quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Coreia do Norte reinicia reator nuclear de plutônio, dizem EUA

Coreia do Norte reiniciou as atividades de seu reator nuclear de Yongbyon, capaz de produzir plutônio para o programa de armas atômicas do país, segundo imagens de satélite analisadas por especialistas americanos.
As fotografias, feitas no dia 31 de agosto e divulgadas nesta quinta-feira (12) pela Universidade Johns Hopkins de Washington e o Instituto de Ciência e Segurança Internacional dos Estados Unidos, mostram fumaça branca emanando de um edifício próximo à sala do reator que contém as turbinas.
"A coloração branca e o volume são consistentes e a fumaça emana porque o sistema de geração de eletricidade está a ponto de iniciar, o que indica que o reator está em funcionamento ou no ponto", explicam os especialistas da Universidade Johns Hopkins no site "38north", dedicado a estudos sobre a Coreia do Norte.
Japão e EUA estão agora examinando o material para determinar se a usina está funcionando ou se Pyongyang está ainda realizando testes nas instalações sem ter introduzido as barras de combustível, revelaram fontes diplomáticas consultadas pela agência de notícias japonesa "Kyodo".
O Instituto EUA-Coreia, vinculado à Universidade Johns Hopkins de Washington, estimou durante o mês de junho que o reator começaria a funcionar em agosto. "Desde que Pyongyang anunciou, no início de abril de 2013, sua intenção de reiniciar o reator, os trabalhos progrediram rapidamente para pôr novamente em funcionamento as instalações", assegurou o Instituto.
Imagens que mostravam que a Coreia do Norte tinha começado a realizar obras nas instalações de Yongbyon forma publicadas no site "38north" em abril. A usina foi fechada em 2007 em virtude de um acordo assinado durante as negociações para a desnuclearização do país comunista.
Rússia
A Rússia observou que existe atividade na usina nuclear norte-coreana de Yongbyon, mas não pode garantir que isso signifique que o reator nuclear foi reaberto, disse nesta quinta-feira uma fonte diplomática citada pela agência "Interfax".

"É óbvio que algum tipo de trabalho é feito ali, e já vem acontecendo há bastante tempo. Alguns sinais indiretos indicam que está havendo a reabertura do reator", afirmou.
O reator de 5 megawatts é capaz, segundo especialistas, de produzir seis quilogramas de plutônio por ano, que pode ser utilizado por Pyongyang para aumentar o tamanho de seu arsenal de armas nucleares.
Após as sanções impostas em março pela ONU à Coreia do Norte, devido ao teste nuclear de fevereiro, o regime de Kim Jong-un endureceu ainda mais sua postura e anunciou que o desenvolvimento de armas nucleares passaria a ser o principal pilar de sua política de defesa.
G1

Cabral sanciona projeto de lei que veta máscaras em protestos no RJ

O governador Sérgio Cabral sancionou, nesta quarta-feira (11), o projeto de lei 2.405/13, aprovado pela Assembleia Legislativa do do Rio (Alerj) na terça (10), que aprova o uso de máscaras em manifestações no estado. A lei será publicada no Diário Oficial nesta quinta (12).
O projeto, proposto pelos deputados Domingos Brazão e Paulo Melo (PMDB), sofreu duas alterações em relação ao texto inicial. As máscaras poderão ser usadas em eventos culturais e, se uma pessoa for presa com o rosto coberto em uma manifestação de rua, deverá ser encaminhada a uma delegacia.
Para o deputado estadual Marcelo Freixo, um dos que votou contra a aprovação da lei, a aprovação rápida se dá por Cabral ter interesse no fim dos protestos. “Foi sancionada em tempo recorde. O Cabral é um dos maiores interessados que as manifestações cessem porque ele é o maior alvo. É um equivoco da parte deles porque a ideia de associar o quebra-quebra às máscaras não justifica essa lei. O quebra-quebra não é um método que eu concorde. Mas essa lei vai acirrar o movimento e vai trazer mais conflitos para as ruas.”Das 13 emendas apresentadas, apenas duas foram incorporadas. A emenda 6, artigo 2 que diz que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato".  A emenda 13 diz que a lei não se aplica às manifestações culturais estabelecidas no calendário oficial do estado, como o carnaval; e que considera-se comunicada a autoridade policial quando a convocação para a manifestação ocorrer pela internet com antecedência igual ou superior a 48 horas. As manifestações quando não forem convocadas pela internet devem ser comunicadas previamente ao batalhão da área, com até 48 horas de antecedência.
G1

Cabra skatista e cão que anda em corda bamba entram para o Guinness

'Ozzy' detém o recorde mundial para travessia mais rápida em uma corda bamba (Foto: Guinness World Records/AFP)
O cão chamado "Ozzy", que detém o recorde mundial para travessia mais rápida de um cão em uma corda bamba - cruzou com sucesso uma corda de 3,5 metros em 18s22 -, e a cabra skatista serão duas das atrações da edição 2014 do Guinness, livro dos recordes.

G1

Vendas no comércio crescem quase 2% em julho, diz IBGE

Evolução das vendas no varejo (Foto: Editoria de Arte/G1)
O volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 1,9% em julho, na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (12). Quanto à receita nominal, foi verificada alta de 2%.
De acordo com o IBGE, esse é o maior resultado desde janeiro de 2012 (2,8%) quanto ao volume de vendas. Para a receita nominal, é a maior variação desde junho de 2012 (2,4%). Em junho, o avanço havia sido mais modesto, de 0,4% (dado revisado).
Na comparação com julho de 2012, as vendas avançaram 6% e a receita nominal, 13,8%. Já no acumulado no ano, o volume de vendas subiu 3,5% e a receita nominal, 11,6%. Em 12 meses, as vendas cresceram 5,4% e a receita, 12,2%.
De todas as atividades pesquisas pelo IBGE, oito viram suas vendas aumentarem, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (5,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%) e móveis e eletrodomésticos (2,6%). Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que têm peso siginificativo sobre o índice, avançou menos que os outros: 1,8%).
Na outra ponta, tiveram resultados negativos os ramos de combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e veículos e motos, partes e peças (-3,5%).
Na comparação com o mesmo período de 2012, todas as atividades cresceram, com as maiores influências partindo de móveis e eletrodomésticos (11%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (12%) e combustíveis e lubrificante (7,5%).
O IBGE diz que o comércio de móveis vem apresentando taxas de crescimento positivas devido à política de incentivo do governo ao consumo, por meio da manutenção de alíquotas de Imposto de Produtos Industrializados (IPI).
Queda no Acre
Das 27 unidades da federação, somente o Acre teve resultado negativo, com queda de 1,7% no volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Registraram altas as vendas no Mato Grosso do Sul (15,7%), na Paraíba (13,8%), no Rio Grande do Norte (10,9%), em Rondônia (10,9%) e em Pernambuco (10,7%).

Em relação a junho, o volume de vendas foi positivo em 21 unidades da federação, sendo destaques as taxas do Mato Grosso do Sul (6,0%), São Paulo (3,2%), Rio de Janeiro (2,6%), Rio Grande do Sul (2,6%) e Santa Catarina (2,5%). As maiores quedas foram registradas em Roraima (-1,4%), Mato Grosso (-1,4%) e Tocantins (-0,9%).
G1

Assad nega que ameaças dos EUA o pressionem a ceder controle de armas

O presidente da SíriaBashar al-Assad, disse que concorda em ceder o controle das armas químicas do país, por conta da proposta russa, mas não por conta das ameaças americanas.
O presidente sírio também afirmou que vai entregar à ONU documentos sobre o arsenal químico do país."A Síria está colocando suas armas químicas sob controle internacional por causa da Rússia. As ameaças dos EUA não influenciam a decisão", disse Assad à TV estatal Rpossiya-24, segundo a agência Interfax.
A proposta da Rússia de que o regime sírio entregue suas armas químicas está sendo discutida com os EUA, que aceitaram adiar um possível ataque militar às forças sírias por conta da negociação.
Os EUA acusam o regime sírio de ter realizado um ataque químico que matou pelo menos 1.429 civis, nos subúrbios de Damasco, em 21 de agosto.
O regime sírio nega responsabilidade e diz que é vítima de terroristas ligados à rede da Al-Qaeda, que tentam "desestabilizar" o país.
A guerra civil síria, que já dura 30 meses, matou pelo menos 110 mil pessoas, criou uma crise humanitária e de refugiados e ameaça a estabilidade política da região.
EUA e Rússia negociam
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, desembarcou nesta quinta em Genebra para tomar conhecimento dos detalhes dos planos da Rússia.

Autoridades dos EUA dizem que Kerry insistirá que o eventual acordo obrigue Damasco a tomar atitudes rápidas para mostrar a seriedade do seu compromisso, a começar pela apresentação de um inventário público e completo do arsenal a ser inspecionado e neutralizado.
Damasco nunca aderiu aos tratados que proíbem a posse de armas químicas, e nunca confirmou se as possuía. A Síria, no entanto, é signatária de uma convenção quase centenária que proíbe o uso de armas químicas.
Falando antes da reunião de Kerry com o chanceler russo, Sergei Lavrov, uma fonte oficial dos EUA disse, sob anonimato, que o objetivo do norte-americano é "ver se há realidade aqui ou não".
As fontes dos EUA disseram ter a esperança de que Kerry e Lavrov definam os termos de uma proposta de resolução a ser votada nos próximos dias pelo Conselho de Segurança da ONU.
O presidente russo, Vladimir Putin, tradicionalmente apontado como um vilão pelos governos ocidentais por fornecer armas a Assad e evitar qualquer esforço da ONU para desalojá-lo do poder, publicou um artigo no "New York Times" manifestando oposição à intervenção militar.
Ele argumentou à opinião pública dos EUA que um ataque a Assad ajudaria combatentes da rede terrorista da Al-Qaeda que lutam ao lado da oposição síria. Segundo Putin, há "poucos paladinos da democracia" na Síria, "mas há mais do que suficientes combatentes da Al-Qaeda e extremistas de todos os tipos enfrentando o governo".
A intervenção norte-americana, acrescentou, "aumentaria a violência e desencadearia uma nova onda de terrorismo", além de possivelmente "abalar os esforços multilaterais para resolver o problema nuclear iraniano e o conflito israelo-palestino, e desestabilizar ainda mais o Oriente Médio e o Norte da África. Isso poderia desequilibrar todo o sistema do direito internacional."
G1
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