tarde desta segunda-feira (8). Um policial militar que estava de folga passou no local e tentou impedir a ação dos assaltantes, iniciando um tiroteio. Não foi confirmado que os suspeitos tenham obtido sucesso em assaltar a agência. Um homem deu entrada no Ortotrauma de Mangabeira com ferimento leve por arma de fogo.
O capitão Clecitoni Francisco, comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, informou que “quatro homens entraram na agência armados, e outro ficou no carro esperando por eles. Quando o policial tentou impedir a ação, os suspeitos começaram a disparar. Infelizmente eles conseguiram fugir e ainda não foram localizados”.
A assessoria de imprensa do Ortotrauma de Mangabeira informou que uma pessoa chegou ao local com ferimento leve por arma de fogo, e às 16h já havia sido liberado.Clecitoni disse ainda que algumas portas de vidro foram quebradas e que algumas pessoas alegaram ferimentos, mas não soube confirmar se foi por arma de fogo ou por estilhaços das portas quebradas.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba informou que a Polícia Militar continua fazendo rondas em busca dos suspeitos.
G1pb

Estalactites de gelo se formam em flores na China


Devido às baixas temperaturas, estalactites de gelo se formaram na segunda-feira (8) em flores em um jardim em Hami, na região autônoma de Xinjiang Uygur, na China.
G1
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Estalactites de gelo se formaram em flores em um jardim em Hami (Foto: AFP)Estalactites de gelo se formaram em flores em um jardim em Hami (Foto: AFP)
Cena foi registrada em Hami, na região autônoma de Xinjiang Uygur (Foto: AFP)Cena foi registrada em Hami, na região autônoma de Xinjiang Uygur (Foto: AFP)

Temperatura do corpo humano modifica vírus da dengue, diz estudo


Cientistas demonstraram nesta segunda-feira (8) que o vírus da dengue adquire formas diferentes dependendo do ambiente em que ele está. A descoberta deve ter implicações sobre a produção de vacinas contra a doença.
A equipe de Michael Rossmann, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, analisou o vírus da dengue usando um microscópio especial que trabalha com diferentes temperaturas. Nele, observaram as transformações pelas quais o vírus passa. As conclusões do estudo foram publicadas pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências.
Em temperatura ambiente, o vírus tem uma superfície lisa. Porém, quando a temperatura passa dos 33 graus, ele tende a ficar um pouco maior e a adquirir uma superfície irregular, que infecta mais facilmente o corpo dos mamíferos. Depois que a alteração ocorre, resfriar o vírus não o faz retomar a estrutura original.
Assim, os autores do estudo apontam que a diferença estrutural deve ser levada em conta pelos cientistas que trabalham na elaboração das vacinas. Afinal, os anticorpos precisam se ligar ao vírus, e esse contato é feito na superfície do organismo.Na prática, isso quer dizer que o próprio corpo humano oferece ao vírus um ambiente no qual ele se torna mais nocivo. O corpo do mosquito fica em temperatura ambiente, geralmente abaixo dos 33 graus, onde o vírus tem a superfície menos agressiva. Porém, o corpo humano se mantém a uma temperatura em torno dos 37 graus e, desta forma, altera a estrutura do vírus – isso ocorreu em 96% dos casos na experiência conduzida por Rossmann.
Até o momento, não existe uma vacina considerada eficaz e segura contra a dengue. Além do desafio em relação à estrutura do vírus, os cientistas precisam também levar em conta que existem quatro subtipos – cepas – diferentes, e que uma vacina deveria gerar proteção contra os quatro.
G1
Saiba quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)

Polícia da PB encontra corpo em casa e acredita ser de menina desaparecida


Polícia inicia perícia após escavação no quintal do suspeito de participar do sumiço de Fernanda Ellen (Foto: Walter Paparazzo/G1)Polícia inicia perícia após escavação no quintal do suspeito (Foto: Walter Paparazzo/G1)












A polícia informou na noite desta segunda-feira (8) que um corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma casa e acredita ser da estudante Fernanda Ellen, de 11 anos, que estava desaparecida desde o dia 7 de janeiro, quando voltava da escola. No fim da tarde de hoje um vizinho da família da vítima foi detido e uma escavação teve início na casa dele, no bairro do Alto do Mateus.
A prisão do suspeito aconteceu depois que familiares o acharam parecido com o retrato falado produzido com base no depoimento de uma prostituta que havia sido detida com o telefone celular de Fernanda e disse ter recebido de um homem como pagamento.O Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE) informou que o suspeito confessou ter matado a estudante e enterrado em sua casa. Ainda assim, o Gerente Executivo de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), Fábio de Almeida Gomes, disse que há fortes indícios que o corpo seja da menina, mas que somente após o exame de DNA será possível ter certeza, por conta do grau de decomposição em que o corpo foi encontrado.
O delegado Aldrovilli Grisi, encarregado do caso, levou a mulher até a casa do suspeito para ver se ela o reconhecia e, ao vê-la dentro do carro da polícia o vizinho tentou fugir, mas acabou detido. Familiares ainda tentaram agredir o suspeito após a prisão.
Polícia cercou a casa do suspeito de participar do sumiço de Fernanda Ellen (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Logo que a prisão aconteceu, muita gente foi até o local e a polícia precisou interditar a rua. O comandante geral da Polícia Militar, Euller Chaves, esteve no local assim como o secretário de Segurança Cláudio Lima, que convocou uma entrevista coletiva para as 10h na terça-feira (9), quando explicará o caso.
Segundo Wellington Oliveira, tio da vítima e responsável por chamar a polícia mais cedo, o homem que foi detido parecia muito com o retrato falado feito pela polícia. “O suspeito tinha traços do homem do retrato falado e estava com um comportamento estranho. Nós chamamos a polícia, que já chegou com a testemunha. Quando ele viu a mulher no carro, tentou correr”, relatou. Ele garantiu que a prostituta reconheceu o homem.
Foto da estudante Fernanda Elle, desaparecida na Paraíba, está sendo divulgada pelas redes sociais  (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Fernanda Ellen
A estudante desapareceu na tarde do dia 7 de janeiro, quando voltava da escola no bairro Alto do Mateus, onde havia ido buscar o boletim. Após várias semanas de buscas, a Secretaria de Segurança destacou um delegado para cuidar do caso, Aldrovilli Grisi.

A família desponibilizou vários telefones para receber informações que levassem à menina ou que desse pistas à polícia, mas receberam apenas milhares de  trotes. Em março, empresários da cidade chegaram a oferecer R$ 10 mil para quem desse informações que levassem à estudante ou ao corpo dela.
G1

Metade do país apura fraude na merenda escolar Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/metade-do-pais-apura-fraude-na-merenda-escolar-8062901#ixzz2Py5CjoZZ © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.



Alunos na cidade de Balsas (MA) sem terem onde comer suas merendas, segundo relatório da CGU
Foto: Divulgação/CGURIO — Licitações fraudadas, comida estragada servida a alunos, escola fechada porque não tem merenda. Pelo menos 13 estados no país investigam atualmente denúncias de desvio de recursos para aquisição de merenda escolar, de mau armazenamento de comida e de fornecimento insuficiente de alimentos para escolas — em alguns casos, onde há denúncia de verba fraudada é também onde falta merenda.
As irregularidades estão sendo apuradas pelos Ministérios Públicos estaduais e Federal, e por fiscalizações da Controladoria Geral da União, em estados como Paraná, Rio Grande do Norte, Maranhão, São Paulo, Rio, Roraima, Minas, Bahia e Pernambuco; na última semana veio à tona um caso no Espírito Santo, com desperdício de merenda.
Fiscalizações da CGU ilustram o descaso. Em Xexéu (PE), o órgão constatou em outubro de 2012 indícios de sobrepreço, aquisição de alimentos sem licitação ou contratos de fornecimento. E faltou merenda em duas escolas por pelo menos dois meses em 2012, após o recesso do meio do ano. Além disso, foi encontrada carne mantida sem refrigeração. Numa das escolas, a merenda é guardada onde morava a merendeira nos dias úteis. E “todas as escolas visitadas não dispõem de água tratada ou filtrada para preparar a merenda, utilizando-se água do poço”, diz a CGU.
Em São José do Campestre (RN), em sete escolas com 75,6% dos alunos da rede municipal, a CGU encontrou falta de merenda no fim de 2012. Cinco delas estavam fechadas por causa disso.
Na última sexta-feira, professores e alunos de três escolas confirmaram que a merenda faltou no início deste ano, mas disseram que o serviço já foi normalizado. Porém, numa quarta escola, rural, a Cícero Pinto de Souza, o problema continua:
— Aqui sempre falta merenda. Este ano menos, mas tem faltado — contou o aluno do 4º ano José Rodrigo da Silva.
O depósito de alimentos do município funciona numa sala improvisada na Secretaria de Educação. Nessa mesma cidade, a CGU constatou em 2012 licitação direcionada, com irregularidades como um pregoeiro nomeado após ter assinado o edital. “Houve flagrante montagem para conferir aparência de legalidade” a empresas que, diz a CGU, participaram de fraudes em outra cidade do estado, Goianinha, com participação de um ex-prefeito.
Frango sem refrigeração
Já em Balsas (MA) houve simulação de processos licitatórios em 2011 e 2012. Produtos como frango abatido eram entregues por caminhões sem refrigeração, no depósito central da cidade, “que não possui freezer”. Numa das escolas, os alunos não tinham onde se sentar para comer.
Uma “simulação de processo licitatório e conluio entre os licitantes, pregoeiro, equipe de apoio, coordenadora da merenda escolar e presidente do CAE (Conselho de Alimentação Escolar)” foi encontrada em Hidrolândia (CE) em 2012. Entre os indícios, exigência de documento não previsto em lei, que seria dado pela comissão de licitação; e o fato de um funcionário de licitante ser ligado a outra. Enquanto isso, 40% das escolas visitadas sofriam com atraso no fornecimento de comida aos alunos.
Atualmente, 780 municípios e seis estados — Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia e Sergipe — até correm o risco de ficar sem recurso federal para merenda porque o seu Conselho de Alimentação Escolar, órgão que monitora o uso do recurso, está irregular, com mandato vencido. Estados e prefeituras têm até o dia 30 para enviarem as prestações de contas das verbas repassadas em 2011 e 2012.
Mas prestações de 2010, por exemplo, ainda têm problemas como documentação pendente — como na Bahia, com pelo menos 60 cidades nessa situação. Só este ano, até agora, já foram abertas pelo FNDE 13 tomadas de contas especiais especificamente sobre problemas com verba para merenda.
O Ministério Público também apura irregularidades. Em mais de cinco estados, inquéritos foram abertos após investigação em São Paulo descobrir o que o MP chamou de “máfia da merenda”: um grupo de empresas que simularia licitações com ajuda de servidores públicos e secretários municipais. No Nordeste, esse cartel teria usado uma empresa que dizia oferecer serviços de “consultoria em políticas públicas” para intermediar a relação entre as prefeituras e as empresas de alimentação.
Empresas consideradas pelo MP como parte da máfia podem estar atuando sob outro nome. Em Roraima, uma empresa apontada pelo MP-SP como sendo do grupo, a J. Coan, forneceu merenda a escolas estaduais de Boa Vista de 2006 a 2011, período em que lá surgiram casos de leite servido azedo e sopa servida com larvas. Em 2011, ela foi substituída pela Megaclear, que mudou seu nome para Mega Foods. Para o MPF-RR, a empresa tem um endereço que era o mesmo da Coan, além de telefones registrados em nome da Coan. O MPF-RR destaca: “a Coan é sócia da Semper Foods, que, por sua vez, é sócia da Mega Foods”. Integrante do Conselho de Alimentação Escolar, a merendeira Silvinha Oliveira confirma que a Mega Foods é a fornecedora e reclama da qualidade do produto:
— A comida às vezes chega atrasada, e os legumes que eles mandam já chegam estragados.
No Rio, segundo o procurador da República Renato Machado, um inquérito apura indícios de direcionamento de licitação em São João de Meriti envolvendo a Home Bread; também há um inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre suspeita de superfaturamento em contratos da empresa.
Apontada pelo MP como uma das principais do cartel que envolvia a Coan, a SP Alimentação negou as acusações sobre o cartel e disse que a defesa está sendo feita à Justiça. Responsáveis pela Coan não foram localizados até o fechamento da edição. Um homem que quis se identificar apenas como Márcio e se disse assessor da Home Bread negou as acusações, afirmando que as licitações de que a empresa participou tiveram publicidade. (COLABOROU Paulo Francisco, especial para O GLOBO)


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