sábado, 10 de agosto de 2013

Após carta, Papa telefona para fiel que perdeu irmão em assalto na Itália

Papa Francisco provocou surpresa nesta sexta-feira (9) ao telefonar a um homem para consolá-lo pela morte de seu irmão;
Michele Ferri havia escrito uma carta ao pontífice, cheia de mágoa por conta da morte de seu irmão Andrea, morto a tiros em 4 de junho na cidade italiana de Pesaro durante um assalto.
"Oi, Michele, é o Papa Francisco", teria dito o pontífice ao telefonar a Michele.
"Para a nossa família, foi um momento de grande esperança depois da tragédia vivida", disse Michele, segundo a agência Ansa.
G1

Sertanejos entram na Justiça e cobram autoria da música 'Bará Berê'

Michel Teló, nos bastidores do São João de Minas (Foto: Maurício Vieira)Os cantores Thiago Rodrigues Monteiro e Luis Augusto Ferreira, que até 2012 formavam a dupla sertaneja Bruno Camacho e Cuiabano, pedem na Justiça uma indenização milionária por supostamente serem os autores da música "Bará Berê". O hit foi sucesso nas vozes de Cristiano Araújo e Michel Teló durante todo o ano passado. Segundo informou ao G1 o advogado da ex-dupla, Thiago Felipe de Oliveira, o valor da ação, que ainda seria apurado caso o processo fosse favorável a eles, passaria de R$ 2 milhões.
De acordo com Thiago, em novembro de 2011, Bruno Camacho e Cuiabano foram convidados pela produção de Cristiano Araújo para conhecer o estúdio do cantor, em Goiânia, e mostrar algumas composições. Dentre as músicas, estaria "Bará Berê". "Eles ficaram receosos de mostrar [a canção] porque ela ainda não havia sido registrada", explica o advogado.
A ação tramita na 9ª Vara Cível de Goiânia. Ao todo, oito pessoas e instituições são citadas no processo. Além de Teló, Cristiano e Raynner, são apresentados como réus o cantor e compositor Dogival Dantas, tido como real autor da canção, e as empresas Talismã Administradora de Shows Musicais LTDA, Efeitos Produções, Gravadora Som Livre LTDA e Apple Computer do Brasil LTDA.Após a insistência de Raynner Ferreira Coimbra de Jesus, empresário de Cristiano, os dois resolveram cantar e a música foi gravada no celular de Raynner, que alegou não ter problemas, pois não tinha a intenção de lançar a canção. "Eles confiaram, gravaram e foram embora. Cerca de três semanas depois, indo para um ensaio, eles ouviram a música na rádio e ficaram desesperados", afirma.
A assessoria de imprensa de Cristiano Araújo, que também responde por Raynner, pela Talismã e pela Efeitos, disse ao G1, por telefone, que antes da gravação da música foi realizado uma busca e o autor Dogival Dantas foi devidamente identificado, autorizando todo o processo. "Dessa forma, não há quaisquer irregularidades". Ainda segundo a assessoria, em momento oportuno, tanto o cantor quanto as empresas buscarão medidas legais contra o que considerou "falsa denúncia" por parte de Bruno Camacho e Cuiabano.

G1 também tentou falar sobre o caso com a assessoria de Michel Teló, mas ninguém atendeu aos telefonemas. O advogado do compositor Dogival Dantas foi procurado, mas não foi encontrado. A gravadora Som Livre e a Apple Computer não responderam até a publicação da reportagem.
Fim da dupla

No final de 2012, Bruno Camacho e Cuiabano desfizeram a dupla. Atualmente, cada um segue carreira solo e se apresentam em bares de Goiânia. "Depois disso, a dupla até tentou continuar, mas acabou terminando. Se não fosse isso, estavam juntos até hoje", acredita Yan Parada, produtor dos cantores e que atualmente trabalha com Bruno Camacho.

O advogado Thiago Felipe Oliveira diz que seus clientes querem ser ressarcidos por toda a quantia que os réus do processo lucraram através da música. "Se ganharmos a causa, o valor da indenização será apurado. Ainda não temos uma quantia exata, mas os números giram entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões", afirma.
Thiago garantiu ainda que tem como comprovar que a ex-dupla é realmente autora da canção mesmo não tendo registrado-a. Segundo ele, estão anexados ao processo itens como vídeos, clipes e discos que legitimariam a criação.
Por enquanto, nenhuma audiência do processo aconteceu ou foi marcada.
G1

Após reunião, manifestantes decidem permanecer na Câmara do Rio

Após a reunião com o presidente da Câmara Municipal do Rio, vereador Jorge Felippe (PMDB), no Plenário, no Centro da cidade, os ativistas, que estão acampados no localdesde a manhã de sexta-feira (9), decidiram permanecer na Casa por tempo indeterminado. Além do presidente, participaram da reunião os vereadores Jefferson Moura, Renato Cinco, Reimont, Jairinho e Rosa Fernandes.
Pauta com as reivindicações dos manifestantes  (Foto: Cristiane Cardoso/G1)
Entre outras reivindicações, os ativistas pedem a anulação da reunião realizada na sexta-feira (9), que concedeu a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Ônibus para o vereador Chiquinho Brazão e o posto de relator da comissão para o vereador Professor Uóston.
A reunião durou uma hora. Os vereadores que participaram do encontro neste sábado vão apresentar aos demais, durante uma nova reunião segunda-feira (12), as propostas dos ocupantes. Em seguida, eles irão votar se acatarão ou não as reinvidicações do grupo. O encontro ainda não tem horário definido.
Ao término da reunião, somente o vereador Jefferson Moura falou com a imprensa. De acordo com ele, o cronograma da CPI será mantido.
"O que está em aberto é que os manifestantes querem essa resposta sobre a anulação das indicações dos membros em duas horas e o presidente propôs chamar uma reunião com um conjunto de vereadores na segunda-feira, onde vai se pensar em uma saída política. Esse é o quadro apresentado e por enquanto, o cronograma da CPI será mantido", declarou o vereador, que acrescentou ainda que não sabe se Brazão irá renunciar ao cargo: "A renúncia só pode partir do vereador", completou.
Um outro grupo realiza um protestona escadaria da Câmara dos Vereadores (Foto: Cristiane Cardoso/G1)
Mais cedo, os ativistas chegaram a colocar cadeados nos portões da Câmara dos Vereadores para impedir a entrada de jornalistas. Policiais militares continuavam no local e a situação era tranquila por volta das14h.
Câmara amanheceu com os portões fechados, neste sábado (10).  (Foto: Cristiane Cardoso/G1)
Pedido de liminar indeferido
Na sexta-feira (9), a Justiça do Rio indeferiu um pedido de liminar para reintegração de posse da Câmara Municipal. Na decisão, a juíza Margaret de Olivaes Valle dos Santos, da 6ª Vara de Fazenda Pública afirma que não existem "pressupostos legais" que justifiquem o deferimento da liminar.

A magistrada diz ainda que "as casas legislativas são do povo", mas acrescenta que danos ao patrimônio ou ameaças à integridade física de pessoas devem ser coibidas pelo estado.

Ao G1, o tenente-coronel Mauro Andrade, do Grupamento de Policiamento de Multidões (GPPM), que tentou negociar com manifestantes, disse que a decisão da juíza dá poder à polícia para agir, caso julgue necessário.

MP questiona votação
O promotor Flávio Bonazza, que esteve na Câmara, contou que os portões estavam fechados, o que impediu a entrada dos cidadãos que foram à Casa com o objetivo de acompanhar a votação para formar a CPI. Bonazza questiona o porquê de a reunião ter ocorrido a “portões fechados”, apesar de a Câmara Municipal divulgar a data da reunião em seu site na internet e publicar um edital de convocação no Diário Oficial.O Ministério Público do Rio (MP-RJ) enviou, na sexta, ofício ao  presidente Jorge Felippe, pedindo esclarecimentos sobre a votação que elegeu o presidente e os demais membros da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Transportes. O documento foi enviado pelo promotor de Justiça Flávio Bonazza, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital.

A assessoria de imprensa da Câmara disse que foram distribuídas senhas para entrada na casa e que, quando chegou ao limite de lotação, foi necessário travar a entrada de pessoas.

Tumulto
A primeira reunião da CPI dos Ônibus, agendada inicialmente para as 9h, começou por volta das 9h40, e foi marcada por tumulto. Muita gente ainda aguardava do lado de fora quando foram escolhidos os nomes de Chiquinho Brazão (PMDB) - que havia votado contra a criação da CPI - para presidente da CPI e Professor Uóston (PMDB) para relator.

Após a escolha de Brazão para a presidência da CPI dos Ônibus, cerca de 60 pessoas invadiram o gabinete do vereador, no 7º andar da Câmara, e picharam paredes, janelas, mesas e até o teto com termos como: "Ladrão", "CPI do busão", "Isso aqui é a gaiola dos ladrões", "O povo no poder", "Poder popular", "Amarildo?", "Fora Cabral", "A farra acabou", "Estamos de olho em vocês, seus mafiosos", "Golpe na CPI" e "Brazão ladrão e milícia". O grupo também deixou cartazes espalhados no local.
Sem renúncia
Por volta das 11h50, os manifestantes voltaram a ocupar o plenário. Apesar do tumulto, no início da tarde o vereador  Brazão afirmou em reunião com representantes de manifestantes que não renunciará à presidência da CPI dos Ônibus.

"A Casa não se ganha com grito. Aqui é um parlamento. Estamos abertos a atender todas as reivindicações. Sou um presidente eleito democraticamente. Cumprimos todos os requisitos para um regimento aberto. Não pretendo sair dessa posição porque fui eleito pela maioria dos membros", disse Brazão, durante conversa com quatro representantes dos manifestantes, ocorrida no gabinete da presidência da Câmara. Também participaram da reunião outros sete vereadores e o presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB).
Primeira reunião da CPI dos Ônibus acontece nesta sexta na Câmara Municipal, no Centro do Rio (Foto: Mariucha Machado/G1)
Ao fim da escolha da presidência e relatoria da CPI, o clima ficou mais tenso e quem entrou na Câmara não conseguia sair. O alemão Matias Gralle, professor da UFRJ, de 36 anos, que está há 10 no Brasil, chegou a pular o portão da Câmara para poder sair.
Dos cinco vereadores que vão conduzir aCPI do Ônibus no Rio, quatro não assinaram o requerimento de abertura da comissão e fazem parte da base governista. A única voz dissonante é a de Eliomar Coelho (PSOL). Vereador mais velho da lista, ele teve o direito de convocar a primeira reunião, conforme prega o estatuto da Casa.
G1

Pai faz apelo por filho surfista que sumiu na Praia de Grumari, no RJ

A busca pelo jovem Hugo Figueiredo, de 15 anos, que desapareceu na últimaquarta-feira (7) entrou em seu quarto dia neste sábado (10). De bote, os bombeiros procuram o rapaz na Praia de Grumari, na Zona Oeste do Rio, onde o rapaz sumiu enquanto surfava.
O pai Tenison Figueira, que estava com Hugo na praia, fez a todos que frequentam as praias próximas como Angra dos Reis, Guaratiba e Ilha Grande. "Peço ajuda de mergulhadores, de todos que possam prestar uma atenção e tentar encontrar meu filho", disse no RJTV deste sábado (10).
Bruno afirmou ainda que seu pai viu seu irmão mais novo alguns minutos depois. "Ele estava em um banco de areia com a água na altura do peito. Meu pai ficou esperando e ele não voltou mais.Segundo o irmão de Hugo, Bruno, o jovem praticava o esporte junto com seu pai quando caiu da prancha e mergulhou para buscá-la. Ele disse ainda que o mar não estava agitado. "Ele é surfista desde pequeno e nada super bem. Ele estava sem a cordinha que prende a prancha no pé, a onda veio e ele caiu. Depois mergulhou para pegar a prancha", disse.
a gente entende é que ele possa ter tido um mal súbito e tenha desmaiado. Ele não ia se afogar com o mar daquele jeito. Ele também não bateu com a cabeça na prancha".

Os bombeiros começaram as buscas ainda na quarta-feira, e passaram quinta-feira à procura do jovem, sem resultados. Eles contam com apoio de um bote salva-vidas, um jet ski, e uma aeronave. Bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e do quartel de Guaratiba retomaram as buscas nesta sexta-feira (9).

G1

Exames de Lula estão normais, informam médicos do Sírio-Libanês

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por exames na manhã deste sábado (10) no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo. O médico Roberto Kalil Filho, que integra a equipe que cuida da saúde de Lula, disse em entrevista coletiva que os resultados foram "normais" para câncer. "O presidente Lula se encontra em excelente estado geral [de saúde]", informou. Segundo ele, os exames foram de rotina e as próximas avaliações devem ocorrer apenas em 2014.
"A equipe médica não constatou nenhuma volta de doença", completou. Segundo Kalil Filho, a entrevista foi convocada a pedido do ex-presidente, para afastar boatos sobre o retorno do câncer. Os últimos exames haviam sido feitos em abril deste ano e não houve mudanças no quadro desde então, segundo os médicos.
Lula passará por exames de avaliação até o início de 2017, quando o término do tratamento completa cinco anos. Ainda assim, a expectativa é que a chance de retorno da doença é muito pequena, de acordo com a equipe médica. "Nós achamos que esse tumor não vai voltar. Nossa perspectiva é extremamente positiva", diz o médico Paulo Hoff.Três exames foram realizados neste sábado, todos totalmente normais. Lula passou por exames clínicos laboratoriais, além das avaliações específicas: PET-CT, ressonância nuclear magnética e laringoscopia. "Em nenhum momento se adiantou a avaliação por boatos, mas acho que agora eles já estão enterrados", disse o médico.
Atualmente, o presidente não toma qualquer medicação para o câncer, apenas remédios para hipertensão leve e controle de colesterol. A voz de Lula não sofreu prejuízos devido ao tratamento. "O presidente Lula esta com a saúde perfeita", finalizou Kalil Filho. "Ele me disse: 'Kalil, estou extremamente aliviado'", relatou o médico.
Lula disse que jamais esconderia se a doença tivesse se manifestado novamente. "Graças a Deus não tenho mais câncer. Tenho que fazer meus exames rotineiros a cada quatro meses e isso vai durante cinco anos", afirmou. "Se eu tiver, serei o primeiro a falar para a imprensa."Em julho, o ex-presidente aproveitou uma palestra na Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Bernardo do Campo, para negar a volta do câncer. "Tem muito boato de que eu estou com metástase. Eu fui visitar o Marcelo Déda, que é governador de Sergipe, que está com câncer e aí disseram que eu vou ao Hospital Sírio-Libanês de madrugada fazer tratamento e que eu estou indo escondido", disse.
Em outubro de 2012, Lula realizou uma bateria de exames no mesmo hospital e os resultados confirmaram a remissão completa do câncer na laringe. Exames realizados em março e julho de 2012 por Lula já tinham indicado a regressão total do tumor.
O tumor na laringe foi descoberto em outubro de 2011. Em seguida, teve início o tratamento, com sessões de quimioterapia e de radioterapia. A última fase do tratamento foi realizada em fevereiro de 2012. Lula foi considerado curado em março.
Os médicos que acompanham o ex-presidente disseram que Lula não visitou o senador José Sarney (PMDB-AP) ou o deputado José Genoino (PT) neste sábado (10), como já havia feito nesta semana. Os dois estão internados no hospital de São Paulo.
G1
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