domingo, 17 de agosto de 2014

Ucrânia tem tensão e confrontos antes de reunião em Berlim

Vestidos com roupas militares, homens em veículos de guerra usam estrada perto da fronteira com a Ucrânia. (Foto: Alexander Demianchuk/Reuters)
Ucrânia voltou a ter confrontos na manhã deste domingo (17), quando os ministros de relações exteriores da Rússia e Ucrânia se encontrarão em uma reunião de emergência, em Berlim.
Conflitos intensos foram registrados na região de Lugansk, onde uma caça ucraniano foi derrubado pelos separatistas. Por outro lado, o exército ucraniano disse ter retomado um posto policial na fronteira, que estava há meses na mão dos pró-russos.
Kiev ainda denunciou a incursão de um comboio com lança-foguetes a partir da Rússia, horas antes de uma reunião de emergência entre os ministros das Relações Exteriores da Ucrânia e da Rússia em Berlim.
A ajuda humanitária russa destinada às populações atingidas pelo conflito no leste da Ucrânia segue bloqueada na fronteira neste domingo.
O exército ucraniano também recuperou neste domingo uma delegacia de polícia no reduto separatista de Lugansk. Os rebeldes estariam lutando deseperadamente numa reação para tomar novamente o posto e a chegada de armas e combatentes da Rússia deve ser acelerada, segundo a Reuters. A região é vista como crucial como rota de asbatecimento.
Caça e posto policial
Um avião de caça ucraniano MIG-29 foi derrubado pelos separatistas 'depois de realizar sua missão de liquidar um grupo de terroristas', declarou à AFP Leonid Matiujin, porta-voz da operação militar ucraniana no leste. O piloto conseguiu ejetar e passa bem, segundo a fonte.

As autoridades ucranianas denunciaram ainda a entrada em seu território de três lança-foguetes múltiplos Grand a partir da Rússia, e evocou dez violações do espaço aéreo por drones (aviões não tripulados) russos.
Os incidentes aumentam a tensão horas antes do encontro previsto para este domingo entre os ministros das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e ucraniano, Pavlo Klimkin, e os seus homólogos alemão, Frank-Walter Steinmeier, e francês, Laurent Fabius.
A reunião foi convocada para tentar controlar a tensão depois de Kiev anunciar na sexta-feira a destruição parcial de uma coluna de blindados russos. A introdução desta coluna na Ucrânia, vista por jornalistas britânicos e confirmada por Kiev, causou uma onda de indignação entre os países ocidentais.
Diálogo difícil
'Voando para Berlim. As discussões não serão fáceis. É importante interromper o fluxo de armas e mercenários da Rússia', escreveu Klimkin neste domingo em sua conta no Twitter.

O chanceler alemão Steinmeier indicou, por sua vez, que espera alcançar um 'cessar-fogo duradouro' na Ucrânia e acordar medidas para 'o controle efetivo das fronteiras' do país.
A chefe do Governo alemão, a chanceler Angela Merkel, cobrou explicações a Moscou após as declarações de um líder separatista, segundo as quais os rebeldes teriam recebido cerca de 150 equipamentos militares e cerca de 1.200 combatentes treinados na Rússia.
Moscou, que nega qualquer travessia de tropas russas ou de material pela fronteira, acusou ironicamente Kiev de 'destruir fantasmas', à respeito da coluna militar que teria incursionado em território ucraniano.
Neste contexto de tensão, o comboio humanitário russo, que Kiev e as potências ocidentais suspeitam de ser apenas um disfarce para uma intervenção armada russa, segue à espera de inspeção.
O diretor do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Rússia, Pascal Cuttat, verificou neste domingo os cerca de 300 caminhões que compõem o combiou humanitário. Mas a inspeção oficial do CICV, que deve permitir a entrada na Ucrânia, ainda não começou, segundo porta-vozes do CICV.
'Duvido que a inspeção oficial comece hoje', considerou Viktoria Zotikova, do CICV de Moscou.
Os caminhões russos que transportam 1.800 toneladas de ajuda humanitária, segundo Moscou, estão estacionados a cerca de 30 quilômetros da fronteira, na cidade russa de Kamensk-Shakhtinski.
G1

Novos distúrbios em cidade dos EUA deixam 1 pessoa ferida e 7 detidas

Polícia atira gás lacrimogênio nos manifestantes que quebraram toque de recolher. (Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP)
Pelo menos uma pessoa ficou ferida e outras sete foram detidas durante os distúrbios que se repetiram na noite de sábado (16) na cidade americana de Ferguson, onde dezenas de pessoas desafiaram o toque de recolher decretado pelas autoridades, informou a imprensa local.
A Polícia usou fumaça e gás lacrimogêneo para tentar dispersar as várias dezenas de manifestantes que provocaram os incidentes nessa cidade do estado do Missouri, onde um adolescente negro foi morto em circunstâncias ainda a serem esclarecidas.
A Polícia assegurou que se viu obrigada a lançar gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes e que os agentes foram alvejados no local onde aconteciam os protestos, embora não tenha havido feridos entre eles.Segundo a imprensa, a Polícia do estado do Missouri confirmou que sete pessoas tinham sido detidas nos distúrbios e um homem tinha recebido um tiro no lugar do protesto e que se encontrava em estado grave.
Os novos protestos aconteceram depois que o governador do Missouri, Jay Nixon, declarou no sábado o estado de emergência e ordenou o toque de recolher em Ferguson, cidade na que há uma semana um policial matou um jovem afro-americano.
Os protestos pela morte de Michael Brown começaram no domingo passado em Ferguson quando foram registrados saques, incêndios e confrontos com a Polícia que se repetiram toda a semana, com a detenção de dezenas de pessoas.
G1

Dilma e Lula participam do velório de Eduardo Campos no Recife


Dilma (Foto: Reprodução)
A presidente Dilma Rousseff  e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram ao Palácio das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no Recife, por volta das 10h deste domingo (17) para acompanhar o velório do ex-governador do estado, Eduardo Campos.
Assim que chegaram, Dilma e Lula receberam vaias de parte do público. Logo em seguida, aplausos surgiram do palco onde estão as autoridades. O público, então, aplaudiu também.
A presidente e seu antecessor foram recebidos pela família de Campos e por Marina Silva, escolhida para ser a candidata do PSB à Presidência da República no lugar do ex-governador.
Dilma ficou mais distante do caixão. Ela estava ao lado do ex-governador de São Paulo, José Serra, com quem disputou a Presidência em 2010.
O ex-presidente Lula abraçou fortemente os filhos de Campos e teve uma conversa longa com a viúva, que chegou a sorrir em alguns momentos.
No palco onde estão as autoridades, acompanham o velório políticos como o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha; Francisco Falcão, ministro do STJ. Os governadores Teotônio Vilela, de Alagoas, Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, Renato Casagrande, do Espírito Santo, Geraldo Alckmin, de São Paulo. Também está presente o senador Aloísio Nunes, candidato a vice na chapa de Aécio Neves.
Também estavam na comitiva da presidente o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante e outros políticos, como a ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, e o ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Alexandre Padilha.
De acordo com a assessoria do Palácio do Planalto, Dilma irá acompanhar a missa campal no Palácio das Princesas, que estava prevista para começar às 10h mas atrasou por conta da chegada de autoridades ao local. A presidente deve deixar o Recife ainda neste domingo, com saída programada para às 12h25, informou a assessoria.
G1

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Avião da campanha de Eduardo Campos foi o que caiu em Santos

RIO - O jato em que viaja o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE ) é o mesmo que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira. Não há confirmação se o candidato estava a bordo. A campanha do candidato está apreensiva com a perda de contato com o jato em que estava o político. A aeronave em que viajava do Rio para Guarujá perdeu contato com controle aéreo. Nenhuma confirmação oficial até agora, mas campanha do candidato teme que avião acidentado em Santos seja sua aeronave. Assessores, amigos e correligionários não conseguem fazer contato com candidato. Seu avião não chegou ao destino. Governo de Pernambuco também não tem contato com candidato. O avião, um Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, deixou o aeroporto do Santos Dumont às 9h20m com destino a Santos.
O ex-deputado Walter Feldman, que está ao lado de Marina Silva em São Paulo, disse logo depois do acidente ter conversado com o deputado Márcio França, que recepcionaria Campos em Santos. França confirmou para o aliado que a aeronave que caiu tinha o prefixo da alugada pela campanha de Campos:
- Márcio França ligou e disse ter confirmado que o prefixo do avião é o mesmo de Campos. Mas temos que aguardar _ explicou o ex-deputado.

Aliados de Marina Silva estão apreensivos porque a companhia aérea que fretou o avião não consegue contato com o piloto.

O Corpo de Bombeiros confirmou a queda, que ocorreu na altura do número 136 Rua Alexandre Herculano, esquina com Rua Vahia de Abreu, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia. Logo após a queda, a primeira informação era a de que se tratava de um helicóptero. Sete pessoas ficaram feridas e pelo menos três imóveis foram atingidos.
A sala de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que sete vítimas foram socorridas em hospitais da região, mas ainda não há informações se elas eram ocupantes da aeronave ou moradores dos imóveis atingidos. O Pronto-Socorro Municipal de Santos confirmou que há quatro feridos internados na unidade.
A queda ocorreu pouco depois das 10h. A poucos metros do local do acidente funcionam uma escola infantil e uma academia de ginástica. A região tem casas e comércios.
O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h.
“A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.
A Aeronáutica investiga as causas do acidente.
O local onde ocorreu a queda é bastante movimentado. Testemunhas relatam que ouviram barulho de uma explosão. O quarteirão foi isolado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. Com o estrondo na hora da queda, vidraças de lojas quebraram-se.


Fonte: http://oglobo.globo.com/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Em foto chocante, criança segura cabeça decapitada de sírio

Menino segura cabeça de soldado sírio decapitado
Na foto, o garoto aparece segurando a cabeça de um soldado sírio decapitado. Na legenda, a frase: “Este é o meu garoto”. A imagem assustadora foi publicada no perfil de Khaled Sharrouf no Twitter. Em outras fotos, o terrorista aparece com os três filhos, todos segurando armas, à frente de uma bandeira do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o grupo que está desintegrando o território iraquiano e espalhando a barbárie.

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, disse que as imagens são outro exemplo das “atrocidades horríveis” de que os terroristas são capazes. “Vemos cada vez mais evidências do quão bárbara é essa entidade em particular”, disse à imprensa australiana.

Sharrouf foi condenado na Austrália e alegou ser culpado das acusações de terrorismo. Ele fugiu do país no ano passado para se juntar aos jihadistas na Síria e no Iraque. “O Estado Islâmico – como eles estão chamando a si mesmos agora – não é apenas um grupo terrorista, é um exército terroristas que não está em busca apenas de um enclave terrorista, mas de um estado terrorista, de uma nação terrorista”, disse o premiê a uma rádio australiana.

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O grupo jihadista está impondo uma selvageria cotidiana em um vasto território entre a Síria e o Iraque, decapitando, crucificando e executando sumariamente os considerados 'infiéis'. A minoria yazidi é um dos principais alvos do EIIL no norte do Iraque – neste domingo, ao menos 500 pessoas foram mortas e muitas foram enterradas vivas, incluindo mulheres e crianças. Em Raqqa, na Síria, o grupo expôs cabeças de várias vítimas em postes no final de julho – quando também teria sido tirada a foto do filho de Sharrouf, segundo o jornal Sydney Morning Herald.  

Armas aos curdos – Os Estados Unidos iniciaram na última sexta-feira uma série de ataques aéreos contra os terroristas, e começaram a fornecer armas diretamente às forças curdas para o enfrentamento, segundo a agência Associated Press, que citou fontes da administração Barack Obama.

Um representante do Departamento de Estado limitou-se a dizer que os curdos estão sendo armados “por várias fontes”, sem negar o envolvimento do governo americano. “Há várias discussões ocorrendo entre vários países. Eles estão recebendo algo rapidamente”, disse.

Os Estados Unidos vinham afirmando que o envio de armas era feito somente para o governo iraquiano em Bagdá, mas a situação mudou depois dos ganhos conseguidos pelos jihadistas nas últimas semanas. As forças americanas estão ajudando a enviar armas dos iraquianos aos curdos, fornecendo assistência logística e transporte para o norte.

Combates – No domingo, as forças curdas retomaram duas cidades controladas pelo EIIL, ajudadas pelos ataques aéreos realizados pelos EUA na região. As cidades retomadas foram Gwer e Mahmour, ambas localizadas a poucos quilômetros de Arbil. No entanto, na manhã desta segunda-feira, os terroristas tomaram a cidade de Jalawla, 115 quilômetros a nordeste da capital Bagdá. No domingo, um ataque suicida havia matado dez combatentes curdos no local.
Fonte: Veja 
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