quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Abastecimento d'água no Quilombo de Pitombeira
O Prefeito Constitucional de Várzea, José Ivaldo de Morais, foi a Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, na Capital João Pessoa, na última quinta-feira, dia 19 de janeiro de 2012 para assinar o aditivo do Convênio TC/PAC nº 1014/2009, que tem como objetivo a Implantação do Sistema de Abastecimento de água no Quilombo de Pitombeira.
Com a prorrogação do Convênio, as famílias que residem no Quilombo de Pitombeira ficarão tranquilas quanto ao abastecimento d’água naquela localidade por um bom tempo.
80 mil raios caem na Paraíba
As fortes chuvas registradas nos últimos dias na Paraíba têm aumentado a preocupação das autoridades e da população com o risco de acidentes provocados por raios. A cada ano, uma média de 80 mil descargas atmosféricas ocorrem no Estado, inclusive causando mortes, segundo levantamento realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O número, conforme explica a assessoria de imprensa do Inpe, pode ser ainda maior, já que a nova rede Brasil DAT de detecção não foi completamente instalada. Até o final do ano serão expandidos 75 sensores que permitirão a elaboração de relatórios precisos de locais e quantidades de raios em todo o país.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Rufino, mesmo no verão é comum ocorrer tempestades e com elas virem as noites de trovoadas, seguidas de raios. “O grande problema que enfrentamos é a falta de comunicação com os demais órgãos e a população que não liga para relatar as ocorrências. Sem saber onde aconteceu fica difícil planejar ações preventivas e educativas”, afirmou.
A meteorologista da Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa), Marle Bandeira, explicou que quando há tempestade, principalmente nos moldes das que vem sendo registradas nos últimos dias em João Pessoa e Campina Grande, é comum aumentar o risco também das descargas elétricas. “Só não podemos prever quando e onde elas irão ocorrer", disse
Para 2012, a expectativa do Inpe não são nada positivas. Dois possíveis cenários foram traçados pelos técnicos, com base na evolução do fenômeno La Niña, que afeta o aquecimento das águas do oceano Pacífico e, neste caso, influenciaria no aumento de raios nestas regiões. Diante desse efeito natural, ou a média deve aumentar ou no máximo ser mantida.
DICAS
Segundo o coronel Rufino, “em dias de fortes chuvas, especialmente quando tiver início as trovoadas, é bom evitar campos de futebol, grandes áreas livres, praias”, explicou.
Outras ações também contribuem para se evitar a possibilidade de ser atingido por um raio, como desligar aparelhos elétricos, se proteger em marquises, caso esteja na rua, ou dentro de casa, fechando portas e janelas. “Evite ficar embaixo de árvores em áreas descampadas e dentro ou fora do mar, já que os sais minerais constantes na areia também atraem os raios, nem fique dentro do carro porque o metal é forte condutor da descarga”, orienta o coronel Rufino.
JP Online
JEFTE NEWS
Vendedor é assassinado a tiros próximo a moinho em Patos
A Polícia Civil de Patos registrou mais um assassinato na cidade na noite desta terça-feira(24), por volta das 22h. A vítima é Estevaner Saley de Brito, 25 anos, assassinado a tiros por trás Moinho Patoense, região do Baixo Meretrício. O vendedor residia na Rua Bertrand de Azevedo, nas proximidades de onde foi morto.
Os três disparos de arma de fogo atingiram diversas partes do corpo do vendedor que ainda chegou a ser levado para o Hospital Regional de Patos. Ele chegou a ser cirurgiado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A polícia não tem informações de quem poderia ter atirado contra o vendedor nem os motivos do crime.
Com este sobe para seis o número de homicídios registrados em 2012 na cidade de Patos.
O assassinato de Romário da Silva Quirino, 15 anos, cujo corpo foi encontrado na terça-feira, dia 03 janeiro, às margens do Rio Espinharas, foi contabilizado pela polícia como crime de 2011.
Com isto, o número de assassinatos ano passado foi de 61 homicídios, um a mais que em 2010.
Hora Exata
JEFTE NEWS
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Músico diz ter tocado Bolero de Ravel mais de 4 mil vezes ao pôr do sol
A tradição de assistir ao pôr do sol ouvindo o Bolero de Ravel na Paraíba começou com uma grande coincidência. Um grupo de amigos se reuniu para assistir ao fenômeno na Praia do Jacaré, às margens do Rio Paraíba, ao som da trilha sonora do filme francês Retratos da Vida. No momento em que o sol estava se pondo, o Bolero de Ravel tocou e o grupo considerou que a composição era perfeita para aquela ocasião.
Quem contou a história foi Jurandy do Sax, músico conhecido por executar o Bolero de Ravel há 11 anos na Praia do Jacaré. Segundo ele, o grupo de amigos repetiu a combinação do pôr do sol com o bolero várias vezes, mas a apresentação ao vivo só começou em 2000 pelo próprio Jurandy.
Quem contou a história foi Jurandy do Sax, músico conhecido por executar o Bolero de Ravel há 11 anos na Praia do Jacaré. Segundo ele, o grupo de amigos repetiu a combinação do pôr do sol com o bolero várias vezes, mas a apresentação ao vivo só começou em 2000 pelo próprio Jurandy.
de 2001 (Foto: Krystine Carneiro/G1)
“Vi o pôr-do-sol e senti vontade de tocar. Passei a tocar sozinho na beira do rio com frequência, mas só me apresentei para o público quando abri um bar no ano 2000. Mas, mesmo assim, era só quando dava vontade”, explicou.
No fim do mesmo ano, o que era feito sem obrigação virou um compromisso firmado com o público. O músico relatou que, em um dia sem movimento em seu bar, ele decidiu tocar sozinho no fim do píer sobre o rio. “Fiquei vendo o crepúsculo. Foi uma cena muito linda, com o céu mudando de cor e aí eu me vi dentro da água. Veio uma mensagem: vou tocar dentro do rio. E em seguida veio uma segunda mensagem: vai ser em um barquinho”, contou.
“Foi um momento de grande euforia, eu gritava de alegria”, revelou Jurandy. A ideia rendeu frutos e em 1º de janeiro de 2001, Jurandy do Sax fez sua primeira apresentação em um barquinho no Rio Paraíba, tocando o Bolero de Ravel ao vivo no seu saxofone. Com o passar dos anos, a tradição foi sendo aprimorada. Hoje, o músico usa um microfone sem fio e a composição é transmitida em todos os bares da Praia do Jacaré simultaneamente através de uma central de som.
Jurandy conta que já executou o Bolero de Ravel mais de 4 mil vezes e garantiu que não tira férias. “Esteja onde eu tiver eu toco, faz parte do meu ser”, disse. O músico tem um substituto para tocar em seu lugar caso ele precise ficar ausente, mas ele afirma que esses momentos são apenas quando ele sai em viagens de trabalho. “Não adoeço”, brincou Jurandy.
Dependendo da estação do ano, o horário que o sol se põe varia. Porém, como em João Pessoa acontece um dos primeiros crepúsculos do país, Jurandy recomenda que o turista chegue às 16h30 para garantir ver o pôr do sol. No verão, no entanto, é mais comum que o fenômeno aconteça por volta das 17h10.
No fim do mesmo ano, o que era feito sem obrigação virou um compromisso firmado com o público. O músico relatou que, em um dia sem movimento em seu bar, ele decidiu tocar sozinho no fim do píer sobre o rio. “Fiquei vendo o crepúsculo. Foi uma cena muito linda, com o céu mudando de cor e aí eu me vi dentro da água. Veio uma mensagem: vou tocar dentro do rio. E em seguida veio uma segunda mensagem: vai ser em um barquinho”, contou.
“Foi um momento de grande euforia, eu gritava de alegria”, revelou Jurandy. A ideia rendeu frutos e em 1º de janeiro de 2001, Jurandy do Sax fez sua primeira apresentação em um barquinho no Rio Paraíba, tocando o Bolero de Ravel ao vivo no seu saxofone. Com o passar dos anos, a tradição foi sendo aprimorada. Hoje, o músico usa um microfone sem fio e a composição é transmitida em todos os bares da Praia do Jacaré simultaneamente através de uma central de som.
Jurandy conta que já executou o Bolero de Ravel mais de 4 mil vezes e garantiu que não tira férias. “Esteja onde eu tiver eu toco, faz parte do meu ser”, disse. O músico tem um substituto para tocar em seu lugar caso ele precise ficar ausente, mas ele afirma que esses momentos são apenas quando ele sai em viagens de trabalho. “Não adoeço”, brincou Jurandy.
Dependendo da estação do ano, o horário que o sol se põe varia. Porém, como em João Pessoa acontece um dos primeiros crepúsculos do país, Jurandy recomenda que o turista chegue às 16h30 para garantir ver o pôr do sol. No verão, no entanto, é mais comum que o fenômeno aconteça por volta das 17h10.
Jacaré (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Se o turista achar que é melhor não visitar a Praia do Jacaré quando estiver chovendo, Jurandy garante que o espetáculo acontece do mesmo jeito. Segundo ele, pode haver um temporal, mas mesmo assim, ele estará lá. “Certa vez estava chovendo e eu achei que não ia tocar porque não ia aparecer ninguém para assistir. Mas quando cheguei, vi que vinham quatro ônibus vindos do Sul do país e fiz a apresentação. Depois, uma senhora me disse que foi o pôr do sol mais lindo da vida dela. E olhe que ela nem viu o sol”.
O local é mais visitado durante os períodos de férias escolares, em janeiro e em julho. Porém, a movimentação não para durante o resto do ano. “Chegamos a um estágio de turismo permanente. Em baixa temporada, não é tão difícil ter grande movimentação de pessoas”, explicou. Segundo Jurandy, em um dia de fim de semana do mês de janeiro circulam cerca de 10 mil pessoas na Praia do Jacaré.
O local é mais visitado durante os períodos de férias escolares, em janeiro e em julho. Porém, a movimentação não para durante o resto do ano. “Chegamos a um estágio de turismo permanente. Em baixa temporada, não é tão difícil ter grande movimentação de pessoas”, explicou. Segundo Jurandy, em um dia de fim de semana do mês de janeiro circulam cerca de 10 mil pessoas na Praia do Jacaré.
Praia do Jacaré (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Diversidade de atrativos
“Aqui tem uma diversidade grande de artesanato local e uma praça de alimentação boa onde o turista pode experimentar uma típica tapioca de côco”, indicou Jurandy. O próprio músico tem uma lojinha onde são vendidos CDs e DVDs do espetáculo, camisas, artesanatos e presentes, tudo para lembrar a passagem do turista pelo local. Na Praia do Jacaré, além dos bares, restaurantes e da praça de alimentação, existem lojinhas com produtos da terra e uma Feira de Artesanato.
Um prato que é muito explorado na Paraíba é a tapioca já mencionada por Jurandy. Além da forma tradicional como é servida, com côco e queijo, na Praia do Jacaré pode-se encontrar tapiocas com vários ingredientes inusitados, como a “Francesinha”, que tem banana flambada com whisky, e outras que têm carne de sol e tomate seco e até com rapadura. Os preços variam de R$ 2 a R$ 8.
Os bares e restaurantes também têm seus atrativos. De lá, os visitantes escutam melhor o Bolero de Ravel e têm uma visão privilegiada da apresentação de Jurandy. Depois do pôr do sol começam outras atrações: artistas fazem, desde shows de forró pé-de-serra até MPB. As apresentações no Jacaré chegam até as 20h e o horário pode esticar ainda mais nos fins de semana, dependendo da animação dos clientes.
“Cada um tem uma peculiaridade”, admitiu Jurandy. Com grande variedade de cardápios, ele recomenda que nenhum turista vá embora da Paraíba sem provar uma peixada ou um bom caranguejo no molho de côco na Praia do Jacaré.
“Aqui tem uma diversidade grande de artesanato local e uma praça de alimentação boa onde o turista pode experimentar uma típica tapioca de côco”, indicou Jurandy. O próprio músico tem uma lojinha onde são vendidos CDs e DVDs do espetáculo, camisas, artesanatos e presentes, tudo para lembrar a passagem do turista pelo local. Na Praia do Jacaré, além dos bares, restaurantes e da praça de alimentação, existem lojinhas com produtos da terra e uma Feira de Artesanato.
Um prato que é muito explorado na Paraíba é a tapioca já mencionada por Jurandy. Além da forma tradicional como é servida, com côco e queijo, na Praia do Jacaré pode-se encontrar tapiocas com vários ingredientes inusitados, como a “Francesinha”, que tem banana flambada com whisky, e outras que têm carne de sol e tomate seco e até com rapadura. Os preços variam de R$ 2 a R$ 8.
Os bares e restaurantes também têm seus atrativos. De lá, os visitantes escutam melhor o Bolero de Ravel e têm uma visão privilegiada da apresentação de Jurandy. Depois do pôr do sol começam outras atrações: artistas fazem, desde shows de forró pé-de-serra até MPB. As apresentações no Jacaré chegam até as 20h e o horário pode esticar ainda mais nos fins de semana, dependendo da animação dos clientes.
“Cada um tem uma peculiaridade”, admitiu Jurandy. Com grande variedade de cardápios, ele recomenda que nenhum turista vá embora da Paraíba sem provar uma peixada ou um bom caranguejo no molho de côco na Praia do Jacaré.
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