sábado, 26 de novembro de 2011

Fiéis se preparam para os 14km da Romaria da Penha em João Pessoa


14km. É esse o percurso que os fiéis irão percorrer entre a noite deste sábado (26) e a manhã do domingo (27) durante a Romaria de Nossa Senhora da Penha, em João Pessoa. O auxiliar administrativo Ênio Sérgio participa há 19 anos da procissão e já começou a se preparar realizando caminhadas diariamente “para a musculatura já ir se acostumando”. Já a jornalista Mirela Vasconcellos conta sobre a expectativa de participar pela primeira vez da caminhada.
Ênio Sérgio devoto de Nossa Senhora da Penha (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)Ênio segurando andor com Nossa Senhora da Penha
(Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)
Em 1992, Ênio decidiu participar da romaria pela primeira vez. “Estava em um momento muito difícil porque tinha acabado de perder meu pai. Fui para romaria para aliviar a depressão e tentar superar as dificuldades”, disse. No mesmo ano nasceu o primeiro filho de Ênio. “Esta foi minha primeira graça alcançada”, lembrou o devoto de Nossa Senhora da Penha.
No nascimento da segunda filha, Ênio disse ter alcançado mais um milagre. “Minha filha nasceu uma semana depois do que deveria ter nascido. Ela teve várias complicações, passou três dias na UTI e correu risco de morte. Foram três dias de angústia e eu entreguei ela para Deus e Nossa Senhora intercedeu por mim porque minha filha sobreviveu sem nenhuma sequela”, disse.
Jornalista Mirela Vasconcellos (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)Mirela vai, pela 1ª vez para romaria, para pagar uma
promessa (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)
Já a jornalista Mirela se prepara para ir pela primeira vez para a caminhada. “Estou indo para pagar uma promessa”, disse a jovem de 24 anos que prometeu participar da caminhada caso uma amiga se curasse de um câncer. “Foi no começo de novembro que ela fez a cirurgia e o exame mostrou que o câncer ficou só na tireoide e não evoluiu”, contou.
A primeira expectativa de Mirela é concluir o percurso de 14km. “É muito grande e tem muitos pontos críticos, mas estou confiante que vou conseguir pois se Deus me ajudou em uma coisa mais difícil, que foi a cura da minha amiga, vai me ajudar a terminar o percurso”, disse confiante a jornalista.
O experiente Ênio, que há 19 anos faz a caminhada da Penha, aproveitou para dar algumas dicas para a novata Mirela. “É importante levar água. Eu sempre levo água e banana, para não dar câimbra. Às vezes eu também levo sanduíche”, explicou. Em relação ao cansaço, Ênio explicou que “uma caminhada crendo em Jesus e Maria o fardo fica mais maneiro”. Já sobre a sensação de participar de uma caminhada com cerca de 250 mil pessoas, o devoro afirmou que “é uma manifestação fora do comum. É uma sensação que ninguém explica ”.
Romaria
A romaria da Penha  acontece todos os anos, no último domingo de novembro, com uma caminhada de 14km. O ponto de partida é na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no Centro de João Pessoa, e os fiéis seguem até a Capela de Nossa Senhora da Penha, localizada na Praia da Penha na capital.
De acordo com a prefeitura de João Pessoa, o Santuário da Penha faz parte do roteiro histórico e turístico do litoral paraibano e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), em 26 de agosto de 1980.

Fogo atinge lixo em João Pessoa e fumaça pôde ser vista a 12km



Secretaria de Saúde promove 'Dia D' contra a raiva na Paraíba


Acontece neste sábado (26) na Paraíba o 'Dia D' da campanha de  vacinação contra a raiva animal. A mobilização teve início às 8h e vai até às 17h (horário local) em 800 postos espalhados nos 223 pelos 223 municípios paraibanos. A meta da Secretaria Estadual de Saúde é vacinar cerca de 590 mil cães e gatos.
A campanha de vacinação teve início na última quarta-feira em todos os municípios com a vacinação dos animais da zona rural e de locais de difícil acesso. Segundo dados da Saúde, até setembro deste ano foram registrados nove casos de raiva animal na Paraíba, sendo um em morcego e oito em bovinos. Em relação a 2010 aconteceu um caso em cão e 13 em animais da raça bovina. No estado, o último caso de raiva humana foi registrado em 1999.
Segundo o chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses, Francisco de Assis Azevêdo, os animais acima de três meses de idade e em estado saudável de saúde devem ser levados para a vacinação. Ele destacou também que é importante que os donos levem o cartão de vacinação dos animais, os que não tiverem vão receber um. A Secretaria de Saúde distribuiu para as Gerências Regionais 656 mil doses de vacina e igual número de seringas e agulhas para a utilização durante a campanha.

Veja lista com 10 lugares bizarros com casais flagrados fazendo sexo


Em outubro, um casal ganhou destaque na imprensa mundial depois que publicou na internet um vídeo em que fazia sexo durante um salto de paraquedas em Taft, nos EUA. O caso chegou até a ser investigado por um órgão de aviação local. Em novembro, um casal foi filmado por câmeras de segurança mantendo relações sexuais em um caixão na China. Veja abaixo esses e outros "lugares bizarros" em que casais foram vistos fazendo sexo.
Alex Torres e Hope Howell fizeram sexo durante salto de paraquedas. (Foto: Reprodução)Alex Torres e Hope Howell fizeram sexo durante salto de paraquedas. (Foto: Reprodução)
Em agosto de 2011, uma foto que mostra um policial  fazendo sexo em serviço sobre o capô de um carro em plena luz do dia provocou polêmica estado do Novo México (EUA). A cena foi registrada pelas câmeras de vigilância de um rancho. (Foto: Reprodução)Em agosto de 2011, uma foto que mostra um policial fazendo sexo em serviço sobre o capô de um carro em plena luz do dia provocou polêmica estado do Novo México (EUA). A cena foi registrada pelas câmeras de vigilância de um rancho. (Foto: Reprodução)
Casal foi flagrado fazendo sexo dentro de um caixão na China. (Foto: Reprodução)Casal foi flagrado fazendo sexo dentro de um caixão na China. (Foto: Reprodução)
Em 2010, um casal foi filmado tendo relações sexuais no vagão do metrô em Viena, na Áustria. As imagens mostram a dupla realizando o ato sexual enquanto outros passageiros se aglomeram ao redor para assistir e poder filmá-los com seus celulares. (Foto: Reprodução)Em 2010, um casal foi filmado tendo relações sexuais no vagão do metrô em Viena, na Áustria. As imagens mostram a dupla realizando o ato sexual enquanto outros passageiros se aglomeram ao redor para assistir e poder filmá-los com seus celulares. (Foto: Reprodução)
Em 2010, um funcionário de uma agência governamental foi preso em Manila, nas Filpinas, após ser flagrado fazendo sexo com uma mulher no interior de um ônibus do órgão que estava estacionado perto de uma delegacia na cidade de Quezon. (Foto: Reprodução)Em 2010, um funcionário de uma agência governamental foi preso em Manila, nas Filipinas, após ser flagrado fazendo sexo com uma mulher no interior de um ônibus do órgão que estava estacionado perto de uma delegacia na cidade de Quezon. (Foto: Reprodução)
Em 2010, um casal de amantes caiu da janela do apartamento enquanto mantinha relações sexuais na cidade de Lübeck, na Alemanha. O homem e a mulher que não tiveram os nomes divulgados caíram de uma altura de cinco metros. (Foto: Reprodução)Em 2010, um casal de amantes caiu da janela do apartamento enquanto mantinha relações sexuais na cidade de Lübeck, na Alemanha. O homem e a mulher que não tiveram os nomes divulgados caíram de uma altura de cinco metros. (Foto: Reprodução)
Em março de 2011, um casal foi fotografado fazendo sexo no telhado de um prédio da Universidade do Sul da Califórnia (USC). (Foto: Reprodução)Em março de 2011, um casal foi fotografado fazendo sexo no telhado de um prédio da Universidade do Sul da Califórnia (USC). (Foto: Reprodução)
Em seembro de 2011, um casal foi visto fazendo sexo em plena luz do dia na varanda de um hotel em Darwin, na Austrália. (Foto: Reprodução)Em setembro de 2011, um casal foi visto fazendo sexo em plena luz do dia na varanda de um hotel em Darwin, na Austrália. (Foto: Reprodução)
Em outubro de 2011, um casal foi flagrado fazendo sexo no meio da torcida durante uma partida de futebol na Alemanha.  (Foto: Reprodução)Em outubro de 2011, um casal foi flagrado fazendo sexo no meio da torcida durante uma partida de futebol na Alemanha. (Foto: Reprodução)
Em maio de 2011, um casal de estudantes foi filmado fazendo sexo em uma faculdade de Hebei, na China. A dupla teria aproveitado a hora do almoço para manter relações sexuais em plena sala de aula.  (Foto: Reprodução)Em maio de 2011, um casal de estudantes foi filmado fazendo sexo em uma faculdade de Hebei, na China. A dupla teria aproveitado a hora do almoço para manter relações sexuais em plena sala de aula. (Foto: Reprodução)

Redes sociais foram elo, diz autor de campanha para libertar Gilad Shalit


Já tinham passado mais de dois anos do sequestro do soldado israelense Gilad Shalit quando o estrategista Jacob Kobi Gamliel recebeu uma incumbência: fazer uma campanha que mantivesse ativo na mídia o assunto do sequestro do militar, então com 21 anos, pelo grupo extremista Hamas, em junho de 2006.

Em outubro, um acordo intermediado pelo Egito pôs fim a 1.940 dias de cativeiro do soldado. Ele foi entregue pelo movimento palestino Hamas em troca da libertação, que deve terminar no ano que vem, de 1.027 palestinos presos. Para Gamliel, fundador e presidente da iSocia, primeira empresa especializada em mídias sociais de Israel, foi também o encerramento de uma campanha que não parecia ter fim.
“As mídias sociais foram o elo que manteve a comunidade unida em torno do objetivo final: trazer Gilad de volta para seus pais", disse Gamliel, para quem "tudo isso não poderia ter sido feito sem as mídias sociais".

Durante este tempo, centenas de milhares se uniram às “brigadas de amigos” criados na internet, com 77, 5 milhões de interações entre a página oficial, as contas no Facebook e canal de vídeo no Youtube, além do nome de Shalit, que virou um símbolo para pais de soldados israelenses, ocupando vários dias o assuntos mais comentados do Twitter.

G1 conversou com Gamliel após uma palestra do estrategista no workshop “Estratégias de Mídia e Mudança Social”, realizado em Haifa até o último dia 18, em que também falou sobre o papel das redes sociais nos levantes no mundo árabe.  Leia a seguir alguns trechos da entrevista.
G1 - Qual foi o papel da campanha nas mídias sociais no processo para libertar Gilad Shalit?
Kobi Gamliel –
 As mídias sociais foram o elo que manteve a comunidade unida em em torno do objetivo final: trazer Gilad de volta para seus pais. A luta da família dele nas mídias sociais diariamente ajudou a criar, compartilhar e engajar os israelenses e outros seguidores ao redor do mundo, que dividiam experiências sobre as atividades que faziam pelo retorno [do soldado]. Nós atualizávamos diariamente o site oficial (www.gilad.org) e também usamos Youtube, Twitter, Facebook e uma newsletter semanal para reunir os ativistas que dividiam as ações que vinham fazendo com seus amigos. Tudo isso não poderia ter sido feito sem as mídias sociais.

G1 – Israel enfrentou muitas críticas pela operação que libertou 1.027 prisioneiros do Hamas em troca da libertação de Shalit, principalmente de parentes de vítimas do grupo extremista. Vocês tiveram a mesma reação na internet? 
Gamliel –
 Críticas acontecem todo tempo em qualquer atividade. Desde quando o preço foi colocado na mesa pelo governo e os meios de comunicação, as pessoas passaram a usar a internet para expressar suas ideias, tanto em canais de comentário em sites de notícia quanto nos canais de mídia social da família de Shalit, principalmente no mural do Facebook. Teve momentos em que grupos extremistas lançaram uma campanha com anúncios no Google citando Gilad Shalit e contra o acordo, mas em geral a maioria das pessoas estava a favor [do acordo] e esta minoria acabou sendo respondida pela própria comunidade sem que precisássemos interferir.

G1 – Como manter o interesse em uma campanha nas mídias sociais após quase 5 anos da captura de Shalit? Foi o seu trabalho mais difícil?
Gamliel –
 Não foi fácil mesmo, mas no final os seguidores foram os verdadeiros criadores, que contaram as histórias e fontes da maior parte do conteúdo. De fato quem manteve a ação viva foi o povo, que fez com que o assunto continuasse nas manchetes. As pessoas continuaram fazendo vídeos, aplicativos no Facebook, criando sites especiais, fotos criativas e notas originais e o papel das mídias sociais foi ser uma plataforma para eles dividirem essas criações.
Gilad ao lado do pai, Noam, após chegar em uma base aérea de Israel (Foto: Reuters)Gilad ao lado do pai, Noam, após chegar em uma base aérea de Israel, no último dia 18 (Foto: Reuters)


G1 - Em sua apresentação, você disse que a Primavera Árabe não é uma "revolução das mídias sociais", mas que essas ferramentas são parte das revoltas no mundo árabe. Qual é a relevância de Facebook, Twitter e outras redes nestes movimentos?
Gamliel –
 A mídia social é uma evolução na forma de se comunicar, engajar e compartilhar com os outros, portanto, ela é o motor que permite transformar em informação todos os protestos em cada região. As pessoas estavam ansiosas para fazer algo, tudo o que elas queriam era fazer esse algo juntas. As mídias sociais as ajudaram a agir juntas.

G1 – Você vê o mesmo papel das redes sociais nas recentes manifestações contra a desigualdade econômica que se espalharam desde o “Occupy Wall Street” por diversos países na Europa e também em Israel?
Gamliel – 
O Occupy Wall Street é um grupo político organizado, eles não poderiam fazer o que fazem sem as ferramentas das redes sociais. Mas, novamente, as mídias sociais foram apenas a plataforma que permitiu a troca de informações entre eles. Tudo que precisavam era uma conexão rápida e direta, para o qual as mídias sociais foram criadas.

G1 – Em muitas destas campanhas que se espalharam pelas redes, podemos ver causas locais sendo adotadas em outros países, por exemplo o SlutWalk (“Marcha das Vagabundas”), uma manifestação que começou em uma universidade do Canadá e foi reproduzidas em outras partes do mundo como um protesto pelos direitos das mulheres. Isto é uma tendência ou os movimentos estão se focando mais em problemas locais?
Gamliel –
 Podemos ver o mesmo na Austrália, onde pessoas deixaram o bigode crescer para alertar contra o câncer [de próstata]. Acho que criar e ajudar a levantar uma causa ou agenda é muito mais fácil nos dias de hoje, com o mundo se tornando cada vez menor com a internet e as ferramentas sociais. As pessoas estão mesmo encontrando interesses em comum e isso acaba se espalhando rapidamente.

G1 – A despeito do enorme crescimento das redes sociais, só recentemente elas superaram a pornografia como principal atividade na internet. Você acredita que ainda há muito mau uso dessas ferramentas?
Gamliel –
 De fato. Eu acredito que o principal problema das mídias sociais é a rápida expansão. Companhias como Facebook, Twitter e mesmo o YouTube só começaram há pouco a criar meios de proteger nossos filhos e nós mesmos de ações hostis. Acho que como têm falado, elas vem pensando em melhores maneiras de manter nossa segurança e privacidade, criando algoritmos que vão identificar de forma mais rápida quem usa as redes sociais com essa intenção e os impedindo de manter essas atividades no mundo virtual.

G1 – O Brasil aparece nas primeiras posições no número de usuários de mídias sociais. Você lembra de alguma campanha social relevante na rede do país?
Gamliel –
 Nem todos os países estão interessados em entender as mídias sociais e seus hábitos. A principal campanha que lembro do Brasil foi a que os caras da Volkswagen fizeram com o Twitter Zoom (clique para ver vídeo sobre a campanha, em inglês). Isso é exatamente o que incentiva a participação do público a se engajar e compartilhar algo que é grande e dentro de uma agenda jovem.
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