Da AP
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Menores sem cinto e em alta velocidade ficam feridos em acidente
Do G1 PR, com informações da RPC TV de Maringá
Quatro menores ficaram feridos em um acidente que aconteceu no final da tarde de quarta-feira (14), em Maringá, na região Norte do Paraná.
Segundo as informações da Polícia Militar (PM), o condutor de 13 anos, que estava com o carro do pai, dirigia em alta velocidade e acabou batendo o veículo contra uma árvore. Após a batida ele capotou. Ele e os outros meninos de 11 e dois de 12 anos foram arremessados para fora do carro. Todos estavam sem o cinto de segurança.
Um morador que conversou com um dos adolescentes disse que eles estavam 'brincando'. "Ele falou que o outro veio brincando com o carro, se perdeu e bateu na árvore", contou Volvei Mioto.
Os feridos foram encaminhados para hospitais de Maringá e Sarandi (PR). Dois deles em estado grave.
O Hospital Metropolitano de Sarandi informou às 8h50 que os meninos de 12 e 13 anos, que foram encaminhados em estado grave, estão em observação e passam bem.
Jovem achada morta dentro de casa será enterrada nesta quinta no ABC
Do G1 SP
O corpo da estudante Bianca Ribeiro Console, de 19 anos, deverá ser enterrado nesta quinta-feira (15), no Cemitério Curuçá, em Santo André, no ABC. Bianca foi encontrada morta na noite desta terça (13) com ferimentos no pescoço na casa onde morava, no Parque São Rafael, na Zona Leste da capital paulista. Na residência havia móveis revirados, mas nada foi levado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Bianca estava sozinha em casa. Seus pais haviam saído para trabalhar. A tia da jovem, que mora em uma residência ao lado, estranhou o fato de a janela vizinha estar aberta e o televisor e as luzes, ligadas.
Por volta das 20h, a mãe de Bianca chegou e, por estar sem a chave do portão, pediu para um sobrinho de 10 anos pular o muro para destrancá-lo. Quando a tia e a mãe entraram, encontraram a jovem caída na sala perto de uma porta que dá acesso à sacada.
Os bombeiros foram acionados e a jovem chegou a ser atendida, mas não foi possível reanimá-la. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
A família de Bianca acredita que o assassino seja alguém conhecido, porque a residência não foi arrombada.
Organizações sociais gerem hospitais em SP há 13 anos; veja prós e contras
Luciana BonadioDo G1 SP
(Foto: Divulgação/Secretaria da Saúde)
O modelo de gestão da saúde por organizações sociais, aprovado na terça-feira (12) pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), existe em São Paulo desde 1998. O governo estadual considera que ele se mostrou eficiente nos últimos 13 anos porque une o atendimento público gratuito às ferramentas privadas de administração. Representantes de sindicatos do setor, no entanto, são contra o modelo, pois consideram que ele abre espaço para o mau uso do recurso público.
Atualmente, segundo dados da secretaria, 37 hospitais, 38 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), um centro de referência, duas farmácias e três laboratórios de análises clínicas são administrados por organizações sociais em São Paulo. O Instituto do Câncer e o hospital estadual em Araraquara são exemplos de gestões das OSs. O repasse anual para os hospitais e ambulatórios fica em torno de R$ 3 bilhões. No total, há 4.300 leitos disponíveis em todo o estado em unidades geridas pelo sistema.
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As organizações sociais são entidades sem fins lucrativos que recebem o recurso público para cuidar da administração da unidade de saúde. A secretaria diz que, para serem selecionadas, elas precisam ter pelo menos cinco anos de experiência em serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A escolha é feita por convocação pública e vencem as entidades que apresentarem o projeto considerado ideal.
O governo de São Paulo afirma que as entidades do terceiro setor que gerenciam os hospitais estaduais paulistas “são conhecidas da população e têm tradição na área da saúde” e cita a Unifesp e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) como exemplos. Ainda segundo a secretaria, o contrato de gestão prevê metas que o hospital deve atingir, seja de quantidade (partos, consultas, exames e cirurgias), como de qualidade, entre elas índices de mortalidade materna e controle de infecção hospitalar.
Críticas
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), Benedito Augusto de Oliveira, não concorda com o formato. “Não tem funcionado, é estranho o Rio de Janeiro aprovar. É uma saída para quem quer tratar a saúde como um sistema privado. Nenhuma entidade séria no país apoiou as organizações sociais como modelo. Esse negócio é um câncer na sociedade”, diz.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), Benedito Augusto de Oliveira, não concorda com o formato. “Não tem funcionado, é estranho o Rio de Janeiro aprovar. É uma saída para quem quer tratar a saúde como um sistema privado. Nenhuma entidade séria no país apoiou as organizações sociais como modelo. Esse negócio é um câncer na sociedade”, diz.
Ele crítica, por exemplo, como é feita a compra de produtos hospitalares. “Ela [organização social] não cumpre o ritual de compras de insumos como é no serviço público. E, como é uma entidade privada, posso comprar do meu amigo, sem problemas”, exemplifica.
O presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, diz que não há fiscalização de como os recursos são empregados. “Eu recebo R$ 50 mil para atender um setor X. Eu presto conta com todo o rigor possível. Mas isso quer dizer que eu utilizei de maneira adequada, que eu contratei os melhores profissionais? Não há a avaliação da aplicabilidade dos recursos”, defende.
Carvalhaes afirma que houve casos de “déficit orçamentário monstruoso”. “E o que a gente observa é que o atendimento é ruim. O conjunto das OSs tem ocasionado um atendimento insuficiente”, acredita. Ele lista outros problemas do modelo. “A falta de atendimento de urgência, a falta de critério definido de seleção de pessoal, as modificações em remuneração, a rotatividade dos recursos humanos. É um conjunto de coisas que a gente fica bastante assustado”, completa.
A Secretaria da Saúde informa que “o Estado tem a responsabilidade da manutenção financeira desses hospitais e controla onde e como é investido o dinheiro público”. Segundo a pasta, o governo paulista recebe todos os meses um relatório com a prestação de contas das organizações, com a discriminação dos gastos e do atendimento realizado. O documento é encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado e a uma comissão composta por dois representantes do Conselho Estadual de Saúde, outros dois da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e por técnicos indicados pela secretaria.
O governo pondera ainda que, em pesquisa de satisfação realizada no segundo semestre de 2010, com 204 mil usuários do SUS, “os dois hospitais com melhor avaliação foram justamente os gerenciados por OS: o Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), na capital, e o Hospital Estadual de Américo Braziliense, na região de Araraquara”.
Oferta de leitos
Nos últimos meses, as Organizações Sociais (OSs) estiveram envolvidas em uma polêmica: a oferta de 25% dos leitos de hospitais públicos gerenciados pelas entidades para planos privados de saúde. A possibilidade de que estabelecimentos públicos de saúde ofertem até 25% de sua capacidade operacional para atender pacientes usuários do sistema privado foi instituída pela Lei Estadual nº 1.131/10, de 27 de dezembro de 2010, e regulamentada por decreto em 6 de julho.
Nos últimos meses, as Organizações Sociais (OSs) estiveram envolvidas em uma polêmica: a oferta de 25% dos leitos de hospitais públicos gerenciados pelas entidades para planos privados de saúde. A possibilidade de que estabelecimentos públicos de saúde ofertem até 25% de sua capacidade operacional para atender pacientes usuários do sistema privado foi instituída pela Lei Estadual nº 1.131/10, de 27 de dezembro de 2010, e regulamentada por decreto em 6 de julho.
A regulamentação autoriza a oferta de saúde a particulares no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. Para que pacientes de planos privados recebam atendimento, é necessário que a unidade de saúde gerida pelas OSs seja a única detentora de mais de 50% da oferta de serviços de saúde em determinada região e que preste serviços de saúde especializados e de alta complexidade.
Segundo a Secretaria da Saúde, a regulamentação da lei proíbe expressamente reserva de leitos e privilégios a pacientes de planos de saúde, mas permite que os hospitais recebam dos planos de saúde por atendimentos prestados a seus clientes. Este atendimento já acontece atualmente, sem possibilidade legal de cobrança no caso das OSs.
O Ministério Público de São Paulo ajuizou, em 9 de agosto, uma ação civil pública contra o Estado de São Paulo para impedir a oferta dos leitos. Uma liminar da Justiça de São Paulosuspendeu no dia 31 de agosto os efeitos do decreto. A secretaria está recorrendo da decisão.
Reino Unido vai liberar mais R$ 1,6 bi para o novo governo da Líbia
Do G1, com agências internacionais
O Reino Unido está liberando mais 600 milhões de libras esterlinas (mais de R$ 1,6 bilhão) em fundos da Líbia, disse nesta quinta-feira (15) um porta-voz do premiê David Cameron.
"Estamos descongelando os fundos", disse o porta-voz.
"Eles precisam fazer coisas como pagar os trabalhadores do setor público e os policiais."
Cerca de 12 bilhões de libras (US$ 19 bilhões, 13,745 bilhões de euros) de ativos líbios foram congelados no âmbito das sanções impostas em fevereiro e março pelas Nações Unidas contra o regime do ex-líder líbio Muammar Kadhafi.
O CNT, que reúne as novas autoridades líbias, pediu recentemente uma ajuda de urgência de US$ 5 bilhões.
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No dia 1 de setembro, no fim da Conferência de Amigos da Líbia em Paris, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou o desbloqueio imediato de US$ 15 bilhões de bens congelados de Kadhafi.
O anúncio foi feito na ocasião em que Cameron chega a Trípoli, capital da Líbia, sob forte esquema de segurança, ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, para negociar com os líderes do novo regime, que derrubaram o coronel Muammar Kadhafi há três semanas.
Os britânicos também devem ajudar o novo regime líbio a lidar com os estoques de armas químicas e com as minas deixadas por Kadhafi.
Sem ajuste de contas
Em entrevista conjunta com Cameron em Trípoli, Sarkozy pediu que não haja "vingança" nem "ajustes de contas" na Líbia entre as facções pró e anti-Kadhafi. Ele também apelou a países que receberam membros do antigo regime que os entreguem à Justiça internacional.
Em entrevista conjunta com Cameron em Trípoli, Sarkozy pediu que não haja "vingança" nem "ajustes de contas" na Líbia entre as facções pró e anti-Kadhafi. Ele também apelou a países que receberam membros do antigo regime que os entreguem à Justiça internacional.
"O senhor Kadhafi deve ser preso e todos aqueles que são acusados (de crimes) sob jurisdição internacional devem ser responsabilizados pelo que fizeram", disse Sarkozy, em discurso na capital líbia.
Cameron, por sua vez, prometeu que a Grã-Bretanha ajudaria a perseguir e capturar Kadhafi. 'Isso ainda não acabou', disse ele em coletiva de imprensa na capital líbia. 'Ajudaremos vocês a encontrar Kadhafi e trazê-lo à justiça.'
Sarkozy e Cameron visitarão Benghazi, berço da revolução que derrubou Kadhafi, ainda nesta quinta-feira.
"Estamos prontos para ajudar, mas queremos saber o que é que vocês mais querem fazer", disse Cameron. "Esse é o momento em que a primavera árabe poderia se tornar um verão árabe e veremos a democracia avançar em outros países também."
Sarkozy e Cameron, que assumiram a responsabilidade por liderar a campanha da Otan, no qual os Estados Unidos assumiram um papel secundário, foram recebidos no avião com sorrisos e cumprimentados pelos dois líderes da fragmentada coalizão anti-Kadhafi.
Os líderes europeus, acompanhados de seus ministros de Relações Exteriores, foram recebidos com aplausos do público durante visita a um hospital em Trípoli -- indicando a popularidade de sua intervenção após 42 anos do governo de Kadhafi na Líbia.
O ex-líder líbio continua foragido e prometeu lutar de volta.
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