sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

José Serra recebe alta de hospital após passar por cirurgia na próstata

José Serra chega aos estúdios da Globo (Foto: Reprodução/G1)
O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) recebeu alta, na tarde desta sexta-feira (31), do Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo, onde se recuperava de intervenção cirúrgica na próstata. A cirurgia foi realizada nesta terça-feira (28).
De acordo com a assessoria do hospital, o estudo do material removido constatou crescimento benigno local, sem a necessidade de tratamento adicional. "O paciente está apto a retomar suas atividades rotineiras", informou boletim médico.
O ex-governador apresentava um quadro de hiperplasia prostática benigna, ou um aumento benigno do órgão.Em julho do ano passado, o ex-governador passou por uma cirurgia para a colocação de um stent - mola metálica que expande a artéria e aumenta a capacidade de fluxo sanguíneo - no mesmo hospital. O problema cardíaco foi detectado durante a avaliação pré-operatória para a realização da intervenção cirúrgica na próstata.
Confira a íntegra do boletim médico:
"31/01/14
15h45
O ex-governador José Serra recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no início da tarde desta sexta-feira, 31/01/14. O paciente se recuperava de intervenção cirúrgica de próstata, realizada na última terça-feira (28/01), pelo Prof. Miguel Srougi.
O estudo do material removido constatou crescimento benigno local, sem a necessidade de tratamento adicional.
O paciente está apto a retomar suas atividades rotineiras.

Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira                             Dr. Paulo Cesar Ayroza Galvão
Diretor Técnico Médico                                                Diretor Clínico"
G1

Delegado Fernando Veloso é o novo chefe da Polícia Civil do RJ

O delegado Fernando Veloso passará a atuar na subchefia operacional da Polícia Civil do Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Fernando Veloso é o novo chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro. O delegado, que ocupava o cargo de subchefe operacional da instituição, substitui Martha Rocha, que renunciou ao cargo para ser candidata.
Em nota, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, desejou "sucesso" a Veloso.
Martha Rocha anunciou no dia 13 deste mês que deixaria o cargo em 31 de janeiro para seguir carreira política. A delegada resolveu antecipar sua saída por entender que o secretário precisa de tempo para se planejar, já que este ano a cidade sediará grandes eventos.
Cláudio Ferraz era o mais cotadoA delegada, primeira mulher a ocupar o cargo, estava no posto desde fevereiro de 2011. Antes de ser chefe da Polícia Civil, a delegada esteve na direção geral da Divisão de Polícias de Atendimento à Mulher (DPAM).
O nome mais cotado para substituir Martha era o de Cláudio Ferraz, até a divulgação, a poucos dias do saída da chefe da Polícia Civil, de que o Ministério Público estaria investigando o aumento do patrimônio do delegado. Ele também é investigado por sonegação fiscal. 
Veloso já foi delegado da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) e da 9ª DP (Catete) e deve ficar no cargo só até o fim do ano, quando chega ao fim o governo Sérgio Cabral.
Disputa dentro da Polícia Civil
Fernando Veloso esteve envolvido em maio de 2013 em uma disputa dentro da Polícia Civil. Além do subchefe operacional da Polícia Civil, a briga envolvia o piloto Ronaldo Ney Barbosa Mendes e Adonis Lopes de Oliveira, ex-comandante do Serviço Aeropolicial (Saer), que é o setor responsável pelas operações aéreas da Polícia Civil. A briga fez com que um vídeo interno fosse parar no jornal "Extra".

Veloso se defendeu das informações de que estaria envolvido em uma disputa dentro da Polícia Civil. "Eu desconheço ter envolvimento em desavenças. Eu tomei conhecimento a partir da reportagem. Sei que há desavenças entre policiais e  tenho que tomar decisões em função da minha posição. Eu na o tomei partido nem de um policial, nem de outro", disse.
G1

Shoppings e universidades são suspeitos de fraudar IPTU, diz MP

Shoppings e universidades estão na lista inicial de 84 contribuintes, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitas de fraudar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de acordo com o promotor Marcelo Mendroni, do Ministério Público de São Paulo. O esquema foi descoberto a partir da investigação da fraude do Imposto Sobre Serviços (ISS) na capital paulista.
Segundo o promotor, um documento foi encontrado na casa do ex-auditor fiscal Luís Alexandre Magalhães, investigado pela fraude no recolhimento do ISS, com valores em dinheiro escritos a mão ao lado de códigos de registro na Prefeitura. Os fiscais registravam imóveis com uma área menor do que a real e cobravam a diferença do primeiro ano do IPTU como propina, de acordo com as investigações.
O MP diz ter identificado imóveis novos e antigos, que foram ampliados, envolvidos na fraude. "Estamos lidando com a hipótese de os contribuintes estarem envolvidos na corrupção. Não aparenta, nesse primeiro momento, que houve uma extorsão", afirma o promotor. A fraude ocorreria desde 2009, segundo as apurações iniciais.
Um novo inquérito foi instaurado para investigar a fraude e, segundo Mendroni, a investigação do ISS levou à identificação de outros dois esquemas de fraude no IPTU que também deverão evoluir para outros dois inquéritos. A investigação do Ministério Público indica que a máfia do ISS teria desviado R$ 500 milhões – dinheiro que a administração municipal deveria ter recebido em pagamentos do imposto.Além dos quatro fiscais suspeitos de envolvidos no esquema do ISS, que chegaram a ser presos durante as investigações, o MP identificou cerca de outros 10 fiscais que podem ter envolvimento na fraude do IPTU.
O advogado de Magalhães disse que não conhece a investigação sobre o IPTU, mas adiantou que o auditor não trabalhou na fiscalização desse imposto. Magalhães e o também fiscal Carlos Augusto Di Lallo já haviam dado a entender, em uma conversa gravada, que também fraudaram o IPTU, segundo áudio divulgado pelo Bom Dia São Paulo.
Di Lallo: Todos esses anos nós levamos dinheiro. Quem pagou o pato?
Magalhães: O Habite-se!
Di Lallo: Não pegaram o IPTU. O IPTU não pegaram.
Magalhães: A gente fez um monte de coisa no IPTU.

Em novembro do ano passado, o prefeito Fernando Haddad já havia informado sobre a possibilidade de a quadrilha também ter fraudado o IPTU. "Há denúncias de mudança cadastral no IPTU, para que a pessoa pague menos", disse à época.
Na quinta-feira (30), o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Magalhães, da ex-mulher dele e de quatro empresas ligadas aos dois. O acesso a essas informações deverá ajudar nas investigações.
G1

Novo ministro da Saúde, Chioro diz viver dia 'mais triste e mais feliz'

Arthur Chioro deixou cargo em São Bernardo nesta sexta-feira (Foto: Márcio Pinho/G1)
O médico Arthur Chioro, que tomará posse na próxima semana do Ministério da Saúde, deixou nesta sexta-feira (31) o posto de secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, no ABC, afirmando ser o dia mais "triste" e mais "feliz" da sua vida.
"É vontade de ficar e de partir. Falei com a minha esposa que hoje é o dia mais triste e mais feliz da minha vida", disse. Ele evitou falar sobre o futuro cargo e disse que falará como ministro a partir de segunda-feira (3).
Estavam presentes o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deixará o ministério para disputar o governo de São Paulo, e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.  O evento durou três horas e teve ainda a presença de vários militantes do PT e deputados estaduais e federais. Chioro ainda acompanhou Padilha e Marinho em uma visita às novas instalações da Central de Regulação Médica do SAMU, no Centro da cidade.
Médico e pesquisador especializado em saúde coletiva, o médico vai conduzir um dos programas tidos como carro-chefe do governo Dilma, o Mais Médicos. Ele acaba de retornar de uma viagem com a presidente à Cuba, onde o governo agradeceu pela transferência de profissionais.
A indicação de seu nome, no entanto, gerou polêmica porque Chioro é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por ter uma firma de consultoria em saúde que presta serviços a prefeituras paulistas, segundo o MP. Isso vai contra a legislação vigente no município de São Paulo. Segundo o secretário, acumular a participação na empresa Consaúde Consultoria com o cargo público em São Bernardo não feria a legislação municipal.A opção da presidente por Chioro foi publicamente conhecida na semana passada, quando ele teve uma reunião na manhã de terça-feira (21) com a presidente e almoçou depois com Padilha.
Apesar disso, Chioro anunciou que deixa a empresa e que o controle ficará com sua mulher. “A legislação [federal] exige que haja o meu afastamento. Eu, por conta de toda essa repercussão, entendo que é a medida mais adequada a ser tomada. Na condução ética, na condução concreta do dia a dia da empresa, eu tenho absoluta clareza que agi da maneira mais correta possível”, afirmou o futuro ministro em entrevista coletiva no dia 23.
No evento desta sexta, Chioro falou por cerca de 40 minutos e citou inúmeros feitos à frente da secretaria, desde 2009, como a criação do do Hospital de Clínicas e a implantação de nove UPAs - 24h. Disse que o feito que mais importante, no entanto, foi a criação de residências terapêuticas para pacientes que estavam confinados em clínicas psiquiátricas.
Ele elogiou bastante o ministro Padilha, o qual chamou de o melhor ministro da saúde da história do país. Os elogios foram devolvidos pelo pré-candidato ao governo de São Paulo, que afirmou que, sem parceiros nos municípios, como foi Chioro, "o que a gente projeta, coloca dinheiro, não vira realidade." 
No próprio evento, o prefeito Luiz Marinho empossou a então secretária-adjunta, Odete Gialdi, como nova secretária de saúde do município.
Perfil
Médico concursado da prefeitura de Santos (SP) desde 1989, Chioro já havia trabalhado no Ministério da Saúde anteriormente. Ele retorna à pasta nove anos após ter exercido o cargo de diretor do Departamento de Atenção Especializada da pasta entre 2003 e 2005.

Chioro se formou pela Fundação Serra dos Órgãos e especializou-se em medicina preventiva e social pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Anos depois, tornou-se mestre e doutor em saúde coletiva, cadeira que leciona na Faculdade de Fisioterapia Unisanta e na Faculdade de Medicina (Unimes). É também pesquisador na área de planejamento e gestão em saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Em São Bernardo do Campo, o petista integra o primeiro escalão da prefeitura desde o primeiro mandato do atual prefeito Luiz Marinho, que foi eleito em 2008 e reeleito em 2012. Marinho é ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém amizade próxima.
Chioro também deixa o cargo de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, que agora será ocupado pelo vice-presidente da entidade, Fernando Monti.
Atendimento
O G1 visitou algumas unidades de saúde do município e conversou com usuários. Alguns elogiaram, outros criticaram a situação da saúde na cidade. Na UBS Alves Dias, a dona de casa Marisa da Silva, de 44 anos, afirmava que não espera nem cinco minutos para pegar o remédio e que consegue realizar normalmente suas consultas com uma psicóloga. Não havia filas no local na quinta-feira (30) à tarde.

Moradora de São Bernardo diz que teve dificuldades em conseguir remédio (Foto: Márcio Pinho/G1)
A aprovação não era unânime, porém. A ajudante-geral Inani Pereira de Souza, de 48 anos, deixou o local sem os remédios que havia ido buscar, Omeprazol 20 mg e Losartana 50 mg e reclamava ainda da demora para a marcação de consultas.  “Sempre espero pelo atendimento e consultas. Um mês, dois meses, até mais. Tinha que melhorar”, afirma ela, que conta ter consulta marcada com um psicólogo para abril.
No mesmo local, Ana Rita de Cássia disse que não há data para passar com o ginecologista que costuma tratá-la. Ela se queixou ainda que ficou desde 2012 esperando ser chamada para fazer uma endoscopia, e que só foi convocada neste mês. “Não podia esperar. Paguei R$ 200 e fiz no particular”, diz.
Em outra unidade, a UBS do Alvarenga, Maria Rubenita Mora Alexandre afirmava que na terça-feira (28) tinha marcada uma mamografia pela UBS em outro centro, mas que a máquina de mamografia estava quebrada. Conta ainda ter sido informada que sua consulta com um clínico será em 22 de março. “A gente pensa que a saúde vai melhorar, e não melhora”, afirma.
A Secretaria de Saúde informou que o prestador de serviço para a realização de mamografias em São Bernardo, o Laboratório Ghelfond, confirmou que houve a quebra do aparelho de endoscopia no dia 28 de janeiro, mas o equipamento foi consertado ainda no mesmo dia. O exame de mamografia da munícipe Maria Rubenita foi reagendado para a próxima segunda-feira, dia 3. Sobre a data da consulta, a secretaria disse que a rede municipal de saúde trabalha com o sistema de acolhimento e classificação de risco, sendo priorizados os casos mais graves.
Sobre o desabastecimento dos medicamentos Losartana e Omeprazol, o problema foi regularizado esta semana e ambos já estão disponíveis em todas as 32 unidades básicas de saúde do município. Houve falta em razão das férias coletivas da maior parte dos fornecedores a partir do final do ano, segundo a secretaria. No período, os usuários foram orientados a procurar as farmácias populares da cidade.
A secretaria informou ainda que as vagas oferecidas pelo estado são inferiores à demanda, e que o município decidiu assumir emergencialmente o serviço. A secretaria alugou dois aparelhos de endoscopia e contratou profissionais para esse mutirão. Todos os pedidos de endoscopia estão sendo reavaliados e os pacientes com maior gravidade estão sendo contatados prioritariamente
Raio-x da saúde
A rede pública de São Bernardo tem 582.113 pessoas cadastradas no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). O município realiza 2 milhões de consultas médicas, em média, por ano. E cerca de 30 mil internações hospitalares são realizadas anualmente.  A rede municipal de saúde conta com 32 unidades básicas de saúde, 9 UPAs, 4 hospitais e 5 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entre outros equipamentos.

A Secretaria da Saúde destaca, entre os principais feitos de Artur Chioro à frente da pasta, a construção do Hospital das Clínicas Municipal, com 293 leitos de média e alta complexidade para reduzir o déficit de leitos clínicos e cirúrgicos, a implantação de nove UPAS-24h para o atendimento de urgência e emergência, com bases do SAMU descentralizadas, reforma e ampliação de 24 unidades básicas de saúde e o início da construção de duas novas UBSs (Montanhão e Areião). Cita ainda a estruturação de ações de cuidado em saúde, com estratégias preventivas e de promoção da saúde, como o projeto “De Bem com a Vida” que desenvolve práticas corporais em milhares de idosos, hipertensos, diabéticos etc.
G1

Bovespa fecha em alta, mas tem o pior janeiro desde 1995

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou o último pregão do mês no campo positivo, acima dos 47 mil pontos, mas teve a quinta semana e o terceiro mês seguido de queda, registrando o pior desempenho para janeiro desde 1995.
O Ibovespa terminou a sexta-feira (31) com variação positiva de 0,84%, a 47.638 pontos. Veja cotação
A queda no acumulado do primeiro mês do ano foi quase metade da desvalorização de 15,5% registrada em 2013.Na semana, a baixa foi de 0,31%. Já no  acumulado de janeiro, o índice recuou 7,51%, maior queda para o mês desde 1995, quando a perda foi de 10,77%, segundo dados da consultoria Economatica.
O resultado do mês foi prejudicado pelo cenário global de aversão ao risco e pela desconfiança de investidores em relação ao Brasil.
A valorização desta sexta-feira foi guiada por ações de bancos, da Vale e da BM&FBovespa, depois de a bolsa passar a primeira parte do pregão no negativo.
Ação da Petrobras recua 13,9% no mês
Segundo dados da BM&FBovespa, o saldo de investidores estrangeiros na bolsa estava negativo em janeiro em R$ 739,5 milhões até o dia 29. Somente entre os dias 24 e
28, os estrangeiros tiraram mais de R$ 1 bilhão da bolsa, em meio a uma onda global de aversão ao risco que atingiu países emergentes.

Indicadores mostrando contração na atividade industrial da China neste mês também afetaram a Bovespa, repercutindo em ações expostas ao país asiático como as da Vale. O papel preferencial da mineradora, que tem a China como seu principal cliente, caiu 8,34% no mês.  A Petrobras recuou 13,9% no mês.
As recomendações de analistas têm se concentrado em companhias que se beneficiam da alta do dólar, que deve se valorizar ainda mais com a saída de recursos do Brasil. Por outro lado, empresas ligadas à economia doméstica e sensíveis à taxa de juros, como parte do varejo e empresas do setor imobiliário, devem ver suas ações pesarem mais, destaca a Reuters.
Com os preços bastante pressionados, especialistas consideram provável que a bolsa tenha um repique em breve. Contudo, a tendência ainda é de queda.
"Podemos ver um rali de curto prazo, mas o cenário mais provável é que o índice busque a mínima do ano passado, de 44.100 pontos... Tem muitos estrangeiros tirando dinheiro do Brasil", disse à Reuters o estrategista da Citi Corretora, Hugo Rosa.
Para ele, o crescimento baixo da economia brasileira, o ciclo de aperto monetário do Banco Central e a desconfiança com a política econômica já traziam mal estar em relação ao Brasil.
G1
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