terça-feira, 14 de maio de 2013

UFPB suspende PSS 2014 e estudantes disputarão vagas através do Enem



UFPB suspende PSS 2014 e estudantes disputarão vagas através do Enem
Os estudantes que pretendem concorrer a uma vaga na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no ano de 2014, não passarão mais pelo Processo Seletivo Seriado (PSS), realizado nos últimos anos pela Comissão Permanente de Vestibular (Coperve).

A informação foi confirmada no início da noite desta segunda-feira (13), pela reitora da instituição de ensino superior, Margareth Diniz. Ela informou que a decisão foi composta após uma votação realizada entre representantes do Consepe, destacando que dentre eles, 22 foram favoráveis pela decisão do término do processo seletivo, 03 contrários e 05 abstenções.

“Aderimos ao ingresso dos alunos por meio do Enem/Sisu após sermos informados que não tínhamos condições de realizar o PSS 2014”, revelou a reitora referindo-se as informações passadas pelo presidente da Coperve João Lins. “Ele nos disse que as mensalidades das casas que serviam como sede estavam atrasadas, além disso, temos uma portaria do Governo Federal que dispensa cobrança de taxa de inscrição de alunos vinculados a rede pública”.
Ainda segundo Margareth, o Consepe deve continuar se reunindo, para avaliar se a mudança será estendida para o ano de 2015 ou se o PSS permanecerá suspenso apenas em 2014. Integram o conselho, dois representantes de cada centro da UFPB, servidores técnicos administrativos e da administração central, além de estudantes do DCE.  
Sisu
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Enem 2013
Nas três primeiras horas de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013 o sistema registrou 300 mil cadastramento, segundo informação do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa. As inscrições começaram nesta segunda-feira (13) e vão até o dia 27 de maio.
Para o presidente do Inep, o primeiro dia de inscrições no Enem está sendo tranquilo. Costa pediu muita serenidade aos estudantes e lembrou que as inscrições poderão ser feitas até as 23h59 do dia 27 de maio. Segundo ele, o governo trabalha coma previsão de 6,1 milhões de inscrições no Enem 2013, “baseadas nas projeções dos anos anteriores”.
O Enem é voltado para os estudantes que concluíram ou vão concluir o ensino médio até o fim deste ano, mas pode ser feito também por quem quer apenas treinar para a prova. O resultado no exame é usado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior.
Os interessados em fazer a prova devem se inscrever pela internet no endereço http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricaoEnem. A taxa de inscrição custa R$ 35 e pode ser paga até o dia 29 deste mês. O exame será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal.

STJ rejeita recurso e mantém ilegal greve de professores da UEPB


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso da Associação dos Docentes da  Universidade Estadual da Paraíba (Aduepb), mantendo assim a ilegalidade da greve dos professores da instituição, que ocorre desde fevereiro. A decisão do ministro presidente Felix Fischer foi tomada no dia 7 de maio e publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta terça-feira (14).
O G1 entrou em contato com a Adupeb para saber o que muda em relação ao movimento  após  a  decisão do STJ. De acordo com a associação, a continuidade ou não da greve será discutida em uma assembleia que acontece na tarde desta terça-feira no auditório da faculdade de Psicologia, em Campina Grande.O ministro considerou que a Aduepb usou o recurso errado. Segundo Felix Fischer, os professores poderiam sim recorrer contra a ilegalidade, mas isso deveria ser feito no próprio Tribunal de Justiça e apenas em caso de negativa, o caso poderia subir para o Superior Tribunal de Justiça. O decreto de ilegalidade foi dado em 24 de abril atendendo a uma ação movida pelo Ministério Público da Paraíba. No dia 30 de abril os professores decidiram manter o movimento mesmo com a imposição de uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. Hoje
Na reunião, o comando de greve também vai analisar o reajuste que foi concedido pelo reitor Rangel Júnior na última sexta-feira (10). A resolução do Conselho Universitário (Consuni) deu um aumento de 5,83%, sendo 3% para ser aplicado agora em maio e os outros 2, 83% para o mês de outubro. Os valores são os mesmos que foram rejeitados pelos docentes, após uma reunião no último dia 6.
A Aduepb também divulgou uma nota na manhã desta terça onde afirma que o comando de greve teve mais uma reunião com o reitor Rangel Júnior na tarde de segunda-feira (13). Eles discutiram a resolução que concedeu o reajuste e outras reivindicações do corpo docente.
G1pb

Projeto desenvolvido por professores da UEPB vai replantar área desertificada na região do semiárido


A desertificação no território paraibano é algo sério e que avança de forma preocupante a cada dia. Especialistas alertam que se nada for feito e o estado atual de degradação ambiental continuar, é provável que em 100 anos o semiárido paraibano esteja totalmente árido. Isso significa que a vegetação paraibana corre sérios riscos de desaparecer de vez, o que seria catastrófico para a população.
De acordo com os dados repassados por ambientalistas, com base no relatório sobre mudanças climáticas, elaborado pelo Greenpeace, mais de 93% do território do estado da Paraíba está suscetível ao processo de desertificação. Isso significa que 1,66 milhão de pessoas – a metade da população paraibana – está sofrendo com os drásticos efeitos do processo devastador. Na Paraíba, 208 dos 223 municípios – 93,27% estão suscetíveis a desertificação – e o processo avança a cada dia.
Para que a interferência do homem não prejudique ainda mais o semiárido paraibano, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através dos professores doutores Hermes Alves de Almeida e João Damasceno, do Departamento de Geografia do Campus I, está desenvolvendo dois projetos de pesquisas relacionados à degradação ambiental e mudanças climáticas. Alguns alunos dos professores também estão envolvidos na experiência que vai estudar as causas e as consequências desses fenômenos intrigantes.
Foto 2 - Estação Meteorológica AutomáticaFinanciado pelo CNPq e UEPB/Propesq, através de edital, o projeto está em fase de execução e estuda o fenômeno da desertificação. Além disso, vai replantar áreas degradas pela ação do homem. Para isso, um moderno equipamento, chamado Estação Meteorológica Automática (EMA), foi instalado em um dos polos desertificados do Estado, na região do Seridó Ocidental.
O professor Hermes Almeida, coordenador dos projetos, explica que a ideia é aplicar novas geotecnologias e estabelecer a complexa relação solo-planta-atmosfera, que possibilitem estimar o potencial de captação da água da chuva e a capacidade de infiltração da água no solo.
A estação meteorológica automática (EMA) da Campbell Scientific, que custou R$ 17 mil e foi financiada pelo CNPq, está instalada no sítio Água Fria, em São José do Sabugi. A operacionalização da estação experimental é apenas uma parte do projeto. A outra etapa do experimento, como o diagnóstico climático da área estudada dos municípios que compõem o núcleo, já está sendo realizada desde o ano passado quando o projeto começou a ser executado.
A EMA é composta de uma unidade de memória central (Data logger- CR 1000 e painel solar), ligada a vários sensores meteorológicos para medidas da pressão atmosférica, temperatura do ar e umidade relativa, precipitação pluvial, irradiação solar global, direção e velocidade do vento (anemômetro sônico) e dados micrometeorológicos derivados, que integram os valores observados minuto a minuto, horário e diário, com coleta direta via computador ou transmissão modem celular.
Área devastada será recuperada
Foto 1 - Professor Hermes de Almeida e a EMAUma das metas do projeto é recuperar uma área com dez hectares, em processo de degradação ambiental, com o plantio de espécie arbóreo-arbustiva nativa na estação chuvosa. Assim, a área experimental que foi desmatada será replantada com espécies nativas, conforme frisou o professor Hermes. As mudas serão adquiridas no horto da UEPB e de outras instituições comprometidas com o meio ambiente. Antes de replantar a área, a equipe de professores e alunos da UEPB vai fazer um diagnóstico no local para saber quais as espécies que existiam na região devastada.
Professor Hermes observa que este projeto talvez seja um dos mais completos do tema desertificação, estudando as causas e efeitos desse fenômeno mediante a caracterização física (micrometeorológica) e ambiental de uma área experimental em processo de desertificação. “De forma geral, queremos estabelecer as condições ambientais de susceptibilidade das terras à desertificação dos municípios que compõem o referido núcleo de desertificação”, comentou.
Além da pesquisa, o projeto tem a parte de extensão universitária, mediante palestras e oficinas, nas escolas do município de São José do Sabugi e de outros seguimentos, transferindo as técnicas de educação e gestão ambiental de como conviver no semiárido sem degradar o ambiente.
O fenômeno da desertificação
A desertificação é a degradação de terras nas zonas áridas, semiáridas e subúmidas, ou seja, a destruição da base de recursos naturais. É um processo lento que degrada a capacidade produtiva do solo. Ela é potencializada durante períodos prologados de seca, como vem ocorrendo nos últimos dois anos, com registros de mortes, pela falta de água, de espécimes resistentes à seca, como, por exemplo, a Jurema e o Marmeleiro.Desertificação
As queimadas, o manejo inadequado do solo e a retirada de madeiras são fatores que contribuem para o avanço da desertificação. Os graus de susceptibilidades das terras à desertificação são diretamente relacionados à aridez, ou seja, quanto mais seca uma área, mais susceptível ela é à desertificação. O critério climático é insuficiente para caracterizar a susceptibilidade à desertificação, pois o risco envolve outros fatores, especialmente os de ordem antrópico e a intensidade de uso dos recursos naturais.

Abastecimento de água é suspenso em 19 locais da Grande João Pessoa


A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) anunciou nesta segunda-feira (13) que vai precisar suspender o abastecimento de água na terça (14), das 8h às 19h, em 19 localidades da Grande João Pessoa. De acordo com a Gerência Regional do órgão no Litoral, a interrupção no fornecimento será necessária para que técnicos da empresa executem serviços de manutenção na Estação de Tratamento de Água de Marés.

A suspensão atingirá as seguintes áreas: Centro, Jardim Severiano, Sesi, São Bento, Manguinhos, São Vicente, Brasília, Baralho, Imaculada, Tambaí, Rio do Meio, Alto da Boa Vista e Jardim Aeroporto, na cidade de Bayeux; distrito de Várzea Nova, em Santa Rita; e conjuntos Alto do Mateus, Ivan Bichara, dos Motoristas, Juracy Palhano e Luis Fernandes, na capital. Mais informações podem ser obtidas gratuitamente pelo telefone 115.

G1pb

Consumir água imprópria é única opção de famílias em zona rural na PB


Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Considerada um bem raro para os moradores da zona rural de Olivedos, no Curimataú paraibano, há quase trezentos anos a água continua sendo escassa na região. Estas famílias, que representam 47,6% dos quase quatro mil habitantes do município – povoado a partir de 1722 e emancipado em 1961 – nunca tiveram acesso a água encanada e convivem até hoje com a necessidade de carros-pipa e poços artesianos para abastecer suas casas com líquido considerado impróprio para consumo. Na falta destas opções, mesmo possuindo um rendimento mensal mediano per capita de apenas R$ 127,50, os agricultores precisam comprar água por até R$ 200.
Os dados são os mais recentes divulgados sobre os olivedenses, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). De acordo com a gerência de execução de obras da Secretaria de Infraestrutura do estado, atualmente 170 municípios na Paraíba estão sendo atendidos com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial. Também já foram recuperados 133 poços artesianos desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão por reformas.
Um dos únicos poços artesianos que fornecem água aos agricultores na zona rural de Olivedos fica na fazenda Campos. Construído em 1992, diariamente chegam até 12 carros-pipa do exército e particulares retirando o líquido do poço em períodos de seca, segundo o proprietário Lídio Meira. A fazenda também possuiu durante muito tempo a única fonte de abastecimento da zona rural, com um açude que existe desde 1921.De acordo com o Governo da Estado, a zona urbana é abastecida pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), com fornecimento a 697 'ligações de água'. Conforme o IBGE, 93,4% das casas naquela zona rural têm saneamento básico considerado inadequado.
Açude ainda serve para o abastecimento de pelo menos 18 famílias em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
“Esse açude é chamado de 'Milagre' porque, em épocas mais 'brabas', até Pocinhos e outras cidades ele já ajudou a abastecer sem nunca secar. Já resistiu a várias secas, até que houve a construção do poço. Continua vindo gente aqui direto pegar água para o gado e para casa, mas o poço é que está salvando a vida dos bichos e ajudando todos os moradores por aqui”, afirmou o administrador da fazenda, Inácio Marcelo, 58 anos.
Um estudo realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Ministério de Minas e Energia, identificou 44 poços artesianos no município, mas apenas 17 em funcionamento. A água de 91% dos pontos analisados foi considerada salobra, com média na quantidade de sólidos totais dissolvidos (STD) de 8.631,88 mg/L.
“Conforme a Portaria 1.469/Funasa, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano, o valor máximo permitido para os sólidos dissolvidos é 1.000 mg/L. Teores elevados neste parâmetro indicam que a água tem sabor desagradável, podendo causar problemas digestivos, principalmente nas crianças, e danifica as redes de distribuição”, assinalam os pesquisadores.
Açude é uma das poucas opções para consumo doméstico e de animais em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Para Fernandes Pereira, 22 anos, seus quatro irmãos e ainda os pais, o açude considerado 'milagre' é a única fonte de água existente. Ele considera a água boa para o consumo de toda a família, que subsiste majoritariamente do trabalho em uma olaria na região. “Serve para tudo aqui em casa. Acho que retiramos uns 200 litros por dia. É para banho, beber, lavar a casa e ainda dar para as galinhas”, disse. Outras 18 famílias na fazenda Campos também dependem do açude e ainda do poço para o acesso à água.
Porém, para aqueles a quem a operação carro-pipa atende de modo insuficiente, resta como única solução comprar água. O abastecimento particular de 6 a 8 mil litros custa de R$ 120 a R$ 200, segundo a merendeira Lúcia de Fátima, da escola municipal José Inocêncio, zona rural de Olivedos. Assim, o morador da zona rural acaba gastando mais do que o próprio sustento para comprar água. O rendimento mensal mediano per capita dos agricultores na zona rural de Olivedos é de apenas R$ 127,50, enquanto a média na Paraíba é de R$ 170, conforme o IBGE.
“Já moro aqui há mais de 20 anos e vi muita seca. Praticamente só tem dois poços com água suficiente para abastecer a população. Na cidade tem a água encanada de Boqueirão(açude Epitácio Pessoa) que só chega à noite, mas na zona rural o jeito é comprar água porque o carro-pipa do Exército não dá para o consumo do mês”, alegou.
G1pb
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