domingo, 12 de janeiro de 2014

Grupos de civis fortemente armados ocupam povoados no México

Integrandes de grupo de autodefesa na entrada da comunidade de  Paracuaro, no México (Foto: Enrique Castro/ AFP)
Um grupo de civis armados que integram os chamados grupos de autodefesa ocuparam mais dois povoados do estado mexicano de Michoacán, que enfrenta duros confrontos a tiros, bloqueios de estradas e queima de veículos há uma semana.

Uma fonte da Polícia Federal do país confirmou que os grupos de autodefesa entraram na comunidade denominada El Ceñidor, no município de Parácuaro, uma das 15 localidades onde estes grupos atuam com o propósito de enfrentar o cartel do narcotráfico “Los Caballeros Templarios”.

Os civis armados também entraram na comunidade de Zapotán, no município de Coahuayana, situado no litoral do Pacífico.

A Promotoria de Michoacán informou que a onda de violência registrada nas últimas 24 horas em Apatzingán terminou com 12 caminhões de carga queimados, ônibus de passageiros e veículos compactos carbonizados nos municípios de Parácuaro e Apatzingán.

Além disso, várias lojas também foram incendiadas por grupos armados que se opõem aos grupos de autodefesa.

Hipólito Mora, líder de um dos grupos de autodefesa, disse à EFE que nas próximas horas tentarão tomar mais municípios, inclusive o principal reduto de “Los Caballeros Templarios”.

Os grupos de civis armados surgiram em Michoacán em fevereiro de 2013 para enfrentar o cartel de drogas. Eles operam em 15 dos 113 municípios do estado.

Michoacán conta com áreas de florestas, montanhosas e áridas, assim como mais de 270 quilômetros de litoral no oceano Pacífico, por onde chegam cargas de produtos utilizadas por “Los Caballeros Templarios” para elaborar drogas sintéticas traficadas para os Estados Unidos.



Protestos
Na sexta-feira (10) moradores de uma cidade no oeste do México incendiaram ao menos três caminhões em protesto contra a chegada de mais de cem membros de um grupo civil de autodefesa.

O grupo chegou em caminhões e instalou um posto de controle na entrada de Parácuaro, uma cidade de artesãos e produtores de limão. Eles desarmaram alguns policiais suspeitos de ter vínculos com o crime organizado. Logo depois que o grupo tomou a cidade, um homem morreu em um tiroteio.

Os moradores dizem que se opõem ao grupo de autodefesa porque este força os jovens a se juntarem a eles.

Há ainda rumores de que alguns grupos de autodefesa haviam sido infiltrados pelo Cartel “Jalisco Nueva Geracioón”, acusações refutadas veementemente por esses grupos. Esta organização criminosa lidera uma guerra territorial contra “Los Caballeros Templarios”, que opera em Michoacan.
G1

Mulher viaja de calcinha no metrô em Hong Kong

Evento é chamado de "Viagem sem calças no metrô" e ocorre uma vez por ano (Foto: Tyrone Siu/ Reuters)Mulher viaja no metrô neste domingo (12), em Hong Kong sem calças, só de calcinha. Ela participa do evento chamado "Viagem sem calças no metrô", quando, uma vez por ano, as pessoas tiram as roupas debaixo e seguem para sua rotina normal.

G1

Homem solta spray de pimenta e causa pânico em boate no RS

Homem solta spray de pimenta e causa pânico em boate em Guaporé (Foto: Eduardo Cover Godinho/Rádio Aurora, Divulgação)
Um incidente gerou pânico na madrugada deste domingo em uma boate no município de Guaporé, na Região Norte do Rio Grande do Sul. Um homem soltou um spray de pimenta no interior da casa noturna e inicou uma correria entre as pessoas que estavam no local. De acordo com informações da Brigada Militar da cidade, os frequentadores acharam que a boate estava pegando fogo e tentaram deixar o prédio às pressas.

Segundo a BM, cerca de 500 pessoas estavam na casa noturna, localizada no centro da cidade. No momento do tumulto, pessoas foram empurradas e pisoteadas, mas ninguém se feriu com gravidade. Depois do incidente, 18 pessoas deram entrada no Hopital de Guaporé com ardência nos olhos e dificuldade de respirar em função dos efeitos do spray de pimenta.


O Corpo de Bombeiros foi chamado ao local e encontrou dentro da pista de dança a lata com o spray de pimenta. As imagens das câmeras internas da boate não identificam quem soltou o gás, mas a polícia já tem um suspeito. O homem deve ser chamado para prestar depoimento.
G1

MA receberá visitas e terá atividades de comitê para crise penitenciária

Durante toda a semana o Maranhão vai receber visitas de senadores e da presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), para buscar soluções para a crise no sistema penitenciário maranhense. Também durante esta semana serão apresentados os resultados do Comitê Gestor de Ações Integradas do Governo do Maranhão, que se reuniu pela primeira vez na sexta-feira (10).
A agenda começa nesta segunda-feira (13), quando parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado fazem visita programada para 12h30 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Os senadores também terão encontros com autoridades, entre as quais a governadora Roseana Sarney (PMDB).
Na quarta-feira (15), a secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, deve vir ao Maranhão para conversar com a governadora Roseana Sarney (PMDB) sobre a situação das carceragens dos presídios estaduais do estado.
Após a primeira reunião, o Comitê Gestor de Ações Integradas do Governo do Maranhão - criado para combater a crise no sistema penitenciário estadual – definiu que os primeiros resultados dos núcleos de trabalho devem ser apresentados na próxima sexta-feira (17).
Comitiva de senadores
Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado programaram para segunda-feira (13) uma "diligência" no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Às 12h30, o grupo visitará Pedrinhas, centro da crise do sistema prisional do Maranhão. Os senadores também devem se encontrar com autoridades, entre as quais a governadora Roseana Sarney (PMDB).

Além da visita ao presídio, os senadores participarão às 10h de uma reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); às 14h30, terão encontro com membros do Ministério Público do Maranhão; às 16h, com a presidente do Tribunal de Justiça, Cleonice Silva Freire; e, às 17h, audiência com a governadora.
A comitiva do Senado no Maranhão reunirá pelo menos a presidente da comissão, Ana Rita (PT-ES), o vice, João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), senadores que tinham confirmado presença até essa sexta.
Visita secretária de Justiça do PR
A secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, deve vir ao Maranhão na quarta-feira (15), para conversar com a governadora Roseana Sarney (PMDB), sobre a situação das carceragens dos presídios estaduais do estado. De acordo com a assessoria da secretária, o pedido de auxílio partiu da governadora maranhense, que busca uma solução para a crise no sistema carcerário local.

Maria Tereza é presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej). Entre as ações implantadas por ela nos três anos à frente da pasta, está a redução da população carcerária no estado.
Comitê
Após a primeira reunião, o Comitê Gestor de Ações Integradas do Governo do Maranhão - criado para combater a crise no sistema penitenciário estadual – definiu que os primeiros resultados dos núcleos de trabalho devem ser apresentados na próxima sexta-feira (17). A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Comunicação do Estado, que por questões estratégicas, não divulgou as atividades que serão realizadas durante a próxima semana.

"Uma ação complementa a outra. E nós criamos equipes, e cada equipe vai tomar conta de uma ação, pois elas são específicas de cada área, é como se fosse um mutirão de trabalho para darmos uma resposta imediata", afirmou Roseana Sarney (PMDB).

No dia 14 de outubro, a Força Nacional chegou em São Luís para reforçar a segurança nos presídios da capital.Crise penitenciária no estado
No dia 9 de outubro, uma rebelião na Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), deixou nove mortos e vinte feridos. No dia seguinte (10), o governo do Estado decretou estado de emergência no sistema prisional do Maranhão.

No dia 14 de novembro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu providências ao Estado para evitar mais assassinatos dentro dos presídios maranhenses. No site, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos manifesta preocupação pelo alto número de mortes violentas em presídios do Estado. Na época, 47 detentos haviam morrido no sistema penitenciário.
No dia 17 de dezembro, uma briga entre integrantes de uma mesma facção crimonosa deixou quatro mortos - três decapitados - e cinco feridos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
No dia 19 de dezembro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) solicitou ao governo brasileiro, por meio de uma medida cautelar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que adote medidas para evitar mais mortes no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão.
No dia 27 de dezembro, o relatório de inspeção nos estabelecimentos prisionais do Maranhão foi enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assinado pelo juiz Douglas de Melo Martins confirmando a ‘precariedade do sistema prisional maranhense’.
No dia 2 de janeiro de 2014, dois presos foram encontrados mortos em Pedrinhas. Em 2013, de acordo com o relatório do CNJ 60 detentos morreram nos presídios do Maranhão.
Após operação da Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas no Maranhão, quatro ônibus foram incendiados e duas delegacias foram alvo de tiros em São Luís na noite de sexta-feira (3). O secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, disse que os ataques foram ordenados por detentos do presídio.
Cinco pessoas ficaram feridas por conta dos ataques a ônibus na Vila Sarney Filho. A menina Ana Clara, de 6 anos, não resistiu às queimaduras que sofreu e morreu na manhã de segunda-feira (6). Ela teve mais de 90% do corpo queimado no ataque. A mãe, Juliane Carvalho Santos, e sua irmã, também ficaram feridas. Em estado grave, mas estável, Juliana foi transferida do Maranhão para tratamento em Brasília-DF. A irmã de Ana Clara, Lorane Beatriz, de 1 ano e meio, está internada em um hospital infantil na capital maranhense e não corre risco de morte.
Outro paciente em estado grave, mas também estável, Márcio Ronny da Cruz, teve queimaduras em 72% do corpo. Ele foi transferido para o Hospital Geral de Goiânia, considerado referência no tratamento de queimados no país. Em tratamento em São Luís, a quinta vítima do ataque ao ônibus, Abyancy Silva Santos, que teve 10% do corpo queimado, não corre risco de vida e pode receber alta na terça-feira (14).
Na quarta-feira (8), a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que o Brasil apure as recentes violações de direitos humanos e os atos de violência que ocorreram nos presídios do Maranhão, em especial no Complexo de Pedrinhas. No mesmo dia, o governo federal prorrogou até 23 de fevereiro a presença da Força Nacional de Segurança nos presídios do Maranhão. Inicialmente, as tropas permaneceriam no estado até 25 de dezembro.
No dia seguinte, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou em São Luís a elaboração de um plano emergencial para tentar diminuir a violência no sistema carcerário do estado. Ao todo, serão 11 medidas. Entre elas, está a criação de um comitê gestor, gerido pela governadora Roseana Sarney e supervisionado pelo governo federal, que prevê ações integradas entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
No dia 10 de janeiro, deputados estaduais membros da comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Maranhão afirmam não ter conseguido visitar algumas das instalações que fazem parte do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Segundo os deputados, a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) não autorizou a visita porque não teria sido previamente avisada.
G1

Papa Francisco pede que mães alimentem bebês na Capela Sistina

O Papa Francisco dá bênção a bebê durante cerimônia de batismo neste domingo (12) na Capela Sistina, no Vaticano (Foto: L'Osservatore Romano/AP)
Papa Francisco batizou 32 bebês na Capela Sistina, neste domingo (12), e disse às mães que não ficassem incomodadas por alimentar seus filhos ali.
Ao contrário dos seus antecessores, que normalmente faziam longas homilias cheias de teologia durante o evento anual, o Papa fez uma breve homilia, improvisada, com cerca de 300 palavras focada nas crianças.
Os afrescos de Michelangelo na Capela Sistina são algumas das obras mais famosas do mundo das artes. O teto retrata a criação do homem e a parede do altar mostra um Deus severo no Juízo Final."Hoje o coral vai cantar, mas o mais belo coral de todos é esse coral composto por bebês, que vai fazer barulho. Alguns vão chorar porque não estão se sentindo confortáveis, ou porque estão com fome," ele disse em tom familiar e descontraído para os pais.
Mas o Papa disse às mães que elas não se sentissem intimidadas pelo ambiente.
"Mães, se eles estiverem com fome, alimentem seus filhos, sem pensar duas vezes. Porque eles são as pessoas mais importantes aqui," ele disse, falando na mesma sala onde foi eleito em 13 de março como o primeiro papa não europeu em 1.600 anos.
Francisco disse em uma entrevista no mês passado que as mães não devem se sentir desconfortáveis por amamentar durante suas cerimônias.
Filho de mãe solteira
Entre os batizados, estavam a filha de um casal que contraiu apenas um matrimônio civil, assim como o filho de uma mãe solteira.

Um casal de militares italianos que assistiu a uma audiência geral do Papa há vários meses havia pedido a Francisco que batizasse sua filha Giulia e ele aceitou, declararam os pais da menina à imprensa.
Mas, quando enviaram os documentos ao Vaticano, ficou claro que haviam contraído apenas um matrimônio civil. Isso não impediu que o Papa batizasse sua filha.
O pontífice também batizou o bebê de uma mãe solteira, que havia pensado inicialmente em abortar quando seu companheiro a abandonou, antes de desistir disso, e havia escrito uma carta a Francisco.
O Papa também anunciou também que vai nomear 19 cardeais no próximo mês, entre eles o brasileiro Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.
G1
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