terça-feira, 25 de setembro de 2012

Energisa localiza 18 imóveis com irregularidades no 1º dia de inspeção


Dezoito unidades consumidoras de energia elétrica apresentaram algum tipo de irregularidade logo no primeiro dia de uma operação montada pela empresa para combater o roubo de energia na orla de João Pessoa. A ação foi iniciada pela empresa concessionária de energia na Paraíba, a Energisa, e teve início na segunda-feira (24) e vai até a sexta-feira (28).
Ainda de acordo com a Energisa, a previsão é de que 500 imóveis no Bairro de Cabo Branco, onde acontece a operação, sejam inspecionados. A operação conta com 26 equipes da Energisa, além da Polícia Civil, incluindo os peritos, de acordo com a assessoria.No primeiro dia foram feitas 114 inspeções e duas pessoas foram autuadas. “Essas autuações acontecem quando o responsável pela residência se encontra no local”, informou a assessoria de imprensa, explicando que “só as investigações vão dizer se essas unidades estão ou não furtando energia”.
As perdas
Nos últimos 12 meses, a quantidade de energia furtada em toda a Paraíba daria para abastecer duas cidades do porte de João Pessoa por quase dois meses, segundo o levantamento da Energisa, o que corresponde ao desvio de 155 Gwh, ou um prejuízo para a empresa de R$ 62 milhões e de R$ 13,5 milhões para os cofres públicos.

A ação no bairro do Cabo Branco é semelhante a outras realizadas nos bairros de Manaíra e Tambaú e foi definida de acordo com o nível de perdas e dados estatísticos apurados pela Energisa naquela região.
“Este trabalho é a continuação da “limpeza” na orla de João Pessoa”, afirma Felipe Vianelli do Departamento de Medição e Combate a Perdas da Energisa Paraíba e Energisa Borborema.
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G1

Sobe para 46 o número de presos na Operação Esqueleto, diz polícia


Sargento da PM foi preso durante Operação 'Esqueleto' em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)Sargento da PM foi preso durante Operação
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Subiu para 46 o número de presos na Operação Esqueleto, que desarticulou um grupo criminoso que, de acordo com a polícia, pode ser responsável por 60% dos homicídios cometidos neste ano na Grande João Pessoa. Na quarta-feira (19), 42 mandados de prisão foram cumpridos na ação, que contou com equipes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.

Nesta sexta-feira (21) e no sábado (22), policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) prenderam um homem e uma mulher. Segundo o delegado do GOE, Cristiano Jacques, contra ambos havia mandados de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Criminal da cidade de Santa Rita, pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico. “Ela tinha como função dentro do grupo esconder a droga, tirando de um lugar para outro, evitando assim o flagrante e dificultando o trabalho da polícia", afirmou o delegado, ainda acrescentou que outras pessoas podem ser presas no decorrer das investigações.

Na quinta-feira (20) mais um suspeito de envolvimento em tráfico de drogas e homicídios em João Pessoa foi preso na comunidade do Timbó. Segundo o delegado do GOE que coordenou a operação, Cristiano Jacques, o suspeito foi preso em flagrante, com meio quilo de crack.

A Polícia Civil já anunciou que vai pedir a transferência de alguns dos detidos na operação para presídios federais. A ação conjunta deteve, inicialmente, 42 pessoas e desarticulou toda uma organização criminosa. Segundo o delegado Cristiano Jacques, a organização seria responsável por comandar o tráfico de drogas no estado, queimar ônibus,realizar rebeliões em presídios, além de ser mandante dos principais homicídios violentos registrados na Grande João Pessoa.


De acordo com a polícia, o grupo era responsável por 60% dos homicídios praticados em 2012 na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. 50 mandados de prisão foram expedidos.

Delegado Cristiano Jacques (Foto: André Resende)Dos 42 mandados de prisão cumpridos, 25 foram expedidos para suspeitos em liberdade e 17 são contra acusados que já estavam presos e atuavam de dentro dos presídios. Os suspeitos detidos durante a operação serão levados provisoriamente para presídios da capital paraibana. No balanço apresentado na coletiva, a polícia informou que foram apreendidos um revólver, munição, aproximadamente 1 kg de crack, e uma grande quantia em dinheiro, incluindo doláres e sucres, moeda usada nos países da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América).

Entre os presos na ação conjunta das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal está umO delegado Cristiano Jaques afirmou que essas prisões pode ser considerada a maior operação conjunta feita no estado. “Esta organização criminosa existia na Paraíba até hoje (19). A partir de agora posso afirmar que este grupo criminoso organizado não existe mais. É o fim do grupo organizado no estado”, sentenciou Jacques. Ainda conforme o delegado, a maioria dos crimes violentos cometidos na Região Metropolitina de João Pessoa serão reduzidos drasticamente.
sargento da Polícia Militar, que também era candidato a vereador em Bayeux pelo partido PSL. Segundo o delegado Cristiano Jacques, Arnóbio Gomes Fernandes prestava serviços de segurança particular para sub-chefes da quadrilha de tráfico de drogas. De acordo com o Secretário de Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima, um Inquérito Policial Militar (IPM) será aberto para investigar a participação do sargento na organização.

Segundo investigações, a violência para executar as vítimas era uma característica marcante do grupo criminoso. A polícia afirma que traficantes rivais que "invadiam" a área da organização eram assassinados com requintes de crueldade.
Algumas dessas execuções, principalmente por esquartejamento, eram acompanhadas em tempo real, através de celulares, por criminosos do bando. Mais de 340 policiais participaram da operação.
Segundo a Polícia Civil, foi constatada no curso das investigações a existência de uma organização criminosa administrada de dentro dos presídios de João Pessoa, como se fosse uma verdadeira empresa. Os lideres que cumpriam pena detidos deixavam uma cartilha para que os integrantes livres cumprissem compromissos.
Ainda conforme a polícia o grupo tinha hierarquia e tarefas bem definidas, com gerentes, distribuidores, soldados do tráfico e vendedores diretos aos dependentes químicos. A organização criminosa atuava nos bairros periféricos da capital, bem como nos municípios deSanta Rita e Bayeux, na Grande João Pessoa.
Relação com outras organizações criminosas
Polícia concedeu coletiva para falar da Operação Esqueleto (Foto: André Resende)
Para Cristiano Jaques, grande parte das drogas comercializadas pela organização criminosa paraibana desarticulada nesta quarta-feira (19) era fruto de parcerias com organizações criminosas de outros estados, como São Paulo. “Há indícios de que uma outra grande organização criminosa de São Paulo tinha vínculos com a organização desarticulada hoje na Paraíba. A investigação aponta que parte da droga comercializada aqui era enviada por São Paulo”, comentou.
O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima, afirmou que o combate ao tráfico de drogas e a violência consequente não passa apenas por ações do próprio estado, uma vez que as drogas não são produzidas na Paraíba. “Não temos produção de drogas. A maconha, o crack, a cocaína, o ecstasy são trazidos até as nossas cidades. A droga consumida no estado vem de fora. O combate ao tráfico tem que ser tratado como um trabalho conjunto em todo país”, explicou.
Lavagem de dinheiro
Presos na Operação 'Esqueleto' são encaminhados para Central de Polícia em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Após o cumprimento do mandado de prisão e busca e apreensão, a polícia passará a investigar um esquema de lavagem de dinheiro utilizado pela organização criminosa. Segundo Cristiano Jacques, a quadrilha investia parte do dinheiro coletado com o tráfico de drogas na construção civil.
“Encontramos um grande prédio sendo construído na comunidade do Timbó, nos Bancários (em João Pessoa), que seria financiado com dinheiro de traficantes. Iremos investigar se outras casas construídas na comunidade possuem ligação com o grupo”, completou.
De acordo com o Jacques, a operação não acabou e o trabalho da polícia será contínuo. Para o delegado do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE), a polícia não teme represálias. “Iremos continuar reprimindo o crime que quer se organizar. Não tememos represálias, a polícia não vai, de forma alguma, temer bandidos”, declarou.

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G1

Paraíba tem 5.080 casos confirmados de dengue, diz Secretaria de Saúde


De janeiro até o dia 21 deste mês, aParaíba já registrou 5.080 casos confirmados de dengue, de acordo com dados do boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (24). Apesar no número alto, a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, explicou que houve uma qualificação do banco de dados, fazendo com que a quantidade diminuisse. Os casos confirmados de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), por exemplo, diminuiram, desde o último dia 6, de 46 para 43.
Em abril, uma menina de 7 anos morreu em Patos, a 307km de João Pessoa. Ela deu entrada no Hospital Infantil de Patos no dia 14 de abril e foi internada na área de urgência e emergência da unidade. Segundo o diretor técnico da instituição, Almir Soares Cavalcante, a menina apresentava os sintomas de dor abdominal, vômito, falta de ar e desconforto respiratório. O quadro se agravou na manhã dia 15 de abril, quando ela passou a ter taquicardia e foi encaminhada à UTI Infantil. A menina morreu às 4h do dia 16 de abril. Em João Pessoa foram registrados quatro casos. Sendo um deles o de uma idosa de 97 anos e um outro de um jovem de 19 anos.“Os dados foram avaliados e qualificados pelo Estado. Em algumas fichas passadas pelos municípios, a mesma pessoa é notificada duas vezes. Nós solicitamos que os municípios retirassem os nomes duplicados”, explicou Talita. Ainda de acordo com a gerente executiva, o último boletim confirmou 4.933 casos de dengue clássica (o anterior registrou 4.827), e 104 com complicação (contra 111 do boletim do dia 6).

Ainda estão em investigação 5.982 casos e 2.176 foram descartados. Neste ano, sete mortes por dengue foram confirmadas, sendo um em Itabaiana, um em Patos, quatro em João Pessoa e um em Bayeux. Outros quatro óbitos estão sendo investigados – três em João Pessoa e um no Conde – e 13 foram descartados para dengue.

Talita Tavares aproveitou a divulgação do boletim para alertar que a dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra e apela para notificação dos casos graves em até 24 horas. “Num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. Daí surge à necessidade da notificação dos casos graves em até 24 horas”, disse. A sinalização destas situações deve ocorrer ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), pelo telefone (83) 8828-2522 (plantão 24 horas).

Ela ainda enfatizou que tem sido observado um padrão sazonal de incidência da dengue coincidente com a proximidade do verão, devido à ocorrência esporádica de chuvas e aumento da temperatura nessa estação. “Isso é mais comum nos núcleos urbanos, onde é maior a quantidade de criadouros naturais ou resultantes da ação do ser humano. Entretanto, a doença pode ocorrer em qualquer localidade desde que exista população humana susceptível, presença do vetor e o vírus seja introduzido”, alerta.

Algumas mortes
A primeira morte por dengue hemorrágica registrada neste ano na Paraíba foi de uma idosa de 64 anos de Itabaiana, no Agreste paraibano, em março. O caso só foi divulgado em abril deste ano. A Secretaria de Saúde do município confirmou que pelos resultados dos exames e do atestado de óbito a mulher foi vítima da dengue tipo 4.

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Cinco detentos escalam muro e fogem de presídio no Sertão da PB


Cinco detentos da Colônia Penal Agrícola de Sousa, no Sertão da Paraíba, fugiram da unidade prisional na manhã desta terça-feira (25). A Polícia Militar realiza diligências na cidade e até as 10h, três presos haviam sido recapturados. De acordo com a direção do presídio, alguns detentos ficaram feridos durante a ação da polícia.
Policiais do 14º Batalhão da PM continuam tentando localizar os outros dois fugitivos. No fim da manhã, Arnaldo Sobrinho deve receber um relatório com a ocorrência da fuga e mais detalhes sobre o caso. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para prestar socorros aos detentos recapturados que ficaram feridos durante a fuga.O gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba, tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, disse que os presos estavam no banho de sol no início da manhã desta terça-feira quando fugiram. Eles escalaram o muro e conseguiram pular. "Em uma ação rápida, agentes de dentro e das guaritas e da Polícia Militar conseguiram deter alguns", disse.
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Funcionários e professores param e alunos ficam sem aulas na Paraíba


Os professores e funcionários da rede estadual de ensino da Paraíba decidiram parar as atividades e os quase 400 mil alunos das escolas estaduais estão sem aula nesta terça-feira (25). A paralisação estava prevista no calendário anual de mobilização dos trabalhadores em Educação e tem o objetivo de reivindicar melhorias para a categoria. Além desta terça-feira, a categoria ainda vai promover mais duas paradas no dia 26 dos meses de outubro e novembro.
A assessoria da Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria de Estado da Administração informou, através de nota, que recebeu os representantes das categorias, ouviu as reivindicações e se prontificou a fazer uma reflexão mais ampla sobre o assunto. Ficou acertado que outros encontros seriam agendados até o fim deste ano para amadurecer as questões, segundo a assessoria.Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), a principal motivação do protesto é o descumprimento por parte do Governo do Estado do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para os profissionais no que está relacionado ao crescimento relativo à formação do docente.
"No mês passado o governo enviou para a Assembleia o projeto para que não tivéssemos mais progressão. Hoje, quem é professor, não tem mais progressão, fica estagnado, pois entra, evolui e se aposenta sempre no mesmo estágio de reconhecimento e de vencimento", disse Edna Serafim, que faz parte da direção do Sintep. Ela disse ainda que o Governo afirma pagar o piso salarial nacional para os professores, mas que não o faz.
De acordo com o sindicato, os funcionários, vigilantes, auxiliar de serviços gerais, assistentes administrativos, bibliotecários e cozinheiras também paralisaram para reclamar quanto à jornada de trabalho, que é de oito horas diárias. A reivindicação é que seja diminuída para seis horas corridas. "Tem essa determinação da carga de trabalho grande, mas não há a contrapartida, como vale-transporte, ticket alimentação, salário mínimo. Nada disso tem", disse Edna.
Em Campina Grande e João Pessoa a reivindicação não ficará apenas com a cobrança profissional. Os trabalhadores vão se organizar e realizar manifestações nas ruas para dar mais força ao movimento. Na capital, os docentes estão reunidos desde o início da manhã na sede do sindicato, no Centro da cidade. Já em Campina Grande, a partir das 15h, na academia popular do bairro Presidente Médici, docentes e não docentes promoverão uma mobilização para cobrar abertura nas negociações com o governo.
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