segunda-feira, 6 de maio de 2013

Jovem morre após acidente de moto no Centro de Campina Grande


Adolescente morre em acidente de moto em Campina Grande. (Foto: Taiguara Rangel/G1-PB)Adolescente morre em acidente de moto em
Campina Grande. (Foto: Taiguara Rangel/G1-PB)
Uma adolescente de 15 anos morreu e um homem ficou ferido após um acidente com moto, na madrugada desta segunda-feira (6) em Campina Grande. Segundo informações da 3ª Companhia de Policiamento do Trânsito (Cptran), o motociclista de 25 anos teria perdido o controle do veículo e colidiu contra uma parede na rua Índios Cariris, no Centro da cidade.
Já a garota, que estava na garupa da moto, morreu ainda no local. O corpo só foi removido do local às 7h, após perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC), e encaminhado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande.Segundo a polícia, o acidente teria acontecido por volta das 3h. O homem foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Conforme o setor de serviço social da unidade, ele se encontra em estado de saúde regular e não corre risco de morte.
G1pb

Após princípio de rebelião, presos ficam feridos em presídio na Paraíba


Pelo menos três detentos ficaram feridos na manhã desta segunda-feira (6), após um princípio de rebelião na Penitenciária Regional Raymundo Asfora, o Serrotão, em Campina Grande. Segundo a Polícia Militar, acredita-se que há uma represália à ação policial que reprimiu uma tentativa de fuga na madrugada de segunda-feira.
Por volta das 7h, teve início um confronto entre policiais e presos. Segundo a polícia, os apenados começaram a jogar pedras contra o efetivo, que teria revidado com tiros de borracha. Até as 8h30, os feridos não tinham sido socorridos porque a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda não havia conseguido entrar no local.Segundo agentes penitenciários, três presos tentaram fugir escalando o muro do presídio mas a vigilância percebeu a ação e evitou a fuga. Na recontagem, foi verificado que não houve nenhuma alteração no número de detentos.
No sábado (4), uma operação pente-fino no mesmo presídio apreendeu 14 aparelhos celulares e dez facas artesanais, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A revista encontrou ainda carregadores de celular, baterias, fones de ouvido, uma tesoura e uma pequena porção de maconha escondidos em buracos que os presos teriam feito nas paredes.
G1pb

Após tentar assaltar caixa eletrônico, grupo leva carros de Prefeitura na PB


Caixa eletrônico ficou destruído, mas bandidos não levaram dinheiro (Foto: Divulgação/Codecom CG)Caixa eletrônico ficou destruído, mas bandidos não
levaram dinheiro (Foto: Divulgação/Codecom CG)
O caixa eletrônico que fica localizado dentro da Secretaria de Saúde de Campina Grande sofreu uma tentativa de assalto na madrugada deste domingo (5). Segundo informações da Central de Operações da Polícia Militar (Copom), 10 pessoas encapuzadas armadas com pistolas e revólveres armarram os vigilantes do local e, após não conseguirem arrombar o caixa, roubaram dois carros da Secretaria.

“Como nossos vigilantes não usam armas e não houve reação, ninguém ficou ferido”, comentou o coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande, José Araújo. Ele explicou, ainda, que os vigilantes passaram três horas, das 23h30 às 2h30, amarrados enquanto os bandidos tentavam violar o caixa com um maçarico.

O caixa eletrônico fica dentro de uma sala, no prédio da Secretaria de Saúde, no bairro da Liberdade, e é usado para o pagamento de funcionários. Porém, nenhum dinheiro foi levado.

De acordo com a Copom, foram levados um Fiat Doblò e um GM Celta, que foram usados para cometer outros crimes na região. Os dois carros, no entanto, já foram recuperados, segundo Araújo. Um deles sem o som e o outro com um pneu estourado.

Assaltos a postos de combustíveis
Após fugirem com os carros da Secretaria, os bandidos seguiram para a cidade de Lagoa Seca, na Região Metropolitana de Campina Grande, onde assaltaram dois postos de combustíveis, segundo a Copom. A PM informou que o Fiat Doblò roubado foi reconhecido pelos frentistas.

Os frentistas, no entanto, disseram que apenas três pessoas realizaram o assalto. Foram levados R$ 250 de um posto e R$ 100 de outro. Durante a busca pelos bandidos, a polícia encontrou a Doblò abandonada, com o pneu furado.
G1pb

Doblò foi utilizada para assaltos a postos de combustíveis; veículo foi encontrado com pneu estourado (Foto: Divulgação/Codecom CG)Doblò foi utilizada para assaltos a postos de combustíveis; veículo foi encontrado com pneu estourado (Foto: Divulgação/Codecom CG)

Bangladesh expulsa líder de radicais islâmicos após protestos violentos


Allama Shah Ahmad Shahi é escoltado para fora de Daccar (Foto: AFP)O líder de grupo radical islâmico, Allama Shah Ahmad Shahi é escoltado para fora de Daccar. Radicais entraram em confronto com a polícia exigindo lei contra blasfêmia em Bangladesh (Foto: AFP)
O líder das manifestações islamitas que pedem uma lei contra a blasfêmia em Bangladeshfoi escoltado nesta segunda-feira (6) de Dacca, a capital do país, e colocado em um avião com destino a outra cidade, informou a polícia.
Segundo as autoridades, Allama Shah Ahmad Shahi, líder do movimento islamita Hefajat-e-Islam, não foi detido e abandonou a escola religiosa em que estava por vontade própria.
"Foi para o aeroporto na presença da polícia", disse o comissário adjunto da polícia de Dacca, Mahfuzul Islam.
No domingo, pelo menos 28 pessoas morreram e centenas se feriram em confronto entre policiais e dezenas de milhares de radicais islâmicos que exigem uma lei que puna blasfêmias. Os protestos aconteceram no centro da cidade de Dacca.
Autoridades da polícia indicaram à agência de notícias France Presse que cerca de 200.000 pessoas participaram dos protestos no centro da capital bengalesa.Aos gritos de "Alá Akbar" (Deus é grande) e "os ateus devem ser enforcados", militantes do grupo radical Hefajat-e-Islam caminharam por seis grandes ruas da capital de Bangladesh. Imagens transmitidas pela televisão mostraram policiais a bordo de veículos blindados atirando em manifestantes que incendiavam carros e lojas.
Manifestação em Bangladesh deixaram pelo menos 28 mortos (Foto: Reuters)Manifestantes entram em confronto com a polícia em Bangladesh exigindo lei contra blasfêmia ao Islã; pelo menos 28 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no domingo (5) (Foto: Reuters)
Os militantes exigem pena de morte àqueles que caluniarem a religião islâmica. O primeiro-ministro Sheikh Hasina, que está à frente de um governo laico desde 2009 de Bangladesh, de maioria muçulmana, rejeitou as reivindicações dos islamitas, argumentando que a legislação atual já permite condenar qualquer pessoa que insulte o Islã.
No mês passado, os ativistas do Hefajat organizaram uma greve geral e uma concentração que contou com centenas de milhares de pessoas, considerada a maior em décadas.
G1
Radicais islâmicos oram durante protesto a favor de lei que pune calúnia ao Islã. (Foto: Reuters)Radicais islâmicos oram durante protesto a favor de lei que pune calúnia ao Islã. (Foto: Reuters)

Justiça alemã inicia julgamento de neonazista acusada de assassinar 10


Beate Zschäpe na chegada para a audiência desta segunda-feira (Foto: Christof Stache/AFP)Beate Zschäpe na chegada para a audiência
desta segunda-feira (Foto: Christof Stache/AFP)
A neonazista alemã Beate Zschäpe, de 38 anos, acusada de participar em dez homicídios, nove dos quais de caráter racista, e 15 assaltos a banco, é julgada nesta segunda-feira (6) em Munique.
Ela é a única sobrevivente do grupo Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU), acusada de ter matado vários imigrantes, expondo desta forma a ineficácia da polícia no combate de organizações de extrema-direita.
Outras quatro pessoas são acusadas de cumplicidade e sentaram ao lado dela no banco dos réus.
O tribunal onde Beate será julgada amanheceu com diversos manifestantes que empunhavam fotos de vítimas e pediam por justiça. Ela responde pelo assassinato de oito imigrantes turcos, um grego e um policial entre 2000 e 2007.
Manifestantes seguraram fotos de vítimas do lado de fora do tribunal onde o julgamento contra Beate Zschaepe, do grupo neo-nazista National Underground Socialista (NSU), vai começar mais tarde nesta segunda-feira (6), em Munique. (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)Manifestantes seguraram fotos de vítimas do lado de fora do tribunal onde o julgamento contra Beate Zschäpe, do grupo neo-nazista National Underground Socialista (NSU), vai começar mais tarde nesta segunda-feira (6), em Munique. (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
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Mulher é detida por policiais alemães ao tentar entrar no julgamento de neonazista (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
Beate, muito ativa nos meios neonazistas, foi detida em novembro de 2011 em função de um caso que causou comoção naAlemanha e reativou o debate sobre uma eventual proibição do partido de extrema-direita NPD.
Ela teve teve prisão preventiva decretada em 8 de novembro de 2011, quando se entregou à polícia após incendiar a casa onde tinha convivido com os outros dois membros da NSU, Uwe Bohnhard e Uwe Mundlos.
Seus dois companheiros apareceram mortos quatro dias antes, o que inicialmente foi considerado um duplo suicídio de dois criminosos perseguidos pela polícia após assaltar um banco.
Na casa parcialmente destruída localizada na cidade de Zwickau, foram encontradas pistas e a arma usada nos nove homicídios de imigrantes, cometidos em diferentes pontos do país. No local também foram achados vídeos onde o grupo se orgulhava de seus crimes.
Críticas à polícia
Este será um processo que não julgará somente a suposta autora dos crimes racistas que comoveram a Alemanha, mas também, indiretamente, a ineficácia e lentidão das forças de segurança frente à extrema-direita.

Nem a polícia nem os serviços de espionagem agiram contra os extremistas, apesar das atividades de um grupo com um nome tão revelador como a NSU serem conhecidas desde 1998, quando a organização foi tornada ilegal.
Aos erros, negligência ou conivência se somaram a destruição deliberada de atas policiais relacionadas com o grupo, já com Beate na prisão e sem motivo aparente.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse na época que o caso era uma "vergonha" para o país. As autoridades foram criticadas por não terem conseguido detectar e impedir a ação de uma célula neonazista que assassinou imigrantes em diferentes regiões do país.
Os crimes foram considerados então ajustes de contas entre estrangeiros ou crimes familiares. Um simples cruzamento de dados, no entanto, teria revelado que todos eles foram cometidos com a mesma arma, uma Ceska 83 calibre 7,65 milímetros.
Os três neonazistas conseguiam dinheiro assaltando bancos e além dos dez assassinatos que Beate é acusado, o grupo teria cometido em 2001 e 2004 dois atentados com bomba na cidade de Colônia, que deixaram vinte feridos.
Terrorismo
Esta é a primeira vez que se aplica o termo terrorismo em assassinatos perpetrados por extremistas na Alemanha. Até agora, no entanto, nenhuma informação sobre os depoimentos da acusada para o polícia foi divulgada pela imprensa. O julgamento será o primeiro contato direto dos meios de comunicação com a processada.

O processo começou com quase 30 minutos de atraso, na presença da principal acusada, Zschaepe, que apareceu sorridente diante das câmeras de televisão.
G1
Foto mostra oito das 10 vítimas do grupo neonazista (Foto: German Police/AFP)Foto mostra oito das 10 vítimas do grupo neonazista (Foto: German Police/AFP)
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