quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Barbosa defende mandato 'longo mas delimitado' para ministro do STF

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, em entrevista após abertura da exposição sobre 25 Anos da Constituição (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou nesta quarta-feira (2) que o "ideal" seria que ministros da Corte tivessem mandato "longo mas delimitado". No entanto, frisou o ministro, o debate não pode ser feito de maneira "irrefletida". Atualmente, o ministro fica no cargo desde sua indicação até a aposentadoria compulsória, aos 70 anos.
Na abertura da exposição "25 anos da Constituição Brasileira e o Supremo Tribunal Federal" na noite desta quarta, Barbosa comentou a declaração do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o país deveria discutir prazo delimitado para o cargo de ministro do STF.
O ministro acrescentou que é preciso reduzir as "interferências políticas" no Supremo e em outros tribunais."Eu mesmo já defendi essa tese e também penso que um mandato longo mas delimitado seria o ideal. Mas, como eu disse ainda há pouco, nós não temos ainda uma democracia totalmente aprimorada. Temos uma democracia em construção e mexer num dos pilares desta democracia, como é o Supremo Tribunal Federal, de maneira irrefletida, ligeira, não me parece a solução ideal", afirmou Barbosa.

Mais cedo, outro ministro do STF, Gilmar Mendes, também recomendou cautela para discutir qualquer mudança.

"O meu ponto de vista pessoal hoje é que, com relação ao Supremo Tribunal Federal, nós precisamos, sim, reduzir na medida do possível as interferências políticas, não só no Supremo Tribunal Federal, como em todas as outras Cortes. Quanto menor a possibilidade de interferência na composição dos tribunais pela via política, melhor. Quanto mais previsibilidade na carreira dos magistrados, melhor. Porque juiz independente é juiz que não precisa ter nenhuma preocupação com relação a sua vida material, com a sequencia de sua carreira. E o elemento político não convive bem com a vida profissional de um juiz", frisou o presidente do Supremo.
Barbosa é contra regra que permite a promoção de juízes por merecimento. Ele defende outros critérios, como a antiguidade, por exemplo.
"É o mais longo período de estabilidade política. E mais, estabilidade com plena democracia. Evidentemente que nós não temos um sistema perfeito, mas esse modelo de aperfeiçoamento constante vai nos fazendo chegar à situação que todos nós sonhamos."
25 anos de Constituição
O ministro Joaquim Barbosa afirmou ainda que a Constituição exige constantes mudanças e que seu principal legado é a estabilidade institucional do país.

Para Barbosa, é preciso reverter o processo histórico que garante a quem tem mais condições.
"A concretização da Constituição depende de uma série de fatores. Dentre esses fatores figura o jogo das relações sociais. Há grupos sociais detentores de meios e poderes, recursos, armas, que fazem com que seus direitos sejam assegurados de maneira mais eficaz em relação a outros. Mas isso faz parte do processo histórico. Com o tempo vamos aperfeiçoando isso e o ideal de garantia de direito de todos paulatinamente vai se concretizar."
G1

Preço do m² em 16 cidades sobe 10% em 2013 até setembro, diz FipeZap

Os preços médios anunciados do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 cidades brasileiras subiram 1,2% em setembro de 2013, para R$ 7.057, aponta nesta quinta-feira (3) o Índice FipeZap Ampliado. Com a variação, a mesma registrada em agosto, os preços acumulam alta de 12,7% nos últimos 12 meses. Em 2013 até setembro, foi registrada alta de 9,8%.
De acordo com a pesquisa, a tendência de desaceleração acumulada em 12 meses manteve-se tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro em setembro.No Rio de Janeiro foi registrada a menor variação mensal em cinco anos, de 0,8%. Mesmo com a desaceleração da alta, a preço médio na capital maneve-se o mais alto do país, em R$ 9.614. Em São Paulo os preços subiram 1,2% no mês, para R$ 7.539.
Na capital paulista, a alta em 12 meses caiu para 13,3%, ante 13,7% em agosto. No Rio, ficou em 14,9%, sobre 15,3% um mês antes.
No caso dos preços de aluguel na capital fluminense, os preços sofreram retração de 0,3%. A queda ocorre pela segunda vez consecutiva, após o recuo de 0,1% registrado em agosto.
Cidades
Curitiba apresentou a maior elevação no mês ante o mês anterior, de 3,8%, Niterói (com alta de 0,2%), Rio de Janeiro, Brasília e Salvador (cada uma com alta de 0,8%), registraram os menores aumentos dos preços médios do metro quadrado.

Nos últimos 12 meses, os maiores aumentos foram registrados em Curitiba (32,3%) e Vitória (15,2%).
Vila Velha manteve-se com o menor preço do metro quadrado, de R$ 3.739, onde a alta acumulada em 12 meses foi de 11,9% e a mensal, de 1,1.
Bairros mais caros
Segundo o levantamento, no bairro do Leblon, no Rio, o mais caro do país, os preços sofreram, em média, retração de R$ 124, voltando para R$ 22.084. "Isso significa que um apartamento de 80 metros quadrados naquele bairro ficou em média R$ 10.000 mais barato no último mês", diz.

Em São Paulo, o preço mais caro segue, no bairro Vila Nova Conceição, subiu de R$ 13.233 o m² no mês anterior para R$ 13.430.
Sobre o índice
O Índice FipeZap foi desenvolvido e é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal ZAP Imóveis. O indicador acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. Os municípios abrangidos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Caetano do Sul, Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Salvador, São Bernardo do Campo, Vitória, Curitiba e Vila Velha.

G1

Vital do Rêgo nega 'ansiedade' em relação a Ministério da Integração

Vital do Rêgo (PMDB-PB) durante votação de projeto em comissão, nesta terça (2) (Foto: José Cruz/Ag.Senado)
Apontado por parlamentares como possível sucessor do ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra (PSB), o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) nega ter sido convidado para o cargo pela presidente Dilma Rousseff e afirmou que não sentir "ansiedade" para assumir a pasta. Ao G1, disse nesta terça (2) que se sente "melhor" na condição de parlamentar.
"Não tenho nenhuma ansiedade com relação a isso [possibilidade de ser ministro]. Participei muito pouco [da discussão] a esse respeito", disse o senador, que é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. "Estou muito bem como senador. Conduzo uma comissão para a qual o partido me designou. É um assunto que é da exclusiva decisão da presidenta", declarou Vital.
A expectativa de membros do partido era que Vital fosse indicado para o cargo pela Presidência da República após a saída de Bezerra, mas a indicação não ocorreu.
Vital disse ter recebido "com agrado" a notícia de que seu nome foi lembrado pelos colegas de partido para chefiar o ministério. "Eu recebi como prêmio do trabalho que faço como senador e que fiz como deputado, uma manifestação muito bonita dos meus pares. Mas parou aí. O PMDB é quem vai conduzir essa realidade. Eu me sinto, inclusive, muito melhor nessa condição que desenvolvo, de senador", afirmou.O ex-ministro entregou o cargo nesta terça-feira, após decisão da executiva do PSB do último dia 18 de devolver os postos no governo federal ocupados por integrantes da sigla. No entanto, em vez de indicar Vital, o Palácio do Planalto nomeou interinamente o secretário de Infraestrutura Hídrica do ministério, Francisco Teixeira.

Segundo o Blog do Camarotti, Dilma planeja nomear um novo titular para a pasta somente na reforma ministerial, prevista para dezembro ou janeiro, quando fará uma ampla troca nas cadeiras da Esplanada e liberar ministros para campanhas eleitorais.

O presidente do PMDB, Valdir Raupp (PMDB-RO), negou que tenha havido conversas do governo com o partido sobre o tema e que exista convite formal da Presidência da República para que integrante da sigla passe a ocupar a pasta.
"O Vital é um nome muito bom. Quando surgiram comentários na Câmara e no Senado, dissemos que ninguém tem nada contra. Mas não houve indicação nem convite", declarou Raupp.
G1

PM abre sindicância após suspeita de flagrante forjado em protesto no Rio

A Polícia Militar abriu sindicância para apurar a suspeita de um flagrante forjado durante protesto no Rio. Imagens divulgadas na internet nesta quarta-feira (2) pelo jornal "O Globo" mostram policiais militares abordando um grupo que participava de protesto na terça-feira (1º), no Centro do Rio. Um rapaz, menor de idade, foi detido e algemado. Os manifestantes acusaram os PMs de forjar o flagrante, como mostrou o Bom Dia Rio.
A PM informou que vai apurar o caso e que não houve registro de flagrante contra o jovem. Em nota a corporação ressalta que "o Comando da PM abriu sindicância para analisar as imagens em que um policial supostamente teria forjado flagrante. As cenas da abordagem serão objeto de análise".
Os PMs pedem para um dos jovens abrir a mochila. Ele é menor de idade e, por isso, tem a identidade preservada no vídeo. Ainda com o morteiro na mão, o policial está ao lado do jovem e deixa o artefato cair no chão.
Vídeo mostra momento da detenção
O vídeo mostra um rapaz de camisa preta correndo e um policial atrás segurando um morteiro. As pessoas em volta pediam calma. Momentos depois, o agente reaparece com o objeto na mão. Em seguida, policiais abordam um grupo em que estavam rapazes com camiseta preta. Eles são parados e revistados. Uma mulher intervém: "Pede a identificação". Mas é repreendida: "Tira a mão de mim!"

O jovem então é detido, suspeito de estar com explosivos, mas nega as acusações. "Eu não fiz nada!", argumenta o menor. Mas outro policial afirma: "O senhor está com três morteiros".
Enquanto o rapaz é encaminhado para a 5ª DP (Mem de Sá), outros jovens do grupo contestam a detenção, gritando várias vezes "Cadê o morteiro?".
Segundo a PM, o documento de apreensão dos fogos registra apenas que os mesmos foram encontrados na calçada e "não necessariamente com o jovem", como informou o Bom Dia Rio.
Lançador de gás de pimenta
A Polícia Civil disse, por telefone ao Bom Dia Rio, que os morteiros foram encontrados no chão na Avenida Rio Branco. De acordo com a assessoria, foi apreendido um jovem que teria levado alguns morteiros dentro da mochila na região. Ele foi ouvido e liberado na presença de responsáveis. Os três morteiros apreendidos vão passar por perícia. Além disso, segundo a Polícia Civil, um PM foi ouvido e não teria dito que o material tenha sido apreendido com o jovem.

Segundo o comentarista de Segurança Pública da TV Globo, Rodrigo Pimentel, o policial que apareceu nas imagens comandando a operação é o major Pinto, lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia). Pimentel afirmou ainda que nas imagens está claro que o major Pinto disse para o jovem que ele estava com três morteiros; a revista foi realizada pelo tenente Andrade, do 20º BPM (Nova Iguaçu).
O major Pinto é o mesmo que aparece em vídeo jogando gás de pimenta em professores durante protesto na segunda-feira (30), como informou o Bom Dia Rio. Nas imagens, ele usa um lançador de gás de pimenta durante um tumulto em frente à Câmara Municipal do Rio.
G1

TSE decide nesta quinta se partido de Marina disputará eleição em 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidirá nesta quinta-feira (3) sobre o registro do partido Rede Sustentabilidade, que a ex-senadora Marina Silva pretende criar para participar das eleições de 2014. Será a última sessão do tribunal antes do prazo final para a criação de partidos, no dia 5 de outubro.
Na praça dos Três Poderes, Marina Silva recebe apoio de parlamentares para a criação da Rede Sustentabilidade (Foto: Nathalia Passarinho/G1)
Caso o partido seja aprovado pelo plenário do tribunal, poderá concorrer no ano que vem. Se o tribunal entender que não foi comprovado o apoio mínimo necessário para a criação da legenda, dará mais prazo para que as assinaturas sejam certificadas pelos cartórios eleitorais e juntadas ao processo.
Nesse caso, o partido não teria mais condições de concorrer em 2014. Marina ainda poderia se filiar a um outro partido até sábado caso queira participar da disputa presidencial - segundo a última pesquisa Ibope, Marina estava em segundo lugar nas intenções de voto.
Parecer enviado pelo Ministério Público Eleitoral foi contrário à criação do partido. Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, o partido de Marina tem 442 mil assinaturas de apoio, mas a lei exige 492 mil - equivalente a 0,5% dos votos dados para os deputados federais nas últimas eleições. Faltam, segundo o MP, 50 mil assinaturas.
A ex-senadora pede que o TSE valide 95 mil assinaturas rejeitadas pelos cartórios - com isso teria mais que o mínimo necessário. O vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, opinou contra a criação da Rede por ausência do apoio mínimo necessário, mas destacou que com "certo pesar".
O julgamento nesta quinta começará com o voto da relatora, ministra Laurita Vaz. Depois votarão os ministros João Otávio Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, presidente do TSE. Para Marina obter o registro, precisa de pelo menos quatro votos favoráveis."Há que ser registrado certo pesar pela não obtenção dos apoiamentos necessários à criação da agremiação em questão. O presente registro de partido político, ao contrário de outros recentemente apresentados a essa Corte, não contém qualquer indício de fraude, tendo sido um procedimento, pelo que se constata dos autos, marcado pela lisura", destacou o procurador. Há duas semanas, foram aprovados os registros do Partido Republicado da Ordem Social (Pros) e doSolidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva.
Na quarta (2), o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que a própria ex-senadora Marina Silva sabe que está "um pouco difícil" a aprovação do registro do partido, já que a lei exige a confirmação do apoio mínimo necessário.
Ao ser perguntado sobre se a situação estava difícil para a ex-senadora, o ministro Marco Aurélio afirmou: "Sim. Ela mesmo vê a situação como um pouco difícil. Devemos considerar que não estamos a julgar no campo jurisdicional. Nós estamos a constatar dados concretos para decidir administrativamente. Ou seja, se houve percalços nos cartórios, evidentemente, nós não poderemos considerar esses percalços", afirmou Marco Aurélio antes da sessão do STF desta quarta.
Para o ministro, a ex-senadora é "ética", mas o TSE precisa cumprir e "todos se submetem às regras do jogo".
Noronha não falou sobre o processo de Marina, mas ao ser perguntado sobre se, em tese, seria possível conceder o registro para quem não atingiu o apoio mínimo, ele afirmou:
"Não. A lei é clara. Você tem que ter o apoiamento de mais de 480 mil, o número é por aí. Se não tiver, não satisfaz. E são coisas diferentes. A imprensa está mal informada quando diz que nós aprovamos aqui partidos com suspeitas de irregularidade. Data vênia, isso não ocorreu. Se a certidão foi do TSE, se veio dos cartórios direto, isso é outro problema. Os precedentes já legitimavam o acolhimento de certidões emitidas diretas pelos TREs. Todas as certidões estavam nos autos atestando número suficiente", disse João Otávio Noronha.
Os outros dois partidos aprovados recentemente eram alvo de denúncias de irregularidade, mas tinham o mínimo necessário de assinaturas de apoio.
G1
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...