quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Menina de 13 anos é espancada dentro de escola em Sorocaba, diz pai

Menina de 13 anos foi agredida quando saía de escola em Sorocaba (Foto: Reprodução/Facebook)
Uma adolescente de 13 anos foi socorrida com várias lesões após ser espancada por uma garota mais velha dentro de uma escola na Zona Norte de Sorocaba (SP). A agressão foi no começo da tarde de terça-feira (9), na Escola Estadual Hélio Del Cístia, no Jardim São Guilherme. Segundo a mãe da menina, Débora Apocalipse, Júlia permanece internada no Hospital Miguel Soeiro, em Sorocaba, e apresenta dificuldades em alguns movimentos devido aos traumas no rosto. Além dos hematomas, a adolescente teve afundamento em vários dentes e perdeu dois deles. A Secretaria da Educação do Estado nega que a agressão tenha ocorrido dentro da escola.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, por volta das 12h a vítima saiu da escola e foi atacada por uma garota que estava na calçada. Júlia correu para dentro da escola, mas foi seguida pela agressora, que continuou a briga. “Me contaram que ela [a agressora] batia na minha filha e gritava: ‘Quero ver quem vai te querer agora, quero ver você ser bonita agora’”, diz o aposentado, que levou a filha a um hospital particular de Sorocaba.O aposentado Jaime Apocalipse, pai de Júlia, conta que quando chegou à escola para buscar a filha encontrou-a desmaiada no pátio. “Havia um grande tumulto, mas nunca pensei que veria minha filha caída, ensanguentada. Ela apanhou de uma menina de 16 anos, muito maior do que ela”, relata o pai em entrevista ao G1. O aposentado diz que a agressão foi motivada por inveja. “Minha filha sofreu essa barbaridade por ser bonita”, complementa.
Testemunhas contam que a garota mais velha agarrou a adolescente pelos cabelos e batia a cabeça dela no chão repetidas vezes. As agressões continuaram mesmo depois da vítima perder a consciência.
Meninda de 13 anos foi agredida em escola de Sorocaba (Foto: Reprodução Facebook/Arquivo pessoal)
Algum tempo depois a Polícia Militar foi chamada. “Uma viatura da Ronda Escolar atendeu a solicitação da agressão dentro da escola e registrou o caso como lesão corporal. A vítima permaneceu internada e foram solicitados os laudos para o exame do IML”, explica o capitão da PM Rogério Lima, responsável pelo policiamento na Zona Norte da cidade.
O caso seguiu para Delegacia de Defesa da Mulher, que vai apurar a identidade da agressora. Se for confirmado que ela tem menos de 18 anos, como afirma o pai, o inquérito será conduzido pela Delegacia de Infância e Juventude.
Por meio de nota, a Secretaria Estadual da Educação afirma que as agressões ocorreram "fora do ambiente escolar" e que orientou os pais da vítima a registrarem um boletim de ocorrência. "A equipe gestora reitera que a unidade desenvolve ações de prevenção e combate a conflitos, mas é fundamental que todos os esforços encontrem eco nas comunidades escolares. A direção da escola e a diretoria regional de ensino estão à disposição dos pais", afirma a nota.
G1

Monitora flagrada ao agredir crianças em creche é presa em Porto Ferreira

Monitora agredia crianças em creche de Porto Ferreira (Foto: Reprodução/EPTV)
A monitora flagrada ao agredir várias crianças de 1 a 2 anos em uma creche de Porto Ferreira (SP) foi presa nesta quarta-feira (10) após seis dias foragida. Acompanhada do advogado, a mulher de 46 anos se apresentou à Polícia Civil durante a manhã e, segundo o delegado Miguel Capobianco, estava bastante abalada.

A suspeita, que é pedagoga e trabalhava na Prefeitura há três anos, não foi interrogada formalmente. Capobianco pretende ouvi-la somente depois que conversar com outras testemunhas, bem como a diretora e a supervisora da Creche Municipal Ferdinando Mechioretto, que foram exoneradas dos cargos após novas denúncias.

Segundo o delegado, a monitora não disse onde estava escondida. “Acredito que, provavelmente, estava na casa de algum parente. Ela só se entregou porque a busca policial foi implacável. Com as informações que recebemos, procuramos em todos os locais que ela pudesse estar”, contou Capobianco.

A mulher fez exames de corpo de delito no pronto-socorro da cidade, foi apresentada à Justiça e depois encaminhada para a cadeia feminina de Ribeirão Bonito, onde ficará por 30 dias, enquanto a polícia dá sequência às investigações. Ao menos sete pais de crianças que sofreram algum tipo de violência na creche já foram ouvidos.


A outra funcionária que acompanhava as agressões feitas pela colega e que não reagiu também é investigada e pode responder como coautora, segundo Capobianco. A servidora de 57 anos se apresentou à polícia na sexta-feira (5). Segundo a advogada dela, Renata Giocondo, a mulher confirmou que não reagiu às duas agressões praticadas pela colega porque ficou 'sem ação diante da violência praticada contra as crianças'.

Crimes
Segundo o delegado, a monitora pode ser enquadrada nos crimes de maus-tratos, com pena de até 1 ano, e tortura, de 2 a 8 anos. Por ser agente pública, a condenação pode aumentar. Procurado pelo G1, o advogado da mulher não foi encontrado para comentar o caso.

De acordo com a advogada, a servidora disse ter pedido para que a monitora parasse com a agressão, mas que isso não teria adiantado. Após a segunda criança ter sido atacada ela se retirou da sala. Ainda segundo a advogada, as duas mulheres estavam sozinhas na creche no momento em que o vídeo foi gravado.
Funcionárias denunciam que relatam agressões à diretora (Foto: Reprodução/EPTV)
Denúncias
Após novas denúncias, a Prefeitura exonerou nesta sexta-feira (5), a diretora e a supervisora da creche, que já teriam sido avisadas sobre a situação. Além da denúncia de maus-tratos, a Prefeitura explicou que a exoneração serve para preservar a integridade das duas, que perdem os cargos comissionados e voltam a exercer a função de professoras em outras unidades da Secretaria de Educação.

Duas funcionárias, que não quiseram se identificar, denunciaram a direção da creche e afirmaram que a monitora era agressiva. “Eu sabia que ela batia. Várias vezes eu ouvi choro, mas nunca pude abrir a porta e ir lá fazer alguma coisa. Eu a vi batendo em uma criança, só não tomei atitude por medo de represália e perseguição. Cheguei a falar com a diretora, procurei a supervisora, mas nada foi feito. Relatamos que ouvíamos as crianças chorando, que a monitora agredia, não fazia o serviço direito, não dava comida, não trocava a fralda, não fazia nada. Porque a sala tem um vidro e quem estava lá fora via”, disse uma delas.
A outra funcionária que trabalha na unidade contou que era normal ouvir choro de crianças na sala da monitora afastada. “Nunca questionei porque ela tem uma personalidade forte e é muito malcriada. As crianças que ela cuidava tinham medo, estavam sempre de cabeça baixa, tristes, um comportamento bem esquisito”, afirmou.
Entenda o caso
A funcionária foi flagrada ao agredir crianças. As imagens foram gravadas pelo pai de um dos alunos na terça-feira (2) com uma câmera escondida na mochila do filho. O homem desconfiou da atitude da monitora e das reações da criança e decidiu colocar a câmera.

Contratada em 2011, a agressora de 46 anos foi afastada pela Prefeitura e está foragida após a Justiça decretar a prisão temporária de 30 dias. Ela trabalhava como monitora na mesma creche desde o início de sua contratação. Antes da admissão, ela passou por uma avaliação psicológica, mas o laudo não apontou nenhum problema. A mulher, que é pedagoga, foi afastada e está foragida.

A administração municipal informou que não tinha conhecimento de maus-tratos praticados na creche ou pela monitora.
G1

Suplente que só teve o próprio voto se torna vereadora em cidade do RS

Veridiana faz juramento ao assumir o mandato (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Coronel Pilar)
Por cerca de um mês, a Câmara Municipal de Coronel Pilar, na Serra do Rio Grande do Sul, terá uma vereadora que obteve apenas um voto na eleição de 2012, o dela própria. Veridiana Bassotto Pasini (PTB) era a sétima suplente da coligação com o PP e PMDB, e na quarta-feira da semana passada, dia 3, assumiu a vaga.
"É a importância do valor de um voto. Hoje ninguém mais quer ter o compromisso de votar, dizem que não faz diferença, mas faz muita", diz a vereadora.
O titular da coligação é Luciano Contini (PMDB), que se afastou do cargo por 60 dias. A suplente Iraci Moresco Zanatta (PMDB) assumiu por um mês, mas também precisou se afastar. "Os outros estavam com compromissos, e alguns conseguiram a transferência de título, estavam aqui e se transferiram para Garibaldi", explicou a parlamentar.
Ela deve ficar no cargo até o início de outubro, quando Zanatta retorna ao parlamento. "Vai ser um período curto para se fazer um trabalho, mas vou ver a demanda do município, das pessoas, e tentar ajudar na medida do possível", afirma.
Casada com o presidente do PTB no município, Luiz Carlos Pasini, a vereadora diz que se candidatou apenas para ajudar o partido a preencher as cotas para mulheres. Entre os nove vereadores eleitos, apenas duas são mulheres, Juliana Veronese Vieceli (PP) e Adriana Rossi Mattei (PDT). O número aumentou para três com as duas suplentes de Zanatta.
"Agora um terço da Câmara é de mulheres, e temos de divulgar a força feminina. Estamos conquistando um bom espaço", declarou.
Veridiana ainda não tem em mente alguma proposição para a sessão plenária marcada para esta quarta-feira (10), mas já pensa no futuro. A próxima candidatura poderá não ser apenas para preencher cota. "A partir dessa experiência de agora, de repente mudam as ideias", cogita.
Coronel Pilar tem cerca de 1,7 mil habitantes, segundo o Censo 2010 do IBGE. O vereador mais votado, Vandemir Pilatti (PDT), teve 120 votos. Os últimos entre os titulares, Fabiano Ferrucio Sabei e Adriana Rossi Mattei, ambos do PDT, tiveram 83 votos. Lourenço Delai (PDT) se elegeu prefeito com 975 votos.
G1

Cantareira opera abaixo de 10% pela 1ª vez após retirada do volume morto

Mesmo com a captação de água da reserva técnica das represas Jaguari-Jacareí e Atibainha, o nível do Sistema Cantareira atingiu índice de 9,8% nesta quarta-feira (10), segundo medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Esta é a primeira vez que o nível dos reservatórios fica abaixo dos 10% desde o início da exploração do chamado volume morto, em maio.
O Cantareira abastece, atualmente, cerca de 6,5 milhões de pessoas só na Grande São Paulo. A Sabesp admite que a situação é crítica por causa da falta de chuva desde o início do ano, mas afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que tem adotado medidas para o problema, como interligação dos sistemas, redução de perdas na distribuição, uso do volume morto e bonificação aos moradores que economizarem água.
 Queda constante


Quando a reserva técnica da Jaguari-Jacarei começou a ser usada, o nível do Cantareira subiu de 8,2% para 26,7% no dia 16 de maio. Segundo a Sabesp, com a entrada de 182,5 bilhões de litros de água do volume morto, foram acrescidos 18,5% sobre o volume total do sistema (982,07 bilhões de litros).
Mesmo assim, o sistema registrou 101 dias de queda. As represas tiveram recuperação após a chuva no início de setembro, mas voltaram a baixar depois disso. O sistema não consegue aumentar seu nível há 145 dias. Desde 25 de maio, quando o nível estava em 25,6% da capacidade das represas, foram mais de três meses com queda nos índices.
Em agosto, a Sabesp começou a retirar água da reserva técnica da Represa Atibainha, entre Mairiporã e Nazaré Paulista. O reservatório foi o segundo a ter a captação na área mais profunda, abaixo das comportas. Segundo a companhia, as novas ações já eram previstas, com custo total de R$ 80 milhões.
Um dos principais motivos para a constante queda é a seca que atinge o estado de São Paulo. O mês de agosto, a exemplo de outros seis meses do ano, terminou com chuva abaixo da média histórica. Foram 22,7 milímetros contra o esperado: 36,9 milímetros.
Dos oito meses completos do ano até agora, apenas em março choveu mais do que a média. Entre janeiro e agosto de 2014, a precipitação acumulada foi de 58% do esperado, o que agravou a crise no abastecimento da Grande São Paulo.
Os índices de chuva, no entanto, ainda estão dentro da média para setembro. Foram registrados, até esta quarta-feira, 30,1 milímetros nas represas que integram o Cantareira. O esperado até o fim do mês são 91,9 milímetros, levando em consideração a média histórica para o período.
Seca na represa Jaguari-Jacareí, na cidade de Bragança Paulista (SP), onde o índice de água armazenada no Sistema Cantareira é de apenas 12,5% da capacidade total. A Sabesp anunciou que deve retirar mais 106 bilhões de litros do volume morto do sistema (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo)
Motivo da crise
A crise no Cantareira começou por causa da pouca chuva e das altas temperaturas no último verão. No inverno, segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, os níveis de chuva estão próximos do esperado para a estação.

“Todo o problema de abastecimento de água na Grande São Paulo é decorrente da falta de chuva que aconteceu especialmente no verão 2013/2014”, disse.
Segundo ela, a expectativa é de voltar a chover regularmente apenas em outubro. “O quadro de seca vai continuar. A expectativa é que a chuva comece a cair com alguma regularidade mais no final de setembro e principalmente em outubro”, diz. Ainda assim, a possibilidade de as chuvas atrasarem não está descartada.
O Sistema Cantareira é formado pelas represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha. Elas ficam no estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Juntas, as represas fornecem água, atualmente, para cerca de 6,5 milhões de pessoas na cidade de São Paulo (zonas Norte, Central e parte das zonas Leste e Oeste), além de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Taboão da Serra, São Caetano do Sul, Guarulhos e Santo André. Parte do interior do estado também recebe água do sistema.
A região dos Jardins, na Zona Oeste, foi a que menos reduziu o consumo na cidade entre janeiro e junho deste ano. Os bairros da região do Jaçanã, na Zona Norte, foram os que mais conseguiram reduzir a conta de água, com economia de 20,43% no primeiro semestre.Desde fevereiro, a Sabesp oferece bônus para os consumidores abastecidos pelo Sistema Cantareira que atingirem a meta de 20% de redução ou mais. Para esses consumidores, há desconto de 30% na conta. Dados da companhia, no entanto, mostram que bairros considerados de alto padrão tiveram a pior média de economia de água na capital no primeiro semestre de 2014.
G1

Veja a intenção de voto para presidente em SP e no RJ, de acordo com o Ibope

Gráfico presidente SP e Rj V2
Pesquisas Ibope realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro mostram como está a corrida à Presidência da República nos dois estados. O nível de confiança das duas pesquisas, encomendadas pela TV Globo, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Dilma Rousseff (PT) está empatada tecnicamente com Marina Silva (PSB) no Rio de Janeiro, que abriga 8,5% do eleitorado brasileiro. Em São Paulo, que possui 22,4% dos eleitores do país, Marina mantém a liderança sobre a petista e sobre o tucano Aécio Neves. Confira os números:
São Paulo
Marina Silva (PSB) - 38%
Dilma Rousseff (PT) - 25%
Aécio Neves (PSDB) - 15%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Eduardo Jorge (PV) - 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%

Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 10%
Não sabe/não respondeu - 9%
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em SP. A pesquisa, realizada de 6 a 8 de setembro, está registrada no TRE-SP sob o número 00028/2014 e no TSE sob o número 00568/2014.
Rio de Janeiro
Dilma Rousseff (PT) – 37%
Marina Silva (PSB) - 34%
Aécio Neves (PSDB) – 9%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%

Outros com menos de 1% - 1%
Brancos e nulos - 11%
Não sabe ou não respondeu - 5%
O Ibope ouviu 1.806 eleitores no RJ. A pesquisa, realizada de 5 a 8 de setembro, está registrada no TRE-RJ sob o número 00033/2014 e no TSE sob o número 00567/2014.
G1
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...