Um enorme balão caiu em uma das pistas da rodovia Dutra, próximo à cidade de Guarulhos (SP), por volta das 18h deste domingo (10). A pista chegou a ser interditada e o trânsito foi interrompido no local, enquanto as pessoas tentavam apagar a tocha do balão.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Internauta fotografa balão em rodovia em SP Balão caiu no km 225 da Dutra, em Guarulhos, no domingo (10). Trânsito chegou a ser interrompido por alguns minutos no local.
Equipes encontram 110 corpos após naufrágio na Rússia
Equipes de resgate encontraram 110 corpos no interior de um barco que naufragou ontem no Rio Volga, na Rússia, de acordo com informações do jornal espanhol El País. Trinta corpos são de crianças, segundo o diário, que atribui a informação aos serviços de resgate locais, citados pela agência de notícias russa Interfax. O Ministério de Emergências da Rússia informou que 80 sobreviventes foram resgatados, todos russos. Ainda não há informações sobre estrangeiros a bordo.
O ministro de Emergências, Sergei Shoigu, disse que mais de 208 pessoas podiam estar a bordo do navio Bulgária quando ele naufragou. O número é quase 75% superior ao limite de 120 pessoas que o barco tinha autorização de levar, segundo funcionários. O navio Bulgária foi construído em 1955, na Checoslováquia, e pertence a uma companhia de turismo. Ele viajava da cidade de Bulgar para a capital regional, Kazan. O sindicato da indústria turística russa informou que a embarcação não era inspecionada nem reformada havia anos.
Durante o trajeto, o barco estaria inclinado para um dos lados e foi atingido por uma onda mais forte, de acordo com o funcionário do ministério Igor Panishin, que mencionou relatos de sobreviventes. A embarcação naufragou em "cerca de oito minutos", segundo ele. Um sobrevivente disse ao canal russo Vesti 24 que outros barcos recusaram-se a ajudar no resgate. "Dois barcos não pararam, ainda que agitássemos nossas mãos", relatou o homem.
O naufrágio ocorreu a 3 quilômetros da costa, em uma área com profundidade de 20 metros de profundidade. O Volga, maior rio da Europa, tem 30 quilômetros de largura em alguns pontos. É um popular destino turístico, especialmente nos meses do verão. A tragédia ocorreu 750 quilômetros a leste de Moscou.
O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, exigiu hoje investigação do caso e determinou amanhã como dia de luto no país. Ele também pediu uma revisão técnica da condição de todas as embarcações de passageiros no país. As informações são da Associated Press.
Mercado eleva previsões de Selic e inflação
SÃO PAULO (Reuters) - O mercado financeiro elevou suas previsões para a inflação em 2011 e 2012 e o cenário para a Selic neste ano, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.
A expectativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano interrompeu nove quedas e passou de 6,15 por cento na semana passada para 6,31 por cento, enquanto a de 2012 passou de 5,10 para 5,20 por cento.
A meta do governo para a inflação nos dois anos tem centro em 4,5 por cento e tolerância de dois pontos percentuais.
A previsão para a inflação em 12 meses também subiu, pela quarta semana seguida, de 5,19 para 5,29 por cento.
As revisões ocorreram após, na semana passada, o IPCA mostrar em junho uma leitura acima da mediana das previsões do mercado, com alta de 0,15 por cento.
O Focus acrescentou que o prognóstico para a Selic foi elevado de 12,50 para 12,75 por cento para este ano, enquanto para 2012 seguiu em 12,50 por cento.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 seguiu em 3,94 por cento, enquanto o cenário para 2012 permaneceu apontando expansão de 4,10 por cento.
O prognóstico para a taxa de câmbio no final deste ano permaneceu em 1,60 real por dólar. A projeção no final de 2012 foi de 1,69 real na semana passada para 1,68 real.
(Por Vanessa Stelzer)
sábado, 9 de julho de 2011
Mais de 1.400 são detidos em protesto por reforma eleitoral na Malásia Ao menos 12 pessoas ficaram feridas nas manifestações. Coalizão por Eleições Livres e Justas exige mudanças eleitorais no país.
Testemunhas viram bombas de gás lacrimogêneo serem arremessadas repetidamente em grupos de manifestantes, unidos sob o nome 'Bersih' (Coalizão por Eleições Livres e Justas) no centro de Kuala Lumpur quando as multidões gritavam "Viva o Povo" e "Reformas, reformas". Várias pessoas foram vistas sangrando, mas a polícia não deu informes de feridos. Multidões em torno da principal estação rodoviária da cidade também foram recebidas com canhões de água.
O inspetor-geral da polícia Ismail Omar disse que 1.401 pessoas foram levadas sob custódia, mas que muitos seriam liberados após interrogatório. Segundo ele, ao menos três líderes da oposição sênior estavam entre os detidos. "Fizemos o nosso ponto de dizermos que queremos eleições livres e justas", disse Chan Mei Yin, um contabilista de 32 anos que se juntou ao protesto. "A polícia está apenas mostrando que são brutais. Eu não votarei por este governo."
Protestos de rua são raros neste país do sudeste asiático, mas os investidores estrangeiros estão preocupados que qualquer onda de sentimento antigoverno possa adiar as reformas econômicas consideradas essenciais para atrair investimentos.
Pesquisas não são esperadas até 2013, mas analistas dizem que Najib poderia buscar um mandato antecipado logo após o crescimento econômico acelerado para uma alta de 10 anos em 2010. "Do ponto de vista de Najib, a realizar eleições em breve seria um erro por causa dos danos que foram feitos hoje", disse Bridget Welsh, especialista em Malásia da Singapore Management University. "O fato de que uma multidão tão grande apareceu, apesar de uma operação, mostra que a raiva do eleitor é profunda e isso vai empurrar um monte de gente que está no meio para a oposição."
A próxima Tailândia?
A Malásia está longe de ser dividida por conflitos políticos como a seu vizinho do norte, a Tailândia, mas a oposição está crescendo. Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas em uma manifestação de novembro de 2007, que segundo analistas inflamou o apoio para a oposição e resultou em ganhos recordes na eleição de 2008.
A Malásia está longe de ser dividida por conflitos políticos como a seu vizinho do norte, a Tailândia, mas a oposição está crescendo. Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas em uma manifestação de novembro de 2007, que segundo analistas inflamou o apoio para a oposição e resultou em ganhos recordes na eleição de 2008.
Analistas disseram que a manifestação de sábado reuniu mais de 10.000, quase o mesmo de 2007. A polícia, no entanto, coloca o número entre 5 e 6 mil, enquanto organizadores do protesto afirmaram que 50 mil compareceram.
Najib tomou o poder em 2009, e herdou uma coalizão de governo dividido, que havia sido enfraquecida por perdas históricas em 2008. Ele prometeu reestruturar o governo e a economia e introduziu uma marca da política inclusiva que visa unir etnias diferentes do país. Seus índices de aprovação aumentaram de 45% a 69% em fevereiro, de acordo com sondagens independentes do Merdeka Center. Mas analistas disseram que questões étnicas e religiosas minam sua popularidade.
Salva Kiir presta juramento como primeiro presidente do Sudão do Sul Novo país tem Juba como capital e se separou após décadas de conflitos. Barack Obama anunciou reconhecimento.
Da France Presse
Salva Kiir prestou juramento neste sábado (9) como primeiro presidente do Sudão do Sul, pouco depois da proclamação de independência neste novo país africano, que se separou do norte. Kiir assinou a Constituição transitória e prestou juramento, comprometendo-se a "favorecer o desenvolvimento e o bem-estar do povo do Sudão do Sul".
O Sudão do Sul se proclamou independente oficialmente neste sábado, separando-se do norte depois de cinco décadas de conflitos que mergulharam o novo país numa miséria da qual espera sair graças a suas ricas reservas de petróleo.
Uma multidão em delírio celebrou à meia-noite de sexta-feira para sábado, em Juba, a proclamação da independência. Ao soar os sinos de meia-noite, uma explosão de alegria comemorou a chegada do primeiro dia de vida do novo Estado. "Somos livres! Somos livres! Adeus ao norte, bem-vinda a felicidade!", clamava em meio à multidão Mary Okach.
O acordo de paz firmado em 2005 pelo líder dos rebeldes John Garang -alguns meses antes de sua morte num acidente de helicóptero - e o presidente do Sudão Ali Osman Taha abriu um novo capítulo que possibilitou o referendo sobre a independência, realizado em janeiro deste ano.
Os sulistas optaram quase por unanimidade pela organização de uma eleição sem maiores incidentes e cujos resultados Cartum prometeu respeitar.
A nova nação deve enfrentar grandes desafios, como os confrontos na fronteira que já provocaram 1.800 mortes este ano, um dos indicadores sociais menos desenvolvidos do mundo, negociações sobre a separação de bens e a reestruturação de setores com o Norte.
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