quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IPCA menor não significa que 'vamos descuidar' da inflação, diz Mantega


IPCA acumulado em 12 meses até setembro de 2013 (Foto: Editoria de Arte/G1)O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (9) que o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, de 0,35%, somando, pela primeira vez neste ano, um valor abaixo de 6% em 12 meses, não significa que o governo vai "descuidar" da inflação.
"O governo tem de continuar alerta para impedir que a inflação volte a subir e a atrapalhar o consumidor brasileiro", declarou o ministro da Fazenda a jornalistas.
Nesta quarta-feira, acontece, em Brasília, o segundo dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que fixa a taxa básica de juros da economia. A expectativa do mercado financeiro é de uma nova alta de 0,5 ponto percentual nos O ministro Mantega também afirmou ter ficado "satisfeito" com o resultado do IPCA do mês passado.
"É menor do que o IPCA de setembro do ano passado e do ano retrasado. Significa que a inflação está sob controle. É claro que ela tem uma sazonalidade. No final do ano, ela sobe um pouco porque você tem entressafra, regime de chuvas, mas vamos ficar dentro da normalidade", declarou.
Reajuste da gasolina
Questionado sobre o aumento da gasolina, que, segundo a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, pode acontecer ainda neste ano, Mantega foi evasivo. "Isso nao é assunto nosso. Reajuste da gasolina é da Petrobras", declarou ele, mesmo sendo presidente do Conselho de Administração da empresa estatal.

Nesta terça-feira (8), a presidente da Petrobras informou que ainda não há data definida para o reajuste. "A gasolina pode subir esse ano. Não tem data. Como aconteceu todos os anos, a gente tem aumento de preço. E quem sabe, pode acontecer algum movimento abrupto inesperado. O Brent cai, o câmbio desce e aí tem redução no preço da gasolina. Ou seja, a previsão de aumento é possível, é previsível, mas não tem data", disse a executiva a jornalistas.
Federal Reserve
Sobre a retirada dos estímulos monetários nos Estados Unidos, o ministro Mantega informou que, em sua visão, isso deve acontecer somente em 2014. Ele avaliou que a vice-presidente do Federal Reseve (o BC norte-americano), Janet Yellen, que, segundo a Reuters, deverá ser nomeada presidente da instituição, pode adiar a desativação dos estímulos nos Estados Unidos.

"Eu não sei porque eu nao vi o pronunciamento dela [Janet Yellen] até agora. O que vai adiar a desativação dos estímulos é o baixo crescimento da economia americana. A economia americana não tem dado sinais de vigor. Tem crescido, porém abaixo das expectativas. Isso que vai determinar se você vai continuar ou não com os estímulos. Portanto, eu acho que está prorrogada a retirada dos estímulos para o próximo ano", declarou o ministro da Fazenda a jornalistas.
G1

Pesquisa Vox Populi diz que Cássio Cunha Lima tem 52% dos votos para governador nas eleições de 2014

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou, na noite desta terça-feira (07), uma pesquisa encomendada ao Vox Populi sobre intenções de votos na Paraíba. Na pesquisa espontânea (onde não são citados os nomes dos candidatos) Cássio Cunha Lima (PSDB) lidera as intenções de votos com 14%, praticamente empatado com Ricardo Coutinho (PSB) com 12%; Veneziano Vital do Rêgo e o ex-governador José Maranhão (ambos do PMDB) com 2%, cada. 

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Na pesquisa estimulada, num primeiro cenário com três candidaturas a governador, o senador Cássio Cunha Lima aparece com 50% da preferência do eleitorado. O governador Ricardo Coutinho  aparece com 26%. Já o ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo ficaria com 11%.
Em abril, levando-se em conta esse mesmo cenário, Cássio teria 44% dos votos. 
Já o governador Ricardo Coutinho aparecia com 30%. Veneziano praticamente ficou no mesmo patamar, já que em abril ele tinha 12% e caiu apenas um ponto. 
O Vox Populi também simulou a pesquisa com o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB) substituindo o irmão Veneziano Vital. Nesse cenário, o senador Cássio Cunha Lima aparece com 52% das intenções de votos (em abril eram 46%), contra 52% de Ricardo Coutinho (em abril eram 31%) e 8% de Vitalzinho (em abril eram 9%).
Ninguém, branco e nulo ficam com 10%. Não soube responder ficou com 5%.
O instituto colocou para os eleitores um terceiro cenário, com Ricardo Coutinho, Cícero Lucena e Vital Filho na disputa. O governador teria 42%, Cícero ficaria com 15% e o senador peemedebista alcançaria 13%. 
Ninguém, branco e nulo subiriam para 22%.  Não soube ou não respondeu somam 8%. 
O quarto cenário aponta uma disputa entre Ricardo, Veneziano e Cícero. O ex-prefeito de Campina Grande foi de 17% para 18%. O governador passou de 47% para 40%. O senador 'tucano' foi de 11% para 14%. 
Nessa hipótese, branco e nulo chegariam a 20% e não soube tinha 10% em abril, caindo para 10% em setembro.
Colocados todos os candidatos, a menor rejeição é a de Cássio Cunha Lima (9%), seguido de Cícero Lucena (11%), Veneziano (16%), Vital (17%) e Ricardo Coutinho (23%). 
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 a 25 de setembro deste ano, com 1.880 entrevistas. A margem de erro é de 2,5%, para mais ou para menos. 
Para senador
A pesquisa do Vox Populi também ouviu os eleitores sobre a disputa para senador. Na espontânea, os mais citados foram Cássio Cunha Lima, Cícero Lucena e Wellington Roberto (PR), com 3% cada. Em seguida vem José Maranhão com 2%. Outros 4%, nenhum 14% e não soube responder 70%. 
Já na estimulada, o nome de Rômulo Gouveia (PSD) aparece com 20%, seguido de Cícero Lucena (19%), Wilson Santiago (14%), Luiz Couto (8%) e Wellington Roberto (5%). Ricardo Marcelo (PEN) foi citado por 3% dos entrevistados. Ninguém, branco e nulo ficaram com 19%. Não soube responder 12%.
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Fonte: http://www.ararunaonline.com

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Foca se equilibra em focinho de tubarão e escapa de ataque; veja foto

Flagra de David Jenkins mostra foca sobre o focinho do tubarão (Foto: David Jenkins/Caters)
O fotógrafo David Jenkins, de 41 anos, flagrou o momento em que uma foca se equilibrava sobre o focinho de um tubarão-branco perto da costa da Cidade do Cabo, na África do Sul, a centímetros dos dentes afiados do predador. De acordo com a agência Caters, após fazer o "equilibrismo", o mamífero conseguiu escapar do tubarão. "As focas estavam voltando para uma ilha depois de se alimentarem no oceano, e os tubarões viajam abaixo delas", explica o fotógrafo irlandês.

G1
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Lua e Vênus farão raro espetáculo visual essa noite


Nesta terça-feira, todos os habitantes da América do Sul terão a possibilidade de contemplar um raro desfile lunar com a participação especial do planeta Vênus. Os observadores serão capazes de desfrutar um espetáculo magnifico onde a Lua poderá ser vista três vezes mais alta, maior e mais iluminada do que o normal, facilitando uma observação com muito mais riqueza de detalhes, tanto através de telescópios, como a olho nu. Enquanto isso, Vênus, que também se encontra em posição especial no espaço, terá seu brilho 48 vezes mais intenso que o de Mercúrio e 85 vezes mais do que Saturno.



O planeta se encontrará lemevemente abaixo da Lua, em torno de 7 graus do lado direito. Este espetáculo não deve se repetir por muitos anos e já poderá ser apreciado alguns minutos após pôr do Sol. 


O mito do protesto pacífico

Não há transformação sem quebra-pau

Acompanhando a repercussão do quebra-pau da polícia para cima dos estudantes que rolou nessa semana em Goiânia, estou embasbacado com a quantidade de senso comum que ando ouvindo. Em todo canto escuto que “a manifestação é válida, mas a baderna não”; “o protesto é legítimo, mas vandalismo não”; “os estudantes estão certos, mas perderam a razão”. Na boa, em que mundo essa gente vive?

Na verdade, não se trata de mundo, se trata do Brasil. Somos mestres na arte da conciliação do inconciliável. Está em nossa tradição, está tatuado em nosso DNA. Queremos sempre acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Na frente das câmeras, somos moralistas e defensores da família. Quando as luzes apagam, fazemos aquilo que é impublicável. Calcado nesse comportamento dúbio, criamos expressões que beiram o ridículo. Os exemplos são fartos. Crítica construtiva. Manifestação ordeira. Protesto pacífico.

Fazer uma crítica nunca pode ser construtivo. Se for para construir, é elogio, nunca crítica. Crítica é para colocar em crise, fazer você perder o chão, nocautear e, a partir daí, quem sabe, colocar o indivíduo em outro caminho.

Manifestação ordeira é um contra senso tão grande quanto torcedor do Vila Nova esmeraldino. Não existe. Se é manifestação, existe justamente para questionar a ordem, colocá-la em xeque, subvertê-la. Não é para respeitar o status quo, é para desafiá-lo.

Protesto pacífico está nessa linhagem de paradoxos. Se acontece, das duas uma: ou não é protesto, ou não vai resolver nada. Para um protesto pacífico, a resolução das autoridades para o pleito popular será sempre a criação de uma comissão proteladora que não resolverá patavina. Desculpe dizer a verdade inconveniente em um belo feriado.

Observe a história. As grandes transformações sempre foram depois de muita porrada para tudo quanto é lado. Patrimônio destruído e vidas perdidas são os lamentáveis efeitos colaterais das transformações sociais. A coroa francesa queria manifestações ordeiras. Se assim fosse, seria reforma e não revolução. Faltou o sangue azul combinar isso com os miseráveis. A família czar russa queria protestos pacíficos. Também faltou combinar com os bolcheviques. Até mesmo o exemplo indiano capitaneado por Gandhi teve seus momentos de enfrentamento nada ordeiros ou pacíficos.

Não sei se estou sendo claro, sei que esse é um terreno pantanoso e facilmente deturpável. Seja por falta cognitiva, seja por falta de caráter. Não estou defendendo a quebradeira, estou dizendo que sem ela as transformações não costumam chegar. O transporte coletivo de Goiânia precisa de uma revolução. Não sei de alguma revolução na base do flower power. Existe uma? Por favor, me conte aí nos comentários.

Era previsível que a coisa chegaria ao ponto que chegou na Praça da Bíblia. As manifestações vinham acontecendo, a vontade popular foi solenemente ignorada e o reajuste veio. O clima estava ficando acirrado. Não houve diálogo com o movimento, não havia perspectiva de melhoria. O aumento era só para o bolso das empresas. Não havia contrapartida para o usuário. O que você queria? Sorrisos e narizes de palhaço? Uma outra Marcha do Todinho? Elementar que isso não aconteceria.

E não precisa ser guru para prever que outros conflitos acontecerão. Quem sabe até mais agressivos. O movimento dos estudantes se mostra determinado, parece que não está disposto a retroceder se não tivermos melhorias. O pleito está errado? Não. A quebradeira é culpa dos estudantes? Para mim, não. É de quem deixou nossos ônibus chegarem nesse estado calamitoso. E para você? A culpa dos paus que certamente ainda voarão é de quem?
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