domingo, 15 de dezembro de 2013

Polícia divulga foto de jovem ferida em tiroteio em escola no Colorado

Claire Davis, 17, ferida gravemente em um tiroreio na escola Arapahoe, no Colorado (EUA). (Foto: Ed Andrieski/AP)
A polícia divulgou neste sábado (14) a foto da jovem ferida por um tiro na escola Arapahoe High School, no Colorado, Estados Unidos.

Claire Davis, de 17 anos, foi baleada por Karl Halverson Pierson, de 18 anos, quando ele invadiu a escola na última sexta-feira (13). Inicialmente, a polícia havia dito que a jovem tinha 15 anos, mas agora a informação foi corrigida.
O delegado de Arapahoe, Grayson Robinson, mostrou a foto de Claire durante uma entrevista coletiva.
A polícia americana investigava os motivos que levaram o estudante a abrir fogo na escola, ferindo a jovem antes de, aparentemente, se matar.
Pierson entrou na escola Arapahoe no subúrbio de Denver em torno das 12h da sexta-feira com uma arma de fogo e pedindo a colegas a localização de um professor.
Pai abraça filho após o tiroteio em escola no Colorado. (Foto: Evan Semon/Reuters)
Mais tarde, ele foi encontrado em uma sala de aula com uma ferida de bala aparentemente feita por ele mesmo. O professor, que rapidamente fugiu da escola, saiu ileso.
Colegas de Pierson disseram que ele era um membro inteligente e simpático da equipe de atletismo e do clube de debates da escola.
A polícia afirmou não ter conhecimento de nenhum problema de disciplina anterior.O delegado Robinson disse que detetives investigavam "vingança" como um dos possíveis motivos, mas não elaborou mais. Investigadores acreditam que o jovem agiu sozinho.
O tiroteio no subúrbio de Denver ocorreu a apenas 13 quilômetros de um dos massacres escolares mais fatal na história dos EUA, a escola Columbine, onde dois estudantes mataram 13 colegas e funcionários antes de se matarem em 1999.
Não houve indicações de que o ocorrido estava relacionado com o aniversário neste sábado do tiroteio na escola de Sandy Hook no ano passado, em Connecticut, disse Robinson.
G1

Avião atolado é retirado da pista do aeroporto de Uberlândia

A aeronave que derrapou e atolou no aeroporto Tenente Coronel Aviador César Bombonato, em Uberlândia, foi retirada da pista por volta das 5h40 deste domingo (15). O incidente ocorreu na noite deste sábado (14) e mais de 90 passageiros estavam dentro do Embraer 195, que operava o voo AD 6913 da Azul. Ninguém ficou ferido.
O superintendente do aeroporto, Sérgio Kennedy, informou ao G1 nesta manhã que o trabalho para retirar o avião ocorreu com a ajuda de profissionais da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), da Azul, Prefeitura de Uberlândia e Corpo de Bombeiros. Segundo ele, mais de 30 pessoas ajudaram no processo.
aeroporto Uberlândia avião (Foto: Leander Oliveira/G1)
Ainda de acordo com Kennedy, o aeroporto está funcionando normalmente e do ocorrido até o momento da retirada do avião foram cancelados dois voos.
Os passageiros foram desembarcados cerca de 30 minutos após o incidente. “No primeiro momento, quase ninguém notou que o avião não ia parar. Foi algo assim, sem desespero, nem nada. Algumas pessoas ficaram mais nervosas do que outras, mas foi normal. Só quando o piloto comunicou, pediu desculpas porque em função da chuva não conseguiu parar, percebemos a gravidade da situação”, disse o professor Wesley Batista Araújo.
O avião partiu de Campinas, do Aeroporto Internacional de Viracopos, e desembarcou em Uberlândia por volta das 19h45. O superintendente também destacou a presença de uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), de Brasília, na cidade.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Azul informou que na aeronave estavam 93 clientes e cinco tripulantes. Ninguém ficou ferido e todos receberam atenção por parte da companhia. Ainda segundo a nota, o avião ultrapassou o limite final da pista e parou em uma área gramada no final da cabeceira.
A Azul também informou que o voo seguinte, AD 6914, que operaria a etapa Uberlândia - Campinas foi cancelado em consequência deste incidente. Igualmente, os clientes afetados estão recebendo apoio da empresa, segundo a Resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Uma equipe técnica da companhia foi deslocada para Uberlândia, onde fará a avaliação da aeronave e remoção da mesma do local. Acompanhe aqui a situação do aeroporto da cidade.
G1

Ucrânia e União Europeia suspendem trabalhos para acordo de associação

O comissário de Ampliação europeu, Stefan Füle, assegurou neste domingo (15) que os trabalhos para estabelecer um acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia "estão suspensos" e pediu a Kiev um "compromisso claro".
"Mais discussões estão condicionadas a que haja um claro compromisso para assinar. Os trabalhos estão suspensos, não tive resposta" por parte do governo ucraniano, afirmou Füle em mensagem no Twitter.

Neste domingo (15) pelo menos 200 mil opositores pró-europeus estavam reunidos na Praça da Independência, centro de Kiev, para protestar contra o presidente ucraniano Viktor Yanukovich e sua decisão de privilegiar a relação com a Rússia em detrimento da União Europeia.

No sábado (14), o prefeito de Kiev, Alexander Popov, e o secretário adjunto do Conselho de Segurança ucraniano, Vladimir Sivkovich, perderam os cargos por conta de uma ordem para a dispersão violenta de manifestantes em 30 de novembro na capital ucraniana.

A onda de manifestações na Ucrânia teve início depois que o governo desistiu de assinar, em 21 de novembro, um acordo de livre-comércio e associação política com a União Europeia, alegando que decidiu buscar relações comerciais mais próximas com a Rússia. Dias depois, o próprio primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, admitiu que Moscou pediu para que a assinatura do acordo fosse adiada. A interferência dos russos, que teriam ameaçado cortar o fornecimento de gás e tomar medidas protecionistas contra acesso dos produtos ucranianos ao seu mercado, foi criticada pelo bloco europeu.

G1

Favorita, Bachelet disputa segundo turno com colega de infância no Chile

A ex-presidente socialista Michelle Bachelet, que venceu o primeiro turno de 17 de novembro, deve confirmar seu triunfo eleitoral no segundo turno presidencial neste domingo (15) no Chile. Ela enfrenta uma colega de infância, a direitista Evelyn Matthei, que tem mais de 20 pontos perentuais de desvantagem.
As urnas abriram às 8h locais (9h de Brasília) e fecham às 18h (19h de Brasília). O primeiro boletim oficial, com 20% dos votos apurados, deve sair às 19h30 no Chile (20h30 de Brasília).
Em um clima pré-natalino e uma campanha eleitoral marcada por poucas emoções, os chilenos voltarão às urnas quatro semanas após o primeiro turno, quando Bachelet venceu os outros oito candidatos com uma porcentagem contundente dos votos (46,6%).
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A ex-presidente Michelle Bachelet encerra a campanha nesta quinta-feira (12) no estádio nacional de Santiago (Foto: Claudio Reyes/AFP)
A ex-presidente socialista, de 62 anos, precisava de 50% dos votos e mais um para garantir sua vitória. Como não conseguiu, disputará as urnas com a ex-ministra do Trabalho Evelyn Matthei, candidata do atual presidente de direita, Sebastián Piñera, de 60 anos.
Pela primeira vez na América Latina, duas mulheres se enfrentam em uma batalha eleitoral pela presidência.Matthei conquistou 25,1% dos votos, mas comemorou sua ida ao segundo turno, superando projeções que antecipavam uma vitória de Bachelet no primeiro embate e previam 10% a menos dos votos que a direitista conseguiu.
Passado próximo
Bachelet e Matthei têm um passado em comum. Elas são filhas de generais da Força Aérea que eram amigos próximos e, quando crianças, brincavam juntas. O golpe de Estado que instalou a ditadura de Augusto Pinochet, em 1973, foi um marco para as vidas de ambas.

O general Alberto Bachelet foi preso no mesmo dia da instalação do regime militar, tendo sido torturado até a morte devido à sua lealdade ao governo deposto de Salvador Allende. Fernando Matthei, no entanto, se aliou à junta militar.
Cinco décadas depois, as companheiras de infância se enfrentam a partir de posições opostas.
"Temos duas opções neste dia 15 de dezembro: uma quer mudanças e a outra considera que as alterações que propomos não são necessárias", disse Bachelet na segunda-feira, na etapa final de uma campanha que não tem despertado grande entusiasmo por parte dos eleitores.
A candidata governista Evelyn Matthei durante comício nesta quinta-feira (12) em Temuco, no Chile (Foto: AFP)
A vitória quase certa de Bachelet, a quem faltaram menos quatro pontos percentuais para vencer no primeiro turno, e a falta de novas propostas reduziram o peso da disputa.
"É uma escolha que ocorre em condições inéditas, já que raramente se pode prever o resultado do segundo turno com tanta clareza", disse à AFP o cientista político Christopher Bellolio, da Universidade Adolfo Ibáñez.
"Matthei vai perder as eleições. Só não sei se será uma surra porque isto depende do número de eleitores, mas a direita vai experimentar uma grande derrota", acrescentou.
Alto índice de abstenção é previsto
Mais de 13 milhões de chilenos estão autorizados a votar neste domingo, mas o número real de eleitores é imprevisível. No primeiro turno, votação em que a participação no pleito deixou de ser obrigatória, a abstenção foi superior a 50%.

A única pesquisa de intenção de votos, realizada pela Universidade de Santiago e o instituto de pesquisa de mercado e opinião pública Ipsos, foi divulgada na última quarta-feira (11). Ela indica que Bachelet irá vencer a disputa com mais de 63,7%, enquanto Matthei obterá uma votação superior a 33,7%.
O baixo nível de incerteza em relação ao triunfo de Bachelet e a sensação de que uma mudança significativa não está em jogo, apesar das reformas ambiciosas que a ex-presidente socialista propõe - a reforma tributária, a gratuidade do ensino universitário em seis anos e a formulação de uma nova constituição - seria a explicação para o baixo índice de comparecimento dos eleitores que se prevê para o próximo domingo.
"Trata-se de um cenário de voto voluntário. Os incentivos mais fortes para os eleitores são a emergência e, neste caso, não há nenhuma emergência ou convulsão social para que as pessoas tomem as ruas e decidam radicalmente a forma como o seu país será amanhã. Além disso, não há nenhuma incerteza sobre o resultado, o que é outro fator importante", diz Bellolio.
Diante disso, as duas candidatas redobraram os pedidos de votos. Bachelet fez questão de destacar em sua campanha nas ruas que tem propostas de "pensões decentes", "uma nova constituição", "educação gratuita" e "novos hospitais". Enquanto isso, Matthei baseou sua campanha no clássico slogan "Sim, é possível" para lidar com a enorme diferença em relação à ex-líder.
Dois programas em jogo
Bachelet, que é médica pediatra e governou o Chile de 2006 a 2010 , propõe a correção do sistema econômico e político que permanece como herança da ditadura de Pinochet.

Além disso, ela defende uma reforma tributária (para arrecadar US$ 8,2 bilhões, o equivalente a 3% do PIB), assim como o estabelecimento, em um prazo de seis anos, do sistema de educação universitária gratuita e uma mudança na constituição, que é da época da ditadura.
"Há demandas muito específicas, como a educação e a nova Constituição, mas se fosse necessário resumir, não acho que seja uma alteração do modelo, especialmente em termos econômicos", argumenta o cientista político Robert Funk, da Universidade do Chile.
Matthei propõe, por sua vez, a continuidade das políticas de direita do governo de Piñera, que conduzirão o Chile a um crescimento previsto de 4,2% para este ano, com baixa inflação e uma economia marcada por uma situação de quase pleno emprego .
"Não vou derrubar as paredes da casa que construímos juntos porque vivemo em um país maravilhoso", afirmou Matthei.
G1

Cadela amamenta dois filhotes de tatu recém-nascidos no Paraná

Uma cena curiosa está chamando a atenção de moradores de Guaporema, no noroeste do Paraná. Na cidade com pouco mais de dois mil habitantes, uma cadela está amamentando dois filhotes de tatu há um mês.  De acordo com a dona da cachorra, a cena é ainda mais inusitada, pois a cadela está tendo leite mesmo sem nunca ter engravidado.
Os dois tatus foram levados para a casa de Ortência Regina Alves depois que a mãe dos filhotes foi atropelada por um trator em uma lavoura de cana-de-açúcar. O marido de Ortência trabalhava na hora do acidente e decidiu levar os animais para casa para eles não passarem fome. Os visitantes despertaram o interesse da cadela da família, chamada de Faísca, que não quis mais ficar longe dos tatus. “A reação dela foi instintiva. A Faísca viu o meu marido dando leite para os filhotinhos e, de repente, deitou no chão como se quisesse amamentá-los”, lembra a dona de casa. “Foi então que o meu marido colocou os filhotinhos perto dela, e começaram a sugar o leite direto das tetas dela”, conta.
PseudogravidezPor conta da diferença de espécies, a família decidiu devolver os filhotes de tatu para o local onde foram encontrados. Mas, tiveram que voltar atrás da decisão por causa da Faísca. “Um dia depois de termos levado os filhotes, a cachorra ficou muito doente. Levei ela em um veterinário, comprei remédio, troquei de ração e nada de ela melhorar. Somente depois que buscamos os tatuzinhos e deixamos eles na cama dela é que ela melhorou”, diz. Ainda segundo Ortência, o veterinário que atendeu a cachorra ficou impressionado porque, mesmo sem ter dado cria, a cadela tinha leite.
Conforme o veterinário Maicon Puertas Sorrilha da Silva, Faísca desenvolveu uma pseudogravidez, ou seja, uma gravidez falsa no período que ela estava fértil. “Há uns 70 dias a cadela entrou no cio e com a presença dos filhotes teve uma falsa gestação, desenvolvendo todos os sintomas normais de gravidez, até produzir leite”, explica. “Nessas situações, isso é bem comum de acontecer”, acrescenta o veterinário.
Os tatuzinhos chamados de Pancho e Panda são bem parecidos com a mãe adotiva, conforme Ortência. “Eles estão parecendo uns cachorrinhos agora. Pelo menos estão tendo as mesmas atitudes. Quando eu ou o meu marido chegamos em casa, eles vem correndo cheirar, lamber os nossos pés”, diverte-se. “E claro que todas as ações são vigiadas de perto pela mãe que não deixa ninguém chegar perto deles”.
A família sabe que não poderá manter por muito tempo os animais silvestres em casa, mas acredita que nenhum órgão ambiental vai tirá-los da casa sabendo que eles são bem tratados. “Se eles acharem que há um lugar melhor, onde eles não vão passar fome, a gente não vai ter o que fazer. Mas, se não fosse a gente os filhotinhos teriam morrido de fome”, finaliza.
G1
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