terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Protesto fecha Radial Oeste e Rua São Francisco Xavier, no Rio

Polícia é chamada após protesto de moradores da Mangueira, no Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)
Um protesto interditava ambos os sentidos da Radial Oeste, por volta das 10h desta terça-feira (7). Um grupo ocupava a pista na altura da Universidade Estadual do Rio de Janeiro(Uerj), de acordo com o Centro de Operações Rio. A pista só foi liberada totalmente por volta das 11h17.
Moradores da Favela do Metrô, na região da Mangueira, jogaram colchões, lixo e vidro para bloquear a pista.
Segundo eles, o motivo da manifestação foi a demolição de casas na margem da via, que teria sido feita de forma arbitrária. "No início do ano, o (prefeito) Eduardo Paes veio aqui e disse que todo mundo ia receber casa, mas hoje chegaram aqui e tiraram o povo na marra", reclamou uma moradora.
De acordo com André Santos, subprefeito da Zona Norte, os atuais ocupantes das casas não são os verdadeiros moradores da favela do metrô. "Cerca de 600 famílias que moravam aqui há 30 anos foram removidas e estão sob assistência do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Esses chegaram há dois meses tentando para ocupar casas que já seriam demolidas na tentativa de ganhar casas do governo."
Bombeiros tentavam apagar as chamas, por volta das 10h30 desta segunda-feira. No horário, a Rua São Francisco Xavier também estava fechada nessa mesma altura e em igual sentido. A Polícia Militar acompanhava os manifestantes para evitar novos tumultos.
A Radial Oeste chegou a ser aberta por volta das 10h35 e fechou novamente 8 minutos depois. Até as 11h17, quando a via foi liberada, as melhores opções aos motoristas que seguiam em direção ao Méier eram a Avenida Maracanã, a Avenida Eurico Rabello e o Boulevard 28 de Setembro. Quem ia em direção ao Centro no horário deveria acessar o Túnel Noel Rosa e, em seguida, a Teodoro da Silva.
Outro protesto
Durante o final de semana, perto do local do protesto desta terça-feira, moradores da Mangueira se manifestaram contra a morte de um morador da comunidade. O jovem Wellington Sabino Vieira, de 20 anos, morreu no domingo (5), no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. As informações são da Coordenadoria de Polícia Pacificadora. Ainda de acordo com a PM, um revólver teria sido apreendido com o rapaz após uma troca de tiros no sábado (4). Moradores, no entanto, negam o envolvimento de Wellington com o crime.

De acordo com a polícia, o tiroteio de sábado aconteceu quando agentes que faziam o patrulhamento na área conhecida como Olaria se depararam com três traficantes.

Em resposta à morte do jovem, moradores do Morro da Mangueira queimaram um ônibus na Rua Ana Néri, na noite de domingo.
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G1

Corpo de criança queimada em ataque a ônibus é sepultado em São Luís

Enterro de Ana Clara reuniu familiares e desconhecidos em cemitério de São Luís (Foto: Douglas Pinto/TV Mirante)
O corpo de Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que morreu após ter 95% do corpo queimado em ataque a um ônibus em São Luís, foi enterrado na manhã desta terça-feira (7), no Cemitério Jardim da Paz, na Estrada de Ribamar. A menina estava com a mãe Juliane Carvalho Santos, 22, e a irmã, Lorrane Beatriz Santos, de 1 ano e 5 meses, em um dos ônibus incendiados por homens armados na sexta-feira (3), na capital maranhense.
 

A mãe de Ana Clara teve 40% do corpo queimado no ataque e continua internada na Unidade Intermediária de Terapia Intensiva do Hospital Tarquínio Lopes. Apesar de estar consciente, Juliane ainda não sabe da morte da filha. A família explica que tomou a decisão após orientação médica, já que o estado de Juliane é grave e ela sofre de depressão. Segundo a assessoria do hospital, Juliane está "em bom estado geral, lúcida e comunicativa, referindo dor e prurido leve, sobretudo durante e logo após a troca de curativo. Recebe tratamento padrão para o grande queimado. Em acompanhamento psicológico e psiquiátrico".
Já a irmã da menina teve 20% do corpo queimado, com ferimentos nas pernas e no braço esquerdo. Ela está fora de perigo e encontra-se em leito de isolamento da enfermaria pediátrica do Hospital Juvêncio Matos.
Segundo o médico Cláudio Araújo, a causa da morte de Ana Clara foi insuficiência renal e choque hipotensivo, refratário a drogas e líquidos. "O tecido não respondia. A droga não chegava a esses tecidos, dificultando o tratamento. Isso devido à gravidade, ao grau de lesão do acidente", explicou.
bisavô paterno de Ana Clara, Dasico Rodrigues da Silva, 81 anos, teve um infarto e faleceu no domingo (5) ao saber do estado de saúde da neta, que era crítico naquele momento. Ele morreu em casa, na Santa Cruz, em São Luís.
Márcio Ronny teve 72% do corpo queimado (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Passageiro que tentou salvar Ana Clara continua em estado grave
O entregador de frango Márcio Ronny da Cruz Nunes, 37anos, que teria tirado Ana Clara do ônibus em chamas, continua em estado grave no Hospital Tarquínio Lopes com mais de 70% do corpo queimado. O boletim médico do hospital informa que ele respira com ajuda de aparelhos, mas apresentou melhora clínica e quadro estável nas últimas 24 horas.

Segundo familiares da menina, a mãe conta que não encontrou a filha de 6 anos no meio do fogo e só conseguiu descer com a outra filha, Lorrane, nos braços. De fora do ônibus, ela teria visto Márcio resgatar Ana Clara e se abraçar com ela para tentar apagar o fogo do corpo da criança.
"Eles entraram no ônibus e jogaram gasolina nas crianças que estavam próximas deles e atearam fogo. E, no momento daquele desespero, ele não pensou em sair, ele só pensou em ajudar", contou Maria da Conceição Nunes, parente de Márcio.
Também continua internada, mas fora de perigo, a operadora de caixa Abiancy Silva dos Santos, 35 anos, com queimaduras no braço direito e no abdômen.
G1
A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil cresceu 9,9% em 2013, atingindo a marca de 3,74 milhões de veículos, novo recorde anual. Os dados foram anunciados pela Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta terça-feira (7).
O recorde histórico de produção anterior era a marca de 2011, quando foram produzidos 3,416 milhões de unidades. Em 2012, a produção recuou para 3,402 milhões.
O recorde histórico já havia sido superado em novembro, quando a produção nos 11 meses do ano somou 3,5 milhões.
Em dezembro, entretanto, a produção recuou 12,1% na comparação com o mesmo mês de 2012. A fabricação de 235,9 mil veículos em dezembro representou também um recuo de 18,6% na comparação com novembro.
Na análise por segmento, o destaque foi a produção de caminhões, que cresceu 43,1% em 2013, na comparação com 2012, somando 190.304 unidades. A produção de carros aumentou 8,6%, totalizando 3,51 milhões de unidades. Já a fabricação de ônibus avançou 9,5%, para 40.111.
Presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, exibe gráfico mostrando que o preço médio dos veículos tem crescido abaixo da inflação medida pelo IPCA (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
'Empate técnico'
Em relação às vendas de veículos, medida pelo número de licenciamentos, os dados da Anfavea confirmaram uma queda de 0,9% em 2013. Esse mesmo índice já havia sido apontado na sexta-feira (3) pela federação dos concessionários, a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Segundo o balanço da Anfavea, foram comercializados 3,77 milhões de veículos no ano passado, contra 3,8 milhões em 2012. As vendas de dezembro, porém, subiram 16,8% sobre novembro e recuaram 1,5% ante igual mês de 2012, somando 353.843 unidades.
O presidente da Anfavea, Luiz Moan, classificou como "empate técnico" o resultado das vendas no mercado interno em 2013. Segundo ele, a diferença de 34 mil veículos representa, aproximadamente, apenas dois dias de vendas no país.
"Batemos o recorde histórico do setor em termos de vendas de veículos produzidos no Brasil", comemorou o executivo, ao comentar a produção de 3,06 milhões de unidades, alta de 1,5% ante 2012 (3,01 milhões).
"Estamos permanecendo no patamar de 4º maior mercado do mundo", acrescentou Moan.
A Anfavea atribuiu o recuo das vendas em 2013, sobretudo, à maior seletividade na concessão de crédito. Em relação à produção de veículos, a associação avalia que a atividade continuará em alta pelo menos até 2017.
IPI
O boletim de balanço da Anfavea estima que, durante o período de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), entre 24 de maio de 2012 e 31 de dezembro de 2013, o governo deixou de arrecadar R$ 5 bilhões.

"Em contrapartida, a geração de impostos com PIS/Cofins, IPVA e ICMS foi de R$ 13,1 bilhões, além de viabilizar a produção de mais de 1,5 milhão de unidades adicionais, com enorme volume de encomendas em toda a cadeia automotiva", destacou a associação.
Vendas ao exterior
As exportações da indústria automobilística somaram US$ 16,57 bilhões de janeiro a dezembro de 2013, o que representa uma alta de 13,5% em comparação com 2012. As vendas para o exterior em dezembro aumentaram 14,5% ante o mesmo mês de 2012, para US$ 1,2 bilhão (R$ 2,8 bilhões).

Saíram do país em 2013 um total de 563.268 veículos, volume 26,5% maior que o exportado em 2012 (445.219).
Segundo a Anfavea, os importados representaram 18,8% dos veículos comercializados no Brasil em 2013, somando 706.864 unidades. Essa participação corresponde a um recuo em relação ao ano anterior, quando as 788.097 unidades importadas ficaram com uma fatia de 20,7% dos veículos licenciados.
G1

Inscrições para o Prouni 2014 começam no dia 13 de janeiro

As inscrições para o processo seletivo do primeiro semestre de 2014 do Prouni começam no dia 13 de janeiro e vão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 17 de janeiro. Os candidatos devem ser inscrever pelo site http://siteprouni.mec.gov.br. A portaria que regulamenta o processo foi publicada nesta terça-feira (7) no 'Diário Oficial da União.'
A primeira chamada dos estudantes pré-selecionados será divulgada no dia 20 de janeiro. Haverá uma segunda chamada no dia 3 de fevereiro.Prouni é um programa que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em instituições particulares de ensino superior do Brasil, a partir do desempenho do candidato no Enem.
Somente poderá se inscrever no processo seletivo do Prouni o estudante brasileiro que ainda não tenha diploma de curso superior, que tenha feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013 e que atenda a pelo menos uma das condições a seguir:
I - tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
II - tenha cursado o ensino médio completo em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
III - tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
IV - seja pessoa com deficiência;
V - seja professor da rede pública de ensino, no efetivo

As bolsas integrais são oferecidas aos candidatos com renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário-mínimo. Para as bolsas parciais, o valor é de, no máximo, três salários mínimos.
G1

Alves marca reunião para discutir processo de cassação de Cunha

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), agendou para 4 de fevereiro reunião da Mesa Diretora da Casa para discutir a possibilidade de abrir processo de cassação contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no processo do mensalão  e com prisão já determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A Câmara ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que mandou prender o deputado. A reunião da mesa no dia 4 está condicionada ao envio de ofício a ser expedido pelo STF, informando sobre a condenação.
A Mesa Diretora da Câmara só precisará decidir sobre a abertura de processo de cassação se Cunha mantiver a intenção de não renunciar ao mandato. A assessoria de Cunha, um dos quatro deputados condenados no mensalão, informou que ele não pretende renunciar.Barbosa rejeitou recurso do deputado no processo do mensalão e determinou que seja iniciado o cumprimento da pena de seis anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de corrupção passiva e peculato.
Se a Mesa decidir abrir o processo, o caso será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em seguida, será analisado no plenário da Casa em votação aberta.
Ao parlamentar deve ser dado "amplo direito de defesa" tanto na comissão quanto em plenário. O processo pode se arrastar por meses.
Apesar de ter decidido pela prisão do deputado, ainda falta o Supremo expedir o mandado de prisão de Cunha para o deputado ser preso, o que não havia acontecido até o início da tarde desta terça-feira. A assessoria de imprensa do parlamentar informou que ele vai cumprir a decisão judicial e se entregar à polícia.
Se a Mesa não der prosseguimento ao processo de cassação do mandato, qualquer partido político pode protocolar o pedido para análise na Casa da perda do mandato parlamentar. Neste caso, o processo também precisa ser encaminhado para a CCJ e para o plenário.
Os demais deputados federais que foram presos pelo Supremo por condenações no julgamento do mensalão – José Genoino, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto – optaram por renunciar ao mandato e evitar o processo de cassação.
João Paulo Cunha foi acusado de receber R$ 50 mil no ano de 2003, quando era presidente da Câmara, para beneficiar agência de Marcos Valério – apontado como o "operador" do mensalão – em contratos com a Casa. O deputado sustenta que os contratos de publicidade contratados foram cumpridos, conforme atestam, segundo ele, relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Polícia Federal.
G1
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