segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Príncipe William participa de resgate em cargueiro na costa de Gales


O príncipe William, segundo na linha sucessória da coroa britânica, copilotou um helicóptero que resgatou dois tripulantes de um navio de carga que afundou nesta madrugada no Mar da Irlanda, no litoral do norte do País de Gales, segundo o Ministério da Defesa britânico.
Segundo o serviço de guarda-costeira da região, cinco tripulantes do cargueiro continuam desaparecidos e outro foi encontrado morto. As buscas continuavam na região.
A tripulação, de origem russa, deu o alarme por volta da meia-noite (de Brasília) e avisou que o navio enfrentava um forte vendaval com uma ruptura no casco.
O navio Swanland, que transportava 3 mil toneladas de pedra calcária, desapareceu a 48,2 quilômetros a noroeste da península de Lleyn.
No total, duas embarcações salva-vidas, quatro helicópteros de busca e resgate e dois navios comerciais continuam tentando localizar os tripulantes desaparecidos.
O serviço de guarda-costeira da região, responsável por coordenar os trabalhos de resgate, demonstrou sua preocupação com a 'segurança' desses marinheiros.
"Sabemos que alguns deles usavam roupas de imersão e tinham lanternas, mas as condições do mar estão complicadas", afirmou Jim Green, do serviço de guarda-costeira da localidade de Holyhead, à imprensa britânica.
Já o Ministério da Defesa declarou neste domingo que o duque de Cambridge participou dos trabalhos de resgate dos dois tripulantes encontrados com vida pouco depois do alarme.
Ambos foram retirados do mar pelo helicóptero Sea King, no qual estava o filho mais velho do príncipe Charles, que passou 'várias horas' envolvido nos trabalhos de resgate, de acordo com o Ministério da Defesa.

Egito inicia primeira eleição parlamentar após queda de Mubarak


Os colégios eleitorais no Egito abriram nesta segunda-feira (28) às 8h locais (4h de Brasília) para o início da primeira eleição parlamentar realizada desde a revolta popular que derrubou o regime de 30 anos do ex-presidente Hosni Mubarak.
Até terça-feira (29), os egípcios devem escolher os membros da Assembleia do Povo (Câmara dos Deputados), entre quase 4 mil candidatos de mais de 40 partidos. A primeira fase da eleição parlamentar, nesta segunda-feira, inclui Cairo e Alexandria. Pelo sistema eleitoral egípcio, a eleição será por etapas e só terminará em 11 de janeiro.
Militares organizaram as filas de eleitores na cidade do Cairo (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)Militares organizaram as filas de eleitores na cidade do Cairo (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)
Longas filas se formavam nas entradas dos colégios eleitorais do Cairo, em contraste com a baixa participação de eleitores nos pleitos das últimas décadas. Centenas de pessoas aguardam sua vez de votar ca capital egípcia, num ambiente pacífico, em meio a uma grande mobilização das forças de segurança, além de unidades militares.
Mais de 17 milhões de pessoas estão habilitadas para votar em nove províncias do Egito, entre elas Cairo e Alexandria, na primeira das três fases em que está dividido o processo eleitoral, que se prolongará até março.
Os juízes encarregados de supervisionar o pleito chegaram aos colégios e às sedes dos comitês eleitorais uma hora antes da abertura das urnas e receberam a documentação necessária e as cédulas de votação, informa a agência de notícias oficial 'Mena'.
Ao todo, 9,5 mil juízes se ocuparão de garantir a supervisão judicial das eleições em todo o país.
Homem mostra dedo manchado após votar no Cairo, capital egípcia, nesta segunda (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)Homem mostra dedo manchado após votar no Cairo, capital egípcia, nesta segunda (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)
Eleições sob tensão
Manifestantes ameaçam boicotar as eleições. Neste domingo (27), o chefe de Estado, Mohamed Hussein Tantawi, apareceu na televisão para pedir que a população compareça em massa às urnas. Os manifestantes pró-democracia ameaçam boicotar o pleito. Tantawi advertiu para as consequências “extremamente” graves caso a crise e a revolta prejudiquem as eleições que começam nesta segunda (28).
A votação é considerada o primeiro passo para transferir o poder do Egito aos civis, uma medida prometida pelo conselho militar que substituiu Mubarak. A escolha das 180 cadeiras do Conselho da Shura (Senado) está marcada para 29 de janeiro de 2012, e a eleição presidencial para julho de 2012. O Egito tem 50 milhões de eleitores entre seus 80 milhões de habitantes. A idade mínima para votar é 18 anos. Policiais e militares não estão autorizados a votar.
Protestos
Nos nove meses desde a queda do regime de Mubarak, a junta militar que comanda o Egito se focou na preservação dos seus privilégios em vez de promover as transformações democráticas, o que levou milhares de manifestantes à Praça Tahrir, no centro de Cairo.
Os manifestantes pedem a renúncia dos militares e o cancelamento das eleições. Eles querem que o pleito seja organizado por um governo civil e não se contentam com a promessa de que a transferência de poder se completará em julho. Os protestantes também recusam o escolhido do conselho para formar o novo gabinete, Kamal Ganzouri, de 78 anos.
Egípcios protestam contra o conselho comandado por militares em manifestação na Praça Tahrir, no Cairo, neste domingo (27) (Foto: Bela Szandelszky/AP)Egípcios protestam contra o conselho comandado por militares em manifestação na Praça Tahrir, no Cairo, neste domingo (27) (Foto: Bela Szandelszky/AP)
Ganzouri foi nomeado para o cargo de primeiro-ministro com a incumbência de formar um "governo de salvação nacional" em substituição ao premiê Essam Sharaf, que renunciou após seu gabinete divulgar um anteprojeto constitucional que blindaria as Forças Armadas de qualquer supervisão civil.
A frustração dos egípcios eclodiu há nove dias, quando os protestos deixaram 42 mortos e mais de 2 mil feridos. Pressionado pelas manifestações, o chefe de Estado, Mohamed Hussein Tantawi, discursou à nação e se comprometeu a organizar uma eleição presidencial até julho de 2012, antecipando em seis meses o cronograma anterior.
Partidos
Oprimidos pelo comando de Mubarak, a Irmandade Muçulmana e outros partidos islâmicos ficaram distantes das regras do exército, que não querem deixar nada impedir as eleições. Os partidos "Justiça e Liberdade" e "Nour", ligados aos conservadores islâmicos, são os favoritos para ganhar a maioria do Parlamento.
As eleições livres são novidade para um país em que as autoridades e as forças de segurança manipulam há décadas as pesquisas em favor do partido de Mubarak. A polícia egípcia afirma ter montado um esquema de segurança para garantir que as eleições ocorram com tranquilidade.


Polícia acredita que fogo em 5 carros na Tijuca partiu de coquetel molotov


O incêndio que deixou cinco carros queimados na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Zona Norte do Rio, na madrugada de domingo (27) teria sido causado após suspeitos atirarem coquetel molotov no local. De acordo com o delegado da 20ª DP (Vila Isabel), Rodolfo Waldeck Penco Monteiro, essa é a principal linha de investigação da polícia nesta segunda-feira ( 28).
"Acredito que tenha sido criminoso, tem uma garrafa com gasolina. Passaram e atearam fogo", disse ele.
Segundo ele, equipes da delegacia estão nas ruas em busca de testemunhas e das imagens das câmeras de segurança próximas ao local do suposto crime. O delegado informou ainda que frentistas que trabalham no posto de combustível da Rua Barão de Mesquita serão chamados para depor, mas ainda não há data.
Como foi
Na madrugada deste domingo, cinco carros estacionados na Rua Barão de Mesquita pegaram fogo. À tarde, funcionários de uma empresa de telecomunicações faziam a manutenção de cabos que também foram incendiados.
A rua chegou a ficar parcialmente interditada por alguns momentos para os trabalhos dos bombeiros. As chamas quase se alastraram para o posto de combustível que fica na mesma rua onde estavam os veículos. Não houve vítimas. 

Lojas do Brás abrem após madrugada de confronto em SP


As lojas que ficam no entorno do Pátio do Pari, onde funciona a Feira da Madrugada do Brás, no Centro de São Paulo, abriram normalmente na manhã desta segunda-feira (28). Na madrugada, camelôs atearam fogo a um ônibus coletivo no bairro após serem impedidos por policiais de montarem suas barracas, segundo a Polícia Militar.
Por volta das 8h desta segunda, a maior parte das lojas já estava aberta – outras começavam seu horário de funcionamento. Muitos compradores circulavam pelas ruas e havia poucos sinais do ocorrido na madrugada.
MadrugadaOs passageiros que estavam no ônibus foram obrigados pelos manifestantes a descer do veículo antes de o coletivo ser incendiado. Outros dois carros que estavam próximos ao coletivo também ficaram queimados.
Durante a ação, a Tropa de Choque usou balas de borracha para impedir que os camelôs montassem suas barracas. Quatro pessoas foram detidas no confronto. Cerca de 300 ambulantes e 200 policiais se envolveram na confusão. Ainda segundo a PM, foram apreendidos rojões e combustível com os camelôs.
Na Rua Oriente, uma loja pegou fogo durante a madrugada. Os bombeiros controlaram o fogo. Ainda não se sabe se o incêndio também foi causado pelos manifestantes.
Confrontos em outubroOs camelôs protestam desde o fim de outubro contra a ação da Polícia Militar, que passou a impedir a montagem das barracas durante a madrugada nas ruas do Brás. Eles pedem à Prefeitura de São Paulo que possam continuar trabalhando até o fim do ano entre 2h e 6h30, apenas nas calçadas, e que no início de 2012 seja feita uma nova negociação para sua retirada.

Aniversariante do dia


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