domingo, 3 de agosto de 2014

Lago misterioso aparece no deserto da Tunísia

Lago misterioso apareceu no deserto da Tunísia há três semanas (Foto: Reprodução/Facebook/LAC de GAFSA)
Um lago misterioso apareceu no deserto da Tunísia no mês de julho, criando um novo local de lazer para moradores locais e despertando curiosidade sobre sua formação.
O local foi descoberto por pastores há cerca de três semanas. No início, o lago era azul, mas com o passar do tempo se tornou verde, com grande presença de algas, gerando um questionamento sobre uma possível contaminação de suas águas, segundo o jornal “Daily Mail”.
Apesar disso, a praia de Gafsa, como passou a ser chamado o local, passou a ser muito utilizada pelos moradores locais, que usam suas aguas para se refrescar do forte calor. Na região, as temperaturas chegam a 40ºC.
Ainda não houve nenhuma explicação para o surgimento do lago, mas alguns especialistas sugeriram que uma atividade sísmica possa ter levado uma porção de água subterrânea a chegar à superfície.
O escritório de Segurança Pública de Gafsa emitiu um alerta ao público avisando que o lago é perigoso e não apto para o mergulho, mas isso não interrompeu o uso das águas pelos locais.
G1

Melhora estado de saúde de médico americano contaminado pelo ebola

O médico americano Kent Brantly, que foi infectado pelo ebola na Libéria, em foto sem data (Foto: Joni Byker / SAMARITAN'S PURSE / AFP)
O médico americano Kent Brantly, contaminado pelo ebola na África Ocidental e que está em tratamento em um hospital da cidade de Atlanta, no sul dos Estados Unidos, mostou sinais de "melhora", afirmou neste domingo (3) Tom Frieden, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).
"É encorajador ver que aparentemente melhorou. Isso é muito importante e esperamos que continue a melhorar", disse Frieden em entrevista ao canal "Fox".
Brantly, de 33 anos, chegou neste sábado (2) a Atlanta, onde permanece internado em uma sala de isolamento do Hospital Universitário de Emory.
Embora não exista vacina contra a doença, os médicos americanos esperam estabilizar Brantly compensando a perda de fluidos até que o corpo se adapte e seu sistema imunológico consiga combater a doença."Sabemos como deter o ebola, já tentamos e há mecanismos que funcionam", acrescentou Frieden ao comentar os temores expressados pela transferência do médico contaminado na Libéria para os EUA, onde é o primeiro paciente infectado a ser tratado no país.
A esposa do médico, Amber Brantly, conversou com ele no hospital e disse estar grata como esforço realizado para trazê-lo para casa.
Espera-se que nos próximos dias chegue ao mesmo centro hospitalar a missionária Nancy Writebol, que também foi infectada na Libéria."Foi um alívio dar as boas-vindas a Kent hoje. Falei com ele, está contente de estar outra vez nos EUA. Estou grata a Deus por sua viagem segura e por ter dado a ele forças para entrar no hospital", afirmou o comunicado.
O avião com o isolamento necessário para a viagem só tem capacidade para uma pessoa, e o aparelho que trouxe Brantly deve retornar à Libéria para transportar Writebol.
As autoridades americanas subiram para o nível máximo o alerta de viagens para Guiné, Libéria e Serra Leoa devido ao surto de ebola.
Já foram confirmadas 1.323 pessoas infectadas, e 729 mortes, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A doença, transmitida por contato direto com o sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e sua taxa de mortalidade chega aos 90%.
G1

Avião cai em cima de residência e deixa cinco mortos em Balsas, MA

Fumaça em residência após queda de avião (Foto: Reprodução / TV Mirante)
Um avião com cinco pessoas a bordo caiu em cima de uma residência na madrugada deste domingo (3), em Balsas, a 810 km de São Luís, no sul do Maranhão. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, todas as pessoas que estavam na aeronave morreram. Os corpos já foram retirados do avião e aguardam remoção do Instituto Médico Legal (IML). Segundo funcionários do Aeroporto de Balsas, a aeronave era um bimotor Minuano Embraer 620, de prefixo PTWHP.

De acordo com a polícia, a aeronave transferia uma paciente idosa de um hospital em Balsas para outro em Teresina, no Piauí. Além da idosa, morreram a filha dela e o neto, que a acompanhavam; o piloto, identificado apenas como Delano, e a esposa dele, que era enfermeira e ajudava na transferência.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil foram encaminhadas ao local. A casa onde a aeronave caiu, localizada no Rua Doutor Rosy Cury, no bairro Catumbi, pertence a uma família. Na residência, estavam o pai, identificado como Mácio André Ertell, a esposa Sabrina, e o filho, de 11 anos. A mãe sofreu um corte no pé. O pai e o filho não tiveram ferimentos.
Bombeiros trabalham para apagar fogo após queda de avião (Foto: Reprodução / TV Mirante)
A mãe contou que a família dormia em apenas um quarto no momento do acidente. "Estávamos dormindo quando ouvimos um estrondo. Meu marido levantou, abriu a porta e viu o fogo. Ele pegou logo nosso filho e eu e nós pulamos a janela do quarto e corremos para o corredor externo, foi quando vimos o avião e gritamos socorro. Os vizinhos arrombaram o portão e conseguimos sair. Só eu que cortei o pé, mas não sei dizer como foi", relatou Sabrina Ertell.
Sabrina contou ainda que o avião caiu em cima do quarto do filho que, naquela madrugada, havia pedido para dormir com os pais. "Meu marido trabalha em fazenda e passa a semana só nós dois em casa. Ontem, ele pediu pra dormir todo mundo junto, eu tentei convencer ele a dormir no quarto dele, mas acabei cedendo. Ainda bem", revelou.
G1

Forte terremoto deixa mais de 170 mortos na China

Moradores locais procuram por vítimas após terremoto em Zhaotong, na China, neste domingo (3) (Foto: Xinhua/Hu Chao/ap)Um terremoto de magnitude de 6,1 atingiu o sudoeste da China neste domingo (3), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). De acordo com a agência chinesa Xinhua, mais de 175 pessoas morreram e 1,3 mil ficaram feridas.
O Centro de Terremotos da China registrou que o tremor teve magnitude de 6,5. Segundo a Xinhua, 181 pessoas estão desaparecidas.

Pelo menos 122 mortes aconteceram no distrito de Ludian, no epicentro do terremoto, de acordo com o governo local. Outras 53 pessoas morreram em Qiaojia.
Mais de 12 mil casas foram destruídas e 30 mil danificadas.
O epicentro do terremoto foi registrado a uma profundidade de 10 km e a 11 km da cidade de Wenping.

O tremor aconteceu às 16h30 no horário de Pequim (5h30, pelo horário de Brasília).

O terremoto derrubou e causou dano a muitos edifícios, em particular nas construções mais antigas e residenciais, detalhou a Xinhua. A mídia estatal chinesa disse que o abalo foi sentido mais fortemente Yunnan, assim como nas províncias vizinhas de Guizhou e Sichuan.
Oficiais de polícia e paramilitares já se deslocaram para a região, e começaram a montar duas mil barracas, levando três mil camas e três mil cobertores.
A administração provincial de Yunnan enviou uma equipe de emergência de 30 pessoas ao epicentro do terremoto para avaliar a situação.
Equipes de resgate retiram sobrevivente de área afetada por terremoto em Ludian, na China, neste domingo (3) (Foto: AFP)
Segundo o jornal "South China Morning Post", o tremor pôde ser sentido em cidades próximas, como a capital provincial, Kunming, além de em Chongqing, Leshan e Chengdu, na província vizinha de Sichuan.

Zhaotong fica a 300 quilômetros de Kunming, capital provincial, onde em setembro de 2012, um terremoto de magnitude 5,7 causou mais de 80 mortos e feriu mais de 800 pessoas.
O sudoeste da China é uma zona de frequente atividade sísmica e, nesta época do ano, também sofre com chuvas intensas, como as que no mês passado causaram inundações e deslizamentos de terra.
G1

Terremotos no país liberaram energia de 20 bombas atômicas, diz professor

Mapa mostra registro de terremotos no Brasil; cada ponto vermelho indica um tremor (Foto: Reprodução)
Parece estranho para quem acredita que o Brasil está imune a esse tipo de evento, mas abaixo dos nossos pés, e em uma frequência maior do que a que estamos acostumados a ouvir, também nasce aquilo que deixa o mundo todo em polvorosa: terremotos. Ex-chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, o professor aposentado José Alberto Vivas Veloso diz que há pelo menos um tremor a cada sete dias no país e que eles nem sempre são tão inofensivos assim.
"É raro decorrer uma semana sem o registro de algum abalo sísmico no país, mas, geralmente, ele será um evento pequeno e poderá passar despercebido pelas pessoas”, disse ao G1. "Pode-se comparar o montante da energia liberada durante a ocorrência de um terremoto com uma explosão nuclear, mas apenas de forma aproximada. Assim, estimamos que todos os terremotos já registrados no Brasil liberaram energia equivalente a cerca de 20 bombas como a de Hiroshima [lançada pelos EUA no Japão durante a 2ª Guerra Mundial, matando 140 mil pessoas].”
Em geral, eles começam a ser sentidos pela população quando ultrapassam os 3 pontos. Nessa faixa, já são capazes de mover mobílias e derrubar objetos de prateleiras, além de quebrar pratos e janelas e balançar sinos de igrejas. Árvores e arbustos também sofrem oscilações.Dados do Sistema Nacional de Registros Sísmicos apontam que Minas Gerais lidera o número de casos, com 2.599 tremores. O estado é seguido pelo Mato Grosso, que já contabilizou 1.304 terremotos, e Rio Grande do Norte, com 1.245. As medições no país começaram em 1827, com a criação do Observatório Nacional, e até agora chegam a quase 8 mil. A intensidade dos abalos é avaliada por meio da escala Richter – uma escala logarítmica de base 10, que atribui um número de 1 a 9 para quantificar a energia liberada por um sismo.
Quando atingem magnitude igual ou maior que 5, os terremotos causam trincas e conseguem derrubar construções mais frágeis. O último deles aconteceu em abril de 2008, em São Vicente (SP). O tremor, de índice 5,2 e epicentro no mar, produziu pequenas rachaduras em paredes da capital paulista e provocou o deslocamento de uma adutora em Mogi das Cruzes, deixando mais de 20 mil pessoas sem água.
"As estatísticas mostram que, para todo o Brasil, acontece um terremoto de magnitude igual ou maior a 5 a cada cinco anos, em média, e um de magnitude 7 só a cada 500 anos", explica Veloso. "Os dois maiores tremores registrados atingiram magnitudes 6,1 e 6,2 e aconteceram em 1955. Apesar de tal magnitude ser considerada moderada, um sismo deste tamanho pode produzir muito estrago dependendo de onde aconteça e das condições geológicas locais e da qualidade das construções da área atingida."
O professor aposentado da Universidade de Brasília, José Alberto Vivas Veloso (Foto: Raquel Morais/G1)
“Vivemos no meio de tanto progresso científico que é difícil explicar por que os terremotos ainda não podem ser previstos. Isso não significa que nada pode ser feito”, diz o especialista. “[No entanto] Esta previsão, chamada de longo prazo, não traz benefícios imediatos para quem está sujeito a ocorrência de grandes terremotos. Na prática, o que se quer saber é, por exemplo, onde acontecerá um grande terremoto nos próximos dois meses. Mas ninguém sabe responder isso com segurança.”
O registro mais antigo que se tem de terremoto no Brasil é de 1720, em Salvador (BA) – ele não chegou a ser mensurado por aparelhos. E, desde então, houve um único caso comprovado de morte no país por causa de abalos sísmicos: um tremor de magnitude 4,9 ocorrido em Caraíbas (MG) provocou o desabamento de casas. O madeiramento do telhado de uma delas atingiu uma menina de 5 anos, que não resistiu aos ferimentos.
Atualmente, os pesquisadores têm se dedicado a acompanhar a atividade da região de Montes Claros (MG). Somente em abril passado, foram quatro ocorrências. Os mais intensos foram sentidos no dia 6: 3,9, às 10h39, e 3,8, às 16h31.
Tremores ininterruptos
A cidade de João Câmara (RN) foi a que mais sofreu danos materiais e sociais por causa de terremotos brasileiros. A terra tremeu intermitentemente por sete anos. O maior abalo sísmico atingiu magnitude 5,1, em 30 de novembro de 1986.

Quase 25 anos depois, a cidade voltou a registrar uma sequência de tremores. Foram nove casos entre 12 e 24 de outubro de 2011, que assustaram os moradores. O mais intenso deles chegou a 2,8 na escala Richter."Os tremores produziram danos em 4.348 edificações, que tiveram de ser reparadas e algumas reconstruídas totalmente. Mais de 26 mil desabrigados ocasionaram problemas em cidades vizinhas e também na capital, Natal. Os prejuízos chegaram a US$ 14 milhões", explica Veloso.
Para acompanhar os abalos na área, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte ampliou o número de estações na região da falha tectônica de Samambaia, que fica na cidade. Ela é considerada a maior do Brasil.
Causas
Os tremores são geralmente causados pela movimentação das placas tectônicas – um grupo de 12 grandes blocos da crosta terrestres onde estão assentados os oceanos e continentes. O registro mais intenso aconteceu em Valdívia, no Chile, em 1960. Ele obteve 9,5 graus na escala Richter, provocando um grande tsunami que atingiu ilhas do Havaí, a dez mil quilômetros de distância.

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Entenda como acontece um terremoto (Foto: Editoria de arte/G1)
Há ainda terremotos induzidos por atividades humanas. Falhas em projetos podem provocar abalos durante o enchimento de lagos artificiais de barragens, perfuração de minas profundas e extração de gás e petróleo.
“Na verdade, o aparecimento desses sismos é mais exceção do que regra geral. Por exemplo, das dezenas de milhares de reservatórios hidrelétricos existentes no mundo, somente alguns produziram sismos”, explica Veloso.
Medição
O Observatório Sismológico da UnB foi fundado em 1968, seguindo uma recomendação da Unesco. O objetivo era que a América do Sul tivesse aparelhos de alta sensibilidade, capazes principalmente de monitorar tremores surgidos na região andina. Atualmente, o órgão conta com 49 estações nas cinco regiões do Brasil.

O órgão conta com uma página em rede social, na qual divulga informações a respeito e também recebe relatos de suspeitas de abalos sísmicos. Coordenadora do órgão, a geóloga Mônica Von Huelson afirma que os terremotos catalogados costumam ser sentidos em um raio máximo de aproximadamente 150 quilômetros.
“Muitos assustam-se e correm para a rua. As pessoas sentem falta de segurança. Os pratos, as louças, os vidros das janelas, os copos partem-se. Objetos ornamentais e livros caem das prateleiras. Os quadros caem das paredes. As mobílias movem-se ou tombam", diz a professora.
Desde o início da medição, foi detectado apenas um abalo sísmico com epicentro no DF (veja vídeo ao lado). Ele ocorreu na manhã de 20 de novembro de 2000 e fez com que moradores de São Sebastião acordassem sobressaltados pelo estranho movimento das camas. O tremor atingiu 3,7 pontos na escala Richter.
As causas do terremoto ainda não foram esclarecidas. Segundo o ex-chefe do observatório José Alberto Vivas Veloso, a possibilidade de a origem do tremor ter sido o resultado do desabamento do teto de uma caverna subterrânea não foi descartada.
G1
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