sábado, 13 de agosto de 2011

Corpos de soterrados são localizados em Santos após quatro meses


Da Agência Estado
Pedreira  (Foto: Letícia Macedo/ G1)Pedreira onde houve acidente em Santos, no litoral
de São Paulo (Foto: Letícia Macedo/ G1)
Depois de quatro meses de buscas, foram encontrados neste sábado (13) os corpos dos dois operários soterrados no dia 12 de abril na Pedreira Santa Teresa, localizada na região de Monte Cabrão, em Santos, no litoral paulista. Segundo informou o Corpo de Bombeiros, o primeiro corpo, ainda sem identificação, foi resgatado pela manhã e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). As buscas prosseguiram no período da tarde, para resgatar a segunda vítima.
O coronel Ribeiro, do Corpo de Bombeiros, informou que o resgate foi muito difícil, porque a máquina se retorceu e prendeu um dos corpos. "Como a situação estava muito crítica, tivemos que executar o trabalho de resgate à mão", disse. O caminhão que foi tragado pelas 100 toneladas de pedras, vegetação e terra, quando se encontrava na encosta da pedreira, também foi retirado.
Desde o início desta semana, as equipes de buscas vinham encontrando indícios de que os corpos estavam próximos da localização. Equipamentos especiais detectaram a proximidade do caminhão e da retroescavadeira, soterrados junto com os trabalhadores.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Santos, Ernesto Tabushi, a todo o instante as equipes de buscas tentavam se afastar da condição de risco, que acompanhou toda a operação. O resgate contou com três escavadeiras, dez caminhões e outros equipamentos.
 

Após decisão da Justiça, sobrinho de Fernandinho Beira-Mar é solto no Rio


Do G1 RJ
Um dos suspeitos de sequestrar um ônibus, na noite de terça-feira (9), na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, foi soltou na manhã deste sábado (13), um dia após a Justiça decretar o seu relaxamento de prisão. As informações foram confirmadas pela Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap). Segundo a polícia, ele é sobrinho do traficante Fernandinho Beira-Mar.

De acordo com a Seap, ele estava preso no Presídio Ary Franco, em Água Santa, no subúrbio da cidade. Ele tinha sido preso quando recebia atendimento médico na noite do crime, num hospital, em Copacabana, na Zona Sul. Para a juíza Maria Elisa Peixoto Lubanco, além dele não ter sido preso em flagrante, “não há indícios suficientes de autoria". O suspeito nega as acusações.
Na mesma decisão, a juíza Maria Elisa Peixoto Lubanco decretou a prisão preventiva de outros três suspeitos de participação no crime. Dois deles estão presos e um ainda está foragido.
Ainda segundo a juíza, os acusados devem continuar presos para a garantia da ordem pública: "Ademais, as circunstâncias de tais delitos, que foram praticados no interior de um coletivo onde várias pessoas voltavam do trabalho para seus lares, mediante concurso de pessoas, com emprego de armas e uma granada indicam que são muito perigosos, ressaltando que as vítimas esclareceram que os citados indiciados foram agressivos com os passageiros", ressaltou.
Quanto ao suspeito que está foragido, de acordo com o TJ-RJ, a magistrada destaca que há indícios suficientes de autoria, pois foi reconhecido por um dos reféns.

No dia do crime, o ônibus que liga a Praça XV a Duque de Caxias foi cercado pela polícia na pista sentido Praça da Bandeira, na altura do Sambódromo. Segundo a polícia, quando o ônibus parou num ponto, os criminosos entraram e pagaram a passagem. Na tentativa de evitar a fuga dos assaltantes, os PMs atiraram nos pneus do ônibus.
No total cinco pessoas foram baleadas, três eram passageiros e estavam dentro do ônibus. Dos quatro suspeitos, dois se entregaram e um deles carregava uma granada. Os outros dois saltaram do ônibus mais cedo. Um deles chegou a roubar um carro e fazer um casal refém. Ele foi ferido durante a fuga e preso em Copacabana, na Zona Sul. Um suspeito ainda está foragido.

Foram feitos pelos menos 21 disparos, diz perito

Após analisar as imagens feitas pela TV Globo do sequestro do ônibus, o perito em criminalística Mauro Ricart, afirmou, na quinta-feira (11), que foram feitos pelo menos 21 disparos durante a ação. Segundo ele, esse número pode ser maior.
Em depoimento, os dois policiais militares que assumiram a responsabilidade pelos disparos afirmaram que atiraram 15 vezes. Eles entregaram as armas e respondem por lesão corporal.

Além das armas dos policiais, a polícia apreendeu três pistolas, que estavam com os criminosos. Para o perito Mauro Ricart, as armas de todos os policiais que participaram da ação deveriam ser recolhidas.
Um cabo do 5º BPM (Praça da Harmonia) disse à polícia que fez quatro disparos em direção aos pneus traseiros do ônibus. Já um soldado, também do 5º BPM, revelou em depoimento que atirou 11 vezes na direção dos pneus.

Na manhã de quinta-feira, a delegada Sania Burlandi, da 6ª DP (Cidade Nova), descartou a possibilidade de algum tiro ter sido disparado de dentro do ônibus.

Um laudo do Instituto de Criminalistica Carlos Éboli apontou que foram feitos 14 disparos e todos foram feitos de fora para dentro do ônibus. A perícia mostrou, ainda, que há possibilidade do ônibus ter sido atingido por tiros de armas de calibres diferentes.

Na quarta-feira (10), o comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, admitiu que houve erro dos policiais que atiraram contra o ônibus, mas disse também que há indícios de que um dos disparos tenha sido feito por criminoso. “Nós sabemos que não podemos atirar, salvo em legítima defesa”, disse o comandante.

Feridos

O homem de 56 anos que foi atingido com tiro no pescoço quando passava, de carro, próximo ao local do sequestro, teve alta na tarde desta quinta-feira (11). Ele estava internado no Hospital Souza Aguiar. As informações são da Secretaria municipal de Saúde.
No mesmo hospital está uma mulher de 46 anos, que foi baleada no tórax. Ela segue em estado grave. Ela teve fratura de costela e contusão pulmonar. Ela foi operada e está no CTI.
De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, uma outra mulher, de 30 anos, ferida de raspão na coxa, também estava internada no Hospital Souza Aguiar, mas foi transferida na manhã desta sexta-feira para o Hospital de Clínicas da Penha, na Zona Norte. O hospital informou que não está autorizado a dar informação sobre a paciente.

O outro ferido é um policial militar, atingido na perna. Ele segue internado no hospital central da Polícia Militar, sem previsão de alta. A quinta vítima foi um homem, de 46 anos, baleado de raspão na perna, que teve alta na mesma noite do sequestro.

'É momento de silêncio', diz Martha Rocha sobre caso de juíza morta


Thamine LetaDo G1 RJ
A chefe de Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, esteve por cerca de três horas na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, reunida com investigadores para acompanhar as novidades sobre o assassinato da juízajuíza Patrícia Acioli. No entanto, ao deixar a DH, a delegada afirmou que este é um momento de silêncio e objetividade nas investigações
"A nossa presença hoje foi para continuar conversando com o Dr. Felipe (Ettore), que investiga o caso, e só dizer que esse é o momento de trabalhar, de silêncio para analisar todas as informações e trata-las com coerência, com cuidado. Por isso o silêncio é importante", afirmou.
Felipe Ettore, delegado que está à frente do caso, também preferiu não dar detalhes sobre a linha de investigação da polícia. O presidente da Associação de Magistrados do Brasil, desembargador Nelson Calandra, também esteve na DH. Em breves palavras, ele criticou o sistema penal brasileiro.
"A juíza Patrícia Acioli é uma vítima da covardia de organizações criminosas e de um sistema processual penal onde sua excelência é o réu e não o juiz, onde as pessoas cometem um crime de morte e saem pela porta da frente, junto com a família da vítima”, disse o desembargador.
E completou: "Não há um sistema de segurança para toda a magistratura brasileira que deve ser traçado pelo Ministério do Trabalho. O ministério tem obrigação de nos dar apoio logístico necessário. O que fazemos em tribunais de todo o Brasil é tirar o policial combatente na rua e colocar no nosso corpo de segurança. Uma coisa é combater a criminalidade na rua, outra coisa é garantir a segurança de juízes. A dor da associação é profunda, mas nossa indignação é maior. Vamos tomar providências seriíssimas", disse Calandra.

Até esta manhã, o Disque Denuncia já tinha recebido 42 ligações sobre o caso. Pelo menos 18 pessoas já foram ouvidas sobre o crime. Entre as testemunhas, o namorado da juíza, o Policial Militar Marcelo Poubel, que falou durante mais de 6h na DH.
Enterro da juíza Patrícia Acioli (Foto: Wilton Júnior/Agência Estado)Enterro em Niterói reuniu centenas de pessoas
(Foto: Wilton Júnior/Agência Estado)
Morta com 21 tiros
Patricia assassinada na madrugada de sexta-feira (12), na porta de casa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ela foi atingida por 21 tiros, segundo o delegado titular da Divisão de Homicídio, Felipe Ettore.
"A juíza sofreu uma emboscada, foi alvejada por 21 disparos e agora estamos investigando o autor e o mandante da execução", disse. Segundo Ettore, 60% do efetivo da DH trabalha na investigação. Segundo investigadores, os dois calibres das armas usadas no crime (.40 e .45) são de uso restrito da polícia. O corpo de Patrícia foi enterrado na tarde de sexta-feira.
Marcada para morrer
O nome de Patrícia estava em uma lista de doze pessoas marcadas pra morrer, segundo investigadores. O documento foi encontrado com Wanderson da Silva Tavares, o Gordinho, acusado de ser chefe de uma milícia em São Gonçalo, preso em janeiro deste ano em Guarapari, no Espírito Santo.
De acordo com fontes da polícia, nos últimos dez anos a juíza foi responsável pela prisão de cerca de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio.
Em setembro do ano passado, seis suspeitos, ente eles quatro policiais militares, foram presos. Segundo as investigações, todos faziam parte de um grupo envolvido no assassinato de 11 pessoas em São Gonçalo. A juíza Patricia Acioli foi quem expediu os mandados de prisão.
Ela trabalhava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo e tem um histórico de condenações contra criminosos que atuam na cidade, como quadrilhas que agem na adulteração de combustíveis e no transporte alternativo, entre outros crimes.
Escolta
Segundo o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, Patrícia nunca pediu escolta, mas, por iniciativa do Tribunal, teve proteção intensa de 2002 a 2007, com três policiais fazendo a sua segurança 24 horas por dia.
Em 2007, o Departamento de Segurança Institucional do TJ avaliou o caso e verificou que não havia mais necessidade de segurança intensa. O TJ colocou, então, à disposição da juíza um policial para fazer sua segurança.
Mas, segundo ele, a juíza dispensou a proteção. O presidente disse ainda que é muito comum os juízes pediram para serem liberados da segurança porque ela interfere na liberdade dos magistrados.
O presidente disse ainda que, tão logo os assassinos sejam identificados, serão enviados para presídios federais fora do estado do Rio. Rebêlo informou também que está criando uma comissão de três juízes para assumir a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. O grupo dará andamento aos processos contra as milícias e máfias de transporte ilegal.
Mapa crime juíza Niterói (Foto: Arte/G1)
Rebêlo explicou que a iniciativa de reduzir ou retirar a escolta de um juiz "não é feita em cima da perna". Segundo ele, é resultado de um estudo minucioso, com base numa série de diligências e informações.
AMB e OAB
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros falou sobre a escolta da juíza. "Esta juíza, ela foi ameçada, andou com escolta e depois que casou com um PM dispensou a escolta. Ela é mulher, tem 3 filhos, andar com agentes é uma situação que pode ter causado incômodo", explicou.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou que o crime "foi uma barbaridade contra um ser humano e, sobretudo, contra a Justiça brasileira e o Estado de Direito". Ele exigiu rigorosa apuração do crime e punição dos culpados.
'Crime encomendado', diz primo da vítima
Patrícia Acioli era considerada uma profissional 'linha dura'. Para o primo da vítima, Humberto Nascimento, não há dúvidas que se trata de uma execução. 
"A Patrícia recebia ameaça. Há pelo menos 5 anos ela vinha sendo ameaçada. Ela era considerada uma juíza linha dura, martelo pesado que chama, com condenação sempre na pena máxima. Ela estava assim tão despreocupada que o carro dela não é blindado, (a casa) também não tem portão eletrônico, quer dizer ela iria sair do carro de qualquer maneira para abrir. Então já era uma coisa encomendada, foi coisa de profissional", disse o primo da vítima, Humberto Nascimento, à Globonews.
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