domingo, 30 de março de 2014

Mergulhadores retomam buscas por desaparecidos em hidrelétrica no AP

Local do alagamento na Hidrelétrica de Santo Antônio (Foto: Francisco Pilha/Arquivo Pessoal)
Seis mergulhadores iniciaram às 6h deste domingo (30) o segundo dia de buscas pelos quatro desaparecidos após o acidente na construção da Hidrelétrica de Santo Antônio, em Laranjal do Jari, a 265 quilômetros de Macapá. O fato aconteceu na madrugada de sábado (29). As buscas pelos trabalhadores devem permanecer até às 19h, segundo informou o Corpo de Bombeiros.
Os serviços vão se concentrar no entorno de onde ocorreu o acidente, a 50 quilômetros da sede do município. Para chegar até o local é necessário navegar no rio Jari por uma hora.
Até a noite de sábado, o Corpo de Bombeiros havia confirmado quatro desaparecidos. A informação está sendo mantida pela corporação. A empresa responsável pela construção da hidrelétrica não confirmou as afirmações à imprensa, mas registrou o desaparecimento em ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Laranjal do Jari.
Uma comitiva do governo do Amapá se deslocou para o município para prestar apoio. A equipe é composta pelo governador do estado, Camilo Capiberibe, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Miguel Rosário, e secretário de Comércio e Mineração, José Reinaldo.
Em entrevista a uma rádio local, o governador do Amapá disse que vai pedir aos órgãos fiscalizadores que tomem alguma medida em relação a empresa responsável pela construção da hidrelétrica. Segundo ele, o sistema de alarme do local do acidente "deveria ser mais eficiente".
Capiberibe disse que por se tratar de uma obra na divisa entre o Amapá e Pará, a competência de fiscalização é federal, neste caso, sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Agência Nacional de Águas (Ana).
Acidente
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Paulo Quaresma disse que o acidente foi provocado pelo rompimento da braçadeira, estrutura que sustenta a barragem secundária feita de aterro, que se rompeu. A estrutura seria antiga e teria sido utilizada para realizar o desvio do rio Jari, segundo informou.

"Devido aos níveis de cheias excepcionais, houve o alagamento da área confinada da Casa de Força, o que surpreendeu alguns funcionários que estavam no local". Ainda segundo a nota, não há risco de inundação para as comunidades próximas a Cachoeira de Santo Antônio.A ECE Participações S.A executa a obra. Ela faz parte do consórcio EDP, responsável pela construção da hidrelétrica. A empresa ECE informou em nota que houve alagamento de uma área por causa do nível da cheia do rio Jari.
Veja a lista de desaparecidos:
Uverlando de Souza Lima
Trancredo Coelho de Souza Silva
Altenizio Tavares Cardoso
Antônio Marques Filho.

Hidrelétrica
A construção da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari iniciou em agosto de 2011. Segundo a EDP, consórcio responsável pela obra, a usina terá capacidade instalada de 373,4 MW, com início de operação previsto para 2014. A geração de energia é suficiente para manter um estado 5 vezes maior que o Amapá, que tem população de 669.526 habitantes (Censo 2010).

O projeto contempla uma linha de transmissão própria de cerca de 20 quilômetros, e interligará o Amapá ao sistema nacional através do circuito Tucurui-Macapá-Manaus.
G1

Suíça concede visto de residência a ex-magnata russo inimigo de Putin

Khodorkovsky participa de entrevista após ser solto (Foto: Michael Sohn/AP)
O ex-magnata e opositor russo Mikhail Khodorkovsky, que passou dez anos na prisão na Rússia, obteve um visto de residência de um ano renovável na Suíça, segundo as autoridades.
"Seu pedido foi aprovado", declarou o porta-voz do Serviço de Migração, Martin Reichlin, à AFP.O Serviço Federal de Migração anunciou que concedeu na quinta-feira uma autorização para residência de um ano a Mikhail, de 50 anos, que já foi o homem mais rico da Rússia e opositor do presidente Vladimir Putin.
Khodorkovsky viajou para a Suíça logo após ser subitamente perdoado e libertado da prisão em 20 de dezembro de 2013.
De acordo com as leis de imigração suíças, ele deve primeiro obter o direito de se estabelecer no cantão de St. Gallen, onde sua família vive e onde seus filhos vão à escola.
Embora Khodorkovsky não tenha a intenção de trabalhar na Suíça - muitas vezes um pré-requisito para obter a residência suíça - uma autorização pode ser concedida "no interesse público", segundo Reichlin.
O cantão justificou sua decisão em razão da receita fiscal substancial que deve trazer Khodorkovsky, cuja fortuna é estimada em 113 milhões de francos suíços (82 milhões de euros), de acordo com o NZZ am Sonntag.
Khodorkovsky deixou a Rússia imediatamente após a sua libertação, prometendo não voltar até que as autoridades retirem todos os processos contra ele.
A justiça russa manteve uma recuperação de impostos de US$ 550 milhões.
No entanto, ele não renunciou a suas atividades políticas. No início de março, Khodorkovsky viajou para Kiev, onde criticou publicamente a interferência de Moscou na Ucrânia.
G1

Kawasaki lança nova Z1000 no Brasil por R$ 48.990

Kawasaki Z1000 (Foto: Rafael Miotto/G1)
A Kawasaki apresentou neste domingo (30), em Sumaré (SP), a nova Z1000 para o mercado brasileiro. Com visual totalmente modificado, o modelo da categoria naked (sem carenagens) custa a partir de R$ 48.990 em sua linha 2015. A empresa também aproveitou para lançar a atualização da Ninja 1000, agora na versão Tourer, como já havia prometido no Salão Duas Rodas 2013, que tem valor de R$ 56.990 - ambas são montadas em Manaus.
A Ninja 1000, modelo esportivo e estradeiro, passou por uma atualização, recebendo retoques no visual, além da importante adição do controle de tração e sistema de modos de potência ao conjunto. Para o modelo 2015, a Kawasaki resolveu disponibilizar no Brasil apenas a versão Tourer ABS, com sistema de freios anti-travamento e maletas laterais - as vendas das duas motos começam até o final de abril.
Veja preços:
Z1000 - R$ 48.990
Z1000 Special Edition - R$ R$ 49.990
Z1000 ABS - R$ 51.990
Z1000 ABS SE - R$ 52.990
Ninja 1000 Tourer- R$ 56.990

Kawasaki Z1000 (Foto: Rafael Miotto/G1)
Z1000
No caso da Z1000, as alterações foram mais profundas, ganhando visual totalmente diferenciado. Passando por modificações no conjunto, desde a das suspensões, até o motor, a nova Z1000 manteve a cilindrada em seu tetracilíndrico, com 1.043 cc - as novidades do motor também valem para a Ninja 1000, já que ambas devidem o mesmo tetracilíndrico.

No entanto, o motor rende 142 cavalos de potência, contra 138 cavalos de sua antecessora. Com freios ABS como opcional, a empresa optou por não equipar a moto com controle de tração. No visual, grandes mudanças, com novas carenagens nas laterais do tanque, mas, a principal ocorreu na dianteira com farol estilizado que lembra uma máscara.
Sua posição de pilotagem se tornou mais esportiva, com o guidão posicionado de modo mais baixo e mais avançado. O tanque aumentou dois litros, passando de 15 litros para 17 litros.
G1

Dilma diz que não se abala com ‘julgamento apressado’ da economia

A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (29) que não vai se abalar com “julgamentos apressados” e com “conclusões precipitadas” sobre a política econômica adotada pelo seu governo e que não vai abdicar de seu compromisso com a solidez da economia do país. As declarações foram feitas 5 dias depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor’s terrebaixado a nota de crédito soberano do Brasil.

“Tão pouco nos abalaremos com julgamentos apressados, com conclusões precipitadas que a realidade desmentirá. Todos sabemos que, em economia, a realidade sempre se impõe”, disse a presidente, durante discurso na 55ª Reunião Anual da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Costa do Sauípe, no Litoral Norte da Bahia.
 

Dilma afirmou que o governo vai manter neste ano a trajetória de queda da dívida do setor público como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) – hoje ela é de 33,8% do PIB. E que a inflação no país em 2014 vai se manter dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).“Em alguns momentos, expectativas, especulações, avaliações e até mesmo interesses políticos podem obscurecer a visão objetiva dos fatos. Para nós, o que importa é que continuaremos a agir para manter o pais no rumo certo, sem abdicar em nenhum momento do nosso compromisso fundamental com a solidez da economia e com a inclusão e o desenvolvimento social e ambiental do país”, completou a presidente.

No dia 24 de março, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito soberano do Brasil, que reflete a confiança de investir no país, de "BBB" para "BBB-". A S&P também mudou a perspectiva do rating de negativa para estável.

A classificação de "BBB-" ainda mantém o país com grau de investimento, que recomenda o país como destino de aplicações, mas é o último degrau para perder esse posto. O fato de ter mudado a perspectiva para estável indica que a S&P não deve fazer novos rebaixamentos no curto prazo.

A Standard & Poor's apontou em sua justificativa sinais pouco claros da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um frágil quadro fiscal, e também a desaceleração do crescimento do país.

Em comunicado, a S&P disse que o rebaixamento do rating reflete a combinação de "derrapagem orçamentária" em meio às perspectivas de "crescimento moderado nos próximos anos", baixo volume de investimentos, "capacidade restrita" a ajustar a política antes das eleições presidenciais de outubro e "algum enfraquecimento das contas externas do país".

O Ministério da Fazenda já havia divulgado uma nota em resposta à S&P. Nela, classifica a decisão da S&P de "contraditória com a solidez e os fundamentos do Brasil" e "inconsistente com as condições da economia brasileira".

Brasil vai bem
Em seu discurso na reunião do BID, a presidente disse que o Brasil tem muitos desafios e “obstáculos a serem removidos”, mas pode se “orgulhar” das mudanças e melhorias conquistadas. Na visão da presidente, “o Brasil vai bem e irá melhor.”

Ela disse estar convencida da necessidade de “preservar a solidez dos fundamentos macro econômicos do país.” Declarou ainda que seu governo assumiu compromisso “inarredável” com “as forças produtivas e com os investidores que aqui vêm, tanto nacionais como internacionais.”


Para 2014 e 2015, a meta central na qual teoricamente o Banco Central estaria mirando ao fixar os juros básicos da economia é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

“Nos últimos dez anos, a inflação se manteve rigorosamente dentro dos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional. Posso garantir que assim também será em 2014”, disse a presidente.

Novas concessões
Ao fazer um retrato da situação da economia, a presidente citou que as reservas internacionais do Brasil superam hoje os US$ 370 bilhões, “o que nos dá um lastro confortável e seguro para enfrentar qualquer volatilidade.” E que, nos últimos 12 meses, o país recebeu mais de US$ 65 bilhões em investimentos estrangeiros diretos.

Dilma também citou os 18 leilões de concessão feitos pelo governo federal em 2013, nos setores de energia elétrica, rodovias, portos, aeroportos, petróleo e gás, que, segundo ela, vão gerar R$ 80 bilhões em investimentos. E informou que o governo vai fazer neste ano novas concessões, nas áreas de logística, energia e infraestrutura urbana.

“Em 2014, faremos novas concessões, ampliando ainda mais a nossa parceria e a parcela de investimentos que temos com o setor privado”, disse a presidente.
G1

Conjunto de Favelas da Maré é ocupado para instalação de UPP

Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, a ocupação do Complexo da Maré conta com 1.180 policiais militares (Foto: Alexandre Durão/G1)
As forças de segurança do Rio de Janeiroocuparam no fim da madrugada deste domingo (30) o Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. A área - com 130 mil moradores em 15 comunidades - está sendo preparada para receber a 39ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio. A entrada das forças de segurança no conjunto de favelas começou às 5h e durou 15 minutos. Ao mesmo tempo, em diversos pontos da cidade, havia operações da polícia, prendendo pessoas ligadas a crimes na Maré. Entre as detidas está Daiene Rodrigues, namorada de Marcelo Santos das Dores, o Menor P, que, na semana passada, ao ser preso, disse ser o dono do tráfico na Maré.

A região, uma das violentas da capital, é considerada estratégica por estar localizada entre as Linhas Vermelha e Amarela, Avenida Brasil — principais vias da cidade — e o Aeroporto Tom Jobim (Galeão).
As bandeiras do Brasil e do estado do Rio de Janeiro foram hasteadas por volta das 9h40, simbolizando a retormada do território pelo estado das mãos de criminosos. A PM deve ficar no local por cerca de uma semana e, posteriormente, o Exército vai entrar na Maré.Não houve confronto na ocupação. Até as 10h50, segundo a polícia, 102 pessoas tinham sido detidas desde o dia 22, quando teve início a preparação para a operação na Maré - 89 no cerco e 13 neste domingo. Desde então, foram apreendidos 362 munições, dez revólveres, 33 pistolas, sete fuzis e cinco espingardas, alé, de duas metralhadoras e 18 granadas
Durante varredura, policiais federais encontram 450 quilos de maconha e também armas que estavam em um depósito embaixo da terra nas proximidades da Vila Olímpica e do Ciep da Maré. A grande quantidade de material apreendido foi levado em uma caminhonete para a sede da Polícia Federal. Policiais civis, por sua vez, foram autorizados pela Justiça, com um mandado coletivo, a revistar casas no Parque União e Nova Holanda.
O clima durante toda a operação foi calmo. Imagens do Globocop mostraram o comércio aberto durante a ocupação e moradores nas ruas observando a chegada dos policiais tranquilamente.
A operação
Homens do Bope se reúnem antes da entrada na Maré (Foto: Divulgação/PM)Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, a ocupação do Complexo da Maré contou com 1.180 policiais militares das seguintes unidades: Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Batalhão de Ações com Cães (BAC), Batalhão de Vias Especiais (BPVE), Grupamento Aeromóvel (GAM), 22º BPM (Maré), além de policiais da Corregedoria Interna da Polícia Militar. Policiais dos 1º, 2º, 3º e 4º Comandos de Policiamento de Área estão realizando operações em outras comunidades na cidade do Rio, Baixada Fluminense e Região Metropolitana.

Na entrada da Maré, alguns blindados tiveram que recuar porque não tinham como passar por carros de moradores parados em vias estreitas. Também foram encontrados bloqueios montados pelo trático. As ruas foram desobstruídas com auxílio de retroescavadeiras do Bope
A Polícia Federal ajudou com o serviço de inteligência e a Polícia Rodoviária Federal cerca os acessos para impedir fugas, nos mesmos moldes da ocupação do Complexo do Alemão, em 2008. Militares da Marinha também prestaram apoio, com 21 blindados e 250 homens, mas nem todos os carros precisaram ser usados.
Cabral
Em entrevista nesta manhã, o governador Sergio Cabral disse que a ocupação foi uma resposta do povo do povo do Rio de Janeiro ao crime organizado. "Fomos provocados e intimidados nos últimos dois, três meses pelo poder paralelo em uma tentativa de enfraquecer uma política de segurança. É uma resposta que o povo do Rio de Janeiro e do Brasil reconhece", afirmou. Para Cabral,  os moradores da Maré podem agora se considerar parte do estado. "É uma cidade que se integra à cidade. Um dia histórico. Se a entrada da polícia já significou medo aos moradores, hoje significa a chegada da paz", afirmou.

O Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio em fotografia aérea feita nesta sexta (28). O complexo será ocupado neste domingo (30) numa ação conjunta das tropas federais com a polícia (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Desde o dia 21, o Bope está nas favelas Nova Holanda e Parque União, que fazem parte do Maré, em busca de criminosos, drogas e armas. Até sexta-feira (28), 57 prisões haviam sido realizadas em uma semana em operações em vários pontos do Grande Rio. Em meio ao cerco, a PF prendeu, na quarta-feira (26), o chefe do tráfico de drogas da Maré, Marcelo Santos das Dores, conhecido como Menor P. Ele está no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste. A Secretaria de Segurança e a PF vão pedir à Justiça que ele seja enviado para um presídio federal.

Procurados
Quem herdou seu poder na hieraquia da facção que domina a maior parte da região, segundo a polícia, foi Fabiano Santos de Jesus, o Zangado, irmão mais velho de Menor P. Paulo Sérgio Medeiros da Cunha, o PL, apontado como o terceiro homem mais poderosoo da quadrilha, também é um dos alvos da ação, assim como Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, principal nome do tráfico na Nova Holanda e no Parque União, favelas dominadas por outra facção criminosa.
G1

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