sábado, 28 de abril de 2012

África é novo destino dos produtos da Paraíba


Com a indefinição da crise econômica que afeta os países europeus e os EUA, os produtos paraibanos encontraram novos mercados para elevar vendas no comércio exterior, após baixo crescimento de 3,2% nas exportações em 2011. No primeiro trimestre, as exportações para o continente africano cresceram 322,9%, atingindo quase US$ 30 milhões contra US$ 7,92 milhões comercializados no mesmo período do ano passado.

Com o resultado, o continente agora lidera pela primeira vez a participação das vendas para o exterior ao somar 37,49% na participação total das exportações contra 13,57% no mesmo período do ano passado.

No ano passado, a maior parte dos produtos exportados pela Paraíba foi destinada a países europeus, neste ano, o continente africano desponta como o principal destino receptor das exportações da Paraíba e tem contribuído fortemente para o crescimento das exportações paraibanas.

A permanência da crise internacional na Europa e nos EUA, que lideravam a participação no destino dos produtos paraibanos, levou a busca de novos mercados.

Dos cinco países aos quais mais foram destinados produtos da Paraíba no primeiro trimestre, três são africanos. Angola é líder nas exportações com vendas que somam US$ 7,599 milhões (9,5% do total); a Nigéria é o terceiro maior destino com US$ 6,862 milhões (8,58%), seguido em quarto pela África do Sul, com US$ 5,085 milhões (7,96%). Esses três países concentram mais de 60% das vendas dos países africanos, conforme dados no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No ano passado, esta lista era formada pelos EUA, Argentina, Espanha, Portugal e Austrália.
Para a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Paraíba (CIN), Letícia Gadelha, esta reversão no quadro de países exportadores é um reflexo da crise econômica internacional e revela que a Paraíba deve continuar buscando novos mercados no exterior. “Esta diversificação de mercado é muito importante porque, se não for assim, em momentos em que mercados tradicionais passarem por uma crise econômica as exportações terão quedas bruscas”, comentou.

Para Letícia, o contato com os países africanos que hoje estão entre os principais destinos dos produtos paraibanos já foi iniciado há alguns anos e estes mercados tiveram um destaque maior no momento em que os países europeus enfrentam uma crise econômica internacional. Para continuar o ritmo de crescimento, a especialista acredita que é preciso continuar a busca por novos destinos no exterior.

Outros mercados podem contribuir para o crescimento das exportações paraibanas, segundo Letícia. "Os países emergentes estão entre os que têm as melhores opções de negócios.

Rússia, Índia, China e África do Sul têm grande potencial para a realização de bons negócios”, apontou.

Entre os produtos paraibanos que mais são exportados, também para os países que ainda são considerados como novos mercados, estão os calçados, o açúcar e o álcool, mas, segundo Letícia Gadelha, outros produtos paraibanos também possuem um bom potencial para vendas no mercado estrangeiro. “Também possuímos um grande potencial de exportação de minerais não metálicos e de produtos microtecnológicos”, informou. “Para que as exportações paraibanas continuem crescendo precisamos de ousadia e continuar buscando novos mercados, investindo em tecnologia e no aperfeiçoamento de nossos produtos”, acrescentou.

JP Online
JEFTE NEWS

Seca atinge 202 municípios na Paraíba


Em março deste ano, todas as regiões da Paraíba registraram chuvas abaixo da média. O período foi considerado o mais crítico nos últimos 20 anos no Estado e destruiu quase 90% a produção agrícola de municípios localizados no Sertão, Curimataú e Cariri, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura.

Conforme o governador do Estado, Ricardo Coutinho, a estiagem já afeta 202 municípios que estão com déficit hídrico e destes 144 apresentam situação mais crítica. Ao todo, já são mais de 2,6 milhões de pessoas sofrendo com os efeitos da seca. E, para agravar ainda mais essa situação, as chuvas deverão permanecer abaixo da média, pelo menos, até julho deste ano, segundo previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Se as estimativas forem confirmadas, a Paraíba registrará a pior seca dos últimos 30 anos.

Por conta desses prognósticos, o Governo do Estado convocou ontem uma reunião para discutir o assunto com 128 prefeitos paraibanos. O encontro lotou as instalações do Cine Bangüe, do Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho apresentou o Plano Estadual de Gestão dos Recursos Hídricos e Respostas à Estiagem, que é um pacote de ações com recursos federais e estadual, que buscam ajudar os municípios a driblarem os efeitos da seca.

Entre as ações previstas, estão a ampliação do crédito rural, a construção de cisternas, poços e barragens, concessão de bolsa estiagem aos agricultores atingidos pela falta de chuva e aumento de R$ 0,10 sobre o preço do litro do leite de cabra e de vaca, comprados pelo Governo do Estado, dentro do Programa do Leite. O reajuste já entrará em vigor no próximo mês.

JP Online


JEFTE NEWS

Adutora Coremas/Sabugi é violada no Município de São Mamede


Ontem, dia 26/04, uma equipe da Gerência Regional das Espinharas fez uma fiscalização no percurso da adutora Coremas/Sabugi e constatou várias irregularidades provocadas por moradores da zona rural, entre os municípios de Patos e São Mamede, o que vem provocando intermitência no abastecimento das cidades do Sabugi.

Das dez descargas fiscalizadas pelos técnicos da Cagepa seis delas apresentaram violações, com desvios de água para abastecer pequenos açudes e uso de irrigações em plantios de bananeiras, coqueiros, além de capim para alimentar rebanhos bovinos e de caprinos.

Quando questionados pela equipe da Cagepa, alguns moradores negaram a participação no crime. Em seguida, eles admitiam que precisa de água da adutora para o complemento das atividades contínuas do sítio, exemplificando apenas o uso para o consumo humano.

É o caso do agricultor Júlio Pedro, do Sítio Riacho do Meio, município de São Mamede, que solicitou, inclusive, a instalação de um chafariz para atender as necessidades urgentes dos moradores, que segundo ele sofre muito com os efeitos da estiagem. Nesta localidade existem cinco residências, e cada uma delas tem cisternas próprias que comportam, individualmente, 16 mil litros de água.

Outra situação mais cômoda é a do morador Manoel Messias, do Sítio Angola, também no município de São Mamede, que além das cisternas ainda tem dois poços, sendo um amazonas e o outro artesiano. Na mesma propriedade tem um açude de médio porte para a zona rural.

Todos esses moradores que admitiram o uso indevido da água da adutora foram alertados pela equipe de técnicos da Cagepa para os riscos processuais que poderão responder na Justiça, caso continuem a usar de forma ilegal a água da adutora, que tem a finalidade única de abastecer a zona urbana das cidades.

Sertao1
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Caminonete de luxo é encontrada em chamas na BR-230, na Paraíba


Uma caminhonete modelo Hilux foi encontrada em chamas na manhã desta quinta-feira (26) em um trecho da BR-230, na Paraíba. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a primeira suspeita é de que a carroceria estivesse transportando ilegalmente uma carga de fogos de artifício clandestinos, o que teria provocado o incêndio. O incidente aconteceu no km 120, na altura do município de Riachão do Bacamarte, no Agreste paraibano, na pista que vai para Campina Grande.
Ainda conforme a PRF, testemunhas informaram que duas pessoas estavam no carro, sendo um homem e uma mulher. Porém, os dois teriam abandonado o local.
O incêndio acabou causando um congestionamento no local. O Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar o fogo e a PRF organizou a passagem de veículos no trecho, mas que nenhum carro fosse atingido. A polícia agora tenta identificar o condutor do veículo para exigir esclarecimentos sobre o caso.
g1

Sindicância sobre uso de furadeiras no Trauma é concluída, diz CRM-PB


A sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) para apurar o suposto uso de furadeiras domésticas em cirurgias no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa está concluída e já pode ser levada a julgamento. A informação foi dada pelo corregedor do CRM, José Mário Espínola, garantindo que o órgão deve analisar o resultado da investigação na primeira quinzena de maio. A apuração sobre o uso de furadeiras no Trauma teve início há sete meses, em setembro de 2011.
 A abertura da sindicância foi determinada pelo presidente do CRM, João Medeiros, após o integrante da Associação dos Médicos da Paraíba, Ronald Farias, dizer que cirurgias cranianas na unidade hospitalar estavam sendo feitas com o auxílio do aparelho. Na época, a Secretaria de Saúde do estado negou a suposta irregularidade.

Ele ainda destacou que a sindicância é comandada por um médico que analisa a denúncia. De acordo com o corregedor, o sindicante solicita esclarecimentos do denunciante e também dos denunciados e, dependendo do caso, solicita também documentos. “Ele analisa tudo e expõe o que colheu à câmara julgadora. O relator emite um parecer favorável a abertura do processo ético ou pelo arquivamento e os conselheiros votam”, disse.
José Mário explicou que a sindicância seria colocada na pauta de uma sessão de julgamento da Câmara do CRM que ocorreria na noite de quinta-feira (26). No entanto, a reunião foi cancelada em razão de uma viagem do presidente do conselho, João Medeiros. “Estou apelando que as sindicâncias mais antigas e as mais polêmicas sejam votadas. Ela (a das furadeiras) já está na pauta, se a sessão fosse amanhã ela seria votada”, disse o corregedor do CRM. De acordo com ele, ainda não há data certa para a sessão de maio.
O corregedor ainda destacou que a sessão de julgamento deve contar com a participação de pelo menos oito conselheiros. Caso a decisão seja pela abertura do processo ético, haverá uma investigação de maior profundidade para apurar quem são os possíveis responsáveis.
Com relação a demora do julgamento da sindicância do suposto uso de furadeiras no Trauma de João Pessoa, o representante do CRM disse que isso ocorreu porque os julgamentos acontecem de forma cronológica e existem muitas que foram abertas antes.
Anvisa proíbe furadeiras comuns em cirurgias
O uso de furadeiras domésticas em procedimentos cirúrgicos é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No 'Alerta de Tecnovigilância nº 939' publicado em 2008, a Anvisa descreve que "furadeiras domésticas não foram originalmente concebidas para serem utilizadas como produto médico. A comercialização e utilização deste tipo de dispositivo em procedimentos cirúrgicos representam um grave risco à saúde da população e constituem infração sanitária, por se tratar de produto sem registro na Anvisa".

Considerando a furadeira doméstica como um dispositivo 'impróprio', a norma também alerta para os riscos de sua utilização em procedimentos cirúrgicos. Entre eles: a furadeira pode contaminar o campo cirúrgico com o óleo usado na lubrificação; apresenta riscos de descargas elétricas; não tem controle de rotação; e não pode ser esterilizada.
g1
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