sábado, 18 de janeiro de 2014

Sobe para 21 o número de mortos em atentado em Cabul, no Afeganistão

Forças de Segurança do Afeganistão investigam local onde um ataque suicida deixou mortos nesta sexta-feira (17) em Cabul. (Foto: Rahmat Gul/AP)
Sobe para 21 o número de mortos após um atentado a bomba em um restaurante em Cabul, noAfeganistão. Segundo as autoridades locais, 13 são estrangeiros e oito são afegãos, informa a agência France Presse.

De acordo com a agência EFE, entre os estrangeiros estavam o principal responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI) no país, Wabel Abdullah, e três funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU). As duas organizações internacionais emitiram comunicados confirmando as mortes após o atentado no centro da capital afegã.

A EFE informa ainda que um porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, reivindicou a autoria do ataque em nome do movimento. Em entrevista à agência local AIP, Mujahid elevou para 29 o número de "altos funcionários estrangeiros" que morreram no atentado. Os talibãs costumam exagerar o número de vítimas de seus ataques.

Em comunicado posterior enviado à EFE, o talibã explicou que "o ataque foi uma vingança pelos ataques estrangeiros na província de Parwan, onde há dois dias arrasaram dez casas e mataram mulheres e crianças indefesas".
"São notícias trágicas e no fundo estamos todos desolados. Nossos corações estão com a família e os amigos de Wabel, assim como com os entes queridos das outras vítimas do ataque", disse em comunicado a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.
Wabel Abdallah, de 60 anos e com nacionalidade libanesa, foi nomeado o mais alto  representante do FMI no Afeganistão em 2008, após ter trabalhado para essa organização em diferentes cargos, a maioria deles relacionados com o Oriente Médio.
No atentado também morreram três funcionários da ONU, organização que condenou os ataques contra civis como o ocorrido "por serem inaceitáveis e violarem de maneira flagrante as leis internacionais em matéria humanitária".
"Estes ataques devem acabar imediatamente", disse hoje um porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em comunicado.
"O secretário-geral envia suas mais profundas condolências às famílias e amigos dos que morreram hoje e seu desejo de que os feridos melhorem em breve", completou.
O atentado coincide com o início do último ano das tropas da Otan no Afeganistão, de acordo com o calendário de retirada gradual que será concluído em dezembro, quando as forças locais assumirão a segurança em todo o território afegão.
Segundo o chefe da polícia de Cabul, Mohammed Zahir, três terroristas participaram do ataque, mas apenas um detonou sua carga explosiva, depois que os outros dois foram abatidos pelas forças de segurança.
Testemunhas citadas pela agência local 'AIP' garantiram que após a explosão foi possível ouvir uma breve troca de tiros no local, e acrescentaram que as forças de segurança isolaram a área, sobre a qual sobrevoam helicópteros militares.
G1

Obra de ferrovia no Piauí já consumiu R$ 1 bilhão, parou e vai atrasar 6 anos

Estrutura está abandonada até a retomada dos trabalhos da ferrovia (Foto: Patrícia Andrade/G1)
As obras da ferrovia Transnordestina no sertão do Piauí, que já consumiram R$ 1,075 bilhão e deveriam ter sido entregues em 2010, estão paralisadas e abandonadas desde setembro de 2013, quando o contrato entre a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA) e a construtora Odebrecht foi rescindido. O valor investido no trecho piauiense corresponde a mais de dois terços do total de R$ 1,456 bilhão previsto após um recente financiamento complementar feito pelo governo federal.
G1 visitou trechos da ferrovia em obras nas cidades de Paulistana e Curral Novo do Piauí e não viu trabalhadores ou máquinas em ação. O nome da empreiteira contratada para o trabalho já não consta mais nas placas.
Ferrovia Transnordestina (Foto: Editoria de Arte/G1)
Segundo o Ministério dos Transportes, foram executados apenas 42% dos trabalhos de infraestrutura e 35% das obras de arte especiais – pontes e viadutos – nos 420 quilômetros da linha entre as cidades de Eliseu Martins (PI) e Trindade (PE).
O orçamento total para a construção nos três estados saltou de R$ 4,5 bilhões, em 2007, para R$ 7,5 bilhões, em 2013. O G1 procurou a Transnordestina Logística S.A. por telefone e e-mails entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, mas a empresa não detalha o que já foi feito no trecho com o dinheiro. O Tribunal de Contas da União disse que não encontrou irregularidades até o momento.
A ferrovia começou a ser construída em junho de 2006, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deveria ter ficado pronta quatro anos depois, ao final do mandato. De acordo com o governo federal, o projeto prevê 2.304 quilômetros de ferrovia, beneficiando 81 municípios – 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 emPernambuco.
O atraso na conclusão da ferrovia Transnordestina prejudica a expansão do agronegócio e da mineração no Piauí, que vê nesse empreendimento a chance de potencializar o transporte de cargas, escoando grãos e minérios até o mar a custos mais baixos. O estado já tem ferrovias que vão até os portos de Pecém (CE) e Itaqui (MA), mas a Transnordestina ligaria as regiões de agronegócios e de mineração ao porto de Suape (PE).
Inicialmente, a ferrovia seria construída pelo governo federal, mas por falta de verba e a entraves burocráticos, o projeto foi entregue para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que criou a empresa Transnordestina Logística S.A. (TLSA) para ser concessionária da obra. O governo federal então firmou compromisso de garantir financiamentos de bancos e órgãos públicos. Já os estados envolvidos ficaram responsáveis pelas desapropriações.
A ferrovia Trasnordestina não faz parte do Programa de Investimento em Logística (PIL), criado em agosto de 2012 para destravar gargalos históricos do transporte e aquecer a economia brasileira em meio à crise internacional. A previsão era investir R$ 91 bilhões na construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, mas, até agora, nenhum trecho foi leiloado.
Um dos motivos para o fracasso foi a desconfiança do empresariado em relação aos projetos, principalmente por conta da participação da estatal Valec no negócio. Para reverter o quadro, o governo decidiu terceirizar a produção de projetos para construção de novas ferrovias, que agora serão elaborados pelo setor privado.
Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu uma série de correções no projeto para reduzir custos e só aprovou o novo modelo de concessão no fim de 2013. A empresa  vencedora do leilão vai apenas construir, manter e operar as linhas. Toda a capacidade de transporte de carga por esses trilhos será comprada pela Valec. O plano garante livre acesso aos trilhos, o que deve levar a concorrência e queda de preço no transporte de cargas, mas a estatal assume o risco de prejuízo caso a demanda das empresas transportadoras seja menor que o previsto.
O governo espera fazer o primeiro leilão até março de 2014.
Atraso de 6 anos
Segundo o Ministério dos Transportes, greves depois do descumprimento de acordo coletivo relativo ao pagamento de gratificações aos operários, quebra de acordos e atrasos nas desapropriações são alguns dos fatores que contribuíram para o atraso na Transnordestina. Ao G1o ministério disse que o governo não tem qualquer participação ou intervenção nas relações contratuais entre a concessionária e as construtoras que executam a obra, e garantiu que cobra os resultados estabelecidos nos acordos de financiamento e no contrato de concessão, firmado e fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Em nota, a construtora Odebrecht informou que a rescisão com a Transnordestina Logística S.A. foi feita de maneira amigável, mas não disse o que motivou a empreiteira a romper o contrato. A Transnordestina também foi procurada, mas não quis comentar nada sobre o assunto.
O governo federal afirmou que, após a saída da Odebrecht, a Transnordestina Logística está contratando novas empresas para a retomada das obras. A previsão da concessionária era de reiniciar os trabalhos em dezembro de 2013 e entregar a ferrovia concluída em setembro de 2016, com seis anos de atraso em relação ao prazo inicial e cinco anos além do previsto no cronograma do balanço quadrimestral do PAC 2, divulgado dia 17 de outubro de 2013.
Ponte da Ferrovia Transnordestina no trecho das obras em Curral Novo do Piauí (Foto: Patrícia Andrade/G1)
O único trecho com possibilidade de ser concluído ainda em 2014, segundo balanço do PAC, fica entre Salgueiro (PE) e Trindade (PE). O pedaço tem 163 km de extensão e está previsto para setembro. Os demais trechos, que somam mais de 90% da extensão total da ferrovia, só vão ficar prontos entre junho e setembro de 2016.Até o último balanço, o governo ainda via a possibilidade de ter a Transnordestina concluída no fim de 2015. Em setembro, no entanto, o acordo dos acionistas foi renegociado e novas cláusulas foram impostas, depois das discussões entre a Companhia Siderúrgica Nacional e o Ministério dos Transportes.
Estruturas estão por quase toda a extensão da obra, que segue paralisada no Piauí (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Atraso para o agronegócio
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet), a ferrovia vai dobrar o volume de exportações da soja no estado. O atraso na construção e a ausência de um porto no estado são os maiores problemas para o desenvolvimento do agronegócio no Piauí. Entre 2009 e 2011, foram exportados mais de R$ 183 milhões pelo Porto de Itaqui, em São Luís (MA), e R$ 156 milhões pelo Porto de Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE).

Para o secretário de Desenvolvimento, Warton Santos, a conclusão da ferrovia é esperada com ansiedade pelos setores produtivos. "A ferrovia Transnordestina vai cortar mais de 1 mil km da região dos Cerrados Piauienses, que mais cresce na produção de soja, algodão e milho, além de minérios. Para se ter uma ideia, a mineradora Bemisa, que tem projetos implantados na Bahia, Minas Gerais, Goiás, Pará e Mato Grosso, instalou-se recentemente na região a investiu mais de US$ 5 milhões", afirmou.
O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja), Moysés Barjud, disse que a Transnordestina possibilitará a redução de custos, já que o transporte rodoviário aconteceria somente até a cidade de Eliseu Martins. No entanto, a associação ainda não tem um cálculo sobre o tamanho da redução, que dependerá do preço do transporte ferroviário até o porto.
"Os benefícios dessa obra são imensos e evidentes: facilitação da chegada dos insumos agrícolas até as fazendas – o que, indiretamente, gera um incremento tecnológico e produtivo dos empreendimentos agrícolas – e, é claro, no escoamento da produção", afirmou Barjud.
Apesar de toda a expectativa dos produtores e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, a ferrovia não é bem vista pelo secretário estadual de Transportes, Avelino Neiva, que chegou a declarar durante a apresentação do Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (PDES), que aconteceu na última semana de novembro, que a obra é um projeto mal traçado e que não agregará valor nenhum ao estado.
"O Piauí se transformará em um mero exportador de matéria-prima. Não teremos nenhum valor agregado com essa obra. Poderíamos ter 30% do valor que está sendo investido nela, algo em torno de R$ 2,5 bilhões, para construir 700 km de ferrovia partindo do ponto onde foi iniciada a Transnordestina no Piauí até o Porto de Luís Correia. Dessa forma não iríamos apenas fazer o transporte de produtos, mas agregar valor econômico aqui e gerar riquezas. Se eu tivesse sido ouvido na época do seu traçado, nunca teria aprovado essa obra, mas já é um fato consumado e temos que aprender a viver inteligentemente com isso", declarou.
G1

Angela Merkel não deve se preocupar com espionagem, diz Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, chega para falar sobre as mudanças na espionagem americana nesta sexta-feira (17) (Foto: AFP)
O presidente americano, Barack Obama, garantiu que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, não precisa "se preocupar" com a confidencialidade das comunicações dos alemães, enquanto ele for presidente dos Estados Unidos - declarou o próprio em entrevista à televisão alemã neste sábado (18).
"Enquanto eu for presidente dos Estados Unidos, a chanceler alemã não terá de se preocupar" com a vigilância, declarou Obama à emissora pública alemã ZDF, na entrevista que deve ser transmitida neste sábado.
Segundo Obama, os dois países têm uma "relação de amizade e de confiança".
"Não tenho necessidade, e não quero, nutrir essa relação por um mecanismo de vigilância, que se colocaria no meio da comunicação e da confiança que nós temos", frisou.
Na sexta-feira (17), o porta-voz de Merkel comemorou "o fato de que a proteção dos dados e dos direitos das pessoas serão mais respeitados no futuro, sobretudo, dos cidadãos não americanos".A entrevista foi dada depois do anúncio, na véspera, da reforma nos programas da Agência da Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), suspeita de ter espionado comunicações de líderes estrangeiros, incluindo o celular de Merkel.
Neste sábado, as reações foram mais críticas.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Bundestag, Norbert Rittgen, do partido conservador CDU da chanceler, declarou que o anúncio de Obama foi "técnico" e não respondia, "infelizmente, ao verdadeiro problema". Para ele, há uma "divergência transatlântica" sobre o equilíbrio entre liberdade e segurança.
Em entrevista na edição de domingo do jornal "Bild", o ministro alemão da Justiça, o socialdemocrata Heiko Maas, vi nos projetos de Obama "um primeiro passo". Segundo ele, a confiança da Alemanha em seu parceiro americano será restaurada apenas "quando tivermos assinado um acordo que proteja, de maneira juridicamente vinculante, os dados de todos os cidadãos".
G1

Após ameaça de bomba em voo da TAM, aeroporto de Manaus é fechado

Situação já afeta 20 voos em Manaus (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Após suspeita de bomba em um avião da TAM na manhã deste sábado (18), o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, fechou para pousos e decolagens. Não há previsão de retorno das atividades no local. Até o momento (14h), 20 voos já foram afetados. Acompanhe em tempo real a situação do aeroporto no G1.
De acordo com a Infraero, o funcionamento do aeroporto foi paralisado às 11h17 e deverá ser normalizado somente após liberação da Polícia Federal (PF), que faz varredura na aeronave em alerta. Os voos com destino a Manaus foram deslocados para SantarémBoa Vista e Brasília.
Ameaça de bomba
Passageiros disseram que saíram pelas portas de emergência da aeronave (Foto: Arquivo pessoal)
Segundo a Polícia Federal no Amazonas (PF), um aviso foi encontrado em um banheiro do Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek informando que uma bomba tinha sido colocada na aeronave. A PF em Brasília acionou o órgão em Manaus, que deslocou uma equipe do grupamento antibombas para fazer varredura no avião.

A aeronave desembarcou em Manaus às 10h40 e foi evacuada para ser realizada uma varredura no avião. Passageiros relataram que precisaram deixar a aeronave pelas saídas de emergência. Os esquadrões antibomba da PF e da Polícia Militar (PM) foram acionados.

De acordo com o site da TAM, o voo 3540 é realizado por uma aeronave modelo Airbus A320. A TAM informou ao G1 que a aeronave transportava 162 passageiros. Em nota, a empresa disse ainda que "lamenta os transtornos causados aos clientes, reitera que a segurança é um valor imprescindível e que todas as suas ações visam a garantir uma operação segura".
G1

Veja tataravó de 100 anos que pediu gogo boy

Doris Deahardie contratou gogo boy para comemorar aniversário de 100 anos em pub na Inglaterra (Foto: Reprodução/YouTube/NewsyWorld)
Tataravó centenária contrata gogo boy
Doris Deahardie, uma tataravó de Saundby, na Inglaterra, surpreendeu a todos ao contratar um gogo boy para sua festa de 100 anos de idade. A senhora fez tudo por conta própria, escolheu o dançarino em um site especializado e ainda pediu pelo “pacote completo”, aproveitando a coreografia ousada do dançarino em um pub local (leia a matéria).
G1

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